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Posts com a tag "ramones"

40 anos de "Ramones"

23 de abril de 2016 0

Se existe um disco que pode bater no peito e bradar “eu revolucionei o mundo do rock”, esse é o debut dos Ramones, lançado em 23 de abril de 1976. Da miséria que custou pra ser feito a capa em preto e branco, tudo nele cheira a clássico, influente e essencial.














Voz presente

15 de abril de 2016 0

Há 15 anos, em 15 de abril de 2001, o mundo da música perdia Joey Ramone, homem que tinha mais amor no coração e problemas por metro quadrado do que qualquer outro punk rocker. A leucemia – golpe final de um sem-número de percalços na saúde, física e mental, ao longo da vida – abateu a voz dos Ramones, mas não sua lenda e, muito menos, a obra, firme, forte e crescente. Acredite, Joey ainda está por aí, e não falo da placa com seu nome naquela esquina em Nova York.





"Poison Heart" pré-Ramones

19 de agosto de 2015 0

Essa eu desconhecia: Poison Heart, um dos últimos hits dos Ramones, lançado em 1992 no disco Mondo Bizarro, já tinha sido gravada por Stiv Bators. O ex-Dead Boys recrutara amigos célebres para gravar um disco em Paris, entre eles o autor da faixa, Dee Dee Ramone. No line-up punk também estava o mito Johnny Thunders. A dupla não chegou a terminar o álbum, nem Bators, que morreu em 1990, seis anos antes de Last Race, como ele foi intitulado, ser oficialmente lançado.

Direto na raiz

19 de fevereiro de 2015 0

divulgaçãoCertamente, só fãs xiitas dos pais do punk rock irão se interessar por The Many Faces of Ramones (Music Brokers), álbum triplo recém-lançado no Brasil. E mesmo esses devem tomar certa precaução, pois trata-se de uma versão estendida de Family Tree, que saiu aqui em 2009 trazendo os integrantes da banda espalhados por faixas aleatórias, como convidados ou projetos próprios. Esta nova coletânea adiciona um terceiro CD àquela coletânea, 14 clássicos dos primórdios do rock que os Ramones “coverizaram” ao longo da carreira. E, vamos combinar, delícias como California Sun (The Rivieras), Surfin’ Bird (The Trashmen), Needles and Pins (The Searchers), Can’t Seem to Make You Mine (The Seeds) e Surf City (Jan & Dean) por si só já valem a grana investida.



Marky Ramone no confessionário

18 de fevereiro de 2015 0

divulgaçãoOk, a piada para cima dos tipos que passam o show debruçados sobre o celular – filmando, digitando, falando – é válida. Mas atentem para o final do vídeo abaixo, quando Marky Ramone divulga sua autobiografia, Punk Rock Blitzkrieg – My Life as a Ramone. O livro, lançado (lá fora) em janeiro, engrossa a farta bibliografia existente sobre a história da banda, desta vez, do ponto de vista do baterista que mais tempo ficou nela, mesmo tendo sido expulso por causa das inúmeras confusões que arrumou por causa da bebida.

Jardim bem frequentado

17 de dezembro de 2014 0

divulgação
Vem do site Vírgula essa genial ideia dos ingleses Andrew McDermid e Charlie Boyd de transformarem bandas de rock clássicas em gnomos de jardim. Por enquanto, os donos da empresa Gnomore Heroes só “miniaturizaram” Ramones, Oasis e Stone Roses, mas quem duvida que aí reside um nicho original, capaz de mirar os roqueiros com jardim em casa? Ainda mais se levarmos em conta o quão simpáticas ficaram as estátuas.

divulgaçãodivulgação

CJ chama para a dança ramônica

25 de novembro de 2014 0

Com todo o respeito que merece o Marky, mas é muito bom ver CJ tocando a vida com discos legais de próprio punho e não se apegando apenas aos clássicos dos Ramones. Reconquista (2013) já tinha bons momentos, e o novo Last Chance to Dance, gravado com a banda Adolescents e lançado na segunda-feira (24), tem na faixa-título um petardo que honra o passado dele com os pais do punk rock.


Há 20 anos, Ramones e Sepultura faziam SC tremer

11 de novembro de 2014 5
Os Ramones no palco da Santur, em Balneário Camboriú. Foto: Julio Cavalheiro, bd. 12/11/1994

Os Ramones no palco da Santur, em Balneário Camboriú. Foto: Julio Cavalheiro, bd. 12/11/1994

Temos que colocar na conta do grande chapa Rafael Weiss a lembrança de que hoje, 11 de novembro, completam-se 20 anos de um momento histórico para o rock catarinense: a passagem da Acid Chaos Tour pelo Estado. O giro dividido por Ramones e Sepultura (e também os Raimundos) parou no pavilhão da Santur, em Balneário Camboriú, para uma noite de devastação sonora frente a uma multidão extasiada pela presença de dois ícones – um divulgaçãodo punk, outro do metal – por estes lados. Este jornalista não foi porque tomou o rumo de Curitiba, onde a dobradinha fez literalmente desabar um temporal na Pedreira Paulo Leminski. Por isso, quem tiver lembranças sobre o memorável evento em BC, ou mesmo vídeos (que são raros), pode despejar à vontade nos coments.


