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Posts de novembro 2012

Animação acadêmica

30 de novembro de 2012 0

Chegou a hora de os acadêmicos do curso de design da Univille mostrarem o resultado do tanto de neurônios queimados ao longo de 2012. Na base da transpiração e inspiração, os alunos das três primeiras fases chegaram aos cerca de 20 curtas que formam o 2a Mostra Gampi Animada, neste sábado (1º), às 19 horas, no Sesc de Joinville. A trabalheira multidisciplinar da rapaziada partiu do tema do fim do mundo. Sem apelar para clichês catastróficos, usa até stop motion para passar o recado e, quem sabe, dar mais forcinha para a animação se estabelecer na cidade. Além das produções universitárias – caso de Humanos (imagem acima), de Pedro Augusto Villas Bôas, Paulo Roberto de Melo, Rafael Maia Nicolazzi e Maikon Miranda Leite -, a noite no Sesc terá palestra e a divulgação dos vencedores do 5o Prêmio Menino Caranguejo. A entrada é gratuita.

A arte do encontro

30 de novembro de 2012 1

Uma prova cabal de que Joinville não é mais a mesma, em termos de cultura e entretenimento, é que até os domingos não cheiram mais a marasmo. Descanso sim, mas não tédio absoluto, com música, teatro, artes visuais e performances artísticas tomando o lugar do vazio. Junto com outras programações que atiçam os joinvilenses aos domingos, o MAJ Sounds chegou em março para tirá-los de casa com um encontro movido a arte e diversão que nestes nove meses reuniu mais de 30 artistas, no Museu de Arte e na Cidadela. Iniciativa do DJ Roger Thiago (foto acima) e do VJ Leandro Vigas, o MAJ Sounds terá sua última edição do ano neste domingo (2), sem ter certeza de que retornará em 2012, apesar do êxito. Confiram a conversa que a coluna levou com Roger:

Como começou o MAJ Sounds?
Roger Thiago
– Em março, durante o Carnaval, eu e o Vigas tivemos várias conversas sobre fazer alguma coisa diferente na cidade, porque sentíamos falta de um lugar pra encontrar amigos e escutar música.

A ideia sempre foi misturar estilos e manifestações artísticas?
Roger
– Sim. Quando a gente decidiu fazer a primeira edição, já combinamos que o projeto seria algo diferente, juntar várias tribos e estilos e fazer uma mistura disso, pra fugir do convencional.

Sacudir o marasmo dos domingos na cidade…
Roger
– Sim, Joinville tem vários espaços públicos e a gente pensou em fazer algo nesse locais, que até então estavam parados.

Na sua opinião, qual a importância do MAJ Sounds?
Roger
– Valorizar a arte regional e abrir espaço pra novas tribos que têm algo cultural para oferecer à comunidade.

Ele está garantido pro ano que vem?
Roger
– Infelizmente, ainda não tem nada definido. Mas vamos começar a ver isso no começo de 2013. A intenção é continuar.

Se assim for, você pretende fazer alguma mudança?
Roger
- Tenho muitas ideias, mas como o evento não tem patrocínio, fica meio difícil colocá-las em prática. Vamos continuar lutando pra levar o MAJ Sounds no peito. Eu queria torná-lo um evento totalmente beneficente. Essa é a ideia do MAJ Sounds 2013. Tenho fé que vai dar tudo certo.

Obrigado, George!

30 de novembro de 2012 0

Como fã dos Beatles e particularmente, de George Harrison, considero Concert for George um dos eventos musicais mais emocionantes já filmados. Isso porque é palpável a atmosfera de amizade, alegria, gratidão e, claro, de tristeza que pairou sobrou o Royal Albert Hall naquele 29 de novembro de 2002, exatamente um ano após a morte de Harrison. Além da celebração pelo homem, há a celebração do mito e do músico extraordinário, e aí o show transcorre de forma não menos gratificante, com gente do quilate de Eric Clapton, Paul McCartney, Ringo Starr, Jeff Lynne, Ravi Shankar, Albert Lee, Tom Petty, Billy Preston e vários outros passeando pela obra do beatle. Por causa dos dez anos do lançamento do show-documentário (que há tempos saiu em DVD), ele foi disponibilizado, na íntegra, no YouTube. Aqui está:

