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Posts do dia 16 maio 2012

Sintonizando...

16 de maio de 2012 0

Por enquanto, o que eu tinha pra dizer sobre o assunto, disse AQUI. Agora, é esperar pelo arremate nesse sagrado/profano espaço chamado palco.


Beggars banquet

16 de maio de 2012 0

De malas semiprontas pra tocar em Joinville no dia 7 de julho, o Acústicos e Válvulados faz uma defesa fervorosa do que chama de "rock mendigo" no clipe lançado na terça-feira (15). Notem aí que o habitual esculacho do grupo gaúcho vem acompanhado de estética e referências ao cinema trash/cult em  Sai do Sério, outra faixa retirada do disco Grande Presença (2011).

O "lado B" da rua

16 de maio de 2012 0

Olhem bem a foto acima. Parece, mas não é "aquela" a que você se acostumou a ver na capa do disco Abbey Road e replicada a torto e a direito pelos anos afora. Esta aqui, percebam, mostra os Beatles caminhando no sentido contrário da foto original (mas ainda sobre a mítica faixa de pedestres da rua londrina), além de ter um Paul McCartney de sandálias (e não descalço) e sem o cigarro na mão. A imagem, uma das seis da travessia clicada pelo fotógrafo Iain MacMillan no dia 8 de agosto de 1969, irá a leilão na próxima terça-feira (22), em Londres. Valor inicial: 9 mil libras (cerca de R$ 28 mil).

Jack White, tradicional e irretocável

16 de maio de 2012 0

Um urubu repousa no ombro de Jack White na capa de sua estreia como artista solo. Seu semblante e a parca luminosidade constroem, junto à ave de mal agouro, uma atmosfera melancólica que vai ao encontro dos temas abordados na maioria das 13 faixas de Blunderbuss - dor, morte, separação, desesperança. Não deixa de ser um contraste com o ótimo momento de Jack, inabalável depois do fim do White Stripes. Mas fãs e críticos não seriam tão receptivos assim se ele não mantivesse o habitual alto nível no álbum, seguro nas bases e referências que o tornaram um astro confiável. Blues, country, rock e folk puxam climas que transpiram eletricidade a meia luz, vide Freedom at 21 e Missing Pieces, enquanto Sixteen Saltines conduz os riffs violentos da antiga banda de White. A acústica Love Interruption é amena só na superfície e reforça a ligação com sonoridades dos anos 50 e 60. Segue-se as cordas e o toque caipira de faixa-título, a ambientação setentista de Hypocritical Kiss e dramática Weep Themselves to Sleep. Em sua diversidade bem amarrada, Jack ainda manda rockabilly (I'm Shakin'), um piano blueseiro de fina cepa (Trash Tongue Talker) e uma peça final amalucada (Take Me with You When You Go). Nada disso é estranho aos fãs, mas é impossível não perceber a densidade da produção e os arranjos esmerilhados, que tiram a responsabilidade da guitarra e ampliam a percepção de que a musicalidade e a criatividade de Jack White só tendem a crescer.