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Posts de dezembro 2008

Quando mudar não adianta nada

10 de dezembro de 2008 1

Geninho começou a temporada no Atlético/MG, passou pelo Botafogo e terminou no Atlético/PR

Somando os 40 times das séries A e B, só 12 terminaram o Brasileirão com os técnicos que começaram.

São Paulo, Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo terminaram nas cinco primeiras posições. Alguma coincidência em terem mantidos os treinadores? Acho que sim. Na Série A, além deles Coritiba, Vitória e Sport foram fiéis à montagem da equipe.

Na série B, o campeão Corinthians também não mudou, assim como Avaí, Vila Nova e Ceará.

Na contra-mão do bom senso, vejam como ficaram os oito rebaixados: ninguém chegou perto do Criciúma, que fez seis mudanças e teve cinco treinadores, já que o Millioni assumiu duas vezes; Figueirense, Gama e CRB tiveram cinco treinadores; o Ipatinga teve quatro comandantes; Vasco, Portuguesa e Marília só três.

Então dá para dizer queo importante é planejar antes e que mudanças no meio do caminho dificilmente dão resultado. Mas, como escrito antes aqui em “Os Impedidos”, a última coisa que um dirigente faz é assumir que errou nas escolhas. Mais fácil é passar a culpa para o treinador.

Série A (27 vezes) – 28 treinadores

Atlético/MG
Geninho, Alexandre Gallo e Marcelo Oliveira
Atlético/PR
Ney Franco, Roberto Fernandes, Mário Sérgio e Geninho
Botafogo
Cuca, Geninho e Ney Franco
Figueirense
Alexandre Gallo, Guilherme Macuglia, PC Gusmão, Mário Sérgio e Pintado
Fluminense
Renato Gaúcho, Cuca e Renê Simões
Goiás
Vadão e Hélio dos Anjos
Inter
Abel Braga e Tite
Ipatinga
Giba, Ricardo Drubscky, Márcio Bittencourt e Enderson Moreira
Náutico
Roberto Fernandes, Leandro Machado, Pintado e Roberto Fernandes
Portuguesa
Wagner Benazzi, Valdyr Espinosa e Estevan Soares
Santos
Leão, Cuca e Márcio Fernandes
Vasco
Antônio Lopes, Tita e Renato Gaúcho

Série B (37 trocas)
42 treinadores

ABC
Ferdinando Teixeira e Artur Neto
América/RN
Luis Carlos Ferreira, Carlos Moura e Ruy Scarpino
Bahia
Paulo Comelli, Arthurzinho, Roberto Cavalo e Ferdinando Teixeira
Barueri
Émerson Ávila, Heriberto da Cunha e Márcio Araújo
Brasiliense
Gelson Andreotti, Alfinete, Vitor Hugo e Reinaldo Gueldini
CRB
Roberval Davino, João Carlos Costa, Maurício Simões, Jean Carlos e Julio Espinosa
Criciúma
Leandro Machado, Gelson da Silva, Edson Gaúcho, Gonzaga Miliolli, Paulo Campos e Gonzaga Miliolli
Fortaleza
Heriberto da Cunha, Barbieri, Jorge Veras e Heriberto da Cunha
Gama
Ademir Fonseca, Roberto Cavalo, Flávio Barros, Gélson da Silva e Jean Cláudio
Juventude
Zetti e Ivo Wortmann
Marília
Ruy Scarpino, Jorge Raulli e Gilberto Alves
Paraná
Bonamigo, Rogério Perrô e Paulo Comelli
Ponte Preta
Sérgio Guedes, Bonamigo e Vagner Benazzi
Santo André
Fahel Junior e Sérgio Soares
São Caetano
Pintado, Guilherme Macuglia e Vadão

Postado por Cioatto

Vasco cai e mantém a Série B charmosa

08 de dezembro de 2008 7

Edmundo, de passado glorioso no Vasco, encerra carreira com a queda para a Série B

Vejam, impedidos, a melhor coisa que pode acontecer para a Série B é ter um dos considerados grandes clubes do Brasil disputando-a. É o que dá charme e graça à competição.

Imaginem a Segunda Divisão formada só por times como Atlético/GO, Campinense, ABC, Bragantino, América/RN. Estaria fadada ao fracasso. Agora, coloquem um molho nisso tudo. Imaginem o peso de Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Coritiba, Atlético/MG, Corinthians e, agora, Vasco. É outra coisa.

