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Posts com a tag "cena 11"

Balé desenhado

23 de agosto de 2016 0

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O blog registra o lançamento nesta terça (23), em São Paulo, de Rumor, livro do artista Pedro Franz nascido de um projeto do Grupo Cena 11, de Florianópolis, aprovado pelo Itaú Rumos Cultural. A proposta consistia na criação de um novo espetáculo, cujo processo incluía períodos de isolamento de cada um dos dez integrantes para reflexão e autodescoberta. Os registros e anotações de cada bailarino foram traduzidos em HQs, desenhos e textos de Franz, num misto de documento e ficção. Já o espetáculo Protocolo Elefante estreia sexta (26), no Auditório Ibirapuera, na capital paulista.

Cópia

Cena 11 chega a Blumenau e Jaraguá com "Monotonia..."

06 de abril de 2016 0

O Grupo Cena 11, de Florianópolis, mais aclamado nome da dança contemporânea de Santa Catarina, está reativando o espetáculo Monotonia de Aproximação e Fuga para 7 Corpos, que estreou em 2014 e foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Antes de voltar à Capital, em maio, ele se apresentará na Fundação Cultural de Blumenau, nesta quarta (6), e na Scar, em Jaraguá, nesta quinta (7), sempre às 20 horas e com entrada gratuita. Parte do contínuo processo de pesquisa do Cena 11, Monotonia… se baseia numa forma de composição musical denominada fuga, que tenta se explicar assim: “A dança e o mover instauram um ritual em que, para se afirmar, o mesmo é preciso ser sempre outro. O corpo performa com o ambiente um constante moldar-se às suas condições de existência”.

Artistas cruzam os braços e vão à luta

09 de dezembro de 2014 22

Claudia Baartsch
Imagine por um momento, dileto leitor, que a arte evaporasse da Terra. Do dia para a noite, não houvesse mais música no seu rádio, a TV não passasse mais séries ou novelas, os cinemas fechassem por falta de filmes, os quadros sumissem das galerias, as agendas dos teatros só tivessem seminários e coisas do tipo. Sua vida se resumiria a trabalhar e acompanhar o noticiário político/econômico/policial/esportivo. Sem graça? Pior, quase mortal para o ser humano, que não é feito só de carne e osso, mas também de sonhos, fantasias, histórias, poesia e valores contidos no fazer artístico. Medir o valor dele para cada pessoa e na sociedade como um todo é o pedido que a Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) está fazendo a partir de uma “greve de artistas”, imaginária, claro, mas que provoca com a ideia de uma rotina em preto e branco.
A proposta começa efetivamente nesta terça-feira (9), quando deveria estrear a mostra teatral Cena 11, cancelada por falta de dinheiro. Na real, esse foi o primeiro sintoma dos “braços cruzados”: sem apoio do poder público e da iniciativa privada, os teatreiros de Joinville se negaram a fazer mais uma edição somente na raça. Em vez disso, optaram por redigir um manifesto, assinado pelos 20 grupos ligados à Ajote (leia abaixo), que, antes de tudo, denuncia o descaso para com a cultura na cidade, perceptível pela escassez de recursos para a área, pelo não cumprimento de metas do Plano Municipal de Cultura, pela perda de convênios e pelo cancelamento de eventos locais. Um debate está marcado para esta terça, às 20h30, no galpão da Ajote, na Cidadela.

