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Ira! Folk chega à Joinville e Jaraguá

19 de agosto de 2016 0

© Lening Abdal (15)
Os que quiserem ter um breve vislumbre dos primeiros dias da parceria entre Nasi e Edgard Scandurra, ainda adolescentes e ensaiando canções no pátio do colégio, serão atendidos nos shows que a dupla faz no Norte catarinense. Sob o nome Ira! Folk, eles vão ao cerne da maioria dos clássicos da banda, como Dias de Luta, Flores em Você, Núcleo Base, Tolices e Envelheço na Cidade, executados na simplicidade do “voz e violão”. O mesmo formato é aplicado a hits posteriores e faixas menos conhecidas do vasto repertório do Ira!. Em Joinville, a apresentação será no teatro da Liga de Sociedade, nesta sexta (19), às 21 horas;  em Jaraguá, no domingo (21), na Scar, às 20 horas. Abaixo, Nasi, com exclusividade para Orelhada, fala sobre a nova aventura acústica do grupo e de planos futuros.

O que vocês dois perceberam de novo nesse mergulho folk na obra da banda?
Nasi - Não vou dizer o que percebemos de novo. Diria que a gente lembrou novamente que muitas das nossas músicas têm uma delicadeza melódica que comove as pessoas. Quando elas são transferidas para um formato de banda de rock n’ roll, a própria rudeza dele talvez deixe em coisas mais agressivas. Nesse formato (acústico), a gente vê a delicadeza de muitas das canções. Outra coisa fica que fica clara, que acho única dentro do rock nacional, é o dueto de voz entre mim e o Edgard. Isso fica muito mais claro só com o violão.

Que grandes surpresas vocês desencavaram do repertório do Ira! para os fãs de longa data?
Nasi - Trazemos também algumas coisas que chamamos de lado B, que não foram para as rádios como singles, mas que ficam muito bonitas neste formato, como Boneca de Cera, Mesmo Distante, Um Dia Como Hoje, Mariana foi pro Mar – que, na verdade, surgiu como single, mas foi abortado quando o Ira! rompeu -, além de Receita pra se Fazer um Herói, que foi um sucesso, mas há mais de 20 anos não tocávamos.

Vocês têm conseguido variar o set list a cada show?
Nasi - A gente quer trabalhar com set list fixo, porque não seria justo que o público de Joinville visse um show diferente do de São Paulo, Porto Alegre ou Belo Horizonte. O show foi bem pensado, o set list numa ordem que valorizasse as músicas, uma seleção entre coisas que o público quer ouvir e outras que vão surpreendê-lo.É óbvio que num bis a gente até pode puxar algo da manga. Por exemplo, agora que vamos tocar no Sul, no bis costumamos tocar Bebendo Vinho, que fez sucesso com o Ira! mas é de um compositor gaúcho muito legal, o Wander Wildner. Ela é muito popular em Santa Catarina e, principalmente, no Rio Grande do sul. Então, essa é uma música que tocamos quando vamos para o Sul.

Para você, foi mais desafiador adaptar-se ao formato “voz e violão” do que foi no Acústico MTV?
Nasi – Realmente, num formato como esse, a voz fica mais “na frente” do que num show de rock ou mesmo num acústico onde há muitos instrumentos. Você tem mais responsabilidade de ser afiado. Por outro lado, ela me possibilita ter mais sutileza na voz. Por acaso, voltei a estudar canto, com um regente que conheci há dois anos. Isso está me fazendo muito bem, muito bem para a qualidade da minha voz, para a minha afinação. Estou super-satisfeito e acredito que o público que está comparecendo aos shows está notando essa qualidade vocal, não só minha, mas também do Edgard.

O que você pode contar sobre o DVD que será gravado ainda neste ano?
Nasi – Olha, ainda está numa fase bem embrionária. Estamos conversando com gravadoras, fazendo reuniões para definir ideias, apesar de o Edgard já ter surgido com alguns temas. Mas eu diria que, de uma forma geral, será um disco com músicas novas e o resgate de músicas do passado (lados B), que talvez ganhem uma nova chance de sucesso, e aí eu cito Girassol e Eu Quero Sempre Mais, os grandes sucessos do Acústico, que foram resgatadas de um álbum de 1995 e nem foram single de rádio na época. E não fica descartado uma versão de algum compositor da música popular brasileira ou do rock nacional.

