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Posts de agosto 2012

Cena, ontem e amanhã

31 de agosto de 2012 0

Quando domingo (2) chegar, os associados e a direção da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) se reunirão pra colocar as cartas na mesa e avaliar a Cena 9, encerrada sábado passado após uma semana de programação teatral. De antemão, o público que compareceu a elas será comemorado – 2.848 passaram pelas 14 apresentações, e apenas um espetáculo não esgotou os ingressos no galpão da entidade, na Cidadela. “Uma coisa que nos surpreendeu foi o aumento de público pagante e o fato de muita gente ter ido pela primeira vez ao galpão. O teatro de Joinville ganhou um novo público”, comemora Luciano Cavichiolli, presidente da associação.
Outra questão a ser debatida no encontro deste domingo será o futuro da mostra – que, vale lembrar, chegará à 10ª edição em 2013. Cavichiolli voltará a propor sua transformação em festival, com a divisão em grades oficial e paralela, uso de curadoria para seleção de espetáculos e abertura total para grupos de fora de Joinville. “Mas é preciso cuidar para que (o evento) não se descaracterize. Vamos ver o que a Ajote pensa disso”, diz Luciano, reforçando que hoje a Cena é uma mostra de trabalhos joinvilenses, profissionais ou não, e cujas presenças na programação independe de gênero ou formato.

Uma trilha para Marlindo

31 de agosto de 2012 1

Você já viu trilha sonora de todo tipo – filme, novela, peça teatral e até um livro de Nick Hornby. Mas revista em quadrinhos? Essa é a mais nova empreitada da Transfusão Noise Records, selo carioca altamente combativo na defesa dos sons alternativos, principalmente daqueles que se encaixam na definição de lo-fi. Mas há um porém: Marlindo, HQ desenvolvida por Fabio Lyra e Lê Almeida, ainda não foi lançada, ao contrário de sua trilha, subvertendo a ordem natural das coisas no mundo pop. Tudo bem, as desventuras da vida comum de Marlindo chegarão em breve, via fanzine. Enquanto isso, o disquinho virtual dá sopa no site da Transfusão, uma compilação com 18 bandas e artistas do selo que faz pulsar o amor por guitarras distorcidas e cheias de arestas por onde passam referências indie, grunge, punk e folk. Medialunas, Badhoneys, Suite Parque, Loomer, The John Candy, Wallace Costa e o já citado Lê Almeida são destaques nesse gibi sônico habitado por ilusões juvenis e sistemas auditivos comprometidos.

Tropa de elite oitentista

30 de agosto de 2012 0

Me lembro como se fosse hoje a fila que saía do Cine Palácio, dava a volta na quadra e retornava até a porta do cinema joinvilense, uma horda adolescentes e jovens adultos ansiosos pra ver Sylvester Stallone redimir os EUA no Vietnã em Rambo 2. Sim, houve um tempo em que ele e Arnold Schwarzenegger eram os maiores astros do cinema de ação do planeta, e cada nova produção estrelada por eles virava capa de revista e era mancheteada pelos jornais, virando sucessos de bilheteria. A isso se chama os anos 80.
Os tempos e os próprios filmes do gênero (e suas estrelas) são outros. Stallone, porém, sempre acreditou que seu público continuou fiel enquanto envelhecia, daí ter feito novas apostas em Rambo e Rocky. A investida em Os Mercenários (2010) – escrito, dirigido e protagonizado por ele – é a maior prova disso, não só por juntar uma penca de astros de ontem e de hoje da pancadaria, mas por ser um filme em que trama, cenários e efeitos poderiam perfeitamente estar em alguma película sua de 25 anos atrás. O que talvez Stallone não esperava é que uma nova leva de adolescentes, talvez afetada por horas intermináveis de videogames violentos, comprariam a ideia e transformariam o filme num hit.
Daí pra Os Mercenários 2 andar foi um pulo. Stallone, esperto, ainda agregou Jean Claude Van Damme e o sumido Chuck Norris ao elenco, além de dar mais espaço pra Bruce Willis e Schwarznegger. Resumo da ópera: vingança leva o grupo a algum lugar longínquo do planeta dominado por um vilão malvado. A sequência estreia nesta sexta-feira (31), mas a vibe oitentista continuará em 2013. Stallone e Schwarza repetirão a dobradinha em The Tomb, no qual vivem companheiros de cela numa prisão de segurança máxima. Já o ex-governador da Califórnia faz um delegado de fronteira em The Last Stand, que ainda tem Rodrigo Santoro no elenco.



