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Identidade secreta

23 de maio de 2013 0

O desenhista curitibano Butcher Billy encontrou um jeito de mostrar a influência dos ícones culturais em seu caráter e suas escolhas de vida: unindo quadrinhos e música, duas paixões de infância. Como cria dos anos 80, ele fez astros do pós-punk como Ian Curtis (Joy Division), Siouxie Sioux (Siouxie and the Banshees), Devo, Morrissey, Billy Idol, John Lydon (PIL) e Robert Smith (The Cure) ganharem os uniformes de super-heróis da DC Comics. Abaixo, alguns "poderosos" na pena de Butcher. Os demais você confere AQUI.

A lâmpada do gênio

23 de maio de 2013 0

O ano é de David Bowie, pelo simples fato de surpreender-nos com um inesperado disco novo (o ótimo The Next Day, que saiu em março). Como uma cereja no bolo - que poderia muito bem ser o anúncio de uma turnê, mas... -, eis que ressurge nas lojas, por conta dos 40 anos de lançamento, Aladdin Sane (EMI), o sexto álbum de Bowie e o primeiro dele como legítimo rock star, condição conquistada em 1972 com The Rise and Fall of Ziggy Stardust.... No ano seguinte, novamente com a Spiders from Mars no apoio (e cujo baixista, Trevor Bolder, morreu na terça-feira, dia 21), ele manteve o nível com outro formidável trabalho. Rocks crus e urgentes como Watch the Man, Cracked Actor e a versão anabolizada de Let's Spend the Night Together (dos Stones) contrabalançam peças sofisticadas, calcadas no jazz e no R&B, caso de Lady Grinning Soul e a faixa-título, além da virtuosa dramaticidade de Drive in Saturday e Panic in Detroit e o suingue clássico de The Jean Genie. Remasterizado, Aladdin Sane ainda espanta pela atemporalidade e o grau de distinção que David Bowie alcançou em meio ao já alto nível do pop setentista.

A tela não perde por esperar

22 de maio de 2013 0

Não pense você que ficaremos sem a Mostra Cinevídeo neste ano, muito pelo contrário. Como os recursos estão em vias de serem angariados via mecenato municipal (aprovado no Simdec), os organizadores se mexem para colocar a quinta edição de pé. Local e data já existem: de 6 a 9 de novembro, novamente no teatro do Sesc de Joinville. Além disso, é certa a mostra competitiva catarinense e a possibilidade da vinda de algum cineasta celebrado para apresentar aqui um filme seu - ao menos três nomes de relevo (já contatados, inclusive) estão na mira do pessoal. Em agosto, devem começar as inscrições da mostra, abertas a produções de todo o País, em qualquer formato e duração. A gente avisa quando elas estiverem no ar.
Por falar na Cinevídeo, o documentário que encerrou a mostra de 2011, Ditadura Reservada (trailer abaixo), está na seleção do Cine Documenta, festival que acontece desde 2003 na cidade mineira de Ipatinga e cuja décima edição começa nesta quarta-feira (22). O filme de Fabrício Porto, que mostra os reflexos do regime militar em Joinville e região, será exibido na quinta, dia 23.

Senhores da batida

21 de maio de 2013 0

Engraçado. Ao mesmo tempo em que a revista Spin elege os cem maiores bateristas da música alternativa (confira a lista AQUI) - um termo bastante amplo, como vocês poderão perceber pelos nomes indicados -, chega ao conhecimento do blog o vídeo abaixo, datado no dia 16 de maio no YouTube. Não tenho nenhum conhecimento prático para afirmar, mas me parece que o  garoto nasceu para esmurrar pratos e tambores. Uma bateria de verdade urgente pra ele!

Fecha-se uma porta

21 de maio de 2013 0

Mesmo não sendo fã de Doors, Orelhada não se omite de prestar suas homenagens a Ray Manzarek (de óculos na foto acima), o homem que "fez a cama" para Jim Morrison deitar seus delírios poéticos. Manzarek, que sofria de câncer no ducto biliar, morreu nesta segunda-feira (20), aos 74 anos, numa clínica em Rosenheim, na Alemanha. Seu nome, porém, está marcado para sempre na cultura pop como o artífice sonoro do The Doors, no qual afirmou a potência do "keyboards bass" e deu relevância aos teclados numa época (a década de 60) em que a guitarra imperava - o riff de órgão de Light my Fire é tão memorável quanto o de Satisfaction ou Whole Lotta Love.
A trajetória de Manzarek com o Doors está mapeada no documentário When You're Strange, de 2009, do qual ele foi consultor. Agora, quem quiser vê-la romanceada, pode ir com tudo na cinebiografia que Oliver Stone rodou em 1991 e que Manzarek renegava com todas as forças. Aliás, após o fim da banda, ele envolveu-se com a indústria do cinema, além de lançar discos solo e livros.
Curiosamente, os dois tecladistas mais marcantes do rock partiram com uma diferença de apenas dez meses - Jon Lord, ex-Deep Purple, morreu em julho do ano passado, também devido a complicações causada por um câncer.

