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Posts de abril 2013

Campo de guerra argentino

30 de abril de 2013 0

O cinema argentino com viés social surge em plena forma em Elefante Branco, que as locadoras acabam de receber. Outra obra do diretor Pablo Trapero, mas sem a cargo poética de títulos seus como Família Rodante e 7 Dias em Havana, o que torna o foco mais rígido e cinzento. Por outro lado, ele conta com a sempre expressiva presença de Ricardo Dárin, que interpreta um padre empenhado em melhorar a vida dos moradores de uma favela barra-pesada na periferia de Buenos Aires, construída em volta de um mega-condomínio público abandonado (daí o título do filme). Mas é uma tarefa árdua, diante da violência rotineira causada pelo tráfico e pela falta de perspectivas, algo que a religião aplaca, mas não cura. Aliás, o microuniverso que Trapero reproduz, bem como seus personagens (um padre gringo e uma assistente social se envolvem na missão), exalam um pedido mudo de socorro às autoridades políticas e eclesiásticas, que, em algum ponto do filme, voltam as costas para o problema. Elefante Branco é, assim, um drama nu e cru sobre o abandono dos pobres à própria sorte.

Poeirazine

30 de abril de 2013 0

Acredito que os fãs dos Ramones saibam que antes de ser o segundo baterista da banda, e antes mesmo de integrar o Voivods, Marky Ramone era outra pessoa: Marc Bell, o homem das baquetas do Dust, trio americano a milhas de distância do punk rock básico que o deixaria mundialmente famoso em fins dos anos 70. Orelhada compartilha aqui a íntegra do segundo disco do grupo, Hard Attack, de 1972 (que ganhou uma edição remasterizada no ano passado), exemplo do hard setentista pesadão – ou proto-metal, se desejar -, mas com firulas progressivas e fartos vislumbres folk. Atenção para o trabalho monumental do baixista Kenny Aaronson, que depois foi tocar no Blue Öyester Cult. Se é bom? É ótimo.

Da galeria nada se leva

30 de abril de 2013 0

Pintar quadros é para os fracos – o negócio é imprimir traços e cores direto na parede. Brincadeiras à parte, é exatamente isso que o artista Carlos Felipe Urquizar, o Chilenus, leva para o interior da galeria de arte do Sesc de Jaraguá até 29 de maio. Atitude do grafiteiro que habita nele e já rendeu grandes obras avulsas, estudos e participações em coletivas, e como tal, contamina a mostra Substratos, parte do Projeto Arte no Singular e com curadoria de Alena Marmo. É uma legítima intervenção nas paredes da galeria, algo incomum na montagem da exposição – o que outro artista faria em três, no caso dele levou quase uma semana de trabalho ininterrupto – e no defecho dela. Passageira como quase toda arte urbana, os desenhos serão apagados daqui a um mês e só restarão fotos e vídeos para contar a história.

Nós, um laço e quatro cortesias

29 de abril de 2013 0

O próximo final de semana marcará a estreia nos palcos de uma nova companhia de teatro em Joinville, o Grupo Jota de Artes Cênicas. Seus integrantes, porém, são figuras conhecidas do cenário local, a começar pelo incansável Lucas Davi, diretor, ator, escritor, cenógrafo e faz-tudo. João Daniel Zanella, Jonas Raitz e Juliana Araújo completam o time, que apresentará suas credenciais com o espetáculo Nós e um Laço na sexta (3) e no sábado (4), às 20 horas, no Teatro Juarez Machado. Na comédia romântica com lances de musical assinada por Jura Arruda, os altos e baixos de um casal, do encontro até a ruptura, tudo facilmente identificável por que está (ou esteve) em um relacionamento. Os ingressos estão à venda no Ticketcenter.com.br e na loja Jurerê Fitness a R$ 20 (inteira), mas o blog, generoso como sempre, dará quatro cortesias para os que encararem, com o máximo de criatividade, a seguinte questão:

* Qual o melhor cenári0 para uma história de amor?

As quatro melhores respostas levam os mimos. O resultado sai aqui mesmo, na próxima sexta.

