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A grande inspiração do passado

20 de março de 2013 1

Olhar para trás nunca foi a praia de David Bowie, e quatro décadas de guinadas radicais e eventuais pioneirismos comprovam isso. Com sua cota de revoluções bem calibrada, ele se permite, enfim, rever o passado. Mesmo que The Next Day seja o título de seu novo disco – o primeiro de inéditas em dez anos -, Bowie é revisionista, quase nostálgico, mas de modo algum isso representa mofo musical. O álbum é pulsante desde a abertura, com a faixa-título, a primeira de muitas visitas ao som praticado por ele nos anos 80 (Dancing out in Space, How Does the Grass Grow? e The Stars (Are Out Tonight) também podem entrar nesse pacote). O que é curioso, visto que a capa é uma releitura de Heroes, parte da trilogia gravada por Bowie em Berlim na década anterior. A cidade que ele percorre em Where Are We Now?, onde se define como “um homem perdido no tempo”. Pode ser, mas a arte do Camaleão continua fresca, instigante, capaz de rocks rasgados como (You Will) Set the World in Fire, flertes com o jazz (Dirty Boys) e a eletrônica vintage (Love is Lost), de destilar a mais pura melancolia (You Feel So Lonely You Could Die) e o romantismo mais elegante (Velentine’s Day). Como se vê, a versatilidade de David Bowie não conhece barreiras estilísticas nem de tempo. Só esperamos que ele não demore outros dez anos para nos brindar com um trabalho desse quilate.

Comentários (1)

  • pabloREM diz: 21 de março de 2013

    Ficou bom esse negócio. Acabei de ouvir e coloquei para tocar de novo. David Bowie é um monstro.

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