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Posts de dezembro 2014

Melhores discos de 2014: um ano sem consenso

31 de dezembro de 2014 3

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Estou para ver o dia em que haverá unanimidade nas eleições de melhor disco de determinado ano, mas 2014 foi um harém de desacordos. Ninguém se entendeu e apontar este ou aquele como superior exigiria técnicas militares de convencimento. Bem diferente do ano passado, quando, mesmo com a quantidade incrível de bons títulos, chegou-se a alguns lugares-comuns. Não que a temporada que passou não tenha apresentado álbuns finos, mas o consenso não imperou nem na imprensa gringa, que, aliás, não deu muita trela aos novos trabalhos do topo do escalão pop (U2, Pink Floyd, AC/DC, Coldplay, Bruce Springsteen etc) em suas relações. E nem aqui na votação organizada anualmente por Orelhada, onde Jack White e seu Lazaretto erguem-se como destaques. Convoque Seu Buda (Criolo) e Turn Blue (The Black Keys) também apareceram bem. Mas essa é a nossa opinião, caro leitor. Agora, queremos a sua, e para isso os comentários têm sempre a porta aberta. Mãos à obra!

- Emerson Gasperin (jornalista, colaborador do “DC”)

Beck – Morning Phase (ouça)
The Black Keys - Turn Blue (ouça)
Broken Bells – After the Disco (ouça)
Banda do Mar – Banda do Mar (ouça)
Erlend Øye – Legao (ouça)
Criolo – Convoque Seu Buda (ouça)
Thiago Pethit – Rock’n’Roll Sugar Darling (ouça)
Sinkane – Mean Love (ouça)
La Roux - Trouble in Paradise (ouça)
Hollie Cook – Twice (ouça)

- Paulo Henrique Silveira (DJ, Programa É Rock!)

2:54 – The Other I (ouça)
Bob Moud – Beauty & Ruin (ouça)
Horizon – The Last Man In Terminus (ouça)
Jack White – Lazaretto (ouça)
Lupe de Lupe – Quarup (ouça)
Panço – Tempos (ouça)
Temples – Sun Structures (ouça)
The Delta Riggs – Dipz Zebazios (ouça)
TV on the Radio – Seeds (ouça)
Warpaint – Warpaint (ouça)

- Equipe Atlântida Joinville

Foo Fighters – Sonic Highways (ouça)
Pink Floyd – The Endless River (ouça)
Criolo – Convoque Seu Buda
U2 – Songs Of Innocence (ouça)
Taylor Swift – 1989 (ouça)
Jack White – Lazaretto
Pitty – Setevidas (ouça)
Ed Sheeran – X (ouça)
The Black Keys - Turn Blue
Weezer - Everything Will Be Alright in the End (ouça)

- Rubens Herbst (colunista do “AN”)

War on Drugs – Lost in the Dream (ouça)
Ty Segall – Manipulator (ouça)
Roger Daltrey e Wilko Johnson - Going Back Home (ouça)
Reigning Sound – Shatthered (ouça)
Jack White – Lazaretto
Mark Lanegan – Phantom Radio (ouça)
Pixies – Indie Cindy (ouça)
Titãs – Nheengatu (ouça)
Royal Blood – Royal Blood (ouça)
Morrissey – World Peace is None of Your Business (ouça)

** Dez destaques catarinenses

Os Depira – Cada Qual com Seu Vício (ouça)
Cassim & Barbária - Cassim & Barbária III (ouça)
Clube dos Corações Partidos – Manual Prático do Esquecimento (ouça)
Rec on Mute – Hereafter (ouça)
Symmetrya - Last Dawn (ouça)
Ruca Souza – Marte (ouça)
Somaa/Sylverdale - Clube da Distorção e Quebradeira Vol. II (ouça)
Variantes - Tudo Acontece (ouça)
Marzio Lenzi – Second Blues (ouça)
Skrotes – Nessun Dorma (ouça)

A vingança dos nerds (outra vez)