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O homem fora da armadura

29 de abril de 2013 0

Não existe cena mais representativa em Homem de Ferro 3 do que aquela em que Tony Stark senta num sofá ao lado de sua armadura vazia, como se fossem duas entidades distintas. Stark é o super-herói metalizado, disso todos sabem, mas ele passa quase todo o filme (em cartaz no Estado) sem sê-lo. Homem de Ferro 3 é sobre Stark e sua necessidade de resolver a vida – e, de quebra, salvar os EUA do terrorismo biológico – sem os incríveis recursos do traje que criou. Ao invés de criar-se um vazio, tem-se uma trama um tanto incomum para o gênero. Tony usa o intelecto, a lábia e os punhos nus para dar conta do recado, completando o que já indicavam os ataques de ansiedade, o temor pela segurança da namorada e a “parceria” com um garotinho: a humanização total do heroico gênio bilionário, reduzido a um homem quase comum superado por um maníaco igualmente brilhante, o que concretiza o ultracarismático Robert Downey Jr. como o grande chamariz da franquia. Triste daquele que imaginar um filme morno por causa disso. A ruptura do roteiro co-escrito pelo diretor Shane Black – e sinal de que uma nova fase se iniciará em Vingadores 2 – dá margem ao drama com viés político e doses homeopáticas de ação. Mas quando elas vêm, são arrebatadoras, pode ter certeza.

Patrimônio indie

29 de abril de 2013 0

Emocionados pela oportunidade de verem de perto uma das figuras mais importantes do rock alternativo americano dos anos 90, os fãs abraçaram a proposta de crowdfunding do site Todos Por e compraram as cotas que garantem a ida de Stephen Malkmus (de joelhos na foto acima) a Florianópolis na próxima sexta-feira (3). O show na Célula será com The Jicks, a banda que o ex-líder do Pavement montou em 2000 e com quem já gravou cinco discos. O mais recente, Mirror Traffic (2011), foi produzido por Beck, chegou às paradas britânicas e é considerado por muitos o melhor do grupo, exemplo dos rocks diretos e quase sorridentes que agora produz o ícone indie. Expressão, aliás, que ele avaliza nesta entrevista respondida direto de Berlim, onde mora atualmente, obra minha e do honorável Marcos Espíndola (da “Contracapa” do “DC”). Enquanto o leitor se deleita, os ingressos estão à venda, a R$ 160 (inteira), no site Blueticket, na Roots Records e Beer Boss, na Capital, e no Blackbird Bar, em Jaraguá. Ou então aproveite o lote promocional de cem bilhetes que a Beer Boss vende a R$ 90.

Qual a impressão que você teve do Brasil quando esteve aqui pela primeira vez?
Stephen Malkmus
– Foi legal, mas não conseguimos ir ao Rio. Estou contente de podermos ir desta vez.

Como foi sua experiência com Beck? Você o prefere como produtor ou como músico?
Malkmus
– Ambos são bons. Sua melhor música é melhor de que como ele nos produziu, mas isto foi porque ela é boa demais. Canções como Looser, você sabe, são tão clássicas que ele não consegue ser um produtor exatamente como naquelas musicas.

Você já falou com ele sobre música brasileira?
Malkmus
– Ele é fã do Caetano (Veloso) e de outros compositores brasileiros. Não falou muito sobre isso, mas eu sei que ele gosta. O Brasil é tão grande, existem tantas músicas vindas do Brasil. Mas isto vem do que nós sabemos e ouvimos.

A expressão “indie” ainda faz sentido para você?
Malkmus
– Sim, acho que sim. Acho que você sabe quando a ouve, ou seja, soa como… é difícil de dizer. Mas realmente significa algo para mim, acho que sei quando eu… Eu não presto muita atenção mas, quando leio algo sobre o Pitchfork e vejo uma banda, então posso dizer: isto vem do mundo indie, mesmo sendo popular, ainda é algo indie. Então é difícil dizer. Acho que todos têm sua própria opinião. Eu diria que os Strokes não são indie para mim. Eles são uma banda pop, mas também são encontrados sob o rótulo indie, e tenho certeza de que eles dizem gostar de Guided by Voices, que considero uma banda Indie.

Onde você gostaria de estar quando fizer 50 anos?
Malkmus -
Não sei, é difícil dizer. Estarei na América ou de volta aqui (Berlim), eu acho. Qualquer lugar é bom a sua maneira.

