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Posts de outubro 2013

Chegando aos cinemas... (18/10)

17 de outubro de 2013 0

* Serra Pelada, superprodução assinada por Heitor Dahlia que tem Juliano Cazarré, Wagner Moura e Matheus Nachtergaele enfiados no mundo cão que era o maior e mais famoso garimpo dos anos 80:
* Os Suspeitos, suspense no qual Hugh Jackman tem a filha sequestrada, e quando percebe que a polícia desistiu do caso, se encarrega de ir atrás do responsável. E o encontra, o que não é bom para nenhuma das partes:
* Silent Hill: Revelação 3D, novo capítulo da franquia de terror que nasceu nos games. Às vésperas do 18º aniversário e atormentada por pesadelos, Heather retorna à demoníaca Silent Hill para achar o pai.



Hardcore sueco do Überyou chega a Joinville

17 de outubro de 2013 1

divulgação
Tomem fôlego desde já, porque o pula-pula será intenso e intermitente nesta sexta-feira (18), no AK Pub (na rua Ministro Calógeras). Afinal, o coletivo Watch Me Rise tratou de desviar para Joinville a turnê brasileira da Überyou (foto acima), banda sueca que faz um hardcore classe A, rápido e pesado, mas pleno de boas melodias. O quarteto passará no sábado (19) por Blumenau, terra de seus colegas de estrada, a Nunca Inverno, com quem dividem um split album lançado em setembro. Voltando a Joinville, a noitada desta sexta-feira, a partir das 23 horas, contará ainda com as locais Open Wards for Hero e Superbrava e a curitibana Better Leave Town, todas adeptas dos sons ríspidos e pensantes. Os ingressos antecipados custam meros R$ 10.


The Candyskins

16 de outubro de 2013 1

The Candyskins (1989-1998 e eventuais reuniões). Porque nem só de Supergrass e Radiohead vive a rica cena musical de Oxford.




Rock por uma causa nobre

16 de outubro de 2013 0
No ano passado, a comunidade roqueira de São Bento do Sul concebeu o Ratones Festival para ajudar a custear as despesas do tratamento de saúde do Cristiano Fendrich (Rato), figura popular na cena de lá. O sujeito curou-se, ainda bem, mas o evento terá sequência neste ano, no dia 2 de novembro, desta vez com  a renda sendo revertida para a Rede Feminina de Combate ao Câncer da cidade. Ó cartaz com os detalhes (detalhe para o Rejects S.A., que alardeia ser este seu show de despedida).
divulgação

Manny Charlton, o Nazareth que faltava em SC

16 de outubro de 2013 0

divulgação
Com o Nazareth envolto em grossas nuvens de dúvidas por causa da aposentadoria do vocalista Dan McCafferty, os fãs já sentem a orfandade chegando. Que poderá ser amenizada, e muito, com a presença por estes lados de Manny Charlton, o guitarrista original da banda, que debandou em 1980 para seguir carreira solo, mas sem jamais abandonar os hits que emplacou com os ex-colegas na década anterior. O septuagenário música e sua banda – que inclui outro músico notável, o baixista Tim Bogert, ex-Vanilla Fudge – estão em turnê com o disco Hellacious (2012) e, como parte da primeira turnê no Brasil, tocarão no Complexo Yukatán, em São Bento do Sul, no dia 7 de novembro. Os ingressos começarão a ser vendidos até o final da semana. Enquanto isso, rolam negociações para um segundo show, em Jaraguá.



Saudades do maestro Tibor

15 de outubro de 2013 0

O redivivo clube de cinema do Bom Jesus/Ielusc promete no sábado (19) uma segunda exibição de Influências do Maestro Tibor Reisner, que estreou no começo do mês com um evento de gala na mesma Sociedade Harmonia-Lyra onde o húngaro fez grandes exibições. Ótimo, mas o documentário idealizado e produzido por Fabricia Piva – que trabalhou durante seis anos com o lendário maestro, morto em dezembro de 1999 – e dirigido por Juliano Lueders já caiu na rede. Assista aí embaixo os quase 15 minutos de imagens e depoimentos (de amigos e músicos) que narram parte da trajetória de um artista que deu nova cara à música erudita em Joinville.

Gravidade: o espaço como jamais sentido

15 de outubro de 2013 0

divulgação
“Eu odeio o espaço”, diz a personagem de Sandra Bullock em Gravidade. Ela interpreta ma astronauta, o que amplifica dezenas de vezes o peso da declaração. Ela não odeia um alien ameaçador ou um traidor da missão da Nasa, mas o ambiente no qual se encontra, à deriva, com oxigênio no fim e destroços mortais vindos em sua direção. O filme de Alfonso Cuarón, em cartaz desta sexta-feira (11), oferece uma experiência distinta inclusive no que se refere a seus antagonistas, que, a priori, não existem. Dessa forma, o espectador pisa em terreno dramático inovador, já atirado que está na desesperadora situação que tem à sua frente. Tal qual a protagonista, ele não parece preparado para o desafio – a dimensão alcançada por Cuarón neste teste de sobrevivência épico, aliada à imagens monumentais típicas de uma sala IMAX, sinalizam emoções fortes que são inerentes ao cinema, mas raras de serem sentidas nos dias atuais.

