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Posts com a tag "ajote"

Sem Cena, mas com agenda

08 de agosto de 2016 0

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Por esta época, em 2015, o público do teatro em Joinville já estava contando os dias para o Cena 12, que chegou mais tarde por causa de complicações no caixa que fizeram o festival não acontecer no ano anterior. Para não repetir todo o desgaste e dar fôlego à organização e à busca por recursos via editais de incentivo, a antiga diretoria da Ajote resolveu fazer do Cena um evento bienal. Mas, mesmo que este agosto não conte com a tradicional mostra teatral, a associação toca as comemorações de seus 15 anos de fundação com uma agenda cheia – o site teatroemjoinville.com.br, que traz a programação, ganhou novo layout -, decoração renovada no hall do galpão e a criação do Jornal da Ajote (acima), que começou a ser distribuído na semana passada. O informativo mensal, com reportagens, entrevistas e toda a programação do galpão, pode ser encontrado gratuitamente na Ajote e na Casa da Cultura.

Teatralizando

05 de abril de 2016 0

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Manutenção à base de espetáculo

25 de março de 2016 0

Emanuele Mattiello, divuulgação
Repetindo o que fez em 2015, a Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) abre as portas de seu galpão para grupos do Estado apresentarem seus trabalhos. O projeto de manutenção do espaço, com recursos do mecenato local, vai viabilizar cachê, hospedagem e alimentação às quatro companhias selecionadas, que se apresentarão entre junho e outubro. A curadoria será feita por dois integrantes da diretoria da Ajote e mais dois associados. Os grupos têm até 21 de abril para mandarem a ficha de inscrição, que encontra-se no site teatroemjoinville.com.br junto com outras informações. No ano passado, o projeto trouxe à Joinville Otelo, da Persona Cia. de Teatro (Florianópolis); Récita – Tudo Aquilo que Chama a Atenção, Atrai e Prende o Olho, da ilhoa Bárbara Biscaro; e duas peças de Itajaí, Esse Corpo Meu (foto acima), da Téspis Cia. de Teatro, e A Caixa, da Cia. Mútua.

Ajote sob nova direção

23 de dezembro de 2015 2

fabricio porto, divulgação
A Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) começará 2016 com nova diretoria. À frente dela está Samira Sinara Souza, da Cia. Vai!, atriz, licenciada em educação artística, especialista em teatro educação e mestra em patrimônio cultural e sociedade, e que tem entre os  muitos trabalhos o monólogo (C)elas (foto acima). Luciano Himmer (Circo Lúdico, vice-presidente), Henrique Schlickmann (Grupo Canto do Povo, 1º secretário), Paula França (Ícaro Teatro, 2º secretário), Cássio Correia (Essaé Teatro, 1º tesoureiro) e Beatriz Alvarez (MeroAcidente!, 2º tesoureiro) completam a diretoria, que fica até 2018. Uma gestão que irá se apoiar nos pilares “formação-produção-patrimônio cultural” e que já em janeiro promoverá reformas no hall e nos camarins do galpão da entidade, na Cidadela – que, por sinal, pode ganhar um regimento interno no ano que vem. A realização de seminários e de debates após os espetáculos são outras propostas na pauta de 2016.

Captação garante Cena 11 em 2015

19 de fevereiro de 2015 0

Ao menos no que diz respeito ao cenário teatral de Joinvillle, o ano começou melhor do que terminou 2014, quando incertezas motivaram até uma “greve” por parte dos artistas. Com os R$ 50 mil captados via mecenato municipal, a Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) garante a realização em agosto da mostra teatral Cena 11, cancelada no ano passado justamente por falta de recursos. Agora, por questão de segurança, a entidade tentará “disparar o gatilho” dos 30% exigidos pela Lei Rouanet, onde teve o projeto do festival aprovado em 2014, e espera passar no Edital Elisabete Anderle, cujo resultado deve sair entre maio e junho.
- Com o dinheiro atual, conseguimos fazer com o formato que tínhamos até o Cena 10. Mas podemos fazer um evento maior, quem sabe com grupos convidados, mais agradável para o público e para os grupos – reforça o presidente Cassio Correia.
É uma situação bem diferente do Festival Catarinense de Teatro (Fecate), em vias de ser definitivamente cancelado. A última esperança reside na promessa de um deputado de Concórdia (onde o evento está marcado para acontecer, em março) de tentar a liberação da verba do Funcultural junto a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL). Mas a perspectiva é tão negativa que nem a curadoria aconteceu – segundo Cassio, 60 grupos do Estado se inscreveram para participar.