Ícone da arte conceitual em Joinville

21 de maio de 2013 0


Arte Conceitual: Realidade e Consistência? é o nome do projeto que marcará os dez anos do Instituto Luiz Henrique Schwanke e atrairá educadores do ensino público, a comunidade acadêmica e qualquer um interessado em artes visuais, design e arquitetura para refletir sobre a arte contemporânea. O ponto de partida se dará em 29 de agosto, no Teatro Juarez Machado, quando o primeiro de seis encontros programados oferecerá a experiência de Joseph Kosuth, americano de 68 anos que é considerado o pai da arte conceitual (a obra acima é dele). Desde a década de 60, ele vem provocando reflexões acerca da natureza da arte, construção e desconstrução de significados, defendendo que a arte vai além de formas e cores e tudo pode servir de matéria-prima para ela. Para presenciar a fala de Kosuth, também ex-editor da influente revista Art & Language, é bom ficar atento às inscrições, que começam em 15 de junho pelo inscricao.schwanke@gmail.com.

Presentão: ingressos e CDs de Fábio Cabelo

20 de maio de 2013 0

Agora não falta quase nada para sabermos o que o multi-instrumentista, compositor e agora cantor Fábio Cabelo apronta em estúdio desde o início do ano. Sim, sabemos que é seu disco de estreia como artista solo (Smokers ainda é sua banda do coração), e umas poucas amostras apareceram AQUI e ALI, mas, de fato, Mundo Meu virá ao mundo nesta sexta-feira (24), às 20 horas, no galpão da Ajote na Cidadela Cultural, em Joinville. Orelhada, generoso como sempre, está disposto a ofertar kits com ingresso para o show de lançamento e uma cópia do CD a quem queimar os neurônios para responder a seguinte questão:

* Como se parece o mundo de Fábio Cabelo?

As três melhores frases postadas aí embaixo (que irão direto para a caixa de e-mails do blogueiro) levarão um kit cada. A manhã de sexta é a hora H para conhecer os vencedores. Até lá.

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Stone Temple Park

20 de maio de 2013 0

É, pelo visto, o troublemaker Scott Weiland foi mesmo defenestrado do Stone Temple Pilots - ele chegou a dizer que não poderia ser expulso, já que foi um dos criadores da banda. Se faltava uma indicação disso, ela veio no fim de semana e atende pelo nome de Out of Time, parceria dos três membros restantes com Chester Bennington, vocalista do Linkin Park. Alguns verão na ausência de Weiland uma heresia, e outros, perceberão a união de forças como o que ela é: um possível recomeço, e com o pé direito. A faixa também pode ser baixada AQUI.

Alucinante já em 1981

20 de maio de 2013 0

Agora que o remake de A Morte do Demônio (ainda em cartaz) foi devidamente degustado e digerido por uma nova geração de fãs de terror, talvez seja hora de voltar três décadas no tempo e saborear o prato original, preparado pelo chef Sam Raimi. Os três episódios foram mandados para as locadoras, mas só o primeiro é realmente fácil de achar. O Evil Dead de 1981 - também conhecido como A Morte do Demônio e Uma Noite Alucinante - é menos gore que sua versão 2.1, mas é um exemplar tenso e visceral do horror feito sem grandes orçamentos e com um bom jogo de câmeras. As duas sequências (de 1987 e 1992) com a luta de Ash (Bruce Campbell) contra os espíritos maléficos liberados na floresta repetem o feito, mas o clima já é bem outro, assumindo o humor negro com gosto, quando não o escracho total. A trinca está faceira no YouTube, dublada e legendada.