Isca de peixe

29 de novembro de 2012 0

O ano de 2012 terminará com o Motel Overdose se sobressaindo em meio ao rico, mas pouco explorado, rock barriga-verde. O trio ilhéu largou uma estreia (homônima) vitoriosa, foi tocar no Goiânia Noise e ainda emplacou o single Leandro Fama entre a audiência do Pretinho Básico, da Rádio Atlântida. Como que para celebrar, a banda encomendou ao Clint Studio uma revista-conceito que explora visualmente a fúria temática que permeia as letras do álbum. As ilustrações (tipo essa aí de cima) ampliam o universo de taras e frustrações rumo a imagens delirantes, surreais, monstruosas e até chocantes, como se uma Alice aditivada desse uma volta pelo inferno. Aos que quiserem adquirir a revista – que traz senhas para baixar o disco e o hit Leandro Fama -, basta acessar o site da Sic Music e fazer a encomenda.

That Someone is You - R.E.M.

29 de novembro de 2012 0

Nem demorou! Duas semanas depois de trazer á tona o clipe inédito de Blue (assista AQUI), dirigido por James Franco, o R.E.M. revela o de That Someone is You, também assinado pelo ator. Os dois trabalhos faziam parte de um projeto da banda de entregar as faixas do disco Collapse into Now (2011) aos cuidados de diferentes diretores.

Começou! Os melhores discos de 2012

28 de novembro de 2012 0

Vocês não achavam realmente que as listas de melhores discos do ano esperariam até dezembro pra aparecer, certo? Três revistas/sites musicais influentes saíram na frente, descartando pesos pesados do topo (tirando o Led Zeppelin, veja abaixo) e elencando nomes que, em sua maioria, ainda esperam pra virar hype. Talvez este seja o começo. Ainda não é hora pra unanimidades, mas, a partir destas primeiras listas, percebe-se que Lonerism, do Tame Impala, poderá ser um título frequente em outras relações de melhores que virão pela frente.

New Musical Express (NME)
1. Crystal Castles – (III)
2. Jake Bugg – Jake Bugg
3. Tame Impala – Lonerism
4. Ty Segall – Twins
5. Flying Lotus – Until the Quiet Comes
6. David Byrne & St. Vincent – Love This Giant
7. TNGHT – TNGHT
8. Purity Ring – Shrines
9. DIIV – Oshin
10. Clams Casino – Instrumental 2
11. The Cribs – In the Belly of the Brazen Bull
12. Graham Coxon – A+E
13. Pond – Beard, Wives, Denim
14. Dirty Three – Toward the Low Sun
15. Sharon Van Etten – Tramp
16. Tribes – Baby
17. The Maccabees – Given to the Wild
18. Solange – True
19. Deftones – Koi No Yokan
20. Brian Eno – LUX

Pitchfork’s
1. Kendrick Lamar – good kid, m.A.A.d. city
2. Frank Ocean – Channel Orange
3. Godspeed You! Black Emperor – ‘Allelujah! Don’t Bend! Ascend!
4. Grizzly Bear – Shields
5. Beach House – Bloom
6. Tame Impala – Lonerism
7. Swans – The Seer
8. Fiona Apple – The Idler Wheel
9. Dirty Projectors – Swing Lo Magellan
10. Japandroids – Celebration Rock
11. Spiritualized – Sweet Heart Sweet Light
13. Ty Segall Band – Slaughterhouse
14. Death Grips – The Money Store
16. Burial – Kindred
17. Converge – All We Love We Leave Behind
18. Twin Shadow – Confess
19. Killer Mike – R.A.P. Music
20. Julia Holter – Ekstasis

