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A ópera dos vividos

31 de julho de 2013 0

Dustin Hoffman escolheu um universo familiar para sua estreia como diretor: o dos artistas que, como ele, já entraram na terceira idade mas mantêm intacto o amor pela arte. Sem experimentar ou inventar nada, o resultado é singelo e poético – além de soar, claro, como uma homenagem aos seus pares artísticos – e faz de O Quarteto uma novidade a se prestar atenção nas locadoras. Outra força do filme reside no elenco primoroso. Maggie Smith (na foto acima) e Billy Connolly estão entre os que interpretam residentes de um lar para músicos aposentados no interior da Inglaterra, cuja rotina tranquila é quebrada pela chegada de uma antiga estrela de óperas e os preparativos para uma importante rodada de apresentações. Mais até do que mágoas ou amores antigos, o que vêm à tona é um saudosismo que, não raro, resvala na melancolia. Palmas para Hoffman, que soube dosar isso com humor irônico.

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