Cores e formas da garimpagem

15 de outubro de 2013 0

edson machado, divulgação
Edson Machado fez uma descoberta e tanto enquanto exercitava a curadoria da exposição Olhar Estrangeiro, aberta na segunda-feira (14) no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), em Florianópolis. Em busca de artistas catarinenses que beberam na fonte do exterior, ele garimpou, entre cerca de duas mil telas do acervo do museu, a de um artista nascido em Joinville, hoje com 71 anos e que vive e trabalha há anos na França. Marcos D’Aquino é o autor de Em Profundo Azul, óleo sobre tela de 1998, montada cuidadosamente sobre uma destacada parede de fundo amarelo. Segundo o curador, D’Aquino mora em Lyon, tem familiares em Joinville e já expôs em galerias daqui como Lascaux e Victor Kursancew.

Hélio Muniz: sem descanso na trincheira teatral

12 de outubro de 2013 0

salmo duarte
Hélio Muniz assina a dramaturgia e a direção de Memórias de Louise, espetáculo sobre a revolucionária francesa Louise Michel (1830-1905) que estreia em março, em São Paulo, e teve leitura dramática em Joinville na semana passada. Deve ter havido uma identificação aí, afinal, o próprio ator/diretor/professor/faz-tudo é uma espécie de guerrilheiro teatral, assistindo da trincheira às mudanças pelos quais a arte cênica passou em seus 67 anos de vida. Nascido em Olímpia (SP), Hélio foi aluno do inovador Augusto Boal, integrou o lendário Teatro de Arena, foi cerceado pela ditadura e acabou em Joinville há exatas duas décadas. Aqui, lutou em tantas frentes que faltaria espaço para relatar todas – a mais recente foi a Casa Iririú, ponto de cultura que busca um novo espaço no momento. Firme e forte no front, Muniz deu a seguinte entrevista à coluna.

Como foi seu começo nas lidas teatrais?
Hélio Muniz - Eu sempre digo que tive a sorte de ter um pai, que apesar de camponês, era muito interessado em artes e literatura e uma avó, sua mãe, eximia contadora de histórias. Também, morei em uma fazenda administrada pelo meu avô materno que, não sei bem porque, tinha um grupo de teatro e apresentações de cinema. Além disso, meus tios (irmãos de minha mãe) tinham uma dupla sertaneja e cantavam em uma rádio e eu, ainda criança, sempre os acompanhava para ouvi-los. Outros tios, irmãos de meu pai, faziam parte de um grupo de Folia de Reis, e a minha vó materna era prima de um ator de cinema, um cômico, Zé Trindade. Como vê, desde criança tive contato com as artes e a cultura. Depois, já em São Paulo, ainda jovem iniciei em teatro na escola e na igreja do bairro. Posteriormente, formei um grupo de teatro amador e já dei meus primeiros passos como, ator e diretor teatral.

Você foi aluno de Augusto Boal. Como foi essa experiência?
Hélio – Nos anos 70, o Boal resolveu transformar o Teatro de Arena em uma escola de teatro. Para isso, contratou professores muitos bons e a intenção era formar atores em um curso com duração de três anos. Eu fiz parte da primeira turma. Neste ínterim, o Boal começou as experiências com o Teatro Jornal e o Teatro Bíblia, embrião do hoje famoso Teatro do Oprimido, conhecido em todo o mundo. Ele selecionou cinco atores do curso e eu tive a sorte e a felicidade de ser um deles. Com o Teatro Arena nós viajamos para festivais de teatro na Argentina, Uruguai e para o Festival Mundial Teatro, em Nancy, na França Infelizmente, por problemas políticos, ele havia sido preso pouco antes no Brasil, o Boal não voltou com a gente e se exilou na Argentina e posteriormente na Europa. Quero registrar que o Boal foi uma das criaturas mais terna, bondosa e amável que eu conheci. Tive a honra e a felicidade de ser seu aluno, seu ator e, depois, seu amigo até o fim de sua vida. Muito do que trago hoje e do faço devo a ele.

Você sofreu muito por fazer teatro durante a ditadura militar?
Hélio – Era muito limitante fazer teatro naquela época, mas também muito prazeroso, pois o teatro representava uma resistência concreta contra os desmandos e as arbitrariedades do regime ditatorial. Apesar de toda a censura, perseguição, enfrentamentos, prisões e até agressões físicas que sofreríamos, o teatro dos anos 70 foi dos mais vigorosos e criativos já realizados no Brasil. A classe teatral teve um comportamento bastante ético e uma postura moral e política exemplares.

