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Fé corrompida

14 de março de 2016 0

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Ao final da sessão de A Bruxa em que esteve, Orelhada presenciou vaias e xingamentos ao filme do estreante Robert Eggers, em cartaz no Estado desde a semana passada. Sinal de que a plateia esperava mais sustos e sanguinolência e vivenciar um tradicional conto de terror, o que definitivamente não é o caso. A Bruxa é assustador ao seu modo, sendo mais próximo de um drama de época, o que pode causar um certo desapontamento em quem busca mais do mesmo. Mas quem embarcar sem expectativas irá roer as unhas com esta história passada no interior americano do século 17, onde uma família de imigrantes se instala. Mas há algo na floresta que some com o bebê, o que abala seriamente o fanatismo religioso do clã e inicia uma legítima “caça às bruxas” na casa. O isolamento, a corrosão no seio (e na fé) familiar, a sensação de perigo iminente e a fotografia escura dão ao filme a tensão esperada, mas há uma discussão feminista correndo por fora que incrementa a impressão de se estar vendo algo fora da curva. E isso é muito bom.

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