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Posts de julho 2014

Número certo

31 de julho de 2014 0

Todo o rock pesado de 2014 estaria a salvo mesmo se IX, o novo disco do Corrosion of Conformity, fosse o único lançamento do gênero no ano. Agora resumido a um trio (o frontman Pepper Keenan está focado no Down), o CoC solta pancadas para todo o lado, ora mais metal, ora mais punk, e só pisa no freio para “psicodelizar” em Trucker. Audição comprometida por pelo menos três dias.



A segunda trilha macia de Mario Ghanna

31 de julho de 2014 0

reprodução
Mario Ghanna, título da nova leva de canções do cantor/compositor de Joinville, mantém inalterado o apreço pela MPB na tradição de Djavan, do qual ele refaz Esquinas. Outro hitmaker, Lulu Santos, é celebrado em Adivinha o quê?. Bons exemplos do que Mario mostra em Get High, Lírios, Minha Sorte e Se Ela Sorrir, entre outras: um som mezzo acústico, com suingue macio e romantismo para dar e vender. Não que fique só nisso – João-Real e Mãos ao Alto (com participação do rei do axé Luiz Caldas) são reações indignadas a esse Brasil que está aí. Tanto na versão física quanto na digital (download no iTunes ou no site oficial), o novo álbum vem acompanhado do anterior, Xadrez Urbano, de 2012. No total, 23 faixas, do qual 12 ou 14 formarão um compilado que sairá até o fim do ano por uma gravadora paulista.

Tarantino e as diligências

31 de julho de 2014 0

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Apareceu, via Comic-Con, o primeiro cartaz de The Hateful Eight, o segundo faroeste seguido de Quentin Tarantino. O filme, programado para 2015, começará a ser rodado em breve e terá Samuel L. Jackson e Kurt Russell, entre outros, no elenco. Mas, espere, este não é aquele longa cujo roteiro vazou em janeiro e Tarantino, furioso, disse que não trabalharia nele pelos próximos cinco anos? Pelo visto, o homem mudou de ideia.

Vai pescar, Jason!

31 de julho de 2014 0

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Se por um único momento você pensou no que Jason faz entre uma e outra temporada de matança no Crystal Lake, o joinvilense Eduardo Kaminski tem a resposta: se diverte como qualquer serial killer normal. Isso está claro no Projeto 13 – Férias do Jason, série de imagens postadas no Facebook que une artesanato e fotografia, as duas profissões do rapaz, fã de Sexta-feira 13. As cenas cômicas com o insano personagem – Jason na praia, cozinhando, tocando bateria, confraternizando com o vilão de Jogos Mortais – são todas produzidas por Kaminski, que as fotografa e guarda as pequenas peças para futuras montagens, ou, quem sabe um dia, transformar tudo numa exposição. Jason, afinal, é um cara legal.

divulgaçãodivulgação

Chegando às prateleiras... 30/7

30 de julho de 2014 0

Skank
divulgaçãoQue o Skank é, há algum tempo, a maior banda pop brasileira, restam poucas dúvidas. Mas parece que os mineiros chegaram naquele ponto da carreira em que manter a bola em campo é tão importante quanto marcar um golaço. É algo que acomete os grandes. Velocia, a volta do quarteto após cinco anos sem disco, é essa partida sem firulas, de toque para os lados, quando o 1 a 0 é goleada. Aqui, reconfigurados o reggae e o dancehall (conduzidos em parte por bateria eletrônica), o Skank promove uma volta ao passado, resignado com a inspiração mediana. De qualquer modo, ainda se trata de uma banda que sabe o caminho das pedras, seja compondo candidatos a hits (Rio Beautiful, Do Mesmo Jeito, Périplo, Ela me Deixou), seja chamando Nando Reis e BNegão para darem uma palhinha.
Velocia, Skank. Sony, R$ 19,90.


Deep Purple

71wpJplidCL._SL1400_Um dos grandes discos ao vivo da história do rock. Não é preciso muito além disso para definir Made in Japan, registro de três shows que o Deep Purple – no auge da forma, frise-se – fez no país asiático em 1972. De Highway Star aos quase 20 minutos de Space Truckin’, o grupo inglês apavora com canções retumbantes, peso e virtuosismo. Tal tesouro ganhou uma reedição que, no Brasil, chega em sua forma mais simples, em CD duplo (e um belo livreto encartado). Ao disco original, devidamente remasterizado, foram acrescentadas mais seis faixas executadas naquela turnê, que divulgava nada menos do que o superclássico Machine Head.
Made in Japan (deluxe edition), Deep Purple. Universal, R$ 41,90.


