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Posts com a tag "juarez machado"

Pincéis olímpicos

13 de julho de 2016 0

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A tocha olímpica passa nesta quarta (13) por Joinville e entre seus condutores por aqui estará Juarez Machado. Enquanto o artista troca os sapatos estilosos pelos tênis, no Rio de Janeiro seu “momento esportivo” é apreciado no Museu de Amanhã. É lá que, desde a terça (12), estão expostos os cartazes oficiais das Olimpíadas produzidos por grandes nomes da arte brasileira. Juarez está bem acompanhado: Beatriz Milhazes, Rico Lins, Kobra, Guto Lacaz, Antônio Dias, Cláudio Tozzi e outros que foram indicados ao Comitê Olímpico por representantes dos principais museus do País, como o Masp, os museus de arte moderna (MAM) do Rio e de São Paulo e a Pinacoteca. A obra providenciada por Machado – alusiva justamente à tocha e seus simbolismos – é essa que o leitor vê aí em cima.

Delacroix incorporado

19 de junho de 2016 0

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A foto aí de cima não é de 30 anos atrás. Foi tirada há poucos dias, nas ruas de Paris, e mostra Juarez Machado “remoçado” para interpretar o pintor Eugène Delacroix (1798-1863) num documentário que está sendo produzido pelo canal France 5. O filme – que deve estrear no final do ano – foca num episódio específico da vida do artista barroco: a pintura do enorme mural na capela dos anjos da Igreja de Saint-Sulpice e suas desavenças com os religiosos.

Na taça

03 de junho de 2016 0

Vera Rocha, divulgação
Vinho, pintura e fotografia serão servidos pelo Instituto Juarez Machado neste sábado (4), com a abertura, às 10 horas, de duas novas mostras. Juarez Machado em Rótulos reúne sete estudos em desenho e sete pinturas originais dos rótulos que o artista produziu e assinou para o vinho que leva seu nome, uma homenagem da Vinícola Villa Francioni, em São Joaquim. Ao mesmo tempo, entra em cartaz (e fica até o dia 30) A Ilha de Cada Um, exposição organizada pelo Coletivo Circuito Galeria. Ela reúne 42 imagens feitas por oito fotógrafos, que registraram paisagens de Florianópolis baseados em suas memórias e afetos. A foto acima é de Ronaldo Dias de Andrade.

O escritor de imagens

05 de abril de 2016 0

00b8c8e3Dá até para imaginar Juarez Machado, do outro lado da linha, meneando a cabeça negativamente ao ser perguntado sobre a homenagem como escritor, e não pintor, que a Feira do Livro de Joinville está fazendo a ele.
- Sou um escritor de imagens, inclusive na minha pintura. Eu pinto a folha de um livro e o espectador vai continuar a história, ou voltar para trás – diz o artista, diretamente de seu apartamento em Paris. Ele recebe o tributo do evento literário nesta terça (5), às 19 horas.
Porém, Juarez não virá a Joinville apenas para ser agraciado por sua bibliografia, que condensa pelo menos uma dezena de títulos em que a imagem é o fio narrador, vários deles premiados mundo afora. Ele aproveitará a feira para apresentar dois “novos” livros, lançados pela editora mineira Miguilim.
O primeiro é, na verdade, um relançamento: Domingo de Manhã, produzido no final dos anos 70, é todo narrado da perspectiva do passageiro de um carro cujo motorista deixa a garagem, passa por vários lugares pitorescos, compra um buquê de flores e vai ao encontro da amada. Já o inédito Saída data de 2000 e foi feito após uma semana chuvosa em Piçarras e em meio a sérias turbulências no relacionamento que Juarez mantinha na época. O próprio surge diante de várias portas, cada qual exigindo um truque ou tarefa para ser aberta – uma clara metáfora para a necessidade que ele sentia de fugir da relação.
O retorno dessas obras fez ressurgir em Machado a vontade de produzir para as páginas de livros. E, segundo ele, há muita coisa na fila, inclusive o segundo volume de Saída.
00b8c8e2- Cada vez me sinto mais estimulado a fazer coisas que provoquem as pessoas – garante.