MANIFESTO CENA 11

A AJOTE – Associação Joinvilense de Teatro, desde sua criação em 2001, vem promovendo a Mostra CENA, com o objetivo de contribuir com a produção, difusão, reflexão e formação em teatro na cidade de Joinville. Trata-se de uma celebração da classe artística, que oferece para toda a cidade um momento de encontro com o fazer teatral.
As primeiras edições em 2001 e 2002, realizadas praticamente sem nenhum tipo de incentivo financeiro, contaram com a determinação dos teatreiros da cidade, que, além de oferecerem seus espetáculos, também traziam grupos nacionais e internacionais para integrar a grade de programação. Após dois anos sem acontecer por falta de fôlego da recém-criada associação, a CENA 3 é retomada em 2005. Com o tempo, a Mostra foi ganhando força, através da articulação da AJOTE e de incentivos financeiros e apoios institucionais, principalmente advindos do SIMDEC. Desde então, todo ano era ano de Mostra, até a CENA 10 em 2013. Nessa trajetória, o evento já teve um documentário e um livro produzidos, já teve espetáculos acontecendo nos mais diversos espaços culturais e alternativos da cidade, já contou com oficinas de crítica teatral, exposições, debates, teatro para crianças, de rua, de animação, grupos convidados nacionais e internacionais, mostras paralelas e espetáculos inéditos.
Agora, em 2014, a cidade de Joinville volta-se para a AJOTE e pergunta: Por que a Mostra CENA 11 não aconteceu?
Depois de 10 anos de produção, a AJOTE devolve a pergunta:
Por que a Mostra CENA 11 não aconteceu, se ela é o momento de celebrar o teatro, celebrar este fazer artístico que move nossas vidas como teatreiros? Por que ela não aconteceu se é nela que o público joinvilense tem a oportunidade de ver um panorama do que é produzido na cidade, além de ter contato com espetáculos do cenário teatral brasileiro? Por que não aconteceu se ela é um importante momento de formação de plateia? Se ela oferece uma alternativa de atividade cultural? Se oferece arte como forma de questionar e redimensionar a vida? Se ela propulsiona a produção local? Se ela ajuda a girar a economia da cidade?
A CENA 11 não aconteceu porque a AJOTE, neste ano, decidiu se posicionar contra a ideia de que é a única responsável pelo acontecimento de um evento tão importante para a cidade. Com esta triste parada, a AJOTE quer também mobilizar outros setores da sociedade. Afinal, apoiados nos documentos abaixo, a cidade de Joinville tem o direito ao acesso à Mostra CENA:
1) A Constituição Brasileira, no seu Art. 215 declara: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
2) O Plano Nacional de Cultura (LEI Nº 12.343, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2010) tem como alguns de seus princípios: liberdade de expressão, criação e fruição; direito de todos à arte e à cultura; valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável; colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura; e como alguns de seus objetivos: valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais; universalizar o acesso à arte e à cultura; estimular o pensamento crítico e reflexivo em torno dos valores simbólicos; desenvolver a economia da cultura, o mercado interno, o consumo cultural e a exportação de bens, serviços e conteúdos culturais;
3) O Plano Municipal de Cultura, na Subseção II – Ações prioritárias para o setor de teatro e circo, no seu item 5 diz “Fortalecer e incorporar eventos consolidados de difusão da produção artística local, como a CENA (Mostra de Teatro de Joinville) (curto prazo)”.
A Mostra CENA já está consolidada em Joinville. Cabe a todos fazer com que ela se realize: poder público, instituições privadas, teatreiros, artistas e também o público. A arte e a cultura estão no caminho de uma sociedade mais igualitária e justa. Quantas leis precisamos ainda citar para provar que o ser humano precisa fruir a arte, pois é feito também de matéria etérea e sonhadora?
Consideramos a não realização da Mostra CENA 11 apenas como mais um sintoma de um panorama cultural desfavorável que vem se configurando nos últimos meses na nossa cidade. Lamentamos também pelo não cumprimento do Plano Municipal de Cultura que já está com várias ações de curto prazo vencidas, o atraso na divulgação e repasse de verbas do SIMDEC, a falta de incentivo para o uso do Teatro Juarez Machado pelos grupos de artistas da cidade, a dificuldade da gestão municipal de viabilizar os projetos aprovados e recursos do Governo Federal – como os Pontos de Cultura, o CEU Aventureiro e muitos outros -, e o visível enfraquecimento da gestão da Fundação Cultural de Joinville.
Pelo fortalecimento das políticas públicas de cultura e pela real inserção dessa área nas pautas de nossos representantes, a AJOTE vem se manifestar e lançar o seguinte questionamento: O que acontece com uma cidade sem arte? E se os artistas entrassem em GREVE?