Você gosta de morar em Berlim?
Malkmus
- Sim, com certeza. Tivemos um longo inverno, um pouco frio demais. Mas existe tanta coisa divertida para fazer, e é uma grande cidade. É excitante como grandes cidades são excitantes ,então… Algo nada parecido com Portland. Vivemos em um apartamento, e eles estão dando tipo uma festa na área comum do condomínio. É a primeira vez. Acho que todos estão felizes por o verão estar chegando. Este tipo de coisa não aconteceria em Portland.

Dois dos seus shows no Brasil são via crowdfunding, o que significa que o público compra ingressos antecipadamente, para confirmar o concerto. O que você acha disso?
Malkmus
- Acho legal. Me deixa nervoso, tenho que fazer valer a pena para estas pessoas. Para mim, é como dar o pontapé inicial de algo novo, é um novo modelo. Posso ver isto funcionando, é um modelo do futuro.

Existe uma sensação diferente entre tocar com o Pavement e com The Jicks?
Malkmus
– Realmente não. Quero dizer, os tempos são diferentes, mas é muito parecido. A reunião Pavement era diferente, porque você brinca com nostalgia, mas, mesmo assim, é muito parecido. Você faz as mesmas coisas, a mesma rotina.

Jovem MPB

27 de abril de 2013 0

Grata revelação da música catarinense no ano passado, o blumenauense Tom Custódio retorna a Joinville neste sábado (27) para tocar no Bar Ambrosia (rua Tijucas, 386) a partir das 22 horas. A diferença deste show para o que realizou no Sesc, em novembro – além do fato de ter mudado para São Paulo -, é que este será totalmente acústico. O repertório consiste das faixas do disco de estreia, Fuga, um passeio pela MPB com toques indie que remete a Los Hermanos e Mallu Magalhães, com destaque para as letras e a voz suave do rapaz. Podem esperar alguns covers também, especialmente Caetano Veloso.

Shakespeare de papel

27 de abril de 2013 0

Contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2012, a Fazendo Fita Cia. Artística carrega o espetáculo Paper McBeth até o Sesc de Joinville neste domingo (28), com sessões gratuitas às 18 horas e às 20 horas. Não se trata de mais uma adaptação do clássico de Shakespeare, e sim, a utilização do teatro de animação para contar a história do general que trai o rei após as previsões feitas por três bruxas. Mais cedo, às 13 horas, também no Sesc, uma oficina de manipulação repassará técnicas e processos do teatro de animação.

Santa jornada, Batman!

26 de abril de 2013 0

Todos devem ser lembrar de Marcelo Brasil, o ator que, entre 2010 e 2011, cruzou Santa Catarina, passou por Curitiba e chegou ao Rio de Janeiro vestido de Batman para juntar dinheiro e realizar seu grande sonho: viajar a Hollywood e tentar a sorte no cinema americano (leia mais AQUI). Ele passou duas semanas em Los Angeles tendo aulas de atuação e contatando agências e produtores. A saga ao longo de 32 cidades foi toda registrada em vídeo e gerou o documentário Impossível – o Filme, que ele apresentará neste domingo (28), às 18 horas, no Parque da Cidade, em Joinville, com entrada liberada. Uma amostra do que se verá está no trailer, no play logo abaixo.

Promo Casa das Máquinas - resultado

26 de abril de 2013 0

* Marcos Pedro Schmitz
“O que faz a máquina do Casa funcionar é a inesgotável fonte de energia oriunda do bom e velho rock’n roll, gerando a força motriz para manter esta grande locomotiva na ativa por tanto tempo.”

* Hélio Dias Júnior
“Qualidade! Ou você acha que só a Whirlpool dá garantia extendida?”

Os dois leitores acima levaram as cortesias para o show que o Casa das Máquinas faz na noite desta sexta-feira (26) em Joinville. O nome de vocês estará numa lista na portaria, então, não esqueçam de levar o documento de identidade.
Para quem ainda não sabe, o local do evento mudou: seria no Ginásticos, e agora passou para a sede do Vou Livre Moto Grupo, na rua Waldemiro José Borges, 4.889, no bairro Itinga.