30 de dezembro de 2014 0

divulgação
Operação Big Hero
é a animação que os nerds pediram a Deus, tipo o sonho dos caras de The Big Bang Theory se tornando realidade. Ora, qual desses aficionados por ciência e cultura pop não mataria para virar um super-herói cheio de tralhas bacanas e com um robô ultra tecnológico a seu dispor? Pois o filme (em cartaz no Estado) acerta em cheio nesse público consumidor e entrega uma aventura movimentada, com humor e visual espetacular, e ainda com um dedo da Marvel nela. Claro que não escapamos de certos clichês da chefe Disney, que amarram a trama a um sentimentalismo constante. Tirando isso e o déjà vu de situações, Big Hero alimenta com eficiência a fantasia quase infantil da plateia de combater vilões sem precisar ser o Superman.

Melhores discos de 2014 (parte 4)

30 de dezembro de 2014 0

Spin
1. The War on Drugs – Lost in the Dream
2. Parquet Courts – Sunbathing Animal
3. Run the Jewels – Run the Jewels 2
4. Jenny Lewis – The Voyager
5. Caribou – Our Love
6. Sun Kil Moon – Benji
7. Future Islands – Singles
8. Tinashe – Aquarius
9. tUnE-yArDs – Nikki Nack
10. The New Pornographers – Brill Bruisers

Mojo
1. Beck – Morning Phase
2. The War on Drugs – Lost in the Dream
3. Sleaford Mods – Divide and Exit
4. Jack White – Lazaretto
5. St Vincent – St Vincent
6. Steve Gunn – Way out Weather
7. Julie Byrne – Rooms with Walls and Windows
8. Damon Albarn – Everyday Robots
9. FKA Twigs – LP1
10. The Bug – Angels & Devils

"A Entrevista" na sala de espera

29 de dezembro de 2014 1

Ainda não há sinal de estreia no Brasil de A Entrevista, o filme-bomba que rendeu tremenda dor de cabeça à Sony e botou Coréia do Norte e EUA em rota de colisão. A princípio, ele chegaria aos cinemas nacionais em 29 de janeiro, mas não há certeza de que essa data será mantida depois de todo o rebu causado no mercado internacional, incluindo ameaças aos atores James Franco e Seth Rogen. Em recesso, a Sony Pictures no Brasil diz que só tomará uma decisão a partir do dia 5 de janeiro. Seja como for, além do enorme marketing já arrecadado, o longa tem sido alvo de elogios por sua acidez politicamente incorreta, apontada tanto para casa quanto para a Ásia.

Um último chá (na internet)

29 de dezembro de 2014 1

max schwoelk, divulgação
Assim como fez recentemente com os três volumes da coletânea Beatles ’69: Abbey Road Revisited, o jornalista carioca Marcelo Fróes relançou, por meio do selo Discobertas, a discografia da banda Reino Fungi para venda digital. Lá estão, devidamente ofertados no iTunes e no Spotify, o álbum de estreia homônimo (2005), O Clube do Chá Dançante (2006) e A Música Universal… (2011), retratos sonoros – não muito fáceis de achar, devido ao caráter independente – da paixão dos rapazes de Joinville pelo rock sessentista e, mais adiante, pelo soul e pela música brasileira. Como bônus, Fróes editou um quarto título, Reino Fungi Toca Beatles, EP com as quatro releituras gravadas para as compilações do selo (a capa é essa acima). Se nada mudar daqui para a frente, esta incursão online será o lance derradeiro do grupo, que anunciou seu fim em novembro.

Joe Cocker, vivo como nunca

27 de dezembro de 2014 0

divulgaçãoDe folga nos dias que precederam o Natal, este colunista/blogueiro lamentou em casa a morte de Joe Cocker, na segunda-feira (22), e prometeu a si mesmo que prestaria sua homenagem ao mitológico cantor inglês assim que retomasse a labuta. Pois não há melhor tributo do que ouvir atentamente a obra dele, especialmente aquela gravada nos anos 60 e 70. Desse período, o duplo ao vivo Mad Dogs & Englishmen, de 1970, é nada menos do que sensacional, obrigatório até. Acompanhado de uma banda imponente liderada por Leon Russell, Cocker estala de emoção impetuosa e faz dos palcos americanos uma catedral da soul music, sacudindo os fiéis com quatro faixas de seus dois primeiros álbuns e uma pá de canções alheias. Era fato comum Cocker superar as gravações originais, e aqui ele faz verdadeira miséria com coisas dos Beatles, Stones, Dylan, Ottis Redding, Ray Charles e do próprio Russell, cravando seu nome entre os maiores intérpretes do século 20.




