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Instalação da Coletiva de Joinville gera discussão

24 de janeiro de 2014 3

divulgação
Uma precaução tomada pela Fundação Cultural em relação a uma das obras que integram a 43a Coletiva de Artistas de Joinville, que fica até março na Cidadela Cultural, rende pano para discussões acerca de limites da arte. O caso envolve Renato Veiga, autor de uma instalação que consiste numa espécie de piscina com bolas de vinil coloridas que simula o título da obra, Mente do Artista. A interação do público com ela se dá por meio de duas aberturas, uma lateral e outra por uma escada, de onde é possível atirar-se de uma altura de aproximadamente 2,5 metros. O problema é que isso já gerou três acidentes, entre eles, o do próprio Veiga, que quebrou a mão.
O artista, no entanto, defende a integridade da obra. Mesmo assim, aceitou fechar a abertura superior e colocar avisos no chão, alertando para os riscos. A Fundação Cultural de Joinville (FCJ), por outro lado, entendeu que a estrutura representava perigo real. Segundo o diretor executivo Joel Gehlen, ainda em dezembro, o órgão tentou contato com Veiga, mas sem resposta, tomou a iniciativa de isolar a obra. Mais recentemente, optou por interditar a escada até que se encontrasse uma forma de diminuir os riscos.
Para Veiga, a ameaça faz parte do conceito do trabalho e a interferência exterior macula sua pureza. Na opinião dele, a gestão pública deveria providenciar monitores que alertassem os visitantes e impedissem principalmente crianças de subirem na estrutura. Além disso, ele contesta: se a obra apresentava perigo, por que foi aceita para ser exposta na coletiva?
A pergunta continua sem resposta, mas a solução foi encontrada nesta sexta-feira (24). A FCJ irá reforçar o monitoramento no galpão e restringirá o acesso à escada com uma corrente.
- Uma pessoa adulta que quiser pular, informada dos riscos, pode fazê-lo. Nesse caso, ela assume os riscos – explica Gehlen, entendendo que tanto o perigo quanto a polêmica fazem parte de Mente do Artista.

Comentários (3)

  • Jony diz: 24 de janeiro de 2014

    fica aberto até que horas?

  • Renato Veiga diz: 24 de janeiro de 2014

    Obrigado pelo interesse e parabéns pelo texto Rubens, fico feliz pelo caminho tomado pela Fundação, e desde já, agradeço a todos pela discussão sobre o trabalho. Abraço

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