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Fecha-se uma porta

21 de maio de 2013 0

Mesmo não sendo fã de Doors, Orelhada não se omite de prestar suas homenagens a Ray Manzarek (de óculos na foto acima), o homem que "fez a cama" para Jim Morrison deitar seus delírios poéticos. Manzarek, que sofria de câncer no ducto biliar, morreu nesta segunda-feira (20), aos 74 anos, numa clínica em Rosenheim, na Alemanha. Seu nome, porém, está marcado para sempre na cultura pop como o artífice sonoro do The Doors, no qual afirmou a potência do "keyboards bass" e deu relevância aos teclados numa época (a década de 60) em que a guitarra imperava - o riff de órgão de Light my Fire é tão memorável quanto o de Satisfaction ou Whole Lotta Love.
A trajetória de Manzarek com o Doors está mapeada no documentário When You're Strange, de 2009, do qual ele foi consultor. Agora, quem quiser vê-la romanceada, pode ir com tudo na cinebiografia que Oliver Stone rodou em 1991 e que Manzarek renegava com todas as forças. Aliás, após o fim da banda, ele envolveu-se com a indústria do cinema, além de lançar discos solo e livros.
Curiosamente, os dois tecladistas mais marcantes do rock partiram com uma diferença de apenas dez meses - Jon Lord, ex-Deep Purple, morreu em julho do ano passado, também devido a complicações causada por um câncer.

Ícone da arte conceitual em Joinville

21 de maio de 2013 0


Arte Conceitual: Realidade e Consistência? é o nome do projeto que marcará os dez anos do Instituto Luiz Henrique Schwanke e atrairá educadores do ensino público, a comunidade acadêmica e qualquer um interessado em artes visuais, design e arquitetura para refletir sobre a arte contemporânea. O ponto de partida se dará em 29 de agosto, no Teatro Juarez Machado, quando o primeiro de seis encontros programados oferecerá a experiência de Joseph Kosuth, americano de 68 anos que é considerado o pai da arte conceitual (a obra acima é dele). Desde a década de 60, ele vem provocando reflexões acerca da natureza da arte, construção e desconstrução de significados, defendendo que a arte vai além de formas e cores e tudo pode servir de matéria-prima para ela. Para presenciar a fala de Kosuth, também ex-editor da influente revista Art & Language, é bom ficar atento às inscrições, que começam em 15 de junho pelo inscricao.schwanke@gmail.com.

Presentão: ingressos e CDs de Fábio Cabelo

20 de maio de 2013 0

Agora não falta quase nada para sabermos o que o multi-instrumentista, compositor e agora cantor Fábio Cabelo apronta em estúdio desde o início do ano. Sim, sabemos que é seu disco de estreia como artista solo (Smokers ainda é sua banda do coração), e umas poucas amostras apareceram AQUI e ALI, mas, de fato, Mundo Meu virá ao mundo nesta sexta-feira (24), às 20 horas, no galpão da Ajote na Cidadela Cultural, em Joinville. Orelhada, generoso como sempre, está disposto a ofertar kits com ingresso para o show de lançamento e uma cópia do CD a quem queimar os neurônios para responder a seguinte questão:

* Como se parece o mundo de Fábio Cabelo?

As três melhores frases postadas aí embaixo (que irão direto para a caixa de e-mails do blogueiro) levarão um kit cada. A manhã de sexta é a hora H para conhecer os vencedores. Até lá.

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Stone Temple Park

20 de maio de 2013 0

É, pelo visto, o troublemaker Scott Weiland foi mesmo defenestrado do Stone Temple Pilots - ele chegou a dizer que não poderia ser expulso, já que foi um dos criadores da banda. Se faltava uma indicação disso, ela veio no fim de semana e atende pelo nome de Out of Time, parceria dos três membros restantes com Chester Bennington, vocalista do Linkin Park. Alguns verão na ausência de Weiland uma heresia, e outros, perceberão a união de forças como o que ela é: um possível recomeço, e com o pé direito. A faixa também pode ser baixada AQUI.

