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Ocupação tamanho gigante

21 de outubro de 2014 0

luiza martin
- Foi lindo ver que às seis da manhã de domingo (19) tinha uma galera empolgadaça no gramado da Cidadela, o paredão da torre de resfriamento recebendo os últimos retoques no grafite.
Palavras do performer e ativista cultural Eduardo Baumann a respeito do mural gigante produzido por Paulo (Pincel) Agostini e Igor Mendes (Gôri), o sinal mais visível da passagem do Ocupa Cidadela pelo complexo no fim de semana. Quem se aventurou pelo interior dele, porém, viu uma massa alegre, colaborativa e à vontade por estar “em casa” – o que deveria ser comum, mas foi um momento único para a arte joinvilense demarcar território. Especialmente entre a noite de sábado e as primeiras horas de domingo, os espaços ainda não interditados socaram de gente atrás da produção local, mandando recado para todos ligados a ela de alguma forma (artistas, produtores, mídia, gestores públicos, apoiadores): “Existimos, fazemos e consumimos, e queremos o que é nosso!”.
A arte, meus amigos, independe de paredes, tetos e portões, mas quando há um endereço fixo, o encontro é tanto providencial quanto uma feliz coincidência.

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