fernando gomes, 06/11/1999Em São Paulo, você fez teatro na periferia, e em Joinville, atuou na rua. O que o atrai nessa arte visceral, sem barreiras?
Hélio – Já que falamos em Boal (foto à esquerda), vou citar uma de suas frases: “O teatro pode ser feito em qualquer lugar, até no teatro e até com atores.” Eu acho que se bem feito, o teatro pode mesmo ser feito em qualquer espaço. Nos anos 70 na periferia de São Paulo (e em outras cidades brasileiras) o teatro fazia parte da resistência e da luta por direitos, liberdade e justiça sociais. Apesar da ditadura, que não era só no Brasil, e sim em quase toda a América Latina, a sociedade civil estava mais organizada e havia um movimento político intenso nas escolas, sindicatos, igrejas, etc. Como todos nós latino americanos éramos reprimidos, havia uma solidariedade incrível entre os artistas latinoamericanos e até europeus. Nos anos 70, cheguei a me auto-exilar e morar um tempo em Buenos Aires. Voltando à sua pergunta: acho que o teatro está muito acomodado, precisa sair do gueto e ir para a rua, descobrir novos espaços e um novo público. O teatro tem que buscar alternativas e fugir de uma linguagem parecida com a televisão. O teatro tem trabalhado muito pouco com a contradição e a dialética. A experiência do teatro deveria servir para que tanto o público quanto os atores pudesse sair transformados.

Como você vê o atual momento do teatro em Joinville?
Hélio - O teatro em todo o mundo vive períodos cíclicos. Sempre existem altos e baixos. Joinville, na verdade, já viveu momentos melhores em termos de movimento. As pessoas e os grupos formavam um movimento mais compacto. De qualquer maneira, quero registrar que talvez Joinville seja uma das cidades onde as pessoas de teatro são mais unidas e solidárias. A fundação da Ajote deu um impulso bastante grande ao teatro joinvilense. Também temos bons espetáculos e muitos já receberam prêmios em festivais em todo o Brasil. A Dionisos é um grupo que já fez temporadas até no exterior. Porém, para que o teatro em Joinville realmente venha a se consolidar, precisamos, além do apoio do poder público, despertar os empresários locais e, principalmente, o público para as produções locais, que, repito, têm muita qualidade.

Você faz um pouco de tudo – atua, dirige, faz luz, ministra cursos. Consegue viver exclusivamente do teatro?
Hélio – Como tenho uma paixão muito grande pelo teatro, procurei sempre atuar em todas as frentes. Isso possibilita um aprendizado muito grande e também sobreviver exclusivamente de teatro. Mas é preciso esclarecer que, para se viver de teatro, é preciso abrir mão de muita coisa e atuar em todas as áreas, pois, infelizmente, não se pode viver de bilheteria, o que seria ideal para qualquer grupo. Além disso, não por sua culpa, o público não tem a menor ideia do trabalho que dá montar um espetáculo. Tem gente que quando pergunta onde você trabalha e você diz que faz teatro, comenta: “Mas você trabalha onde?”

Nunca pensou em voltar a São Paulo?
Hélio – Confesso que já pensei e até tive propostas para trabalhos, mas cheguei à conclusão, sem narcisismo, que talvez eu seja mais útil aqui do que lá, onde o teatro já está consolidado. Penso que tenho contribuído bastante para o teatro da cidade e quero continuar fazendo teatro aqui. O que não significa que não aceite fazer trabalhos em outros lugares.

pena filho, bd, 17/06/2011Como vê a experiência com a Casa Iririú?
Hélio – A Casa Iririú (foto à direita) é uma das utopias mais lindas que eu estou vivendo e que está sendo realizada junto a um grupo de pessoas maravilhosas. No momento, estamos com problemas por causa da estrutura física da casa, mas para nós, a Casa Iririú não é apenas seu espaço físico, é uma ideia e esta ideia não está morta. Estamos procurando outro espaço e mandamos um projeto de manutenção para a Lei do Mecenato, que se aprovado, irá dar um grande suporte para a continuidade de nosso trabalho. Também temos recebido solidariedade de muita gente e instituições da cidade, oferecendo instalação para nosso projeto. As Partilhas Culturais continuarão sendo realizadas em outros espaços e o Grupo de Teatro Canto do Povo, administrador do espaço, continua atuante e apresentando suas montagens em vários locais.

Você já é um sexagenário, que passou por muita coisa. O que te motiva a seguir tão atuante, no palco e nos bastidores?
Hélio - Como dizia Mário Lago: “Fiz um acordo com o tempo. Ele não me incomoda e eu não o incomodo”. Às vezes penso que sou privilegiado, pois apesar dos 67 anos, ainda me sinto um menino. Acho que a vida, o amor, os sonhos, as utopias e o teatro me alimentam.

Domingo contemplativo

12 de outubro de 2013 0

As paisagens sonoras plácidas e sonhadoras do Clube Las Vegas envolverão o teatro do Sesc de Joinville neste domingo (13), às 20 horas. Ambiente mais do que propício para uma imersão na experimentalista obra do trio, cujo trabalho instrumental por vezes lembra a trilha de algum filme psicodélico e é dado a altos graus de improviso. É o que a banda promete para esta apresentação especial, que contará com as músicas do primeiro EP e outras do registro que a banda lançará em breve. Como de praxe, não haverá cobrança de ingresso.