Então, para o bem do futebol brasileiro, é importante que um grande clube, um campeão brasileiro caia a cada temporada. Dos times de massa, da lista da Segundona nacional ou estadual só não fizeram parte ainda Inter, Flamengo e São Paulo. O Vasco estava entre eles até ontem.

Postado por Cioatto

Seleção dos impedidos

08 de dezembro de 2008 0

Alex, meia do Inter, teve o maior percentual

Daqui a pouco a CBF vai divulgar a lista dos melhores do Brasileirão 2008. Durante dez dias, os leitores de “AN” acessaram “Os Impedidos” e votaram. Celso Roth, o treinador eleito com 45,83% dos votos, ficaria com o título se escalasse esse time?

Victor (Grêmio)                52%
Léo Moura (Flamengo)           40,91%
Thiago Silva (Fluminense)      41,18%
Miranda (São Paulo)            39,13%
Juan (Flamengo)                60%
Hernanes (São Paulo)           64,71%
Ramires (Cruzeiro)             61,9%
Tcheco (Grêmio)                57,89%
Alex (Inter)                   80,95%
Keirrison (Coritiba)           41,67%
Nilmar (Inter)                 52,17%

Postado por Cioatto

Os pecados alvinegros

08 de dezembro de 2008 4

Sem lenga-lenga, sem ordem de importância, direto ao assunto:

1) Excesso de atletas: como o impedido Rodrigo Stupp escreveu poucos dias atrás, durante toda a Série A o Figueirense usou mais de 40 atletas. É muito.Passa aos jogadores a sensaçao de que niguém é titular, que pode haver dispensas a qualquer hora;

2) Excesso de treinadores: cinco durante a temporada: Gallo, Macuglia, PC Gusmão, Mário Sérgio e Pintado. Cada um com  idéias diferentes;

3) Deixar tudo para última hora: a arrancada final foi de um time digno, mas começou tarde demais. E depender do outros nao dá;

4) Diretoria ineficiente: a pacifidade da cúpula alvinegra é de lascar. Ao fim do Catarinense, Gallo avisou que precisaria de um pacote de reforços. Nao foi ouvido;

5) Deixar o que aconteceu do outro lado da ponte influenciar: ver o Avaí bem na Série B e com classificaçao encaminhada desde o final do primeiro turno mexeu com a torcida alvinegra. E isso foi passado das arquibancadas para o campo;

6) Achar que só acontece com os outros: é comum em quem está com a Segundona encaminhada. Nao há clube que ache que vai cair;

7) Faltou olhar para a base: quase ninguém do time campeao da Copa SP de Juniores foi aproveitada. Resumindo. O time nao aproveitou talentos e nem os valorizou.

Postado por Cioatto

Domingao sem surpresa

08 de dezembro de 2008 0

A rodada e o campeonato terminaram conforme tudo indivaca. Só uma surpresa grande tiraria o título do Sao Paulo; só uma catástrofe deixaria Cruzeiro e Palmeiras fora da Libertadores; E só um milagre salvaria Figueirense e Vasco. A única surpresa foi o Atlético/PR, que ao brigar para nao cair venceu o Flamengo e com tropeços de Santos e Fluminense, acabou na SUl-americana,a Série B da Libertadores.

De estranho este ano só o suposto suborno que acabou na substituiçao do árbitro da partida final do Sao Paulo, a marcaçao da partida entre Goiás e Sao Paulo para o Bezerrao (só lembrar que a puniçao ao Goiás, que era de dois jogos, na semana passada foi reduzido para um) e a transferência do jogo Botafogo x Flamento do Engenhao para o Maracana.

Postado por Cioatto

Brusque, o time catarinense do ano

08 de dezembro de 2008 1

Esqueçam o Figueirense e o Criciúma por motivos óbvios. Exaltem o Avaí, que subiu para a Série A. Mas batam palmas para o Brusque, que foi o maior campeao catarinense da temporada. Venceu a Segunda Divisao catarinense; Classificou-se para a Série D do Brasileirao ao conquistar a Copa SC, competiçao montada para o Joinville, que mais uma vez morreu na praia. E neste fim de semana venceu a Recopa. Ano vitorioso para a turma do Augusto Bauer.