Rate Your Music

1. Led Zeppelin – Celebration Day
2. Swans – The Seer
3. Kendrick Lamar – good kid, m.A.A.d city
4. Recomposed by Max Richter: Vivaldi – The Four Seasons (Konzerthaus Kammerorchester Berlin/André de Ridder; Daniel Hope)
5. Godspeed You! Black Emperor – ‘Allelujah! Don’t Bend! Ascend!
6. Grizzly Bear – Shields
7. Converge – All We Love We Leave Behind
8. Fiona Apple – The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do
9. Enslaved – RIITIIR
10. Between the Buried and Me – The Parallax II: Future Sequence
11. Tame Impala – Lonerism
12. Deftones – Koi no Yokan
13. Beach House – Bloom
14. Killer Mike – R.A.P. Music
15. Dead Can Dance – Anastasis
16. Scott Walker – Bish Bosch
17. Ne Obliviscaris – Portal of I
18. Änglagård – Viljans öga
19. Neil Young – Psychedelic Pill
20. Frank Ocean – Channel Orange

O eclipse de Cat Power

28 de novembro de 2012 0

Quem é musa indie nunca perde a majestade, certo? Errado, porque Cat Power nunca usou coroa ou cetro, apesar de crítica e fãs lhe concederem o merecido respeito e, em casos mais agudos, adoração. A americana sempre caminhou, descalça, entre o fio da navalha e a beira do precipício, exalando uma melancolia que transita naturalmente entre o derrotismo e a esperança. Apesar do título, Sun (Matador/Lab 344), seu nono disco (e o primeiro de material inédito em seis anos), segue assim, nublado e envolvendo o ouvinte num buraco negro de faixas que soam igualmente deslocadas. Mas esse estranhamento é peça-chave do script da raiva contida no disco, espirrada em versos como “Se eu morrer antes da hora, me enterre de cabeça para baixo” e “Eu sempre estive por conta própria/ Olhe nos meus olhos e veja a bomba”. Movendo-se do folk/blues encardido para a eletrônica discreta, Chan Marshall conduz a ilusória calmaria através de belezas como Cherokee, Real Life, Manhattan e a apoteótica Nothing But Time, que tem Iggy Pop nos vocais de apoio. Já Silent Machine é orgânica e leva um acento soul, mas é sinuosa e “perversa” como as demais. Um disco de gosto forte e amargo, mas que desce surpreendentemente fácil. Coisa de majestade.

Por toda parte

27 de novembro de 2012 0

Com três projetores e duas paredes, a banda belga Willow empreendeu esta incrível jornada visual – sem sair do estúdio, obviamente.

Willow – Sweater from Filip Sterckx on Vimeo.

Mais de 14 anos depois...

27 de novembro de 2012 0

Izzy Stradlin, membro original do Guns N’ Roses e demissionário da banda no começo dos anos 90, voltou a dividir o palco com Axl Rose. Foi na sexta (23) e no sábado (24), no final da temporada de shows que o Guns fez num cassino de Las Vegas. Com seu fiapo de voz, mas elegante no vestuário e no modo de tocar, ele mandou 14 Years, faixa do disco Use Your Illusion 2 (1991). Segundo a revista Spin, o twitter do grupo informou que uma das apresentações da “residência” em Las Vegas vai virar DVD.

Quando as máscaras caem

26 de novembro de 2012 0

Sem uma exibição decente em Santa Catarina, Deus da Carnificina foi para o DVD com um lastro de boas críticas atrás de si, e não é para menos. Roman Polanski, sempre um bom contador de histórias de carga dramática intensa, se prende aqui, nesta adaptação da peça de Yasmina Reza, a um único cenário e quatro personagens fixos para extrair, mais do que uma interessante narrativa de fatos, uma crítica cortante à sociedade – ou, se você quiser ser mais minucioso (e implicante), ao casamento. Após uma briga entre dois garotos, os pais deles se encontram num apartamento para resolver amigavelmente o problema. Mas, no decorrer da discussão, as personalidades de cada um vêm à tona e deixam amargura, hipocrisia, egoísmo e antigos rancores atropelarem a questão inicial. Ao manter a estrutura teatral original, com cortes discretíssimos, Polanski enfatiza a tensão crescente, então o desconforto e, por fim, o descontrole total. Uma revanche interna entre os casais que expõe com brilhantismo a hipocrisia do ser humano, e nisso o talento do elenco (Kate Winslet, Jodie Foster, Christoph Waltz e John C. Reilly) merece muitos créditos. Graças também a eles, Deus da Carnificina chega a ser claustrofóbico.