Vivendo e Não Aprendendo é um clássico do rock nacional e fará 30 anos no final do mês. Como ele marcou a banda e como vocês o veem hoje, tanto tempo depois?
Nasi - O Vivendo e Não Aprendendo foi uma evolução do Mudança de Comportamento (1985), nosso disco de estreia. Foi a consagração do estilo mod, que o Ira! resgatou e faz da banda um expoente primordial nesse gênero no Brasil; um disco que reuniu vários sucessos que, mesmo 30 anos depois, são cantados por pessoas de várias gerações, um disco que colocou o Ira! definitivamente no mainstream da música brasileira.


Em duo e intimista, Ira! passa por SC em agosto

07 de junho de 2016 0

Carina Zaratin, divulgação
Exatamente dois anos após sua última passagem pelo Estado, o Ira! fará nova incursão em terras catarinenses, mas num formato completamente diferente daquele visto em 2014. Nasi e Edgard Scandurra continuam à frente de tudo, mas, na turnê Ira! Folk (que começou em maio), só se verá a dupla fundadora no palco. Por isso, não confunda com uma nova versão do platinado Acústico MTV – fora o elemento desplugado, o contexto destes shows é bem mais íntimo e minimalista, ainda que passível de levantar grandes públicos. Na base do “voz e violão/guitarra”, Nasi e Edgard perambulam pelos hits da banda, como Dias de Luta, Flores em Você, Girassol e Eu Quero Sempre Mais e um ou outro lado B. Dito isto, eis a agenda deles no Estado, em agosto:

18/8 – Teatro Ademir Rosa (CIC), em Florianópolis
19/8 – Liga de Sociedades, em Joinville
20/8 – Teatro Carlos Gomes, em Blumenau
21/8 – Grande teatro da Scar, em Jaraguá

* Os ingressos começarão a ser vendidos nos próximos dias, à exceção da Capital, onde eles já estão disponíveis no blueticket.com.br.

Outra vez, os dias de luta do Ira!

22 de agosto de 2014 1

rui mendes, divulgação
- Eu descobri um ditado africano incrível que diz que 20 crianças não brincam juntas durante 20 anos. Não dá para a gente levar para a vida inteira as mesmas pessoas, senão seria uma mentira. Assim como o Ira! teve vários momentos, ele teve que se desprender de algumas formações.
Nasi reage assim, compreensivo, mas firme, aos que tomam bandas como retratos de família, daqueles imutáveis e perenes. O vocalista do Ira! entende a passionalidade do fã – especialmente daquele que cresceu ouvindo a banda nos anos 80 -, mas o chama para a racionalidade: não havia como o grupo voltar sem ser reformulado. Dessa maneira, sete anos depois de uma implosão que foi parar até nos tribunais, ele reencontra os palcos com seus dois fundadores à frente, Nasi e Edgard Scandurra, o núcleo-base que dá nome à turnê e ao primeiro hit do Ira!. Com eles agora estão o baixista Daniel (filho de Edgard), o baterista Evaristo e o tecladista Johnny Boy, que já acompanha a banda há duas décadas. É assim, rejuvenescido, que o Ira! caiu na estrada em maio, um caminho que passará por Joinville (sexta, dia 22), Indaial (sábado, 23) e Florianópolis (domingo, 24) atulhado de sucessos e as inevitáveis memórias. E chegará a um novo disco, uma das garantias que Nasi dá nesta entrevista exclusiva.

Como está sendo essa turnê até aqui?
Nasi – Está sendo excelente, cara. Pegamos casas todas lotadas, encontramos um público emocionado, vibrante, e o resultado musical também está sendo excelente. Nossa agenda está refletindo o público sedento pela nossa volta e estamos correspondendo.

Pelo que você tem percebido, é um público mais jovem ou uma mistura de gerações?
Nasi - Misturado. Óbvio que tem muita gente que curtiu a gente na década de 80, alguns vêm inclusive com os filhos. A outra metade é uma garotada que talvez tenha conhecido a gente por meio do Youtube. Tem um material muito grande do Ira! lá, é incrível.