PIL desacorrentado

30 de agosto de 2012 1

“Você não consegue ficar bem. Você pode sufocá-lo por um determinado tempo, e duas décadas é muito tempo para suportar isso. É como uma sentença de prisão. Mas eu já fui para a cadeia, sei como lidar com ela”. O desabafo é de John Lydon, ex-Johnny Rotten dos Sex Pistols, falando à revista Spin sobre o sentimento que o acompanhou durante os 20 anos que passou sem gravar com o Public Image Ltd. por causa de uma dívida com a gravadora EMI. Agora livre e independente, Lydon lançou um novo disco com sua banda em maio. This is PIL não nega suas origens sem paradeiro defindo, o que significa dizer que os rasgos de pós-punk, new wave, reggae, funk torto e eletrônica voltaram – ou melhor, continuam – a nutrir a música de Lydon, pouco indicada a pessoas sensíveis (apesar de One Drop, por exemplo, ser perfeitamente “dançável”). Aliás, pegue algum disco do PIL dos anos 80, como Album ou Happy?, compare com as faixas novas e perceba uma sutil mudança na voz do líder, agora mais grave, só que ainda esquizofrênica.

Joss Stone a caminho de SC

30 de agosto de 2012 0

A visão de Joss Stone no palco do festival SWU de 2010, descalça e com panos e cabelos ao vento, desfilando a voz abençoada por Deus rente ao microfone, é algo que não se esquece de um dia para o outro. Parecia uma alucinação coletiva transmitida via Multishow. Agora que está confirmada o show da cantora inglesa a Floripa, no dia 17 de novembro, teremos certeza de que aquilo não foi miragem. Ao que consta, Joss Stone existe de fato e seu novo disco acaba de ser lançado no Brasil, algo que ela apresentará in loco no Stage Music Park. The Soul Sessions Vol. 2 traz versões para músicas gravadas originalmente tanto por bandas de soul e rhythm and blues dos anos 70, como Chi Lites e The Honey Cone, quanto por novos e badalados indies, como Broken Bells. Tudo muito bonito e agradável, mas quem acompanha os passos dela (calçados ou não) desde o princípio certamente esperará os hits do volume original de The Soul Sessions (2003) e do disco Mind, Body & Soul (2004), fundamentais pra que ela já acumulasse 13 milhões de cópias vendidas na carreira e ser uma das mais bem sucedidas artistas britânicas da última década. A previsão é que a venda de ingressos (pista, R$ 70, pista premium, R$ 120, e camarote, R$ 250) comece na próxima segunda-feira (3).

De amores e estradas

29 de agosto de 2012 0

O blog estende gentilmente o tapete vermelho pra dois talentos joinvilenses. Um deles, o Radio Gump (que toca sábado, dia 1º, no Bovary), aparece com certa frequência aqui, mas, desta vez, a passada é por causa  do vídeo que compila cenas do showzaço de estreia que a banda fez em 26 de maio no Teatro Juarez Machado. Como trilha, a ótima KM, o mais próximo de um hit que o quinteto possui. A faixa, assim como outras músicas do RG, é assinada por Fabio Rivero, compositor de mão cheia que também fornece material pra banda Dona Chica, entre outros. Agora, ele resolveu tomar lugar sob os holofotes e gravar uma de suas novas criações, a mais que emotiva Eu Não Sei Falar de Amor, que poderia se definido como “Roberto Carlos num dia de especial inspiração romântica”. Detalhe: ambos os clipes levam a assinatura do fotógrafo Rodrigo Arsego.

Vibrações heroicas

29 de agosto de 2012 0

Samuel L. Jackson, vocês sabem, interpreta o chefão Nick Fury no filme (e na recente saga da Marvel) dos Vingadores, sobre o qual é o post abaixo. Não há desculpa melhor, portanto, pra conhecer a Samuel Jackson Five, banda norueguesa de rock instrumental tão vigorosa e surpreendente no som quanto foi criativa pra escolher seu nome de batismo. Seu mais recente disco, auto-intitulado, saiu neste ano.

