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Posts com a tag "Fabricia Piva"

Tesouro de Tibor Reisner começará a ser restaurado

02 de outubro de 2014 0

diorgenes pandini
Faz quatro meses que uma catacumba foi aberta na Sociedade Harmonia-Lyra, revelando um material precioso para a música erudita (e a própria cultura) de Joinville que há quase duas décadas era servida de bandeja para fungos variados. Demorou um pouco para partituras, livros, Lps, quadros, fotos, documentos e até roupas do maestro Tibor Reisner serem retirados da sala destrancada em junho, mas isso finalmente aconteceu na semana passada, uma ação acompanhada pelo Ministério Público do Estado. Levado ao Centreventos, o material começará a ser limpo na próxima segunda-feira (6) por uma equipe de voluntários formada por integrantes do coro e das oficinas da Orquestra Cidade de Joinville, que será orientada por técnicos da área de patrimônio da Fundação Cultural. Depois, ele será restaurado, catalogado e digitalizado, um processo que deve durar cerca de um mês.
- Temos um tesouro musical que estava adormecido e agora caminha para um futuro que será sonoro – comemora a maestrina Fabricia Piva, pupila de Tibor que segue de perto todo o processo.

Juventude encaminhada

21 de julho de 2014 0

divulgação
Fabrícia Piva mal teve tempo de se recuperar da noite que uniu a Orquestra Cidade de Joinville, a Escola Bolshoi e o barítono Douglas Hahn e estará novamente no palco da Sociedade Harmonia-Lyra, regendo a estreia da Orquestra Jovem. Os 40 músicos, pinçados do nível intermediário das oficinas que integram o projeto da orquestra, se apresentarão juntos pela primeira vez nesta segunda-feira (21), às 20 horas, com um programa que vai do popular (Skank, Paul McCartney, Caetano Veloso) às peças eruditas. Segundo a maestrina, a ideia é que o grupo circule pelos bairros, mas, acima de tudo, pavimente o caminho desses jovens para o profissionalismo, que pode vir a ser exercido no grupo principal. Aliás, dois alunos foram inseridos à seção percussiva dele no concerto do último dia 15.

Tricolor orquestrado

09 de abril de 2014 8

A Orquestra Cidade do Joinville, que estreou oficialmente nos palcos há três semanas, não nega as origens e, de quebra, vai ganhar muitos fãs tricolores depois dessa. O grupo dirigido pela maestrina Fabricia Piva preparou uma versão pomposa do hino do Joinville Esporte Clube que, ao que tudo indica, será apresentada na feira da rua do Príncipe no próximo domingo (13), dia em que o JEC decide o título do Campeonato Catarinense com o Figueirense. No ensaio, ficou assim:

Recordar é viver

26 de março de 2014 0

Na esteira das tristes recordações que vêm com os 50 anos da instituição do regime militar no Brasil, e também da série de reportagens sobre os reflexos da ditadura no Norte catarinense, assinada por Leandro Junges, julgo pertinente colocar o documentário Ditadura Reservada novamente na roda. Lançado em 2011, o filme de Fabrício Porto resgata esse período negro da história em Joinville e região a partir dos dramas de quem o viveu na pele. Além de ex-presos políticos, historiadores e radialistas também prestaram depoimento. O DVD foi distribuído na rede pública de ensino e está disponível na Fundação Cultural e com o próprio diretor.

Aproveitando o ensejo, recuperamos aqui Influências do Maestro Tibor Reisner, que volta à baila graças à estreia, nesta quarta-feira (26), da Orquestra Cidade de Joinville, regida pela mestra Fabricia Piva que concebeu o documentário sobre o maestro húngaro que fez história na cidade.

Na ponta da batuta

09 de dezembro de 2013 0

bruno pereira, divulgação
A apresentação do espetáculo Clima de Natal no dia 3, na Sociedade Harmonia-Lyra, configurou-se como um rabisco do que se verá – e, principalmente, se ouvirá – em Joinville a partir de seu aniversário, em março: uma entidade artística profissional, erudita (mas eclética) e mantida pelo governo municipal, sob a liderança da maestrina Fabricia Piva. Ela trabalha desde janeiro para ressuscitar esse agrupamento de instrumentistas, algo inexistente na cidade desde a morte do maestro Tibor Reisner, em 1999. Nesta conversa com a coluna, Fabricia detalha a formação da Orquestra Cidade de Joinville – a relação dos 31 músicos selecionados, dentre 70 inscritos, será divulgado no dia 20 – e as dificuldades de um empreendimento dessa envergadura, causadas especialmente pela falta de um curso superior de música por aqui. Nesse sentido, um projeto deverá ser apresentado a universidades locais em 2014, ano que pode entrar para a história da música erudita em Joinville.

