Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de julho 2013

Pavio curto

31 de julho de 2013 0

Bangers, alegrem-se, porque a Sodamned prepara uma ofensiva que desembocará no lançamento do segundo disco completo, sucessor de The Loneliet Loneliness (2011), no ano que vem. Por ora, a banda jaraguaense de death metal conta os dias para gravar, em Caxias do Sul (RS), o vídeo de Dynamite, faixa do EP homônimo que deve sair em setembro e marcará a estreia oficial do guitarrista Fabrício Gamba. Eis o making of da música:

A ópera dos vividos

31 de julho de 2013 0

Dustin Hoffman escolheu um universo familiar para sua estreia como diretor: o dos artistas que, como ele, já entraram na terceira idade mas mantêm intacto o amor pela arte. Sem experimentar ou inventar nada, o resultado é singelo e poético – além de soar, claro, como uma homenagem aos seus pares artísticos – e faz de O Quarteto uma novidade a se prestar atenção nas locadoras. Outra força do filme reside no elenco primoroso. Maggie Smith (na foto acima) e Billy Connolly estão entre os que interpretam residentes de um lar para músicos aposentados no interior da Inglaterra, cuja rotina tranquila é quebrada pela chegada de uma antiga estrela de óperas e os preparativos para uma importante rodada de apresentações. Mais até do que mágoas ou amores antigos, o que vêm à tona é um saudosismo que, não raro, resvala na melancolia. Palmas para Hoffman, que soube dosar isso com humor irônico.

Vista para a arte de rua

31 de julho de 2013 0

O olho é grande e vivo, como vocês pode ver aí na foto abaixo. Mas ele é somente uma ínfima parcela do “corpo” colorido e cheio de curvas que tomou forma no último fim de semana no muro do América Futebol Clube que dá para a rua Almirante Tamandaré. A moldagem à base de sprays e imaginação mobilizou quase 40 grafiteiros da cidade, entre veteranos e novatos, que fizeram a alegria da vizinhança e de uma tribo indígena nos arredores de Araquari. Como? Uma condição para participar da pintura era a doação de um agasalho, e até nisso a ação foi um sucesso.

Ex-vocal do Inner Circle em Joinville (e tem sorteio)

30 de julho de 2013 0

Lembram de Calton Coffie, vocalista da banda de reggae Inner Circle em seu período de maior sucesso, entre os anos 80 e 90? Pois o reggaeman se apresentará no Big Bowlling, em Joinville, no dia 9 de agosto, prometendo matar a saudade dos tempos em que as rádios brasileiras tocavam Da Bomb, Sweat (a la la Song), Black Roses, Bad Boys e a versão de Games People Play sem parar. Os ingressos antecipados, na bilheteria do local do show, custam R$ 25 (estudantes pagam R$ 15), mas se a grana estiver curta, nada impede que você arrisque ganhar uma das duas cortesias que o blog está oferecendo. Para isso, complete criativamente a seguinte frase:

* Não posso perder o show de Calton Coffie porque…

As duas melhores frases – a serem depositadas no espaço que vem logo após os vídeos – ganham o mimo. O resultado sai na próxima terça-feira (6), neste mesmo canal.

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

RG (obrigatório)

Estado

Telefone (obrigatório)

Município

Escreva seu texto ou frase

Autorizo, total e definitivamente, a utilização de minha imagem, voz e texto, conforme dados por mim enviados para o clicRBS, para fins de divulgação no Portal da internet denominado clicRBS, de titularidade da RBS - ZERO HORA EDITORA JORNALÍSTICA S/A, podendo inclusive serem utilizados em qualquer outro meio e por quaisquer dos demais veículos de comunicação integrantes do denominado GRUPO RBS.
Declaro, ainda, que o faço sem qualquer ônus para as empresas do Grupo RBS, dentre elas, RBS - Zero Hora Editora Jornalística S/A.

O mar já não basta

30 de julho de 2013 0

Dá quase para dizer que o canal/produtora americano Syfy está revolucionando os filmes de tubarão – ou deixando-os cada vez mais inverossímeis. Depois dos bichos voadores de Sharknado bombarem na web (veja AQUI) de forma surpreendente, a empresa programou para o mês que vem a estreia (nos EUA) de Ghost Shark, no qual o fantasma de um tubarão branco ataca em piscinas, banheiras e até em baldes e poças de água. Aí embaixo tem o trailer dessa doideira, que, não duvido, pode vir a ser outro hit trashento.