Os Vingadores na sala de casa

29 de agosto de 2012 0

Oficialmente, Os Vingadores desembarca neste quarta-feira (29) nas locadoras e lojas na forma de um DVD/Blu-ray cheio de extras, entre cenas deletadas, erros de gravação e um curta-metragem derivado do longa, chamado Item 47. Quanto ao filme propriamente dito (a terceira maior bilheteria da história, vale lembrar), trata-se de um exemplar de primeira do gênero superheroico. Antes disso ainda, é um sonho realizado de quem cresceu com os gibis da Marvel protagonizados pelo grupo, como este que vos digita. Isso porque é cuidadoso em escalar todos os elementos que compõem a mitologia dele – como o antagonismo entre os heróis, que rende uns quebra-paus sensacionais – e consegue um surpreendente equilíbrio num longa com tantos personagens de calibre. No final, claro que o ego simpático de Tony Stark (Robert Downey Jr.) se sobrepõe, mas é bom contar com participações decisivas do Capitão América e do Hulk, responsável pelo ponto alto do humor do filme, aliás, um elemento pouco presente nas HQs. Ainda que a telinha da TV diminua a grandiosidade da empreitada do diretor Joss Whedon, a aventura é arrebatadora tanto para os velhos leitores quanto pra quem acompanha a saga no cinema. Os Vingadores cumpre o prometido no tabuleiro armado pelos filmes individuais dos heróis – e, para melhor compreensão, é bom tê-los visto antes – e abre um ilimitado leque de possibilidades para o que está por vir.

Senta que lá vem história (de terror)

28 de agosto de 2012 0

Aceitar o convite do Titio Creepy, o asqueroso anfitrião das história da revista Creepy, é pedir para entrar num mundo macabro, de vielas escuras, florestas cerradas e pântanos ameaçadores, onde vampiros, lobisomens, zumbis, feiticeiras, praticantes de vodu e serial killers se encontram pra uma “festinha” com o sangue alheio. A capa do álbum que a Devir Editora acaba de lançar puxa pelo humor, mas a verdade é que as tramas da publicação – que circulou com sucesso entre 1964 e 1983 – são mais barra-pesada do que as de suas coirmãs, Eerie e a famosíssima Crypta. Além disso, a revista contava com artistas renomados como Neal Adams, Frank Frazetta, Alex Toth e Bernie Wrightson, presentes nesta coletânea, que reúne as cinco primeiras edições da clássica HQ de terror. Sendo assim, os fãs do gênero estão muito bem servidos, já que a Cripta (nomeada assim para o mercado nacional) está sendo republicada desde o ano passado pela Editora Mythos.

O amor é uma dor de amor

28 de agosto de 2012 1

Enquanto a vida de Joseph Gordon-Levitt ia ficando miserável por causa do pontapé no traseiro dado por Zooey Deschanel, Dudu Franco conjecturava que a sua existência também poderia mudar por causa de 500 Dias com Ela. Não só por causa da fossa do protagonista, mas também pelas ondulações alternativas que ajudaram a transformar o filme de 2009 em hit indie. Acabou que o músico joinvilense encontrou ali o som e o nome de seu novo projeto e deixou pra trás os dias de punk na banda Piolho de Cobra, dez anos atrás. O 500diasdeverão (assim mesmo, tudo junto) ostenta no EP que acaba de lançar uma doce melancolia de amores irrealizados, onde versos tragicômicos fluem com os arranjos acústicos quase minimalistas que Dudu constrói com violão, ukelelê, escaleta, gaita e percussão suave. “Esse projeto, pelo menos nessa primeira fase, tem um pouco de influência da Sophie Madeleine e dessa cena que o povo chama de twee-folk, mas eu não concordo, porque folk pra mim é outra coisa”, explica Franco. “E a trilha sonora do 500 Dias com Ela, com She & Him, Regina Spektor e Simon & Garfunkel, com certeza me fez idealizar tudo isso”. As cinco faixas do Ep autointitulado estão pra audição e download AQUI ou AQUI.