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Posts de janeiro 2013

Coração de papel

31 de janeiro de 2013 0

Está decidido: vou torcer para que Paperman, produção da Disney em 2D que passa antes de Detona Ralph, leve o troféu de melhor curta animado na próxima festa do Oscar.

A Dois - Los Porongas

31 de janeiro de 2013 0

Em A Dois, clipe novo dos acreanos do Los Porongas, o que manda é o coração. E ele é intenso, pulsante e emotivo, exatamente com o som da banda, um dos bons nomes desse rock brasileiro que não toca no rádio nem aparece no Faustão.

Eles Vêm - Etílicos e Sedentos

30 de janeiro de 2013 0

Rebuscado e corajoso como a música que o inspirou, o clipe de Eles Vêm acaba de ser despejado na web. Clipe não, curta-metragem. O trabalho que  encerra a trilogia de vídeos que a banda de Brusque preparou para divulgar o disco Home Chamaeleon Sapiens (2011) mistura vida, morte e arrependimento e é digna da suíte de quase 12 minutos executado pelo quinteto.

Inadequado para o emprego

30 de janeiro de 2013 0

Se Joseph Gordon-Levitt, no papel de Robin, eventualmente assumir o manto do Batman no filme da Liga da Justiça, sabem o que um policial inexperiente, sem treinamento adequado e alijado da fortuna e da montanha de alta tecnologia que tinha Bruce Wayne fará em meio aos super-seres a postos na defesa do planeta? Uma visita, oras.

Feira do Livro de Joinville irá encolher

30 de janeiro de 2013 0

Faltando pouco mais de dois meses para sua realização (de 5 a 14 de abril, no complexo do Centreventos), a 10ª  Feira do Livro de Joinville vive a incerteza do tamanho que terá e do que poderá oferecer. Em dezembro, o patrocinador master do evento alegou problemas fiscais e cancelou o repasse, deixando a organizadora Sueli Brandão (que não cita valores) a ver navios. Sem alternativa, ela se viu obrigada a passar o pires, já antevendo cortes na programação, que tem confirmadas as presenças de vários nomes consagrados da literatura nacional, a realização de um congresso de professores e uma mostra do Proler. “É um retrocesso”, diz Sueli, com um claro ar de desânimo diante do encolhimento do que deveria ser a maior de todas as edições da feira.
Sueli tem um plano B na manga, e ele necessariamente passa pelo apoio do governo municipal. Porém, o diretor executivo da Fundação Cultural (FCJ), Joel Gehlen, avisa que a Prefeitura não fará milagres, já que se trata de uma iniciativa privada e não há orçamento nem planejamento para “salvar” o que foi inicialmente planejado. “Há um compromisso nosso para que a feira se realize, mas temos uma série de dificuldades pela frente”, diz ele, citando, por exemplo, a ausência do projeto no Simdec. De qualquer forma, a fundação, a Promotor e as secretarias de Comunicação e Educação já foram acionadas para, além de oferecerem suas estruturas, ajudar na captação de patrocínios. Um encontro oficial entre Sueli e o presidente da FCJ, Rodrigo Coelho, está na pauta, mas Gehlen não tem ilusões: “A feira será mais enxuta”.

A nova máquina dos Strokes

30 de janeiro de 2013 0

Sem saber ou não se o tecnobrega sugerido por One Way Trigger irá predominar no novo disco, os fãs dos Strokes e o resto do mundo estão gentilmente convidados a esperar até 25 de março, quando Comedown Machine virá ao mundo. Data, título e a capa do quinto rebento da banda novaiorquina foram divulgados nesta quarta-feira (30), mas sem a lista completa de músicas que farão parte dele. No entanto, o primeiro single, All the Time, chegará aos nossos ouvidos no próximo dia 9 (se não vazar antes, claro). E o disco já está em pré-venda AQUI.

Boa hora para a invasão

30 de janeiro de 2013 0

“Desse ano não passa. Já cansamos de adiar”. A frase é de Neto (no centro da foto acima), baterista da Invasão Básica, ícone do rock oitentista joinvilense que completou 25 anos em 2012. O longo período na ativa não significa, porém, vasta discografia: são apenas dois álbum até agora, sendo que o último, Dois Dias, saiu no longínquo 1992. Um jejum que o trio está decidido a quebrar até dezembro, com ou sem a ajuda das leis de incentivo à cultura do município. Material para isso não falta – são quase 40 músicas acumuladas, das quais a banda pretende pinçar entre nove e 11 para compor o novo disco. A maioria foi composta pelo baixista/vocalista Ale, todas naquela faixa de terra bem familiar: a do rock nacional. “Sempre vestimos com orgulho essa camisa e sentimos que as pessoas estão receptivas a esse tipo de som”, garante Neto.

Vacine dá as caras

29 de janeiro de 2013 1

“Por onde anda aquele Vacine?”. pergunta você que tinha olhar atento para o cenário do rock joinvilense nos anos 90 e 2000. A banda ainda existe, e do alto da sua irregularidade, dará as caras no teatro do Sesc no dia 16 de fevereiro, dando fim a uma ausência dos palcos que dura mais de um ano – mais por falta de palco disponível do que pela mudança do vocalista/guitarrista Márcio para Balneário Camboriú. Junto com essa volta virá uma fornada de novas composições (e outras nem tanto, mas nunca tocadas ao vivo) e a estreia da guitarrista Paula Delai.

