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Mordidos pelas máquinas

15 de maio de 2013 0

O Yeah Yeah Yeahs certamente não é o mesmo grupo que apareceu bonito para o mundo em 2003, com Fever to Tell. Dez anos depois, o trio nova-iorquino assumiu-se como uma entidade eletrônica que utiliza as guitarras de outrora (e outros elementos, claro) em prol dessa nova identificação, que, curiosamente, esquiva-se também das pistas de dança. A combinação de efeitos múltiplos, minimalismos e a voz de Karen O formam um quadro bem interessante no recém-lançado Mosquito (Universal), disco feito para ser ouvido em casa, com fones de ouvido e mente aberta. O segredo de tudo está nos detalhes que caracterizam cada faixa: o toque gospel em Sacrilege; a faceta new age de Subway; o rock mutante de Area 52 e da faixa-título; a psicodelia de Under the Earth; a tensão erótica de Slave; o rap de Buried Alive; e o êxtase de Despair, outra com relevos espiritualistas.

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