Blues da retomada

30 de julho de 2013 1

Ainda é um work in progress, mas como não ficar feliz em ver alguém dando voz ao talento de Rex Johnson, o americano que há anos abraçou Joinville, mas nem sempre foi bem recompensado? Enfim, um novo disco com canções dele está tomando forma no estúdio do multi-instrumentista Ed Rossi, que produz e arranja o trabalho com o aval de Rex. Músicos de bandas como Destilado B e Coice de Mula também tomam parte no projeto, que, claro, envereda pelo blues e o folk-rock (mas não apenas), como indicam as duas faixas semi-prontas depositadas no Bandcamp e que este link AQUI permite você ouvir. Pode não haver prazo, mas, por essas amostras, digo que vai valer a pena esperar.
Até onde lembro, o último registro de Rex no estúdio a ser lançado foi no distante ano de 2002, por meio do belo disco que ele gravou com a extinta banda Green Belly Express. Easy Rider é um recorte desse trabalho:

Cena completa

29 de julho de 2013 2

Corre daqui, negocia de lá, comprime mais um pouco e eis que ficou pronta a programação do Cena 10, que acontecerá entre 22 e 31 de agosto em quatro palcos de Joinville. A agenda com datas, locais e peças da grande mostra teatral da cidade está aí embaixo, mas chamo a atenção para a presença de De Malas Prontas (foto acima), da companhia Pé de Vento, de Florianópolis, outro espetáculo “de fora” que também virá para a festa.

22/8
20h – De Malas Prontas – Pé de Vento Teatro – Florianópolis (Teatro Juarez Machado)
23/8
20h – Nós e um Laço – Grupo Jota de Artes Cênicas (Galpão da Ajote)    
24/8
16h – A Onça e o Bode – Atos Teatro (Galpão da Ajote)
20h e 22h – Mal Amados – Rústico Cia, Teatral (Galpão da Ajote)
25/8
11h 16h – Cantos em Cantos – Pequeninus Prod. Artísticas (Casa de Cultura Iririú)
20h - É Batata - Studio em Cena (Galpão da Ajote)
26/8
20h – A Moça mais Bonita do Rio de Janeiro - Atos Teatro (Espaço Cultural AváRamin)
27/8
20h – Vida Longa com Amor, Sexo e Esclerose – Grupo Novo Tempo (Galpão da Ajote)
28/8
20 h - Vontade de ser Mulher – Cia. Joinvilense de Teatro (Galpão da Ajote)
29/8
20h – Urano quer Mudar - Círculo Artísitco Teodora – Florianópolis (Galpão da Ajote)    
30/8
18h – Ópera dos Vivos – Cia. do Latão – SP (Teatro do SESC)
31/8
16h – O Mistério de Belém – Grupo Canto do Povo (Galpão da Ajote)
18h – Ópera dos Vivos - Cia. do Latão – SP (Teatro do Sesc)

Ouro da praia

29 de julho de 2013 0

Os Beach Boys, tal qual nos acostumamos a ouvir e amar, já se espatifaram de novo em meio a disputas pelo nome da banda e a outras intrigas clássicas. Ainda bem que antes deixaram este registro da turnê de 2012 que celebrou o meio século de carreira, e nada pode ser mais nostálgico do que as 41 faixas condensadas no CD/DVD Live in Concert – 50th Aniversary Tour (EMI). É flagrante o impacto do tempo sobre as belas harmonias vocais dos vovôs, que se agarram aos arranjos originais como modo de preservação da memória. Sem problemas. Mesmo os que são jovens demais para tê-las não podem reclamar diante de tanto ouro junto – e aí entram duas faixas do disco-reunião That’s Why God Made the Radio, uma do clássico “renegado” Smile e muito material menos badalado  -, uma amostra do quão generosa a banda foi para com o pop mundial.

