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26 de março de 2012 8

Nome de artista ele já tem, Hesséx de Oliveira. Habilidade e ouvido privilegiado, também: “Tenho a grande sorte de pegar qualquer instrumento e conseguir arranhar alguns sons”, garante o rapaz de 25 anos, que se desdobra na guitarra, bateria, no teclado e no baixo. Bom gosto musical, nem se fala. Pra nossa sorte, Hesséx – neto de Heriberto de Oliveira, que acompanhava o saudoso sambista Mestre Bêra – usa seus poderes para o bem, empregados nas bandas Reino Fungi, Sylverdale, Carbonarantes e Mad Mavericks, além de um trabalho solo no qual executa todos os instrumentos. É, sem dúvida, um dos músicos mais versáteis e atuantes da cena roqueira de Joinville, afinal, é um ser quase onipresente nos palcos locais. E ao mesmo tempo em que melhora como frontman aguerrido, Hesséx revela-se um tranquilo professor de iniciação musical. Vale ou não um papo com o cara?

Você é daqueles que passa o tempo todo mergulhado em música?
Hesséx de Oliveira
– É bem isso mesmo. Quando não estou dando aula, estou gravando material próprio ou gravando as últimas linhas do próximo EP do Sylverdale. E se não estou gravando, estou pegando repertório das outras bandas ou estudando mesmo.

O Sylverdale existe desde que o seu irmão era um garoto. Qual a vantagem de ter banda tão cedo?
Hesséx
– Por ser novo, você acaba chamando a atenção das pessoas, e é ótimo pra ter visibilidade na cena local. E quanto mais cedo, mais bagagem vamos acumulando.

Já se meteu numa roubada por ser muito novo? Já foi barrado em algum lugar que a banda tocaria por causa disso?
Hesséx
– Felizmente, comigo não chegou a acontecer. Até porque eu já tinha 17 anos e dava pra enganar. Mas meu irmão Helder, por ser baixinho, quando tocávamos nas extintas Double Phase e Cais 90, tinha que apresentar um termo de responsabilidade assinado pelos nossos pais.

De onde saiu “Avestruz”? Tem jeito de hit engraçadinho…
Hesséx
- Um certo dia, caminhando com o Xan (baixista do Sylverdale), ele cantarolou com seu amigo Vailate: “Estou andando com Vailate, meu cachorro late late, isso não é um cachorro, isso é…”  e finalizou a rima com “avestruz”. Isso acabou virando a letra da música. Só nossos amigos mais antigos conheciam essa música, porque nunca a gravamos e só tocamos ela em alguns shows de zoação.

Você é um conhecido “homem-banda”. Não consegue se contentar só com uma?
Hesséx
- Infelizmente, não. Acredite, se o dia tivesse 40 horas, eu com certeza teria mais bandas. Me sinto muito realizado tocando com amigos e instrumentos diferentes. Isso me completa de forma única.

Você também dá aulas de iniciação musical. Curte ou é só ganha-pão?
Hesséx
- Dou aulas de instrumentos musicais a crianças partir de sete anos. Ensinar as pessoas e vê-las tocar é o melhor retorno que um professor pode ter. Quando a música atravessa obstáculos e se desenvolve com quem estiver disposto a aprender, é algo que vale muito. É bonito ver meus alunos tocando e saber que estou fazendo direito.

Dá pra sobreviver fazendo rock em Joinville?
Hesséx
- Infelizmente, não, ainda mais rock autoral. Hoje, em Joinville, as casas prezam por bandas que fazem tributos ou são covers de outras, e ainda assim o cachê é bem apertado. Se for levar em conta o que se gasta pra manter uma banda, o cachê sai quase elas por elas.

Você já pensou em gravar um disco inteiro sozinho, tocando todos os instrumentos?
Hesséx
- Essa pergunta veio na hora certa. Na semana que vem, estarei lançando meu primeiro EP solo, com oito faixas gravadas por mim em casa e com parceria do Estúdio Mario Lima, onde foram gravadas algumas linhas de bateria.  O que pretendo lançar soará bem diferente dos trabalhos que venho seguindo com as bandas. Não será nada grunge, nada anos 60… Será um extrato do que venho consumindo e produzindo.

O que seria um futuro perfeito pra você?
Hesséx
– Venho maquinando para que todos os meus trabalhos, tanto como artista quanto como professor, atinjam o maior número de pessoas. Não digo que pretendo gravar um disco de sucesso e virar um rockstar, isso é um tipo de ilusão e quase impossível de acontecer sem ter muito trabalho por trás. Humildemente falando, se der pra tocar um rock n’roll,  pagar minhas contas e dormir todos os dias até as 10 da manhã, pra mim, está ótimo.

Comentários (8)

  • Hélio de Sousa diz: 26 de março de 2012

    Dá-lhe, Hesséx! Parabéns!

  • Rafael Zimath diz: 26 de março de 2012

    Um dos talentos do cenário joinvilense! Sou fã!

  • Dani diz: 26 de março de 2012

    Sou fã!
    (na verdade sou mais fã do frango frito que a mae do hessex faz, mas isso é outra historia hehe)

  • Jones diz: 2 de abril de 2012

    Realmente o garoto é um bom musico, mas so ganhou o destaque no jornal por ser amigo pessoal do colunista tendencioso, que só fala dessas porcarias de banda indie que ficam puxando o saco dele!!! o destaque para as bandas locais deveria ser bem maior e mais democratico no jornal, trocar o colunista talvez fosse uma boa idéia!!!!

  • Rafael Zimath diz: 2 de abril de 2012

    Putz grila. Que comentário infeliz. Tá aí um cara que não merecia ler esse tipo de coisa. São mais de 15 anos de serviços prestados à música local em todas as suas vertentes (mesmo fora do rock). Respeitar diferentes opiniões sempre é importante, mas com um comentário desaforado desse aí força a amizade, não é?

  • Rafael Zimath diz: 2 de abril de 2012

    Pô Rubens, não fique falando da nossa intimidade aí pra todo mundo ler…hahaha

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