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Posts de setembro 2008

Vermelhos 3 x 2 Azuis

26 de setembro de 2008 3

O zagueiro Materazzi, do Internazionalle (E), e o atacante Rui Costa, do Milan (D), em 2005, num clássico que terminou antes dos 90 minutos/AP

Cinco das cidades mais cosmopolitas do mundo terão neste domingo um tira-teima entre azuis e vermelhos. Jogos imperdíveis entre tradicionais rivais, entre os grandes inimigos, entre aqueles que dividem o mundo em bons e maus, Pepsi e Coca-Cola, Rotary e Lyons, católicos e protestantes, capitalistas e socialistas, terreno no qual não é possível simpatizar com o adversário, mesmo que se tenham amigos militando do outro lado.

Brasil, Inglaterra, Itália, Argentina e Espanha; Porto Alegre, Liverpool, Milão, Buenos Aires e Barcelona; Beira-rio, Goodison Park, San Siro, Monumental de Núñez e Olímpico de Montjuic. Inter x Grêmio, Everton x Liverpool, Milan x Internazionale, River Plate x Racing e Espanyol x Barcelona.

Clássico dos bons costuma ter pouco futebol, terminar 0 a 0, duas expulsões de cada lado, confusão até em cobrança de lateral, bola transformada em prêmio da Megasena. É assim que vai ser, apostem. E apostem também na cor que vai predominar nos confrontos acima. Eu arrisco um Vermelhos 3 x 2 Azuis.

Postado por Cioatto

Robinho e os maus exemplos

23 de setembro de 2008 0

Katia Christodoulou, EFE

Veja como há molecagem na história. Domingo, após o jogo entre Manchester City e Portsmouth, Robinho pediu dispensa do clube com o argumento de que iria tratar de sua mudança para Inglaterra. Nada mais justo, afinal trocar de país não é coisa fácil. Mesmo que Robinho tenha contratado alguém para fazer isso, um amigo (é engraçado, mas jogador de futebol tem os seus personal friends) que seja, é preciso um toque pessoal.

Pois bem. Onde morava Robinho? Em Madri, na Espanha, certo? Então o rapaz foi até lá ver o que ele tinha na mansão, que poderia seguir de trem até a França e depois atravessar o Canal da Mancha, certo?. Só que Robinho nem teve o passaporte carimbado no Aeroporto de Barajas. Ele seguiu para Santos, litoral paulista, onde fica até sexta-feira. Pergunta que não quer calar: o que tem em Santos para Robinho colocar na mudança para a Inglaterra?

Postado por Cioatto

Hora de implodir o Maracanã - Parte 2

22 de setembro de 2008 3

Há pouco escrevi rapidamente sobre a necessidade de se colocar o Maracanã, um estádio ultrapassado, ao chão. O impedido Fabrício Vogel discordou da idéia. Defende que o estádio faz parte da história do futebol brasileiro, o que não deixa de ser verdade.

Mas cada vez estou mais convencido de que estádio antigo é como carro velho (não antigo): chega uma hora que vale à pena passar adiante e ir atrás de um novo. E depois que Wembley, o estádio onde Pelé quis, mas nunca jogou, foi abaixo, qualquer coisa pode ser dinamitada.

Tudo isso para dizer que ontem assisti à última partida da história do Yankee Stadium, palco sagrado do beisebol e onde jogaram Babe Ruth (vale à pena assistir a “The Babe”, com John Goddman) e Joe DiMaggio, o pegador da Marilyn Monroe. O estádio irá ser implodido, já que o time seguirá para outras instalações nababescas e poderá atender melhor os torcedores.

O que chamou a atenção são as necessidades de quem paga ingresso, que nos Estados Unidos estão mais para consumidores. Duas delas mostram o relacionamento do clube com o patrimônio (torcedor): 1) Hoje, os serviços de alimentação oferecem um guichê para cada 200 torcedores. O padrão estabelecido é de um para cada 160; 2) No atual estádio havia um banheiro para cada 79 torcedores. O novo terá um para cada 60. Isso para um público médio de 70 mil pessoas.

E o que se faz com a história? Leva-se ela para o estádio novo, criam-se salas para isso, colocam-se lá todas as camisas aposentadas, todos as homenagens aos craques, um pouco da grama e da areia do velho estádio, tudo bonitinho. E público poderá conhecer a história confortavelmente, inclusive se a comida não cair bem.

Postado por Cioatto

Olha penca!

22 de setembro de 2008 0


Assistindo ao Globo Esporte de hoje ao meio-dia, fiquei intrigado com a chamada para o jogo entre Figueirense e Cruzeiro: “Uma penca de gols em Florianópolis”. Falta um editor manezinho na emissora. Se houvesse, certamente o termo “penca” não seria usado por causa de uma historinha ribeironense. Quem é da terra sabe do que se trata.

Postado por Cioatto

A menor distância entre os inimigos - parte 2

18 de setembro de 2008 2

No alto, o estádio do Racing; abaixo, o do Independiente
Os impedidos Lucas Winckler e Felipe Silva foram rápidos e já falaram da distância entre os estádios do Racing e do Independiente, em Avellaneda, Buenos Aires. Fui lá no Google Earth e medi. São menos de 200 metros entre os dois. E olha que não tem um rio para separar as torcidas.