Bodas de humor sacana

19 de maio de 2013 8

Tentar um papo sério com Sandro Schmidt é perda de tempo. Ele parece ter sempre uma piada, um trocadilho, uma observação maliciosa para sacar da manga, que servem para o interlocutor não esquecer que está conversando com o "pai" do Cão Tarado, o mais sacana personagem canino dos quadrinhos já surgido por estes lados. O mesmo humor levou Sandro - então apenas um estudante de arquitetura - para as páginas do Anexo, em 1988, quando o caderno ainda era dominical e trazia a Subterrâneos, página com HQs underground que já era habitada por Luciano Rockembach, Geraldo Poerner, Peter Pahl e Daniel Rodrigues, que mais tarde fariam parte da antológica revista Escarcéu. Eles passaram, mas Sandro ficou. Dos Meninos do Quiosque às charges diárias, às tiras da série La Goela e ao triunfo da tosqueira do Cão Tarado (que ganhou uma compilação em livro em 2009), passaram-se 25 anos de cartunismo. Hoje, aos 44, pai de família e arquiteto, Sandro só não perdeu a veia irônica, que vem à tona gloriosamente nesta entrevista celebrativa para a coluna.

Com você, desenhar teve o início trivial: copiando quadrinhos?
Sandro Schmidt
- Não. Comecei vendo filmes de ação e terror,desenhando na escola e, por fim, copiando quadrinhos.

Quais eram os seus gibis de cabeceira?
Sandro
- Playboy, Sexy, Zartan... (risos). Mentira. Walt Disney, Maurício de Sousa, Schulz... Depois, Zéfiro! (risos)

A Chiclete com Banana e os artistas que nela participavam tiveram influência sobre você?
Sandro
- Com toda a certeza. Assim como com todos os chargistas, cartunistas, quadrinhas e istas da época.

Você é da geração dos anos 80. Considera aquela década especial no humor brasileiro?
Sandro
- Era mais artesanal, mais hardcore, mais porra-louca. Nas revistas, na TV, no cinema. Foi uma época muito boa. Depois, veio É o Tchan e f**** tudo! (risos)

O que veio primeiro para você, charge ou tira?
Sandro
- Tiras. Charge era consequência do trabalho ser aceito nas tiras.

Aliás, lhe agrada mais fazer charge, tirinha ou uma HQ mais longa?
Sandro
- Charges e tiras. História longas demandam tempo e paciência, coisa que não tenho.

Como você chegou ao A Notícia?
Sandro
- De ônibus. (risos)

Como surgiu o Cão Tarado?
Sandro
- Nas tiras do La Goela, onde tinha a série Sexo Animal. Aparecia qualquer um. Aí, o Alaor (Lino, editor da época) disse: "Faz mais aquele cachorro!". E eu: "Qual? Aquele? Qual?". E ele: "Aquela p**** daquele cão tarado!" (risos). Aí ficou.

Muita gente lembra de você pelo Cão, mas tem vários outros personagems memoráveis...
Sandro -
Tem. Acho que no livro do Cão se explicam bem os núcleos Cão Tarado e La Goela, mas gosto muito dos escadas Tomba e Adolf, Vaca e a Galinha, Osiris, Helga...

Tem algum personagem que você nunca teve coragem de publicar?
Sandro
- Putz... Acho que não. Já fiz tanta m**** que não sobrou muita na cabeça pra ser polêmico!  (risos)

Você chegou a pensar em largar a arquitetura e focar só nas tiras/charges?
Sandro -
Já pensei o contrário! (risos). Charges e tiras não dão dinheiro. Nem os f****** do eixo Rio/São Paulo ganham razoavemente bem. Mas não vou ficar chorando pitangas. É o que tem para hoje. Arquitetura me dá segurança, conforto e realização profissional e acadêmica. Charges e tiras me desopilam o fígado.

Alguma vez vieram tirar satisfações com você por causa de uma tira mais pesada?
Sandro
- Só o Moacir Thomazi (ex-presidente de AN) e o (Luis) Meneghim (ex-diretor de redação) queriam meu couro, em 1992, porque chamei o Collor de viado de côco roxo e a Rosane Collor de piranha que chora! Aí, o Meneghim disse que eu estava possuído pelo "demonho" para o Moacir e ficou por isso mesmo. Acho que ficaram com medo de mim! (risos)

Você conseguiu editar o livro do Cão. E, agora, qual seu plano como cartunista?
Sandro
- Vender aquela porcaria toda que ficou encalhada lá em casa. Minha mulher quer me matar! (risos)

Você tem planos pra comemorar os 20 anos do Cão Tarado, em 2014?
Sandro
- Convidar todo mundo para ir na Marlene (conhecido estabelecimento de "diversão adulta" de Joinville) por conta do Cão Tarado, e ainda ganha um exemplar "de grátis"! (risos)