14 de março de 2010 |
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Pra quem não gostou daquele filme sobre o The Doors que Oliver Stones lançou em 91, vem aà o documentário When You’re Strange, dirigido por Tom DiCillio e aprovado por Ray Manzarek. O tecladista, aliás, chamou o filme de “o anti-Oliver Stone”, o que significa dizer que, na teoria, desta vez a verdadeira história de Jim Morrison e seus companheiros virá à tona no cinema. Repleto de cenas inéditas, o documentário é narrado por Johnny Depp e já passou por vários festivais, ganhando boas crÃticas. No circuito comercial, a previsão é deque ele entre em cartaz (lá fora, obviamente) em abril. Claro que um CD com a trilha sonora virá na cola, trazendo os bilionésimos registros de Light my Fire e Break on Through.
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12 de março de 2010 |
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Antes de mais nada, não estranhem a cara nova dos blogs de AN. É o tal do gerenciador novo, que provocou algumas mudanças por aqui, mas que, acredito, virão pra melhorar a rotina desses espaços. Bom pra nós, melhor pra vocês.
Mas o que era mesmo? Ah, os ingressos pros shows do CWBilly’s (12) e Ovos Presley (13) no Don Rock, né? Ficou assim:
Sexta (12)
João Augusto P. de Oliveira
Mônica Prata S. Bertão
Rafael Neuman Silva
Roberto Kahn
Leonardo
Sábado
Monize Aline Rech
Alex Sander M. Fernandes
Marcello Della Vechia
Anne Meyer Della Vechia
Gerson Pocini Neto
Os nomes de vocês estarão na porta, ok? E lembrando que nas duas noites, as carrapetas estarão a cargo do competente DJ Marcios.
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11 de março de 2010 |
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Pedro Axelrud/divulgação
Sei que muita gente treme de medo quando ouve falar em rock gaúcho, mas as boas bandas também grassam por lá, assim como as surpresas agradáveis. Dito isso, aterrissou hoje na minha mesa um disco vindo daqueles lados sulinos, mas com algumas particulariedades que acabam fazendo uma diferença danada. La Vaporisation é o nome da bolachinha de estreia dos Les Responsables e recipiente de um rock visceral, sem frescuras, catalisador de boas garageiras e uma pitada de blues encardido.
O detalhe que comentei no inÃcio do texto é que todas as 10 faixas são cantadas em bom francês (sem biquinho) pelo vocalista Erwan Portier, que deixou Paris pra estudar sociologia em Porto Alegre e, em 2006, formou o Les Responsables. É o sotaque do sujeito - e mais os espasmos de jazz, órgãos e cordas - que impregna os momentos intimistas do álbum com uma atmosfera meio cinematográfica, noir . Capaz de agradar quem gosta de Tom Waits e Doors. De qualquer forma, o negócio aqui é pé sujo, como deixam claro as letras de Portier urdidas no idioma de Serge Gainsbourg.
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11 de março de 2010 |
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Em BrasÃlia: Zimmer (E), Jean Mafra (C) e Alexei Leão/Divulgação
Meus amigos, tô meio na correria, então reproduzo aqui, na Ãntegra, as boas novas que chegam de BrasÃlia (isso é uma novidade) e têm a ver diretamente os horizontes que se abrem pra cadeira produtiva da música catarinense. E volta a repetir: apesar de os envolvidos serem todos de Floripa, o olhar deles mira os quatro cantos do Estado. Vão sentindo:
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Quando escolhidos como delegados da música para representar Santa Catarina na 2a Pré-conferência Setorial de Cultura, em janeiro último, Guilherme Zimmer, Jean Mafra e Alexei Leão tinham uma missão e tanto pela frente, afinal, nosso Estado sempre tivera pouca ou nenhuma representatividade polÃtica nessa área. Por isso, os três músicos/produtores, que desde muito tempo vem lutando para melhorar/ampliar o cenário estadual, mais Bernardo Sens (flautista do grupo de choro Ginga do Mané, funcionário da Fundação Catarinense de Cultura e delegado indicado pelo governo do Estado), os suplentes Caio de Cápua, Israel do Vale e Guilherme Califaliza e o (aguerrido) parceiro Eduardo Xuxu, trabalharam duro para, a partir desta oportunidade, incluir definitivamente SC no novo cenário musical brasileiro.
