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O homem fora da armadura

29 de abril de 2013 0

Não existe cena mais representativa em Homem de Ferro 3 do que aquela em que Tony Stark senta num sofá ao lado de sua armadura vazia, como se fossem duas entidades distintas. Stark é o super-herói metalizado, disso todos sabem, mas ele passa quase todo o filme (em cartaz no Estado) sem sê-lo. Homem de Ferro 3 é sobre Stark e sua necessidade de resolver a vida – e, de quebra, salvar os EUA do terrorismo biológico – sem os incríveis recursos do traje que criou. Ao invés de criar-se um vazio, tem-se uma trama um tanto incomum para o gênero. Tony usa o intelecto, a lábia e os punhos nus para dar conta do recado, completando o que já indicavam os ataques de ansiedade, o temor pela segurança da namorada e a “parceria” com um garotinho: a humanização total do heroico gênio bilionário, reduzido a um homem quase comum superado por um maníaco igualmente brilhante, o que concretiza o ultracarismático Robert Downey Jr. como o grande chamariz da franquia. Triste daquele que imaginar um filme morno por causa disso. A ruptura do roteiro co-escrito pelo diretor Shane Black – e sinal de que uma nova fase se iniciará em Vingadores 2 – dá margem ao drama com viés político e doses homeopáticas de ação. Mas quando elas vêm, são arrebatadoras, pode ter certeza.

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