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Posts do dia 21 maio 2012

Eles têm a força

21 de maio de 2012 0

Sempre que a NME ou qualquer outra publicação musical vem com esse papo de "a nova maior banda do mundo", é melhor duvidar, manter os dois pés atrás e entrincheirar-se na coleção dos Ramones. Mas a nova aposta da revista britânica (estampada na capa da semana passada) - que, pasmem, vem dos EUA - é digna de muitos créditos. A tal conquista do mundo é balela, mas o que o Alabama Shakes faz em seu disco de estreia, Boys & Girls, rende uma paixão quase imediata por parte dos fãs da música americana de raíz. O quarteto, liderado pela voz poderosa de Brittany Howard, encarna o soul tradicional abastecido por guitarras contundentes, mas vez ou outra cai no blues, no folk e no rock visceral. Hold on, o primeiro single, é um belo cartão de visitas e já toca alucinadamente nas rádios americanas. É, também, o início de um disco cheio de faixas de classe que fará de 2012 um ano melhor, inclusive pra nós, brasileiros, já que Boys & Girls sairá em junho no País pelo selo Lab 344.

No abismo do frade

21 de maio de 2012 0

Pensaram que a Frade Negro ficaria no EP The Bells of Chaos (2008) e na cerveja artesanal que leva seu nome? Taí embaixo a prova de que a estrada da banda jaraguaense prosseguirá: a capa de Black Souls in the Abyss. De fato, mais heavy impossível, e quase um Halloween antecipado. O disco foi gravado no Audioworks Studio, em Itajaí, com produção de André Tulipano, da banda de power metal Steel Warrior. Superados alguns imbróglios, o selo MS Metal Records lançará o álbum - muito provavelmente no segundo semestre - em versões física e virtual. Acesse o facebook do grupo e vá contando os dias, caro banger catarinense.

De novo na praça

21 de maio de 2012 0

Mais do que em qualquer outro momento nos últimos anos, precisamos de Odair José. Com a música romântica nacional feita refém por sertanejos e pagodeiros de uma nota só, é necessário um herói do gênero pra endireitar as coisas e injetar algum pulso nas canções de amor. Ídolo popular nos anos 70, grande vendedor de discos e autor de memoráveis dramas românticos (como esquecer de Uma Vida Só, Eu Vou Tirar Você Deste Lugar, A Noite Mais Linda do Mundo e tantas outras?), Odair José voltou aos holofotes nos anos 90 e foi descoberto por uma geração de bandas que viu em sua obra um diálogo com o povão natural e inovador. Virou cult. Agora, ele reaparece sob a batuta de Zeca Baleiro e com um disco de inéditas (o primeiro em seis anos) que faz justiça ao seu passado de glórias - passado, aliás, representado no título Praça Tiradentes. Com retorno tão sólido, "Orelhada" tinha mesmo que ter a seguinte conversa com o cantor/compositor:

Qual foi o estopim pra você voltar ao estúdio após seis anos?
Odair José
- Na verdade, foi o convite do amigo Zeca Baleiro e aquela coisa de compositor, de estar sempre fazendo alguma coisa.

Quem deu o primeiro passo para o Zeca produzir o CD, você ou ele?
Odair José
- O convite partiu do Zeca, que, entre outras coisas, é uma pessoa muita generosa.

Pra escolher Praça Tiradentes como título do disco, o lugar deve ter um significado especial pra você...
Odair José
- Praça Tiradentes foi onde tudo começou. Foi meu primeiro endereço no Rio, e também por causa dos teatros Carlos Gomes e João Caetano, lugares que na minha época os músicos se reuniam pra trocar informações e agendar trabalho.

Qual o contexto daquela foto na contracapa do CD?
Odair José -
A foto é de 1972 e é o registro de um evento idealizado com muito sucesso pela gravadora Polygram. Ele ganhou bastante espaço na mídia e aconteceu justamente ali, próximo a Praça Tiradentes, na porta da Igreja de São Jorge.

As canções assinadas só por você são material recente ou havia algo engavetado há tempos?
Odair José
- São todas recentes. Havia uma que há uns 35 anos eu coloco na lista. Fizemos a base mas outra vez ficou de fora.

O quanto de verídico há na história de E Depois Volte pra Mim? Li que é uma homenagem a Bruna Surfistinha, é verdade?
Odair José
- Eu e Zeca a conhecemos no programa Altas Horas. Dias depois, fizemos a música mais por brincadeira. Ficou legal, a Bruna sabe disso!

Tanto Querer me lembrou Jota Quest. Em algum momento você pensou em deixar seu som mais, digamos, contemporâneo?
Odair José
- Lembra mesmo, né? Mas a ideia do arranjo foi do "grande" Fernando "Baixo". Ele é que bolou essa levada genial!

Você não pensou em pedir música ou convidar alguém das bandas jovens que fizeram o disco-tributo a você?
Odair José -
Na verdade, sempre fui um compositor que canta. O Zeca é que teve essa ideia de pedir trabalhos de outros e se eu desse corda, ele teria ido mais longe.

Paulo Miklos está no disco. Você gosta dos Titãs?
Odair José
- Sempre gostei e vez ou outra trocava conversas com membros da banda. Tinha até um projeto de fazer um disco com produção do (guitarrista) Marcelo (Frommer, morto em 2001). Mas aí...

De alguns anos pra cá, romantismo é sinônimo de sertanejos e pagodeiros. Qual a sua opinião sobre eles?
Odair José
- Não tenho opinião formada sobre nada na vida. Mas, pra mim, de qualquer maneira, música só existem duas, a boa e a ruim.

Fim de embalo

21 de maio de 2012 1

Depois de Donna Summer, a morte de Robin Gibb (foto), neste domingo (20), por culpa do câncer de cólon que  atormentava o cantor há tempos, foi mais um duro golpe no quadro de celebridades da disco music. Muito bem, graças a Saturday Night Fever, os Bee Gees conquistaram o planeta e passaram pra eternidade. O que muita gente não sabe é que bem antes de explodir nas pistas em 1977, os irmãos Gibb  já eram veteranos e até bem sucedidos. O primeiro disco do grupo é de 1965, e dois anos depois eles alcançaram o primeiro posto da parada inglesa com o single Spicks And Specks. Daí até os "embalos de sábado" foram quase 20 títulos. Vale, e muito, conhecer essa fase do grupo, ainda longe dos remelexos funk e muito mais afinada com o rock, o folk, a psicodelia, o R&B e o folk.