Se a aquele encontro que os elegeu há dois meses poderia ser chamado de histórico, por unir membros da cadeia produtiva de diferentes vertentes da música e de representantes do poder público em torno do mesmo objetivo, a primeira participação catarinense no evento do Ministério da Cultura se mostrou muitÃssima bem sucedida.
Senão, vejamos: Zimmer conseguiu uma das duas vagas da região Sul na Conferência Setorial, que inicia nesta quinta-feira (11), e Alexei foi escolhido seu suplente no evento. E a partir das diretrizes organizadas por este grupo que o MinC estabelecerá as polÃticas que nortearão seus rumos nos próximos anos. Mas a boa nova não termina aqui: Mafra foi eleito suplente de Everton Rodrigues (MPB, RS) no colegiado setorial (formado por 15 membros de todo o Brasil), que junto com o ministério, será responsável por nos próximos anos colocar em prática as propostas elaboradas nestes dias. E o melhor é que, como membros do MPB (fórum de música para baixar), Mafra trabalhará com seu colega gaúcho em regime alternado, o que significa que ambos se revezarão nos encontros que definirão as polÃticas públicas para a música brasileira a partir de agora. Ou seja, Santa Catarina tem, enfim, muito mais peso (e perspectivas) nas decisões e rumos futuros do cenário musical de nosso PaÃs.
Para encerrar, é preciso dizer que muitas dessas conquistas foram conseguidas graças ao trânsito de Zimmer e Mafra em iniciativas/organizações como o Circuito Fora-do-eixo, Rede Música Brasil e MPB, mais o apoio dos delegados Alexei Leão e Bernardo Sens. Há ainda muito por se construir e trabalhar, mas já é possÃvel comemorar os resultados conseguidos. Mais: ainda nos próximos dias, algumas outras boas novas serão divulgadas para o cenário musical de Santa Catarina.
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11 de março de 2010 |
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Curitiba tem uma ligação tão Ãntima com o rockabilly e o psychobilly (a cruza do punk com o rock dos primórdios) que sedia uma festival internacional desses estilos (o Psycho Carnival). E, consequentemente, produz bandas nessa linha aos borbotões, caso do CWBilly`s e do Ovos Presley, que baixam em Joinville nesse final de semana pra tocar no Don Rock. O CWBilly`s, atração desta sexta (12), faz o tipo purista, Gene Vincent e Carl Perkins na veia, só que com um viés mais envenenado, como indica o EP Single. Já o Ovos Presley sobe ao palco neste sábado (13) carregando 17 anos de experiência nas costas. Uma das bandas de punkabilly mais antigas do PaÃs, lenda da cena curitibana, o quarteto varre o chão com as raÃzes do rock e acelera rumo a um alucinante mundo de garotas, carros, festas, filmes de terror e HQs. Estão aà Cadillac Podreira e Papai, um Morto Vivo que não me deixam mentir.
Feitas as apresentações, vamos ao que interessa: tenho até amanhã pra distribuir aos leitores do blog 10 ingressos, cinco pra cada dia , ofertados pelo Gustavo. Então, deixe um comentário aÃ, informando nome completo e a qual show você quer ir. Os primeirões ganham a preza.
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10 de março de 2010 |
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Não era surpresa que a procura aqui por ingressos do show do Pouca Vogal em Joinville, sexta (12), bateria recordes entre as promoções do blog. Mas não imaginei que a participação atingiria proporções na casa das (quase) duas centenas. Isso só prova que o séquito de fãs dos Engenheiros do Hawaii continua grande e que a “fuga” de Humberto Gessinger pra outro projeto não afetou sua moral junto a ele.
Mas a pergunta era sobre Duca Leindecker, certo? Bom, quem respondeu que o baixista Luciano é irmão do cara (e também integrante do Cidadão Quem) chegou mais perto de levar o ingresso. Mas quem chegou primeiro foi:
Flávio A. Kreling
Bianca de Oliveira
Andrey de Oliveira A. de Silva
Chipas
Os ingressos estarão na recepção de A NotÃcia a partir desta quinta (11). Valeu todo mundo que participou.