Poderiam ter sido flores

26 de janeiro de 2016 0

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A Festa das Flores de 2015 poderia ter tido um desenho de Juarez Machado em seu cartaz de divulgação. O artista estava em Paris e, ao voltar à Joinville, teve a ideia da peça, mas não havia mais tempo hábil para produzi-la e emplacá-la no grande evento paisagístico. Mesmo assim, tocou o projeto e terminou a ilustração – esse acima, que reúne uma gama de imagens e referências bem joinvilenses -, agora à venda no Instituto Juarez Machado.

O Joelho de Juarez

17 de fevereiro de 2015 0

divulgação
O que são as coincidências: na segunda (16), Juarez Machado foi para a avenida como enredo de uma escola de samba de Joinville; nesta terça (17), o Psicodália recebe Próspero Albanese, vocalista nos principais momentos do Joelho de Porco. O que eles têm a ver? Em 1974, o disco de estreia da banda paulista, São Paulo 1554/hoje, que trazia clássicos como Maldito Fiapo de Manga e Boeing 723897, estampava na capa uma ilustração de Juarez, ainda longe de ser um artista internacional, mas já exibindo o traço que o tornaria famoso.

Retrato (não) falado

23 de janeiro de 2015 0

reprodução
Juarez Machado tira o lápis de trás da orelha, leva-o ao papel e faz uma caricatura de si mesmo. Depois, borra o desenho e apanha uma máscara branca, que coloca sobre o rosto e lambuza com tinta. A ação termina com o artista joinvilense apontando para a câmera, entre caras e bocas. O vídeo postado no YouTube no dia 17 é assim mesmo, silencioso e meio surreal, mas tem a cara experimentalista de seu idealizador, o francês Gérard Courant, escritor, ator, produtor e cineasta dos mais prolíficos. Além dos mais de 600 títulos aos quais está associado, é dele Cinématon, um curioso projeto composto de retratos cinematográficos que começou em 1978 e continua a ser rodado, tendo agora Juarez no “elenco”. Tido como o filme mais longo da história, Cinématon já passa das 190 horas de duração.

Acadêmicos do grafite

01 de dezembro de 2014 0

leo munhoz
Gastou-se tinta neste grafite duplo e magnânimo que agora faz pulsar o estacionamento de uma loja de calçados na avenida JK, no centro de Joinville. O que os passantes podem não perceber é as aspirações acadêmicas dos dois desenhos. De um lado é o trabalho de conclusão de curso de Igor Gôri, que aliou grafite, design e comunicação urbana para tratar de um tema social, no caso, a desigualdade; do outro, a releitura do quadro Château Latour, de Juarez Machado, feita por Gôri e outros dois grafiteiros, Reiz e Jonca, como extensão de um trabalho da acadêmica da Univille Victória Mosimann de Hires que conecta calçados masculinos à obra de Juarez. O próprio “abençoou” a iniciativa, que seria terminada no fim de semana.

Pedala, Juarez!

18 de agosto de 2014 0

rodrigo philipps
_ Vivi os anos de ouro da bicicleta em Joinville, e ela me acompanhou por muito tempo. A primeira obra que tive premiada, aos 19 anos, foi a Bicicletas do Itaum – lembrou Juarez Machado em julho, em entrevista à repórter Rafaela Mazzaro.
Pois não é de admirar que as “zicas” sejam as primeiras peças em exposição no instituto destinado ao artista joinvilense, antes mesmo de ele ser aberto ao público, muito provavelmente em novembro. Um dos símbolos da obra de Juarez desde sempre, elas viraram essas esculturas em aço que já adornam o muro frontal do instituto, em obras na rua Lages. É Juarez dando as boas-vindas, mas também pedalando rumo à eternidade.

Antes que o pior aconteça

22 de maio de 2014 0

salmo duarte
Reparem na “mancha branca” no alto do mural O Grande Circo, que ornamenta a entrada do Centreventos Cau Hansen. Não, os azulejos não caíram. Para evitar a dor de cabeça de 2006, quando nove placas da obra soltaram e foram danificadas, a Fundação Cultural de Joinville optou pela manutenção regular. Numa dessas vistorias, há cerca de um mês, a equipe percebeu um conjunto de 20 peças se descolando e acionou os bombeiros, que fez a retirada. Agora, espera-se que o autor do painel, Juarez Machado, avalie a melhor forma de recolocar os azulejos no lugar. Dessa vez, o poder público evitou o choro antes do derramamento de leite.