Alucinante já em 1981

20 de maio de 2013 0

Agora que o remake de A Morte do Demônio (ainda em cartaz) foi devidamente degustado e digerido por uma nova geração de fãs de terror, talvez seja hora de voltar três décadas no tempo e saborear o prato original, preparado pelo chef Sam Raimi. Os três episódios foram mandados para as locadoras, mas só o primeiro é realmente fácil de achar. O Evil Dead de 1981 - também conhecido como A Morte do Demônio e Uma Noite Alucinante - é menos gore que sua versão 2.1, mas é um exemplar tenso e visceral do horror feito sem grandes orçamentos e com um bom jogo de câmeras. As duas sequências (de 1987 e 1992) com a luta de Ash (Bruce Campbell) contra os espíritos maléficos liberados na floresta repetem o feito, mas o clima já é bem outro, assumindo o humor negro com gosto, quando não o escracho total. A trinca está faceira no YouTube, dublada e legendada.

Bodas de humor sacana

19 de maio de 2013 8

Tentar um papo sério com Sandro Schmidt é perda de tempo. Ele parece ter sempre uma piada, um trocadilho, uma observação maliciosa para sacar da manga, que servem para o interlocutor não esquecer que está conversando com o "pai" do Cão Tarado, o mais sacana personagem canino dos quadrinhos já surgido por estes lados. O mesmo humor levou Sandro - então apenas um estudante de arquitetura - para as páginas do Anexo, em 1988, quando o caderno ainda era dominical e trazia a Subterrâneos, página com HQs underground que já era habitada por Luciano Rockembach, Geraldo Poerner, Peter Pahl e Daniel Rodrigues, que mais tarde fariam parte da antológica revista Escarcéu. Eles passaram, mas Sandro ficou. Dos Meninos do Quiosque às charges diárias, às tiras da série La Goela e ao triunfo da tosqueira do Cão Tarado (que ganhou uma compilação em livro em 2009), passaram-se 25 anos de cartunismo. Hoje, aos 44, pai de família e arquiteto, Sandro só não perdeu a veia irônica, que vem à tona gloriosamente nesta entrevista celebrativa para a coluna.

Com você, desenhar teve o início trivial: copiando quadrinhos?
Sandro Schmidt
- Não. Comecei vendo filmes de ação e terror,desenhando na escola e, por fim, copiando quadrinhos.

Quais eram os seus gibis de cabeceira?
Sandro
- Playboy, Sexy, Zartan... (risos). Mentira. Walt Disney, Maurício de Sousa, Schulz... Depois, Zéfiro! (risos)

A Chiclete com Banana e os artistas que nela participavam tiveram influência sobre você?
Sandro
- Com toda a certeza. Assim como com todos os chargistas, cartunistas, quadrinhas e istas da época.

Você é da geração dos anos 80. Considera aquela década especial no humor brasileiro?
Sandro
- Era mais artesanal, mais hardcore, mais porra-louca. Nas revistas, na TV, no cinema. Foi uma época muito boa. Depois, veio É o Tchan e f**** tudo! (risos)

O que veio primeiro para você, charge ou tira?
Sandro
- Tiras. Charge era consequência do trabalho ser aceito nas tiras.

Aliás, lhe agrada mais fazer charge, tirinha ou uma HQ mais longa?
Sandro
- Charges e tiras. História longas demandam tempo e paciência, coisa que não tenho.

Como você chegou ao A Notícia?
Sandro
- De ônibus. (risos)

Como surgiu o Cão Tarado?
Sandro
- Nas tiras do La Goela, onde tinha a série Sexo Animal. Aparecia qualquer um. Aí, o Alaor (Lino, editor da época) disse: "Faz mais aquele cachorro!". E eu: "Qual? Aquele? Qual?". E ele: "Aquela p**** daquele cão tarado!" (risos). Aí ficou.

Muita gente lembra de você pelo Cão, mas tem vários outros personagems memoráveis...
Sandro -
Tem. Acho que no livro do Cão se explicam bem os núcleos Cão Tarado e La Goela, mas gosto muito dos escadas Tomba e Adolf, Vaca e a Galinha, Osiris, Helga...