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10 de março de 2010 |
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10 de março de 2010 |
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Não que a pirataria já não tenha dado um jeito de driblar essas convenções, mas o fato é que não será preciso esperar até o dia 16 de março pra ouvir (oficialmente) Under Great White Northern Lights, o disco ao vivo do White Stripes. A dupla escolheu o site National Public Radio pra disponibilizar pra audição as 16 faixas do álbum, gravadas durante uma turnê pelo Canadá em 2007, antes do lançamento comercial. Só ouvi três o disco por cima até agora, mas deu pra perceber que o negócio é feroz, com a guitarra de Jack estourando os amps e Meg apressando o compasso. Meio Ramones, saca? Já o repertório de 16 faixas privilegia os três últimos discos de estúdio, deixando até uns hits de fora (tipo Hotel Yorba), mas encerrando com Seven Nation Army, claro. E inclui a sensacional Jolene, um original da cantora Dolly Parton que tinha saÃdo em single anos atrás.
Bom, o link pra ouvir tá AQUI . E não precisa dizer que Under… também sairá em DVD.
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9 de março de 2010 |
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O Black Rebel Motorcycle Club (ou BRMC) está no meu top 5 de bandas que despontaram nesta década, e o fato de ser amplamente influenciado pelo genial Jesus & Mary Chain é apenas um dos motivos. É um trio que consegue muito com pouco, vai do noise mais feroz à psicodelia, digita achados melódicos e oferece um lado dark que casa visual e música sem esbarrar nos clichês góticos. E é uma banda que errou pouco até agora, apesar de ter me passado batido - e, creio eu, pra muita gente também - o The Effects of 333, disco de 2008 unicamente instrumental.
Antes dele, o BRMC tinha lançado Howl e o Baby 81. Discos ótimos, o primeiro criado no primitivismo do blues acústico, o segundo, em sons barulhentos mais viajantes e deprês. Porém, ainda eram álbum inferiores à obra-prima Take Them On, On Your Own (2003), aliás, o único deles editado no Brasil. E que, atentem bem, tem agora um “concorrente” à altura: Beat the Devil`s Tattoo, sexto álbum da banda, lançado segunda (8) na Europa e nesta terça (9) nos EUA.
É inspirador ver uma banda no auge da forma, seguir os seus preceitos básicos, aventurar-se e não abrir brechas pra agradar A, B ou C. Os fãs, claro, irão se esbaldar. E logo de cara, com a faixa que dá nome ao disco, um blues que nasce das profundezas do Mississippi e desemboca em algum pub britânico barulhento. Esse beat negróide se mantém em Conscience Killer, mas com o pé no acelerador e o fuzz no talo. Com seu clima hipnótico e melodia perfeita, Bad Blood já se posiciona como uma das melhores músicas já feitas por BRMC, além de mostrar a perfeita integração da nova baterista, Leah Shapiro.
War Machine se esconde sob uma nuvem de distorção e é imediatamente substituÃda pela doce (e desesperada) Sweet Feeling. Já Evol faz aquela ponte tradicional com o J&MC, com Peter Hayes cantando cada vez parecido com Jim Reid. O disco segue firme em frente, alternando diferentes caminhos entre o blues, o folk e o rock assustadoramente denso (caso da espetacular Shadow`s Keeper), até chegar ao seu final apoteótico. Passando dos 10 minutos de duração, Half-state é uma tempestade de eletricidade descarnada, cujos suspiros experimentais e alucinantes no recheio antecipam um derradeiro e descomunal esforço de arrebentar tÃmpanos. Ouvinte e banda parecem chegar ao último acorde exaustos, mas com um sorriso no canto da boca.
Por mim, 2010 poderia terminar aqui. Já temos nosso disco do ano.
Postado por rubensherbst
permalink Postado por fernanda_luttke, às 16:29
9 de março de 2010 |
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Humberto Gessinger e Duca Leindecker, vocês sabem, são os cabeças dos Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem, respectivamente. Mas eles, juntos, dão corda a um projeto eminentemente acústico que leva dupla a enveredar por outras paragens da composição e da execução. Sós no palco, Gessinger e Leindecker formam o Pouca Vogal, cujo CD/DVD saiu no começo do ano e reúne, além de composições inéditas da dupla gaúcha, músicas de suas bandas “oficiais”.
Em turnê por Santa Catarina nesta semana, o Pouca Vogal toca quinta (11) em Floripa, sexta (12) em Joinville e sábado (14), em Indaial. Pro show no Big Bowlling, em Joinville, tenho aqui 4 ingressos pra quem responder nos coments a uma pergunta facinha: no DVD do projeto, rola a participação especial de Luciano Leindecker no baixo. Qual o grau de parentesco dele com Duca? Os quatro primeiros que acertarem levam.
Postado por rubensherbst
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