Django, livre para inspirar

29 de janeiro de 2013 1

Até Quentin Tarantino sabe que um espirro seu dá munição para uns cinco blogs de discussão filosófica sobre a influência dos resfriados sobre a sua obra. A analogia exagerada é só para ilustrar o quanto os fãs estão atentos a qualquer coisa que ele faça ou diga. A estreia de um novo filme, então, é matéria-prima ilimitada para os seguidores mostrarem toda a sua devoção ao diretor, o que nem sempre significa um poço sem fundo de elucubrações malucas atiradas ao léu. Por exemplo, Django Livre, há duas semanas em cartaz, ativou a inspiração de muita gente ao redor do mundo, resultando num contingente nada desprezível de leituras artísticas dos personagens, cenários e temas do faroeste tarantinesco. Muitas delas foram parar neste blog  AQUI, de onde saíram os pôsteres acima e abaixo.

O desabafo de Mariana

27 de janeiro de 2013 2

“O que é do teatro fica no teatro”. Pode ser, mas isso não se aplica ao Bolshoi, a mais tradicional companhia de dança do mundo e eterno sinônimo de balé clássico. Não surpreende, portanto, a repercussão causada pelo lamentável incidente ocorrido com o diretor artístico Sergei Filin, cujo rosto foi queimado com ácido por um desconhecido em Moscou, no dia 17. O ataque motivou o desabafo da bailarina brasileira Mariana Gomes, publicado na semana passada pela Folha de S. Paulo. Nele, a ex-estudante da Escola do Teatro Bolshoi de Joinville, que desde 2006 atua na sede russa, expôs a intensa rivalidade e ambição nos bastidores da dança que, por vezes, leva a atitudes extremas, como essa que atingiu Filin. Ainda que tal cenário não seja regra – até porque competividade existe em qualquer lugar -, os protestos acompanham um alerta de Mariana: “Para trabalhar e sobreviver no teatro, é necessário muito mais que talento. É necessário equilíbrio mental, paciência e muita inteligência. Um desafio para cada artista. Desafio dobrado para quem vem sozinho e de outro país”, diz ela, diretamente de Moscou.

Você pintou um quadro assustador sobre os bastidores da dança profissional. É aquilo mesmo?
Mariana Gomes
- Eu não pintei quadro, foi um desabafo sobre acontecimentos gerais no teatro. Claro que não acontece isso todos os dias, mas a intenção da minha coluna era exatamente essa, conseguir tocar aqueles que não são artistas, que não conseguem imaginar uma vida teatral.

Os exageros decorrem da obsessão pelo estrelato ou pela perfeição artística?
Mariana
– Ambição. O artista e o ser humano, em geral, quanto mais alcança, mais quer alcançar. Não é apenas no meio artístico que isso acontece.

Você diria que essa busca a qualquer preço chega a ser incentivada (por pais, professores ou colegas)?
Mariana
– Sim. Muitas vezes, as pessoas de fora influenciam, justamente por não saberem como é esse meio. Querem sempre mais papeis para seus filhos, sempre comparam e perguntam: “Quando você será primeira bailarina?”. Os pais e o público que não participa desse meio muitas vezes não sabem como as coisas funcionam lá dentro e acabam pressionando sem querer. Enquanto a pergunta de um leigo é: “Quando você será primeira bailarina?”, a pergunta de um colega de teatro é: “Pra que você vai se meter nisso? Você precisa disso pra sua vida?”.

A rivalidade é mais acirrada na dança clássica?
Mariana
– Não. Acredito que em todas as empresas e outras cooperativas exista a mesma concorrência. A diferença é que o Bolshoi tem nome, e o que acontece aqui é divulgado pelo mundo, como vocês estão vendo. Mas acredito que concorrência, ambição exista em todo lugar.

A pressão na Rússia é maior do que no Brasil?
Mariana
– A pressão aqui, no balé clássico, é maior porque o conhecimento do país em dança clássica e música é maior do que no Brasil. Muitos críticos, muito público que assiste e realmente entende de dança.

Você já sentiu na pele esses absurdos, algo aconteceu com você diretamente, aqui ou em Moscou?
Mariana
– Não seria possível trabalhar aqui por sete anos e não sentir na pele o que acontece no teatro.

Como os bailarinos iniciantes lidam com tal situação?
Mariana
– Bailarinos iniciantes não entendem e não participam de muitas coisas que acontecem no teatro, o que é normal e melhor para eles.

Tem quem desista por causa desse cenário?
Mariana
– Há bailarinos que tentam teatros menores e saem daqui. Mas a maioria desses casos acaba largando o balé ou até tenta voltar para o Bolshoi, mas não conseguem.

O que aconteceu com o Sergei (na foto ao lado, com Mariana) pode provocar algum tipo de mudança?
Mariana
– Não acredito que algo mudará. Se coloque no lugar do Sergei: você voltaria a trabalhar numa empresa onde recebeu ameaça desse tipo? Ele pretende voltar, e estamos torcendo por isso. Não deixa de ser o maior exemplo de colocar o amor pela profissão e pelo que faz acima do amor próprio, da vida pessoal, saúde e família. É assim que todos vivemos. Nada vai mudar.

Você diria que a história do filme Cisne Negro é fiel ao que acontece nos bastidores?
Mariana
- O diretor foi feliz em conseguir tocar o público leigo com imagens fortes para transmitir dor e dedicação. Acho difícil transmitir num texto ou em um filme o que se passa dentro de um teatro. A magia do teatro é essa: aconteça o que acontecer nos bastidores, o público assiste às mais belas cenas e sai com ótimas sensações. Se o nosso objetivo fosse mostrar ao público o que acontece nos bastidores, tenho certeza que o teatro não lotaria todos os dias. Portanto, aproveitem o que se passa no palco com o abrir das cortinas e deixem para atrás delas o que pertence somente a nós, artistas.