Foi difícil chegar a um consenso sobre as músicas que entrariam no show?
Nasi – Pensei que iria ser mais difícil, mas não foi não. Fizemos um repertório com músicas de toda a nossa discografia, mas dando destaque para os três primeiros álbuns do Ira!.

Vocês têm dito que as músicas estão soando mais rock’n’roll do que nunca. É isso que os fãs daqui podem esperar?
Nasi – É isso, sim. É impressionante a seção rítmica. O Daniel (baixista, filho do Edgard) e o Evaristo, baterista, trazem um carga de rock mais intensa. Então os shows do Ira! estão mais rock do que já eram.

O Gaspa (ex-baixista) chegou a ser convidado para esta volta?
Nasi - Não tivemos mais contato com o Gaspa. O que aconteceu é que em 30 de outubro participei de um show beneficente organizado pelo Edgard em São Paulo, show esse que foi um detonador da volta do Ira!. Um grande portal pegou a opinião de todos nós, se havia chance (de a banda voltar), etc e tal, e o Gaspa se manifestou enfaticamente, dizendo que não tinha interesse em voltar, que tinha a vida estabilizada, com os projetos dele, desejando sorte para mim e para o Edgard, achando que a gente tinha mesmo que fazer um formação nova… Então isso fez com que a gente nem ligasse para ele.

O que você diz para as pessoas que torcem o nariz para retornos de bandas clássicas, ainda mais quando não voltam com a formação mais conhecida?
Nasi - O que posso dizer é que não encontrei essas pessoas até agora (risos). A gente se preparou até para ter uma resistência, mas essa era a condições para o Ira! voltar: ou ele voltava renovado ou não voltava. Mas essa resistência não aconteceu. Nos shows, quando apresentamos os outros três músicos, eles são extremamente ovacionados, nunca vi nenhum cartazinho “cadê fulano? Cadê cicrano?”. Agora, é óbvio que todos têm seu fã-clube, não dá para agradar todo mundo. Tem que agradar primeiramente a nós.

Depois desta turnê, pode-se esperar um novo disco da banda?
Nasi - Pode sim. Esse é o nosso objetivo e é o que vai acontecer. Só não queremos trabalhar com pressa. Queremos curtir essa turnê, inclusive aproveitar essa convivência intensa para ouvir música junto, para surgir temas nas passagens de som, nos ensaios. O público pode ter certeza que esta turnê não está sendo uma celebração para a nossa volta e tchau. É uma turnê que anuncia o Ira! de volta a suas atividades. A gente só não quer colocar data. Mas a gravação deve acontecer daqui a dez ou 12 meses.

E como ficam as carreiras individuais sua e do Edgard?
Nasi – O que está acordado, e é muito importante para que o Ira! sobreviva de uma maneira sadia, é que vamos alternar momentos de prioridade. Neste momento, a prioridade é o Ira!. Nossas coisas paralelas serão feitas se sobrar algum tempo. Futuramente, eu e o Edgard vamos inverter isto – depois de lançar um disco novo, vamos fazer o Ira! tocar menos para podermos nos  aprofundar em alguns trabalhos solo. Isso é o que vai dar chance para não acontecerem aquelas frustrações que aconteciam no passado.

Depois de mais de 30 anos, como você, vocalista e fundador, vê o Ira! dentro do rock brasileiro?
Nasi – O que posso dizer é que com essa parada deu para sentir melhor a nossa relevância. Porque muitas bandas param e quando voltam não encontram essa idolatria que a gente encontrou. Acho que o Ira! entra como uma banda de personalidade marcante no rock brasileiro, com uma linguagem própria, difícil inclusive de ser imitada. Acho que, para o público, o Ira! é uma banda verdadeiramente de rock, não é uma banda que nasceu para o rock numa época que se pedia isso. Sinto que o público vê o Ira! como uma banda de rock de verdade.