Tem algum personagem que você nunca teve coragem de publicar?
Sandro
- Putz... Acho que não. Já fiz tanta m**** que não sobrou muita na cabeça pra ser polêmico!  (risos)

Você chegou a pensar em largar a arquitetura e focar só nas tiras/charges?
Sandro -
Já pensei o contrário! (risos). Charges e tiras não dão dinheiro. Nem os f****** do eixo Rio/São Paulo ganham razoavemente bem. Mas não vou ficar chorando pitangas. É o que tem para hoje. Arquitetura me dá segurança, conforto e realização profissional e acadêmica. Charges e tiras me desopilam o fígado.

Alguma vez vieram tirar satisfações com você por causa de uma tira mais pesada?
Sandro
- Só o Moacir Thomazi (ex-presidente de AN) e o (Luis) Meneghim (ex-diretor de redação) queriam meu couro, em 1992, porque chamei o Collor de viado de côco roxo e a Rosane Collor de piranha que chora! Aí, o Meneghim disse que eu estava possuído pelo "demonho" para o Moacir e ficou por isso mesmo. Acho que ficaram com medo de mim! (risos)

Você conseguiu editar o livro do Cão. E, agora, qual seu plano como cartunista?
Sandro
- Vender aquela porcaria toda que ficou encalhada lá em casa. Minha mulher quer me matar! (risos)

Você tem planos pra comemorar os 20 anos do Cão Tarado, em 2014?
Sandro
- Convidar todo mundo para ir na Marlene (conhecido estabelecimento de "diversão adulta" de Joinville) por conta do Cão Tarado, e ainda ganha um exemplar "de grátis"! (risos)

Vincent Price - Deep Purple

19 de maio de 2013 0

Andam dizendo que a volta do Deep Purple ao estúdio (com o álbum Now What?!) é triunfal. Ao menos o clipe do single Vincent Price diverte na homenagem ao mestre e às velhas fitas de terror e não faz feio no quesito musical. Mas é claro que alguém irá fazer piadas com múmias...

Museu das projeções

18 de maio de 2013 0

Atenção para o convite do internacional VJ Leandro Vigas: apareçam neste domingo (19), às 19 horas, no jardim interno do Museu de Imigração e Colonização de Joinville. É a fachada anterior do prédio histórico que ele bombardeará com as projeções mapeadas do Projeto Organismos Públicos, que iniciou em 2010, na Estação da Memória (play abaixo), já passou por Jaraguá e chegou até a Bahia. Durante aproximadamente 15 minutos, a parede do museu virará uma imensa tela para o audiovisual produzido por ele e alguns parceiros, um trabalho que também busca retratar a história de Joinville por meio de sua herança artística. Nem é preciso dizer, mas a entrada é gratuita.

Garage Fuzz em Balneário Camboriú

17 de maio de 2013 0

As novas (ou nem tão novas) bandas brasileiras de punk e hardcore devem muito ao Garage Fuzz, esse sim, um ícone nacional do estilo há mais de 20 anos. Vai daí que cai bem uma esticada até Balneário Camboriú, onde os santistas tocarão neste sábado (18) no Actio Sports Bar. Lá, a partir das 20 horas, os esperam - além dos fãs, claro - os grupos locais Fatal Blow e The Last Station. Os ingressos estão à venda bem AQUI. Além do EP Warm & Cold (2012), o Garage Fuzz corre o País divulgando a regravação da faixa Some Warm at Least, que virá de bônus no disco que a banda prepara.

Reflexões no idioma germânico

17 de maio de 2013 0

Graças a um intercâmbio com a Cia. Téspis, de Itajaí, o grupo alemão Theater in der Westentasche (Teatro no Bolso do Guarda-pó, em português) leva ao Sesc de Joinville, neste sábado (18), às 20 horas, a peça Reflexões de um Palhaço. A companhia européia existe há 40 anos e está em turnê pela América do Sul. Na trama, Hans Schnier é um homem apolítico e agnóstico, que só deseja ensaiar e representar seus números de palhaço e amar sua mulher. Mas as circunstâncias políticas e sociais afetam sua vida privada, de modo que ele não pode ignorá-las, e começa a perceber que tudo lhe diz respeito. Diz o setor de cultura do Sesc que o espetáculo é todo no idioma germânico, mas é perfeitamente compreensível para quem não o domina. A entrada é gratuita.