Manifesto da Ajote começa a ecoar

06 de fevereiro de 2015 0

Ainda não é a colheita dos frutos, mas pode-se dizer que as sementes começaram a germinar. É que foram bem satisfatórias os encontros dos líderes da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) com vereadores, Fundação Cultural e Convention Bureau, agendados com base no manifesto em prol da cultura joinvilense divulgado em dezembro. Na reunião com a FCJ, o presidente Rodrigo Coelho informou que está sendo preparada uma cartilha que incentivará as empresas locais a se voltarem aos produtores por meio da Lei Rouanet. O mesmo se deu na Câmara, onde o vereador Fábio Dalonso sugeriu uma moção, a ser entregue a CDL, Ajorpeme e Acij, pedindo aos associados destas entidades que olhem com carinho a arte feita em Joinville. Aliás, reuniões com essas siglas também estando sendo agilizadas. Já o Convention Bureau se comprometeu a reforçar a inclusão dos eventos culturais no aplicativo Visit Joinville, mais voltado aos turistas, mas um bom canal de consulta para qualquer cidadão.
- Avaliamos que nosso manifesto tenha ajudado essas ações a começarem a sair do papel – diz Cassio Correia, presidente da Ajote, lembrando que a força-tarefa não é somente pelo teatro, mas representa coletivos de todas as áreas da cultura joinvilense.

Prefeitura de Joinville reage ao Manifesto Cena 11

10 de dezembro de 2014 2

A Prefeitura de Joinville não gostou nem um pouco do teor do Manifesto Cena 11, divulgado na segunda-feira (8) junto com um “estado de greve” dos artistas locais, em protesto contra o que consideram descaso para com a cultura da cidade. Com visível irritação, o secretário de comunicação, Marco Aurélio Braga, disse a Orelhada que as críticas ao poder público são, no mínimo, injustas. Ele reconheceu problemas na gestão do setor cultural, mas frisou o suporte oferecido à realização da Cena 11, como material de divulgação, a cessão sem custos do Teatro Juarez Machado e ajuda na captação de recursos, via Fundação Cultural. Braga lembrou ainda a doação ao galpão da Ajote, em regime de comodato, de uma mesa de som de 16 canais. E completou: se a mostra teatral não passou no Simdec em 2014, não foi por culpa do governo municipal. Por tudo isso, ele prometeu que a Prefeitura iria para o confronto no debate marcado para a noite desta terça (9), na Cidadela.

Artistas cruzam os braços e vão à luta

09 de dezembro de 2014 22

Claudia Baartsch
Imagine por um momento, dileto leitor, que a arte evaporasse da Terra. Do dia para a noite, não houvesse mais música no seu rádio, a TV não passasse mais séries ou novelas, os cinemas fechassem por falta de filmes, os quadros sumissem das galerias, as agendas dos teatros só tivessem seminários e coisas do tipo. Sua vida se resumiria a trabalhar e acompanhar o noticiário político/econômico/policial/esportivo. Sem graça? Pior, quase mortal para o ser humano, que não é feito só de carne e osso, mas também de sonhos, fantasias, histórias, poesia e valores contidos no fazer artístico. Medir o valor dele para cada pessoa e na sociedade como um todo é o pedido que a Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) está fazendo a partir de uma “greve de artistas”, imaginária, claro, mas que provoca com a ideia de uma rotina em preto e branco.
A proposta começa efetivamente nesta terça-feira (9), quando deveria estrear a mostra teatral Cena 11, cancelada por falta de dinheiro. Na real, esse foi o primeiro sintoma dos “braços cruzados”: sem apoio do poder público e da iniciativa privada, os teatreiros de Joinville se negaram a fazer mais uma edição somente na raça. Em vez disso, optaram por redigir um manifesto, assinado pelos 20 grupos ligados à Ajote (leia abaixo), que, antes de tudo, denuncia o descaso para com a cultura na cidade, perceptível pela escassez de recursos para a área, pelo não cumprimento de metas do Plano Municipal de Cultura, pela perda de convênios e pelo cancelamento de eventos locais. Um debate está marcado para esta terça, às 20h30, no galpão da Ajote, na Cidadela.

