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Além da adrenalina punk

07 de fevereiro de 2014 0

divulgação
Sean Wheeler e Zander Schloss estão passando calor no Brasil. Norte-americanos que são, trocaram o invernão de casa por temperaturas próximas dos 35 graus que encontram a cada parada da extensa turnê pelo País, que já dura três semanas. Mas a dupla de veteranos também tem suado com a boa receptividade do público, curioso com esses dois caras de extensa lista de serviços prestados ao punk rock, especialmente Zander, que tem Circle Jerks, Joe Strummer e uma ponta no filme cult Repo Man (1984) no currículo (Wheeler é egresso da excelente banda Throw Rag). Durante uma escala em Curitiba, Sean e Zander pararam para responder às perguntas da coluna, afinal, nesta sexta-feira (7) eles apresentam o repertório folk/country/bluegrass do disco Walk the Invisible (2010) em Joinville, no Bovary. No sábado (8) é a vez de Blumenau, no Factory Coffee Bar, praticamente encerrando o giro nacional.

Como tem sido a turnê até aqui?
Sean e Zander – Está surpreendente. Temos visitado um grande número de cidades e realizado ótimos shows em centros culturais e casas noturnas. A recepção vem sendo surpreendente.

Pelo que vocês percebem, tem aparecido mais fãs ou mais curiosos aos shows?
Sean e Zander – Por vezes surgem algumas pessoas com discos do Circle Jerks ou do Joe Strummer nas mãos, mas, normalmente, temos nos deparado com um público que está nos descobrindo nas apresentações. Na verdade, não tenho certeza se eles sabem o que esperar quando leem nosso nome nos cartazes, mas sempre estamos recebendo um feedback positivo.

Vocês têm um passado/presente ligado ao punk. Ficou algo do estilo na performance de vocês?
Sean e Zander – Sim, tivemos nossa vida diretamente ligada ao punk rock e é óbvio que não podemos negar algo que faz parte de nossa personalidade. Mas este novo projeto tem uma proposta diferente, queremos nos conectar com as pessoas, fazendo música com alma. Talvez, em alguns momentos, a nossa performance nos remeta ao punk rock, mas estamos buscando algo além de pura adrenalina.

O repertório dos shows tem permanecido constante na turnê ou vocês costumam improvisar?
Sean e Zander - O show muda de lugar para lugar, de situação para situação. Procuramos adequar as músicas de acordo com cada ambiente e postura de nosso público. Algumas músicas são constantes no set list, o que muda é a ordem e a inserção de uma ou outra canção baseado na reação das pessoas.

Que recado mandam para o público de Joinville que desconhece vocês?
Sean e Zander - Esperamos poder sentir esta vibração do público de Joinville. Temos sido muito felizes pelo Brasil e será uma grande honra realizar este show para vocês.


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