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Adeus, Lemmy

29 de dezembro de 2015 0

alan pedro
“É a hipnose pelo som pesado, um estado de quase elevação entre o frenesi e a chapação sonora. E tem Lemmy ali, a poucos metros, todo chapéu, bigodão, baixo troglodita e vocal cavernoso. Uma lenda viva que comanda uma espécie de sessão de descarrego banger assim que a senha é dada: ‘We are Motörhead, and we play rock’n’roll‘”.
O recorte do texto feito por este colunista algumas horas após o show do Motörhead em Florianópolis, em abril de 2011 (leia AQUI), não faz jus a um décimo do que foi para o rock e para milhares de fãs ao redor do planeta Lemmy Kilmister, vitimado pelo câncer, na segunda-feira. Mas nessa minúscula parcela está intacta a persona que ele encarnou como poucos: uma fortaleza intimidadora, a imagem do rocker primordial, o sujeito que viu um gênero nascer e a ele se entregou (com e sem os clichês de praxe) a ponto de agigantá-lo um pouco mais, algo que o respeito de punks e fãs de heavy metal comprova. Unir pelo peso, pela velocidade e pela crueza dois públicos antagônicos foi só um dos feitos de Lemmy em 70 anos de uma vida vivida em altíssimo bom som.



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