Ouça, na íntegra, o novo disco do Etílicos e Sedentos

26 de dezembro de 2014 0

Está na mão V. 3 , novo disco da banda Etílicos e Sedentos que de certa forma fecha um ano movimentadíssimo no rock catarinense. E o quarteto de Brusque deferiu um golpe final de grande qualidade, fazendo emergir suas referências setentistas com peso, atualidade e capricho nos refrões. Ouça abaixo o disco de ponta a ponta, e preste atenção na sequência O que Dizer? / Sequelados / Química Voraz

Romantismo no palco, drama nos bastidores

26 de dezembro de 2014 0

divulgação
“Se você acha que Frankie teria dado um pé no Tommy ali mesmo, você não é de Jersey”. Essa frase sintetiza o elo que define boa parte das curvas, reviravoltas e idas e vindas de Jersey Boys – Em Busca da Música (agora em DVD), filme que Clint Eastwood dirige com a exatidão costumeira – ou ao menos superior a do entediante Curvas da Vida (2012). Lealdade, um tema caro ao cineasta, está no centro do grupo Frankie Valli & The Four Seasons, que fez enorme sucesso nos EUA pré-invasão dos Beatles e cujas canções românticas escondiam uma história de relações complicadas, dívidas, traições e ligação com a máfia. Eastwood alimenta a corrente ascensão-crise-decadência – detonada, nas duas pontas, pela velha amizade do problemático Tommy com o talentoso Frankie – com agilidade, planos invulgares, grande reprodução de época e elenco na ponta dos cascos, ainda que desconhecido.

Sozinho. E pra que mais?

26 de dezembro de 2014 0

Tony Mokan, divulgação
“Eu faço música pra quem gosta, e pra quem não gosta, o que eu quero é tocar!”. O jaraguaense Heriberto Werner mostra que sabe onde pisa ao compor uma faixa como Eu Tento Fazer Música, que integra o segundo disco de seu projeto Cadaveric Hotel. Recém-lançado, Antes Só do que Mal Acompanhado é assim mesmo: oferece rock primal, rústico, e dá de ombros a quem lhe cobra perfeição. Como convém a um one man band, Werner reduz tudo ao essencial – guitarra e bateria, às vezes violão e gaita – e dispensa o blá-blá-blá, indo direto ao ponto garageiro em Chico Pedreiro, Willie Hell, Eu Bebo Sangue, Choco Late, Traz Mais um Chope e O Alemon de Xaraguá, hilária versão para Dancing with Myself, hit de Billy Idol. E assim, o Cadaveric Hotel prova que basta um só para se fazer um grande barulho.


Herói cult, Miracleman volta às bancas nacionais

26 de dezembro de 2014 0

divulgação
É chegado o momento de os leitores brasileiros de quadrinhos serem (re)apresentados a Miracleman, personagem cujos bastidores são tão turbulentos quanto as aventuras dele em busca suas origens e memórias. Em suma, ele surgiu como Marvelman em 1954 pelas mãos do inglês Mick Anglo, que foi processado pela DC Comics por causa das (enormes) semelhanças com o Capitão Marvel (aka Shazam). Nos anos 80, retornou como Miracleman e caiu nas mãos de escritores como Alan Moore e Neil Gaiman, que reformularam o herói de tal forma que ele virou motivo de culto por parte dos leitores, fascinados com a ligação daquela fase com a dos anos 50 por meio por meio de uma trama de busca de identidade e memórias borradas. Após anos no limbo, Miracleman teve os direitos comprados pela Marvel, que passou a republicar as histórias, especialmente as da fase com Moore e Gaiman. São essas que a Panini começa a oferecer, em forma de revista mensal, a partir deste mês.