A arte é um grande negócio

28 de julho de 2013 0

Passados mais de 30 anos atuando em grandes multinacionais paulistas, Helga Tytlik mudou para Joinville em 2002 e aqui passou a vivenciar o exercício artístico, além de enveredar pela gestão pública como coordenadora de desenvolvimento cultural. Mas em 2006 conheceu Ana Carla Fonseca, referência na introdução do assunto no Brasil, e abraçou fervorosamente a economia criativa. Privilegiada pela vivência em três áreas distintas, ela imaginou numa forma de aproveitar o potencial criativo artístico como meio de sensibilizar o pensamento corporativo e incentivar projetos de desenvolvimento comunitários. Nascia assim, há dois anos, a Tucunaré Desenvolvimento Cultural, que, entre outras propostas, procura abrir demanda para os artistas dentro da área corporativa e mostrar aos empresário o poder da cultura na melhoria das relações. Parte da conversa com Helga está aí embaixo, mas com um assunto tão vasto, há muito mais no blog.

Em linhas gerais, o que é economia criativa?
Helga Tytlik
- É a utilização do conhecimento no desenvolvimento de processos de inovação que tenham como sustentação a valorização dos intangíveis (bem estar, felicidade, respeito, tranquilidade), melhoria de qualidade de vida e humanização das relações. Entende-se que qualquer empreendimento sustentável só será possível com o equilíbrio entre as relações onde todos ganham. A criatividade, o conhecimento e o acesso a tecnologia são reconhecidos pelos poderosos mecanismos como impulso e estímulo ao desenvolvimento sustentável.

Que exemplos concretos você pode dar quanto aos resultados da economia criativa?
Helga
– Em termos mundiais, um dos cases mais divulgados é da Islândia, onde os artistas foram os protagonistas do êxito econômico. Criou-se Ministérios de Idéias, que desenvolve várias alternativas de sucesso para o país. Outro case criativo, bastante curioso até, é de Santiago do Chile: para resolver comportamento indisciplinado no trânsito, foram criadas duas placas: uma com “positivo” (dedão pra cima) em verde, e outra com “negativo” (dedão para baixo), vermelho, que foram distribuídas para a população. Ao presenciar uma ação indisciplinada ou proibida, as pessoas simplesmente mostravam a placa vermelha, provocando vaias ao infrator pela população em volta. Com esta simples ação de baixo investimento que envolveu a comunidade, houve grande melhoria no trânsito, contribuindo para o bem estar de toda população.
No Brasil, Guaramiranga é um ótimo exemplo. Uma cidadezinha ao pé da serra no Ceará que inicialmente acolhia alguns amigos para um encontro de jazz e, por uma ação de desenvolvimento criativo, hoje recebe o maior festival do gênero do País, alavancando o desenvolvimento local, além de abrigar outros festivais, que aproveitam a estrutura construída na cidade. Em Joinville, temos algumas iniciativas que se mostram bem interessantes. Silvane Silva, que dirige a Escola Hermann Mueller, é um grande exemplo de empreendedor criativo _ suas ações mudaram a relação da comunidade com a escola e contribuíram muito para o desenvolvimento criativo das crianças.

Como artistas podem se valer da economia criativa?
Helga
– Há muitas possibilidades. Nos últimos ciclos que vivemos, passamos da relação paternalista, do “encaixotamento” do pensamento na ditadura, das exigências de “automação comportamental”, à supervalorização da formação acadêmica e à busca por lucratividade, colocando quem não se enquadrava nos parâmetros a simples número. Durante estes ciclos “encaixotadores”, o artista manteve-se intacto em sua essência _ estimulado em sua criatividade, sensibilidade e capacidade intelectual. Se estamos propondo uma reconstrução de valores, de valorização de conhecimentos, da intuição e do conhecimento vivencial, quem melhor do que os artistas, com sua experiência em estimular o emocional, para quebrar velhas paredes internas, provocar novos olhares e, de forma lúdica, estimular a revisão da autoestima do público, renovando sua fé na capacidade de pensar e criar?