Cena 11 no modo "pause"

12 de agosto de 2014 0

salmo duarte
Estamos esquecendo de alguma coisa? Ah, sim, do Cena, a grande mostra teatral joinvilense, que já deveria estar nos orbitando caso fosse mantida a tradição de realizá-la em agosto, como vinha acontecendo. Só que, para variar, a organização esbarrou em questões financeiras – o projeto não passou no Simdec e o aprovado na Lei Rouanet ainda precisa ser captado. O valor é de R$ 130 mil, mas com metade disso (vindo de diferentes fontes) é possível colocar a programação de pé, imagina o presidente da Ajote, Cassio Correia (na foto acima). O que a entidade já decidiu é não fazê-la sem um aporte de recursos decente.
- Já fizemos o Cena na raça, com a ajuda da bilheteria, mas o que queremos é que, depois de dez anos, o evento seja valorizado perante a cidade – diz Cassio, projetando para outubro ou novembro a realização da 11ª edição. Isso se houver dinheiro. De qualquer modo, o plano natural de crescimento da mostra, com mais grupos de fora e programações paralelas, já está seriamente comprometido.

Movimentos solitários

04 de abril de 2014 0

Dimi Camorlinga, divulgação
A relação de conflitos e percepções do corpo só ou acompanhado levou o bailarino Marcos Klann (integrante do Grupo Cena 11, da Capital) a criar metáforas da solidão no espetáculo Werwolf, termo alemão usado durante a Idade Média para referir-se aos banidos pela sociedade. Entre essas representações está as amizades virtuais, hoje obrigatórias quando se discute as relações humanas. Acima de tudo, Marcos busca reconhecer sua própria representação da solidão, algo que ele faz desde 2012, quando o solo performático estreou. A circulação estadual, por meio do Prêmio Elisabete Anderle, termina nesta sexta-feira (4) e neste sábado (5), no galpão da Ajote, em Joinville, com apresentações gratuitas às 20 horas. Na tarde de sábado, o bailarino ainda conduz o wokshop Disponibilidade como princípio criativo, para o qual é preciso inscrever-se no site www.marcosklann.com .

Dança da cumplicidade

08 de fevereiro de 2014 0

cristiano prim, divulgação
Às vésperas de completar 20 anos de atividade, o grupo ilhéu Cena 11 anuncia uma mudança no rumo da dança feita por ele. Seu novo espetáculo, Carta de Amor ao Inimigo, dá voz ao desejo de criar não só uma coreografia, mas uma “situação coreográfica”. Construída sobre elementos gerados em cada um dos dez trabalhos anteriores, a definição de corpo proposta pelo Cena 11 – que crê que a autonomia só é possível com a cumplicidade de um outro – roda o Estado desde o dia 5, graças aos recursos do Edital Elisabete Anderle. Neste sábado (8), o trabalho será apresentado na Scar, em Jaraguá, às 20 horas. Na segunda-feira (10), é Joinville quem entra no roteiro.

Cena 11 e a prova final

21 de janeiro de 2014 0

cristiano prim, divulgação
O chapa Marcos Espindola, colunista do DC, nos traz as últimas sobre o Cena 11? O grupo de dança contemporânea de Floripa está aí, preparando a estreia de um novo trabalho: Estudo Para Certezas de Incompletude. O projeto é uma  parceria entre os coreógrafos Alejandro Ahmed (Cena 11) e Luis Garay, que é diretor da companhia que leva o seu nome em Buenos Aires. A dupla também dirige a ação, que é resultado de uma pesquisa conjunta realizada entre 2011 e 2012. Estudos Para Certezas de Incompletude é uma exploração sobre distância e apropriação como lugar de encontro nas diferenças. O elenco traz as bailarinas Florencia Vecino e Mariana Romagnani e o video-artista Roberto Freitas. A estreia será na Capital e na sequência haverá encenações em Joinville e Jaraguá do Sul.