Como sempre, maldita seja a expectativa. E não podia ser diferente. Oras, é praticamente o Black Sabbath original reunido (a exceção é Brad Wilker, do Rage Against the Machine, no lugar de Bill Ward) para gravar o primeiro disco de estúdio com Ozzy desde 1978! Quem esperava um novo Paranoid ganhou de presente 13 (Universal), que sequer arranha os clássicos que a banda gravou nos anos 70. Mas qual disco feito hoje consegue tal feito? Porém, de olho no passado e com Rick Rubin nos botões, os reis do metal fizeram um álbum surpreendente bom, que honra a majestade com uma profusão de riffs inconfundíveis de Tony Iommi, a voz em forma de Ozzy e o baixo monstruoso de Geezer Butler. As duas primeiras faixas, End of the Beggining e God is Dead?, transportam o ouvinte para o terreno do suspense, algo que virou caricatura nos discos solo do vocalista. Riffs tipicamente setentista conduzem Live Forever e Loner; Age of Reason joga com peso e tensão; e Zeitgeist é um respiro acústico que não compromete em nada o fato de que 13 é um disco de músicas dignas e que, acima de tudo, pertence a Iommi (impressão fortalecida pelas três faixas-bônus da edição de luxo). Acometido de câncer, ele rasga a guitarra e extrapola na ferocidade, talvez desconfiado de que esta seja a derradeira obra do Sabbath. Se for, está à altura da lenda.