Postado por Cioatto

É hora de implodir o Maracanã

18 de setembro de 2008 2

Para o bem do futebol brasileiro e, principalmente dos clubes cariocas, está na hora de botar o Maracanã abaixo. E não vale aquela lenga-lenga de que faz parte da história do futebol nacional, que é um templo, que é o maior do mundo. Tudo balela depois que Wembley foi implodido para dar lugar a um estádio mais moderno. Nem vou entrar na questão das fortunas gastas com sucessivas reformas.

Cito o assunto porque a Federação de Futebol do Rio de Janeiro está tentando tirar o clássico entre Botafogo e Fluminense do Engenhão. Ora, cada time tem de jogar em seu estádio, e ponto final. É uma briga antiga. Vai se repetir quando o jogo for Botafogo e Flamengo. Contra o vasco não, porque um joga em São Januário e o outro no Engenhão.

Tá na hora de Fluminense e Flamengo terem as suas casas. Se o Maracanã é o ninho do urubu, que o time da Gávea (local cedido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para o Flamengo) faça como o Fogão: pague pela cessão do uso. Não quer? Constrói um.

E esse papo de cada um jogar em sua casa vai longe. Montar regulamentos que incluam capacidade mínima de público é um disparate. Se no campo do meu time cabem mil torcedores, o problema é meu. O importante é que ofereça segurança e conforto a eles. Se o estádio fica a 4 mil metros de altitude, problema de quem vai jogar lá. Se a cidade é muito quente ou muito fria, danan-se os adversários. O Botafogo tem de bater o pé, jogar no Engenhão e passar 20% dos ingressos para o adversário. Nada mais.

Postado por Cioatto

A menor distância entre dois inimigos

18 de setembro de 2008 2

À esquerda, o estádio do Notts; à direita, o do Forest

Há um tempinho, comecei a navegar pelo Google Earth para ver como são os estádios dos principais (ou não tão principais assim) clubes do mundo. Fiz um tour pelo Brasil, Itália, Inglaterra e Espanha. Observei a vizinhança e vi algumas fotos. Ainda não fui adiante na pesquisa, que tem como base os times das primeiras divisões desses países. A curiosidade anda na velocidade do tempo que me sobra.

Mas a paixão pela Inglaterra, lugar que trata futebol como esporte e os demais esportes como outras coisas, fez eu ir além da Premier League e da Championship. Dei uma olhada numa parte da turma da League One e da Two.

Ao navegar por Nottingham resolvi ver como está o estádio do Nottingham Forest FC, bi-campeão europeu (1979 e 1980), que subiu para a Segundona inglesa na última temporada mas que está tendo um início de amargar (4 pontos em 18 disputados, 23º entre 24 times). Olhando a imagem do satélite, percebe-se que há um segundo estádio quase ao lado. É o do Notts County FC, o inimigo número um do Notthingham. Sabem a distância entre eles? 220 metros, o mísero rio Trent.

O que pode dar mais confusão. Os dois campos de diferença de Nottingham ou os 700 mestros entre os estádios do Liverpool e do Everton?

Postado por Cioatto

Figueira, Mário Sérgio e a Síndrome de Hawthorn*

15 de setembro de 2008 1

Mário Sérgio retorna ao Figueira um a no depois

PC Gusmão, pra quem não lembra, recebeu um post em “Os Impedidos” logo que chegou ao Scarpelli. O Título PC sabe nada elencava a lista de 17 jogos seguidos sem vitória pelo Brasileirão de 2007. Ontem, com a quinta derrota seguida, foi defenestrado do Figueirense, a 23ª mudança na Série A de 25 rodadas – a Série B teve 32 trocas. Mário Sérgio, sem silver tape, chega para conduzir o barco furado.

O Figueira vai para o quarto treinador na temporada, e, nós sabemos, time que muda demais não cria identidade e está fadado ao fracasso. Pior do que ver a zona do rebaixamento se aproximando à velocidade de um jato, é observar que o inimigo histórico é o “22º” no Brasileirão e está bem encaminhado para mudar de divisão em 2009. Cair seria uma tragédia, comparável às inundações recentas na América Central e Caribe; cair e ver o co-irmão subir no mesmo ano, é catástrofe do tamanho do tsunami que atingiu o Sul da Ásia em 2004.

*Tom Hawthorn foi o primeiro técnico contratado e o primeiro treinador demitido por maus resultados na história do futebol. Ele treinava o Bolton, da Inglaterra. Antes dele, os times eram orientados pelos “ground commiters”, ou seja, os cartolas dos clubes que se metiam nas escalações.

