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Posts de abril 2012

James, apenas

30 de abril de 2012 2

Um quase sócio deste  blog, Pablo Geratti foi a São Paulo pra encontrar a luz e ficar em estado de graça diante do seu adorado James. A clássica banda inglesa toca nesta segunda-feira (30) pela primeira vez no Brasil, terminando com uma espera dos fãs que passa dos 20 anos. Surgida no começo da década de 80, munido com belas melodias e guitarras luminares, o James ganhou exposição quando a cena de “Madchester” explodiu com as batidas alucinantes dos Stone Roses e Happy Mondays,  já na virada pros anos 90. O grupo chegou a aderir à sonoridade, mas não alcançou a popularidade dos conterrâneas, permanecendo como um nome cult, seguro e querido do rock britânico. Nas janelinhas abaixo, vocês conferem os dois maiores hits do James, ao menos entre os brasileiros.


Repara Bem - Pistolêra e Miss Sugar

30 de abril de 2012 0

Em 2010, a banda joinvilense Pistolêra lançou um EP virtual que não continha Repara Bem, faixa que, na visão dos rapazes, não condizia com o peso do restante do repertório. Dois anos depois, a música vem a público, só que dividida com a Miss Sugar, cujo guitarrista, Menderson Madruga, produziu o disquinho da Pistolêra. São quatro minutos de singeleza pop que destaca a bela voz de Letícia Xavier, mais acostumada com camas sonoras acústica. Enquanto o single único da parceria desembarca na rede, a Pistolêra se prepara pra voltar ao estúdio e com esperanças de lançar um disco completo ainda em 2012.

Vingando o punk

30 de abril de 2012 0

Este leitor de quadrinhos da Marvel desde a mais tenra infância se encontra em êxtase pelo filme dos Vingadores (The Avengers, no original) que estreou na sexta passada. E numa dessas felizes coincidências, descobriu que existe uma banda chamada Avengers, velhusca formação punk surgida em 1977 em San Francisco. Ganhou certo status por ser um dos primeiros grupo do estilo nos EUA e por ter aberto o último show da vida dos Sex Pistols (na época), em janeiro de 1978. Infelizmente, deixou pouca coisa gravada, mas nem as várias mudanças na formação tiraram a banda da estrada – hoje, continuam na linha de frente os membros originais Penelope Houston (vocal) e Greg Ingraham (guitarra).



Tempos de Maracujá - Nevilton

29 de abril de 2012 1

Desconfio que os paranaenses do Nevilton se inspiraram nos loucos e bacanudos clipes do OK Go pra fazer o de Tempos de Maracujá, faixa de seu disco de estreia, De Verdade, lançado em outubro. Só que, no caso do trio, a música é mais divertida.

Garotos Podres na área 47

27 de abril de 2012 0

É bota na cara no Espaço Oca, neste sábado à noite (28).  E é coturno e suspensório clássicos, diga-se de passagem. Com os Garotos Podres na área jaraguaense, é certeza de pogo com um sorriso na cara, afinal, são 30 dedicados ao punk virulento e corrosivamente bem humorado. Sem aliviar na energia e com clássicos como Papai Noel Velho Batuta, Rock de Subúrbio e Fernandinho Veadinho na sacola, os paulistanos encabeçam um festival que ainda terá Estado Deplorável, Rejects S/A, This Túrbio, Mercúrio Cromo e Carcerários, todos representantes casca-grossa do Norte catarinense. Os ingressos antecipados, a R$ 15, estão à venda nos postos Mime e nas lojas Ponto Certo, Refuge Rock Wear (Joinville), Mega Rock e Rock Total Discos (Blumenau).


Nada Surf e suas estrelas

27 de abril de 2012 0

Herói do underground americano – e a um passo de virar mainstream na primeira metade dos anos 90 -, o Nada Surf amarra com sabor indie uma semana gloriosa em Floripa que teve Paul McCartney e Agent Orange. O agora quinteto novaiorquino, graças aos acréscimos de Doug Gillard (guitarra, do Guided by Voices) e Martin Wenk (teclado, trompete e percussão, do Calexico), baixa no John Bull da Capital neste domingo (29) com a turnê do disco The Stars Are Indifferent to Astronomy, que saiu lá fora em janeiro e desembarca no Brasil junto com a banda. Informações pelo  site oficial da casa. Neste sábado (28), a parada é no Curitiba Music Hall, na capital paranaense, onde a banda já tocara em 2004.
Lançado em janeiro, The Stars desembarca no Brasil junto com o grupo e é um atrativo e tanto para os fãs que o acompanham desde meados dos anos 90. Espécie de herói indie, o Nada Surf continua centrando fogo em melodias cantaroláveis encharcadas de guitarras distorcidas, caso de Clear Eye Clouded Mind, Waiting for Something, Teenage Dreams e Looking Throught. São exemplos de um álbum mais direto e rápido, possivelmente pela adesão do veterano guitarrista Doug Gillard. Claro que, às vezes, o grupo se repete e fica pelo caminho. De qualquer forma, sobra empenho até em coisas doces como When I Was Young, Let the Fight do the Fighting e Jules and Jim.



Um Tricolor na Ressacada parte 2

27 de abril de 2012 0

Lembram quando eu disse que o Macca era Tricolor (AQUI)? Pois confirmou-se a torcida do homem ao JEC no show de quarta-feira. As imagens não mentem…

Preciosidade de seis cordas

27 de abril de 2012 0

Se um dia a situação financeira de McCartney apertar, ele pode leiloar essa guitarra Epiphone Casino que carrega pelo mundo. Valeria o PIB de um pequeno país, dependendo da oferta. O instrumento, sacada do case exclusivamente pra execução de Paperback Writer, é a mesma usada por Paul quando gravou a canção com os Beatles, nos anos 60. Em Floripa, no que o astro anunciou o pedigree, a bichicha foi ovacionada pelo público.