Ted Marengos

ted-marengosA despeito do nome ruim e uma mixagem de voz por vezes equivocada, o disco de estreia deste grupo paulista é um agradável exercício de rock vintage. Os quatro rapazes flertam com as melhores referências da virada dos anos 60 para os 70 em rocks stoneanos como This Girl e Ted Marengo. Às vezes pesam as guitarras (Hey my Friend), às vezes exploram o blues (Like Roses), às vezes são puro Beatles (Back Home Someday), às vezes flertam com o folk/country (On My Heart’s Door), ao ponto de arriscarem uma versão para o clássico Ohio, de Crosby, Stills, Nash & Young. E não fazem feio, como um feijão com arroz com tempero na medida.
First Prints, Ted Marengos. Independente, preço não informado.

Sonho distante

30 de julho de 2014 1

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Ouvindo seguidamente Lost in the Dream, o ótimo terceiro disco do The War on Drugs, começo a ver com outros olhos produções oitentistas de Bruce Springsteen (como Tunnel of Love, 1987) e Tom Petty (Southern Accents, de 1985, por exemplo). As referências são óbvias, só que nem sempre usuais para bandas que bebem na fonte da época.



Feira virtual de quadrinhos

30 de julho de 2014 0

Leitores de quadrinhos que gostam de ir além do que usualmente chega às bancas podem ter crises de desilusão caso não morem em cidades sem comic shops ou livrarias preocupadas com o segmento. HQs obscuras? Difícil. Uma saída possível é a Maisgibis, plataforma que oferece itens de editoras nacionais minúsculas e títulos independentes para download, proporcionando leitura no dispositivo que se desejar. O acesso à maioria dos gibis virtuais é via pagamento, mas muita coisa é ofertada de graça, caso da recém-lançada Máquina Zero, antologia internacional da Editora Quadro a Quadro de estilos e temáticas livres. Entre os artistas escalados estão R.M. Guéra, Salvador Sanz, Flavio Luiz, Eloar Guazelli, Leonardo Maciel, Boulet,Thony Silas e André Leal.

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À prova de poluição

30 de julho de 2014 0

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A feirinha que movimentou a Via Gastronômica no sábado não chegou até as portas do que um dia foi a boate Maze, mas a arte também bateu por lá naquele dia ensolarado. Com destino traçado (mas ainda não revelado), o local teve sua fachada lacrada com tapumes, que, sem demora, receberam traços e cores que podem dar pistas do futuro empreendimento. A convite dos donos, a Galeria El Clandestino coordenou uma intervenção artística desatada por Paulo Pincel e Gui Goo e Rafael (404 Lab) à base de grafite, estêncil e lambe-lambe. Com as bênçãos de John e Paul, eles cravaram: “Rock n’ roll não é poluição”. Quem concorda que aguarde até setembro.

Conflitos interiores

29 de julho de 2014 0

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Eu, Mamãe e os Meninos
talvez soe como mero projeto narcisista, uma válvula de escape para demônios pessoais que não passam da soleira da porta do autor. Ou então uma deliciosa sessão para psiquiatras. Mas quantas boas obras não nascem de pequenos dramas pessoais, revelados ao público como se todos estivessem numa sessão de terapia? Recém-lançado em DVD, o filme escrito, dirigido e protagonizado pelo francês Guillaume Gallienne parte de uma peça teatral do próprio para narrar a turbulenta jornada de auto-descoberta dele. Criado como menina pela mãe autoritária, Guillaume assume uma pretensa homossexualidade como herança do tratamento familiar dissimulado, o que acaba gerando conflitos com o pai, colegas e escola e nos relacionamentos amorosos. O texto faz as pazes com a mãe e a sexualidade de Guillaume, e afora o teor psicológico, rende alguns momentos sensíveis e até bem engraçados.

Eram outros tempos

29 de julho de 2014 0

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Esta pequena curiosidade vai para a conta do paranaense Marcelo Mara, que relembrou em seu blog Disco Furado o 1º Rock’n Ville, realizado em maio de 1987. Para divulgar as presenças das bandas curitibanas Pós Meridion e Ídolos de Matineé na Liga de Sociedades, foi prensado em São Paulo uma leva de flex discs, contendo três faixas, que servia tanto para os joinvilenses conhecerem o som das atrações quanto de ingresso para o evento. As peças viraram item raríssimo, claro, mas pelo menos o pós-punk britanizado dos dois grupos é possível ouvir dando play aí embaixo.