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Patrimônio indie

29 de abril de 2013 0

Emocionados pela oportunidade de verem de perto uma das figuras mais importantes do rock alternativo americano dos anos 90, os fãs abraçaram a proposta de crowdfunding do site Todos Por e compraram as cotas que garantem a ida de Stephen Malkmus (de joelhos na foto acima) a Florianópolis na próxima sexta-feira (3). O show na Célula será com The Jicks, a banda que o ex-líder do Pavement montou em 2000 e com quem já gravou cinco discos. O mais recente, Mirror Traffic (2011), foi produzido por Beck, chegou às paradas britânicas e é considerado por muitos o melhor do grupo, exemplo dos rocks diretos e quase sorridentes que agora produz o ícone indie. Expressão, aliás, que ele avaliza nesta entrevista respondida direto de Berlim, onde mora atualmente, obra minha e do honorável Marcos Espíndola (da “Contracapa” do “DC”). Enquanto o leitor se deleita, os ingressos estão à venda, a R$ 160 (inteira), no site Blueticket, na Roots Records e Beer Boss, na Capital, e no Blackbird Bar, em Jaraguá. Ou então aproveite o lote promocional de cem bilhetes que a Beer Boss vende a R$ 90.

Qual a impressão que você teve do Brasil quando esteve aqui pela primeira vez?
Stephen Malkmus
– Foi legal, mas não conseguimos ir ao Rio. Estou contente de podermos ir desta vez.

Como foi sua experiência com Beck? Você o prefere como produtor ou como músico?
Malkmus
– Ambos são bons. Sua melhor música é melhor de que como ele nos produziu, mas isto foi porque ela é boa demais. Canções como Looser, você sabe, são tão clássicas que ele não consegue ser um produtor exatamente como naquelas musicas.

Você já falou com ele sobre música brasileira?
Malkmus
– Ele é fã do Caetano (Veloso) e de outros compositores brasileiros. Não falou muito sobre isso, mas eu sei que ele gosta. O Brasil é tão grande, existem tantas músicas vindas do Brasil. Mas isto vem do que nós sabemos e ouvimos.

A expressão “indie” ainda faz sentido para você?
Malkmus
– Sim, acho que sim. Acho que você sabe quando a ouve, ou seja, soa como… é difícil de dizer. Mas realmente significa algo para mim, acho que sei quando eu… Eu não presto muita atenção mas, quando leio algo sobre o Pitchfork e vejo uma banda, então posso dizer: isto vem do mundo indie, mesmo sendo popular, ainda é algo indie. Então é difícil dizer. Acho que todos têm sua própria opinião. Eu diria que os Strokes não são indie para mim. Eles são uma banda pop, mas também são encontrados sob o rótulo indie, e tenho certeza de que eles dizem gostar de Guided by Voices, que considero uma banda Indie.

Onde você gostaria de estar quando fizer 50 anos?
Malkmus -
Não sei, é difícil dizer. Estarei na América ou de volta aqui (Berlim), eu acho. Qualquer lugar é bom a sua maneira.

Você gosta de morar em Berlim?
Malkmus
- Sim, com certeza. Tivemos um longo inverno, um pouco frio demais. Mas existe tanta coisa divertida para fazer, e é uma grande cidade. É excitante como grandes cidades são excitantes ,então… Algo nada parecido com Portland. Vivemos em um apartamento, e eles estão dando tipo uma festa na área comum do condomínio. É a primeira vez. Acho que todos estão felizes por o verão estar chegando. Este tipo de coisa não aconteceria em Portland.

Dois dos seus shows no Brasil são via crowdfunding, o que significa que o público compra ingressos antecipadamente, para confirmar o concerto. O que você acha disso?
Malkmus
- Acho legal. Me deixa nervoso, tenho que fazer valer a pena para estas pessoas. Para mim, é como dar o pontapé inicial de algo novo, é um novo modelo. Posso ver isto funcionando, é um modelo do futuro.

Existe uma sensação diferente entre tocar com o Pavement e com The Jicks?
Malkmus
– Realmente não. Quero dizer, os tempos são diferentes, mas é muito parecido. A reunião Pavement era diferente, porque você brinca com nostalgia, mas, mesmo assim, é muito parecido. Você faz as mesmas coisas, a mesma rotina.

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