Quais as maiores dificuldades na montagem da orquestra?
Fabricia Piva – Para mim, a maior dificuldade foi a expectativa das inscrições, já que Joinville não tem curso superior de música. Assim, a formação musical em Joinville tem deficiência, os músicos precisam ir para outras cidades e muitos não voltam mais.

Apesar de ser música erudita, ela inclui baterista, guitarrista e baixista. Qual a ideia por trás disso?
Fabricia - É uma tendência mundial, das grandes orquestra, abrir as possibilidades timbrísticas para tocar todos os estilos musicais. Em Santa Catarina, por exemplo, não temos nenhuma orquestra mantida por um município. Seremos a primeira orquestra municipal. A função deste novo corpo artístico será levar música para toda Joinville, em espaços comunitários, praças, escolas. Vamos trabalhar, em um primeiro momento, na formação de plateia. Com uma formação versátil, posso formar grupo de música de câmera com repertório erudito, big band de jazz e interpretar clássicos do rock. Claro que vou ter um grande trabalho para escrever os arranjos para esta formação, que serão todos inéditos.

A maioria é dos candidatos é de onde?
Fabricia - Tem muitos músicos de Joinville, mas a maioria é de Curitiba, principalmente sopros. Já sabia que isso iria acontecer, porque muitos músicos de Joinville são autodidatas e não sabem ler partitura. Isso era um pré-requisito do teste.

Você acredita que a bolsa oferecida era atrativa para músicos de mais qualidade ou experiência?
Fabricia – A bolsa é pequena, mas o trabalho será concentrado em poucos dias. O valor é um pouco maior do que a bolsa oferecida em Ponta Grossa, por exemplo, por isso o interesse dos músicos de Curitiba. Como já desenvolvi dezenas de projetos pelas leis de incentivo federal e estadual, os músicos acreditam que o projeto será ampliado com outros apoios.

Como manter a orquestra atuando e fazer com que ela não se apresenta em datas especiais, como o Natal?
Fabricia - Qualquer grupo precisa criar seu espaço, isso eu venho fazendo em Joinville há mais de dez anos. Com a Orquestra Cidade de Joinville não será diferente. Vamos criar séries especiais, juntamente com o conselho curador da orquestra, que foi escolhido pelo Conselho Municipal de Cultura.

Existe um modo de a orquestra não ficar refém das verbas do poder público e sobreviver fora do sobe e desce de orçamentos e trocas de governo?
Fabricia – Vamos criar uma associação artística de Joinville, o que possibilitará ampliar os apoios de empresas privadas

De que forma você espera que a orquestra contribua para o crescimento da música clássica em Joinville?
Fabricia - O projeto da Orquestra Cidade de Joinville consiste na formação de um corpo artístico que irá ministrar oficinas e possibilitará a formação de uma orquestra jovem, envolvendo mais de 200 alunos de história da música, teoria musical e aulas de instrumentos orquestrais, além da formação de plateia. Infelizmente, a música instrumental não tem grande público em Joinville.

Joinville ficou muito para trás na área da música erudita nos últimos anos, depois da morte de Tibor Reisner e sem uma orquestra na cidade? Você consegue mensurar as perdas?
Fabricia – O maestro Tibor foi um diretor musical inigualável, grande maestro e arranjador, e fazia música para uma grande plateia, que as pessoas queriam ouvir. Isso se perdeu em Joinville, porque não tivemos ninguém com esta postura. Junto com ele perdemos espaço financeiro com a criação do Festival de Dança. A Casa da Cultura também mudou seu foco – quando o maestro Tibor estava em Joinville, tínhamos professores de todos os instrumentos de orquestra. Com a morte do maestro, os instrumentos da Fundaly, doados pelo Banco do Brasil para a orquestra da cidade e para a Casa da Cultura ficaram sem uso e muitos se perderam. Tudo isso fez com que o nosso sonho de tornar realidade uma orquestra em Joinville ficasse muito mais difícil. Será um grande desafio a criação desta orquestra, porque não temos alunos de nível avançado em Joinville e não temos instrumentos (principalmente de percussão sinfônica). Estou começando do zero.

Saudades do maestro Tibor

15 de outubro de 2013 0

O redivivo clube de cinema do Bom Jesus/Ielusc promete no sábado (19) uma segunda exibição de Influências do Maestro Tibor Reisner, que estreou no começo do mês com um evento de gala na mesma Sociedade Harmonia-Lyra onde o húngaro fez grandes exibições. Ótimo, mas o documentário idealizado e produzido por Fabricia Piva – que trabalhou durante seis anos com o lendário maestro, morto em dezembro de 1999 – e dirigido por Juliano Lueders já caiu na rede. Assista aí embaixo os quase 15 minutos de imagens e depoimentos (de amigos e músicos) que narram parte da trajetória de um artista que deu nova cara à música erudita em Joinville.