MANIFESTO CENA 11

A AJOTE – Associação Joinvilense de Teatro, desde sua criação em 2001, vem promovendo a Mostra CENA, com o objetivo de contribuir com a produção, difusão, reflexão e formação em teatro na cidade de Joinville. Trata-se de uma celebração da classe artística, que oferece para toda a cidade um momento de encontro com o fazer teatral.
As primeiras edições em 2001 e 2002, realizadas praticamente sem nenhum tipo de incentivo financeiro, contaram com a determinação dos teatreiros da cidade, que, além de oferecerem seus espetáculos, também traziam grupos nacionais e internacionais para integrar a grade de programação. Após dois anos sem acontecer por falta de fôlego da recém-criada associação, a CENA 3 é retomada em 2005. Com o tempo, a Mostra foi ganhando força, através da articulação da AJOTE e de incentivos financeiros e apoios institucionais, principalmente advindos do SIMDEC. Desde então, todo ano era ano de Mostra, até a CENA 10 em 2013. Nessa trajetória, o evento já teve um documentário e um livro produzidos, já teve espetáculos acontecendo nos mais diversos espaços culturais e alternativos da cidade, já contou com oficinas de crítica teatral, exposições, debates, teatro para crianças, de rua, de animação, grupos convidados nacionais e internacionais, mostras paralelas e espetáculos inéditos.
Agora, em 2014, a cidade de Joinville volta-se para a AJOTE e pergunta: Por que a Mostra CENA 11 não aconteceu?
Depois de 10 anos de produção, a AJOTE devolve a pergunta:
Por que a Mostra CENA 11 não aconteceu, se ela é o momento de celebrar o teatro, celebrar este fazer artístico que move nossas vidas como teatreiros? Por que ela não aconteceu se é nela que o público joinvilense tem a oportunidade de ver um panorama do que é produzido na cidade, além de ter contato com espetáculos do cenário teatral brasileiro? Por que não aconteceu se ela é um importante momento de formação de plateia? Se ela oferece uma alternativa de atividade cultural? Se oferece arte como forma de questionar e redimensionar a vida? Se ela propulsiona a produção local? Se ela ajuda a girar a economia da cidade?
A CENA 11 não aconteceu porque a AJOTE, neste ano, decidiu se posicionar contra a ideia de que é a única responsável pelo acontecimento de um evento tão importante para a cidade. Com esta triste parada, a AJOTE quer também mobilizar outros setores da sociedade. Afinal, apoiados nos documentos abaixo, a cidade de Joinville tem o direito ao acesso à Mostra CENA:
1) A Constituição Brasileira, no seu Art. 215 declara: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
2) O Plano Nacional de Cultura (LEI Nº 12.343, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2010) tem como alguns de seus princípios: liberdade de expressão, criação e fruição; direito de todos à arte e à cultura; valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável; colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura; e como alguns de seus objetivos: valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais; universalizar o acesso à arte e à cultura; estimular o pensamento crítico e reflexivo em torno dos valores simbólicos; desenvolver a economia da cultura, o mercado interno, o consumo cultural e a exportação de bens, serviços e conteúdos culturais;
3) O Plano Municipal de Cultura, na Subseção II – Ações prioritárias para o setor de teatro e circo, no seu item 5 diz “Fortalecer e incorporar eventos consolidados de difusão da produção artística local, como a CENA (Mostra de Teatro de Joinville) (curto prazo)”.
A Mostra CENA já está consolidada em Joinville. Cabe a todos fazer com que ela se realize: poder público, instituições privadas, teatreiros, artistas e também o público. A arte e a cultura estão no caminho de uma sociedade mais igualitária e justa. Quantas leis precisamos ainda citar para provar que o ser humano precisa fruir a arte, pois é feito também de matéria etérea e sonhadora?
Consideramos a não realização da Mostra CENA 11 apenas como mais um sintoma de um panorama cultural desfavorável que vem se configurando nos últimos meses na nossa cidade. Lamentamos também pelo não cumprimento do Plano Municipal de Cultura que já está com várias ações de curto prazo vencidas, o atraso na divulgação e repasse de verbas do SIMDEC, a falta de incentivo para o uso do Teatro Juarez Machado pelos grupos de artistas da cidade, a dificuldade da gestão municipal de viabilizar os projetos aprovados e recursos do Governo Federal – como os Pontos de Cultura, o CEU Aventureiro e muitos outros -, e o visível enfraquecimento da gestão da Fundação Cultural de Joinville.
Pelo fortalecimento das políticas públicas de cultura e pela real inserção dessa área nas pautas de nossos representantes, a AJOTE vem se manifestar e lançar o seguinte questionamento: O que acontece com uma cidade sem arte? E se os artistas entrassem em GREVE?

Música ao redor do fogo

30 de outubro de 2014 0

pena filho/cleber gomes, divulgação
“Aldeia de Todos os Cantos é para comungar, apreciar, receber, vivenciar e conhecer a arte independente”, prega a cantora Ana Paula da Silva, a mente por trás do encontro musical que, na 2ª edição, acontece nesta quinta (30) e sexta (31) no galpão da Ajote. E, vamos reconhecer, é um diálogo íntimo entre músico e plateia, pontuado por gracejos sonoros que vêm dos três Estados do Sul e da Argentina. Música da terra e da alma, instrumental e cantada, estendida a workshops gratuitos que acontecerão nos mesmos dias, às 14 horas, no Sesc. Hoje, se apresentam Fernando Deghi e A Corda em Si, e amanhã, François Muleka e o duo formado por Rogério Piva e Carlos Ribeiro Júnior. Os shows começam às 20 horas, com ingressos à venda n’O Sebo, Capitão Space, Sadhana Yoga e Graves & Agudos.

Musical em dois atos

07 de fevereiro de 2014 0

divulgação
Com a impossibilidade do Grupo de Teatro Canto do Povo de apresentar-se, ficou a cargo da Atos Teatro dar continuidade ao Verão Teatral neste sábado (8) e domingo (9), às 20h30, no galpão da Ajote. Em Folias Machadianas, musical dirigido por Rubens Lima Jr., os contos Noite de Almirante – publicado em 1884 e considerado obra-prima de Machado de Assis – e a peça Lição de Botânica, uma das últimas histórias que o escritor escreveu, se desenrolam ao mesmo tempo em que uma trupe de atores de época (a data em que a história se passa não é revelada) se preparam para encenar um espetáculo. Os ingressos custam R$ 20 (inteira).