A ressurreição do Ira! em forma de set list

16 de maio de 2014 0

 divulgação
Ainda que Nasi e Edgard Scandurra sejam os mentores intelectuais da banda, me custa, como fã de primeira hora dela, aceitar esse Ira! sem Gaspa no baixo e André Jung na bateria. Mas não há nada a fazer quanto a isso, e a dupla vem mesmo a Santa Catarina sob a alcunha de um dos mais importantes nome do rock nacional. A passagem da ressuscitadora turnê pelo Estado está marcada para agosto – 22 em Joinville, 24 em Floripa -, e quem se dispuser a encarar um dos shows receberá um set list semelhante a esse aí abaixo. Trata-se do repertório – que inclui a inédita ABCD e várias surpresinhas – do primeiro show da volta, que acontece neste sábado (17), dentro da Virada Cultural de São Paulo:

1 – “Longe de Tudo”
2 – “Gritos na Multidão”
3 – “É Assim que me Querem”
4 – “Flerte Fatal”
5- “Tarde Vazia”
6 – “Dias de Luta”
7 – “ABCD”
8 – “Flores em Você”
9 – “No Universo dos Seus Olhos”
10 – “Tolices”
11 – “Mudança de Comportamento”
12 – “Rubro Zorro”
13 – “15 Anos”
14 – “O Girassol”
15 – “Eu Quero Sempre Mais”
16 – “O Bom e Velho Rock’n Roll”
17 – “Envelheço na Cidade”
18 – “Núcleo Base”

Bis

1 – “Prisão das Ruas”
2 – “Coração”
3 – “Nas Ruas”

Volta do Ira! chegará a Joinville em junho

13 de fevereiro de 2014 0

Thau Any/Mundo Ira!
Visto hoje, o show de Nasi em Joinville, em dezembro, pareceu uma bola cantada, com o perdão do trocadilho. Cerca de 80% do repertório daquela ocasião era formado por músicas do Ira!, mostrando a dependência do cantor da obra de sua antiga banda e a adoração que o público ainda sente por ela. Pois em breve Nasi voltará à cidade com set semelhante, só que mais “aninhado” nos braços de origem: o próprio Ira!. Ou metade dele, melhor dizendo, já que a ressurreição do mítico grupo paulista se resume a ele e o guitarrista Edgard Scandurra, que voltaram às boas em prol da parceria e dos louros de uma extensa turnê que deve durar até 2015. A dupla e os músicos de apoio têm passagem marcada para Joinville no dia 13 de junho, e a parada será na Liga de Sociedades. Florianópolis também está no roteiro.

Colunista da Folha garante que Ira! volta em maio

23 de janeiro de 2014 0

A colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, em sua página desta quinta-feira (23), jurou de pé junto que o Ira! – que se separou com estardalhaço ímpar em 2007 – voltará aos palcos neste ano. Garante a jornalista que a banda fará uma turnê de 200 shows em dois anos, chamada Núcleo Base (um dos primeiros hits do quarteto), e que o primeiro está marcado para maio. Resta saber quem tocará com Nasi e Edgard Scandurra, que se reconciliaram e até se apresentaram juntos em outubro passado (ó o vídeo). Até em sua autobiografia Nasi disse que nunca mais tocaria com o baterista André Jung, por exemplo. Se bem que o cantor disse tanta coisa depois do fim da banda, inclusive que nunca mais voltaria a ela.

Mercadão de todos os sons

26 de novembro de 2013 8

Nasi e sua banda (não, não o Ira!) tocarão na praça do Mercado Municipal, e você pode dizer que é isso que levará você ao Santa Catarina é Show, festival que ocupará, como dois palcos, aquele espaço joinvilense no dias 13 e 14 de dezembro. Mas note, dileto leitor, o nome do evento, e permita acreditar que haverá muito mais para ver, contemplando uma abrangência que agregará atrações musicais distintas (quase 30) de todas as regiões do Estado. De fora dele, estarão presentes a banda Relespública (PR), o violonista costa-riquenho Mario Ulloa e o lendário Café Tortoni, de Buenos Aires, com um de seus espetáculos de tango. Do começo ao fim, a programação terá entrada livre, já que os recursos para tirá-la do papel vêm do Funcultural, além do apoio da Fundação Cultural.

guilherme andriani, divulgação