Postado por Cioatto

Sinal vermelho no Brasileirão

02 de dezembro de 2008 1

Os times que lutam para ficar na série A do Brasileirão têm em comum uma cor nesta última rodada: o vermelho. Não é só a luz de alerta. É o uniforme mesmo.

Vejamos só:

Figueira x Internacional (vermelhaço)

Atlético/PR x Flamengo (ambos rubro-negros)

Santos x Náutico (vermelho e branco)

Vasco x Vitória (rubro-negro)

Curiosidade: Outros dois times com vermelho vivem situações bem opostas: A Portuguesa já caiu. O São Paulo está com a mão na taça. Tem também o Sport, já definido na Libertadores.

É coincidência para daltônico nenhum colocar defeito.

Postado por Stüpp

Pela volta dos portões fechados

02 de dezembro de 2008 0

Essas  história de o Goiás cobrar R$ 400 por um ingresso pelo fato de o jogo ter sido transferido para Gama só me faz lembrar da melhor das punições para quem não cumpre as regras direitinho: jogar com portões fechados. Pena que o STJD tenha acabado com esse tipo pena.

As vantagens:
1) O jogo não precisa ser mudado de lugar, o que evita as insinuações de favorecimento, de inversão prática de mando de campo (em Brasília tem muito torcedor do São Paulo, como já confirmei no Mané Garrincha)
2) O time visitante continua com tudo reservado (hotel, passagens, ônibus, etc…). Manten-se a logística.
3) Pune o time infrator com a ausência de renda. Nada tem mais efeito do que o bolso vazio.

Jogador pode até achar estranho não haver niguém nas arquibancadas, mas faz parte do jogo. O argumento de que a torcida também é punida não cola, uma vez que em 99% dos casos o culpado é o próprio torcedor – foi o que aconteceu com o Goiás.

O Goiás não está errado em cobrar R$ 400. O regulamento dá ao mandante do jogo o direito de determinar o valor do ingresso. É abusivo? Sim. É fora dos valores aceitáveis? Sim. O jogo vale mais porque é uma “final”? Sim. Todos os argumentos são válidos, mas nem na Europa o bilhete custa tanto. Nesse caso, o torcedor tem de mandar um recado e deixar o estádio vazio, como se fosse uma partida de portões fechados.

Postado por Cioatto

Mala branca é lenda

01 de dezembro de 2008 10


Está longe de ser um pensamento inocente, mas não dá para acreditar em tudo que se diz por aí. Essa história de mala branca como incentivo a terceiros não existe, é lenda. Aos inventores, o prêmio Leonel Brizola de Conspiração.

Impedido, em sua bolinha do meio de semana, você aceita receber uma Coca-cola para correr um pouco mais ou facilitar as coisas? Ou joga de acordo com as suas condições físicas e técnicas? Se alguém te disser que a dedicação acima da média vale um churrasco você conseguiria correr mais, uma vez que se parte do princípio de que você nunca joga o máximo que pode?

Na última rodada, o Goiás vai precisar de incentivo extra para vencer o São Paulo? Claro que não. Vejam: a partida passa para o Brasil inteiro e, sem dúvida, as imagens irão para o exterior. Quem fará corpo mole com uma oportunidade dessas? Ninguém. Também não há jogador que queira ter no currículo uma mácula dessas. Seria mais feio do que um cai-cai.

E, se houvesse mala branca (preta) já se teria descoberto. Alguém provou que houve “incentivo extra” para alguém? Nada. Tudo conversa de corredor, de torcedor que acha que um time corre mais ou menos porque ganhou grana. Dinheiro para um time implicaria no envolvimento de umas 30 pessoas e, num número desses, não se consegue guardar segredo.

E os times que oferecem dinheiro para outros? Outra bobagem. Tem gente que afirma que o Figueirense acertou o pagamento de duas folhas em atraso do Botafogo. Que sandice! Se tivesse dinheiro sobrando, a turma do Estreito investiria no próprio elenco. Além disso, os clubes mal conseguem pagar os salários dos atletas no fim do mês.

Às vezes a imprensa não tem o que fazer. Portanto, não caiam nessa história de mala branca. Acreditar em Papai Noel é mais fácil.

Postado por Cioatto