Ramones: contagem regressiva para 2016

28 de agosto de 2014 1

divulgação
Ao que parece, falaremos muito dos Ramones até 2016, quando completarão 40 anos do lançamento do primeiro disco da banda e 20 do fim dela. Daqui até lá, rumores dão conta de um novo documentário, livro, musical na Broadway e até um filme dirigido por Martin Scorsese (que, devemos lembrar, já rodou docs sobre os Stones, Dylan e George Harrison). O que há de garantido até agora é um novo Best of a ser lançado pela gravadora Rhino, ainda sem data anunciada. O que diferencia esta de outra coletânea caça-níqueis é que todas as faixas serão selecionadas por Morrissey, encarregado de escolher dentre as suas preferidas dos pais do punk.
Os Ramones já têm uma série de compilações em sua discografia, a mais notória delas, Ramones Mania (1988), por sinal, o item ramônico que mais vendeu até hoje. Daí que propomos um desafio aos leitores do blog: se fosse você o responsável por montar uma coletânea dos Ramones, quais as 10 músicas que não poderiam faltar e em qual ordem elas apareceriam? Respostas nos comentários, por favor.
Particularmente, não acharia ruim uma coletânea que tivesse estas:

Blitzkrieg Bop
Swallow My Pride
Locket Love
Rockaway Beach
I Wanna Be Sedated
Rock’n’roll High School
Somebody Put Something in My Drink
Bop ‘Til You Drop
Merry Christmas (I Don’t Want to Fight Tonight)
Cabbies on Crack

Sem Tommy, o que seria dos Ramones?

13 de julho de 2014 0

divulgação
O último elo da corrente original dos Ramones se partiu na noite de sexta-feira (11). Aos 65 anos, Tommy Ramone foi mais uma vítima do maldito câncer (no ducto biliar, no seu caso) que levou seus ex-companheiros Joey e Johnny – Dee Dee se foi de overdose. Tommy tocou nos três primeiros discos da banda, além do It’s Alive, e quando cedeu o posto de baterista para Marc Bell, em 1978, seguiu como coprodutor e conselheiro. O mais importante de tudo, porém, é que sem ele não haveria Ramones e, muito provavelmente, o punk rock seria diferente. Isso porque Tommy foi o elo de ligação entre os componentes, incentivou Johnny e Dee a formarem uma banda e, ao final, foi a cereja que faltava para o personalíssimo som do grupo decolar.
Quem diz não sou eu, mas quem esteve lá para ver a história acontecer:

* Monte Melnick (gerente de turnê e faz-tudo, em Na Estrada com os Ramones) – “Eles não pareciam nada promissores para mim, mas o Tommy viu algo neles. Quando ele começou a tocar bateria, eu não podia acreditar, ele era um baterista, caramba! Naquele momento, não tinha palavras para isso. Porém, mais tarde, quando eles subiram ao palco pela primeira vez no GBGB e começaram sua primeira música, ’1-2-3-4′, havia algo ali. Eu os vi crescer e se desenvolver com as apresentações e os primeiros shows, e o público começando a aparecer. Eles tinhas suas ideias, mas elas ainda estavam me desenvolvimento. Era áspero e cru, mas ele viu algo ali. O Tommy estava certo”

* Johnny Ramone (na autobiografia Commando) – “…Então um dia não apareceu ninguém para os testes, e Tommy simplesmente assumiu a bateria. Ele nunca havia tocando antes, mas estava funcionando. Assim, convencemos Tommy a ficar na banda, na bateria, e as coisas começaram a tomar forma. Ali passamos a ensaiar pra valer. E foi a verdadeira formação da banda. Éramos os Ramones.”.

* Dee Ramone (na autobiografia Coração Envenenado) – “… Tommy completou a formação original. Depois de um dos nossos primeiros ensaios, Tommy e eu fomos conversar no escritório no estúdio. ‘Que nome você acha que a banda deve ter?’, ele perguntou. ‘Que tal Ramones?’, respondi. Eu não estava falando muito sério, mas o nome ficou”.

Aí eu pergunto: se os Ramones foram os pais do punk rock, como medir a importância de Tommy Ramone para o gênero?