Perdeu, São Pedro!

27 de abril de 2012 0

Sinto muito, dileto leitor, mas não vou recorrer a um clichê tão surrado quanto “Paul fez chover em Floripa”. Pelo contrário. Digamos que São Pedro, gozador e estraga-prazeres, resolveu dificultar as coisas pra McCartney na quarta-feira (25), no estádio da Ressacada: “Vamos ver se esse velhinho é bom mesmo…”. Apostou e se deu mal. Paul não é bom, é excepcional, e se não usou a chuva a seu favor, contornou-a com a reconhecida excelência em um espetáculo certeiro. Ok, a água deu uma “brochada” no público, que precisou dividir-se entre o que acontecia no palco, capas de chuva e roupas molhadas, mas, no final, Paul consolidou um jogo ganho um mês atrás.
Pontual como se espera de um lorde inglês, Macca tratou de subinhar com música o devaneio nostálgico, repleto de imagens dos anos 60 e 70, exibido nos telões nos minutos anteriores: “Magical Mistery Tour”, o primeiro clássico beatle da apresentação, indicaria o caminho a seguir. “Boa noite, manezinhos” inaugurou as simpáticas interações de Paul em português torto e, vez outra, ilhéu típico. “Que bom estar de volta ao Brasil. Very nice! Tô muito feliz de estar em Santa Catarina pela primeira vez”.
“The Night Before”, pouco tocada na atual turnê, foi a primeira semi-surpresa, mas também o início da chuva, que não cedeu mais. Aí, Paul reagiu: com “Let me Roll it”, mostrou habilidade na guitarra e liderou uma coda barulhenta, emendada em “Paperback Writer”. Diante da empolgação, parece que São Pedro se enfureceu e acirrou a chuva em “The Long and Winding Road”, que inaugurou uma longa sequência de baladas, com Macca ora ao piano, ora ao violão. Ao tocar “My Valentine”, única do novo álbum no repertório, assinalou uma frase da música: “Não damos bola pra chuva”. É, mas o palco é sequinho.
Sorte que veio a ótima “Hope of Deliverance”, tocada pela primeira vez no País na atual turnê. Generosidade de Paul, que engatou um trecho de “Yellow Submarine” em “Something”, homenageando George e Ringo numa patada só (mais tarde, Lennon ganharia o seu tributo em “Give Peace a Chance”). Animada como poucas, “Obla di obla da” esquentou os pés molhados dos fãs, que permaneceram “pilhados” graças a “Back in the URSS” e “I Got a Feeling”. E aqui vale um parênteses pra banda que acompanha o beatle já há dez anos: impecável é pouco.
A trinca matadora “Let it be/Live and Let Die/Hey Jude” tem de tudo: casais se beijando, explosões de fogos e coros de chorar. Agora, pegue esse resumo e multiplique por 30 mil pessoas boaquiabertas e delirantes com momentos que não podem ser descritos de outro modo que não épicos. Nada superou isso, nem portentos roqueiros como “Daytripper” e “Get Back”, nem o intimismo tocante de “Yesterday” ou o treme-pista “I Saw Her Standing There”. Faltou “Helter Skelter”, sir Paul, mas não dá nada.
E quem garante que beatlemaníacos não sentiram falta dessa ou daquela? Macca, é verdade, muda poucas peças de seu tabuleiro, incluindo gestos, frases e expressões bem ensaiados. É um entertainment de primeira que tem o povo na mão, escudado por uma história, uma obra e um carisma imbatíveis. Mostrou tudo isso na Capital, mas seria injusto dizer que não sua a camisa. Paul se esforça pra agradar, mesmo que já seja idolatrado. Mas gênio que é gênio é assim mesmo: dá carrinho em campo molhado (literalmente) até quando o placar lhe favorece.

Set list
“Magical Mystery Tour”
“Junior’s Farm”
“All my Loving”
“Jet”
“Drive my Car”
“Sing the Changes”
“The Night Before”
“Let me Roll it”
“Paperback Writer”
“The Long and Winding Road”
“1985″
“My Valentine”
“Maybe I’m Amazed”
“I’ve Just Seen a Face”
“Hope of Deliverance”
“And I Love Her”
“Blackbird”
“Here today”
“Dance Tonight”
“Mrs. Vanderbild”
“Eleanor Rigby”
“Something”
“Band on the Run”
“Obla-di Obla-da”
“Back in the USSR”
I Got a Feeling”
A day in the life
“Let it Be”
“Live and let Die”
“Hey Jude”
“Lady Madonna”
“Daytripper”
“Get Back”
“Yesterday”
“Birthday”
“I Saw Her Standing There”
“Carry that Weight/The End”



Experiência completa

24 de abril de 2012 0

Levando em conta que nesta quarta (25) é Paul’s Day em Santa Catarina (anotem a data, pode virar feriado), vai bem indicar aquele que talvez – talvez – seja o melhor registro de um show de Macca em CD/DVD. Good Evening New York City” não tem cortes abruptos nem documentários enxeridos e oferece, pura e simplesmente, um compacto de 2h30 das três noites de Paul no City Fields, em julho de 2009. Concertos significativos pra Macca e os fãs, já que foram os primeiros naquela arena, erguida em substituição ao Shea Stadium, célebre pelos shows que os Beatles fizeram lá em 1965. São 44 anos comprimidos em 33 músicas que espelham os diferentes momentos de Paul – com os Beatles, com os Wings e como artista solo. Não faltam clássicos, excelência e nem emoção. Enfim, é uma experiência audiovisual plena para os convertidos, que nem as eventuais imagens amadoras captadas do meio da plateia pode atrapalhar. Aliás, elas só contribuem.