Quem trocou

Série A (23 vezes)
Atlético/MG: Geninho/Alexandre Gallo/Marcelo Oliveira
Atlético/PR: Ney Franco/R.Fernandes/Mário Sérgio/Geninho
Botafogo: Cuca/Geninho/Ney Franco
Figueirense: Alexandre Gallo/Guilherme Macuglia/PC Gusmão/ ?
Fluminense: Renato Gaúcho/Cuca
Goiás: Vadão/Hélio dos Anjos
Inter: Abel Braga/Tite
Ipatinga: Giba/Ricardo Drubscky/Márcio Bittencourt
Náutico: R.Fernandes/Leandro Machado/Pintado/R.Fernandes
Portuguesa: Wagner Benazzi/Valdyr Espinosa/Estevan Soares
Santos: Leão/Cuca/Márcio Fernandes
Vasco: Antônio Lopes/Tita

Série B (32 trocas)
América/RN: Luis Carlos Ferreira/Carlos Moura/Ruy Scarpino
Bahia: Paulo Comelli/Arthurzinho/Roberto Cavallo
Barueri: Émerson Ávila/Heriberto da Cunha/Márcio Araújo
Brasiliense: Gelson Andreotti/Alfinete/Vitor Hugo/Reinaldo Gueldini
CRB: Roberval Davino/João Carlos Costa/Maurício Simões/Jean Carlos/ Julio Espinosa
Criciúma: Leandro Machado/Gelson da Silva/Edson Gaúcho/Gonzaga Miliolli/Paulo Campos
Fortaleza: Heriberto da Cunha/Barbieri/Jorge Veras/Heriberto da Cunha
Gama: Ademir Fonseca/Roberto Cavalo/Flávio Barros/ Gélson da Silva
Juventude: Zetti/Ivo Wortmann
Marília: Ruy Scarpino/Jorge Raulli/Gilberto Alves
Paraná: Bonamigo/Rogério Perrô/Paulo COmelli
Ponte Preta: Sérgio Guedes/Bonamigo
Santo André: Fahel Junior/Sérgio Soares
São Caetano: Pintado/Guilherme Macuglia/Vadão

Postado por Cioatto

Filme Nacional lembra Avaí como "Time da B"

12 de setembro de 2008 0

Tudo bem que o roteirista George Moura foi educadíssimo ao falar do Avaí na entrevista. Mas essa aí é pra deixar alvinegros morrendo de rir dos adversários. Mas também teve avaiano gostando do “feito”.

“Linha de Passe”, longa metragem do cineasta Walter Salles, chamou a atenção por citar o Leão da Ilha num diálogo. É uma conversa em que se imagina a queda do Corinthians para a segunda divisão, no ano passado. Times são citados, mas a aparição do Avaí provoca gargalhadas na mesa. Motivo suficiente para blogs dos dois lados fazerem farra por aí.

O filme ainda não tem data estrear em SC, mas com certeza vai atrair atenção. Certeza que a cena vai parar no Youtube.

A jornalista Ana Rosa, do Grupo RBS, conversou com o roteirista do Filme, que explica a inclusa.

Leia aqui!

Postado por Stüpp

Tem de jogar no mesmo horário

12 de setembro de 2008 3

Ao contrário das duas últimas rodadas, dessa vez é o Grêmio quem joga antes dos concorrentes. Vencendo o Goiás no sábado, obriga Cruzeiro e Palmeiras a se atirarem de qualquer jeito em direção ao gol adversário. Raposa ou Porco, quem perder é abatido para o título e passa a ter a Libertadores como objetivo; quem vencer, segue a caçada. Se empatarem, morrem abraçadinhos e correm o risco de serem ultrapassados pelo Botafogo, 11 jogos invicto, o time do sprint final. Se o tricolor amarelar para o Goiás (isso é comum), oxigênio extra para os três seguidores.

Não é justo jogos tão importantes ocorrerem em horários diferentes, quanto mais em dias distintos. Vejam: nas últimas duas rodadas, o Grêmio entrou em campo sabendo exatamente o que precisava fazer. Com cinco pontos de vantagem na rodada 23, pisou na grama do Maracanã, contra o Fluminense, atrás de um empate, um pontinho que fez aumentar a diferença. Dois dias antes, a estratégia de Celso Roth já estava determinada. Jogar com o regulamento debaixo do braço é mais fácil.

Tá, é utópico querer todas as partidas ao mesmo tempo (embora na Espanha esse assunto seja pauta constante), mas poderia haver uma distribuição diferente nas datas e horários. Peguemos a rodada do fim de semana: Cruzeiro x Palmeiras e Botafogo x Inter deveriam ser no mesmo horário de Grêmio x Goiás. Então, domingo à tarde para eles seria ótimo. O jogo da TV de sábado poderia ser São Paulo x Flamengo ou Coritiba x Vitória.

Palpites
Grêmio        2 x 0     Goiás
Atlético/PR   1 x 0     Portuguesa
Ipatinga      0 x 0     Atlético/MG
Botafogo      3 x 1     Inter
Vitória       1 x 1     Coritiba
Santos        1 x 0     Fluminense
Sport         2 x 0     Figueirense
Vasco         1 x 0     Náutico
Cruzeiro      0 x 0     Palmeiras
São Paulo     1 x 0     Flamengo

Postado por Cioatto