Por que estamos atrasados em relação a outros Estados?
Helga
– Considerando-se a importância do polo industrial de Santa Catarina, e sede de um dos maiores seminários corporativos do Brasil, a Expogestão, estamos muito aquém em iniciativas relacionadas a capacitação, informação e difusão sobre economia criativa, mais ainda quando falamos em aplicação. A título de exemplo, a Bahia investiu num circuito de oficinas criativas em mais de 30 cidades, incentivando soluções inovadoras independentes da máquina pública; Tocantins, idem; Goiás tem em Décio Coutinho um gestor público que aplica economia criativa; Pernambuco, Sergipe (que abriga inclusive a Fundação Brasil Criativo, que é nossa parceira) e Espírito Santo já iniciaram várias experimentações, clusters e movimentações criativas; Minas Gerais criou em Belo Horizonte a primeira Casa da Economia Criativa, em parceria público-privada. Isto fora o eixo Rio-São Paulo, que conta com inúmeras iniciativas e ações. Precisa falar mais?

Foi essa resistência que motivou você a criar a Tucunaré?
Helga –
Bem, o que moveu inicialmente foi a paixão pelo assunto e a possibilidade de abrir novas formas de atuação e frentes para a classe artística. Claro que o fato de ser um desafio levar quebra de paradigmas a uma região com comportamento convencional é um plus.

De que forma ela pode contribuir para o próprio crescimento do cenário artístico/cultural de uma cidade como Joinville?
Helga
- Adotar processos de desenvolvimento criativos não mudará apenas o cenário artístico cultural mas sim, toda a forma como a cidade pode se desenvolver. Aliando o potencial dos artistas ou de indústrias criativas (arquitetura, artesanato, joalheria, audiovisual, design, moda) a processos de inovação junto a indústria formal, abriremos “n” novas possibilidades de desenvolvimento sócio econômico e cultural. Há vários exemplos na Argentina, nos EUA e em vários países europeus. Joinville tem grande potencial para ser uma cidade criativa, inclusive partindo de grandes eventos que já são consolidados mas ainda não aproveitados em seu potencial de desenvolvimento criativo.Vejo que a classe artística ainda não se conscientizou da importância que podem ter neste processo. Sempre houve resistência por parte de muitos artistas em apresentar-se em empresas e, realmente, os antigos processos de construção de atividades adaptadas às necessidades da empresa meio que “prostituíam” os artistas que, por questões de sobrevivência, aceitavam esses papéis. O que estamos propondo hoje é manter o processo artístico e pesquisas e, por meio dele, instigar mudanças de pensamento, atitudes e revisão de conceitos. O que pregamos é: ao invés da sua arte adaptar-se ao sistema, use sua arte para mudar o sistema.

Quando se fala em criatividade, é algo obrigatoriamente ligada à arte?
Helga
- Não. Confunde-se muito a economia criativa da cultura como algo ligado a arte. Entende-se por cultura tudo o que complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade. Criatividade é inerente a todo o ser, independente de sua formação ou condição sócio econômica. Há vários processos industriais que compreendem interações criativas e nada tem a ver com arte. Ou seja, qualquer ação diferenciada e inovadora para solução de algum problema ou como caminho para o desenvolvimento é uma ação criativa – é o que sai do convencional, da receita de bolo.

Como isso pode ser aplicado em comunidades carentes?
Helga -
Bem, no formato que desenvolvemos pela Tucunaré, defendemos que um processo de desenvolvimento socioeconômico cultural de uma comunidade de baixo IDH deve partir de valores culturais da própria comunidade. A partir daí, elabora-se oficinas, workshops e atividades que, além de conteúdo técnico e prático, exercitam e instigam o indivíduo a exercitar a criatividade também na busca das soluções que coloquem em prática o projeto desejado. Ou seja, não damos receita e sim, somos tutores de processos que contribuam para que as pessoas se conscientizem de que o conhecimento individual vivencial que possuem é muito importante para o desenvolvimento do grupo.

Processo na tela

27 de julho de 2013 0

Sob a direção do carioca Rubens Lima Jr., a Companhia Atos Teatro passou um ano pesquisando e montando a versão infantojuvenil de O Ateneu, livro publicado por Raul Pompéia em 1988. Todo esse processo – que culminou com a estreia, no Teatro Juarez Machado, em 31 de março – foi registrado pelas câmeras de Ariadne Santos. Editado e produzido, ele tornou-se o documentário O Ateneu – Work in Progress, com lançamento marcado para este domingo (28), às 20 horas, no Sesc de Joinville. A entrada é gratuita.