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Posts de abril 2009

Os jogos da noite de quarta

30 de abril de 2009 0

Sei que internet requer imediatismo, mas ontem era um dia especial e acabei não escrevendo sobre a quarta-feira do futebol assim que ela terminou. Mas isso não invalida as coisas que serão ditar a seguir:

Copa do Brasil: com exceção do Flamengo, nada de surpresas. O Inter segue imbatível; o Coritiba mostrou a cumplicidade que tem com o Renê Simões; o Atlético/MG tomou mais um sacode, agora do Vitória; o Corinthians perdeu depois de muito tempo, mas está vivo com aqueles dois golzinho no fim. Semana que vem se decide tudo. Quer saber? Os grandes vão, naturalmente, seguir adiante. Pena que a turna que disputa a Libertadores não possa estar na Copa do Brasil. É a punição por ser eficiente.

Libertadores: também no finzinho, aos trancos, o Palmeiras se classificou. Agora começa “outra competição”… Ninguém pode tirar o Verdão da lista daqueles que podem chegar lá… Assim como o Boca, que anda cheio de problemas, mas que nessas horas mostra força.

Postado por Cioatto

A "depressão" de Adriano acabou rapidinho

30 de abril de 2009 14

Adriano não deve estar dando ouvidos para bons conselhos

Fiquei quieto por um tempo e comentei com colegas de redação o que achava da atitude de Adriano, daquela história de ele estar deprimido, da vontade de parar de jogar futebol, essas coisas… Cansei de repetir aqui que era golpe. Parte dos colegas concordou, parte achou que eu estava praticando meu melhor estilo ranzinza. Não aqui em AN, mas escutei até teorias sociológicas sobre a história.

Pois é! Não fiquei surpreso há pouco quando li no G1 que o atacante deprimido está acertado com o Flamengo para a disputa do Campeonato Brasileiro. E cadê a depressão? E cadê a perda da libido futebolística? Tudo voltou assim que a Internazionale o liberou do contrato que tinha com o clube.

Adriano é, isso ninguém pode negar, da patota de Robinho e Ronaldinho. Não serve de referência, não é exemplo a ser seguido. Não convive com pessoas de bom caráter. É um dos caras responsáveis por um argentino meia boca valer mais que um brasileiro top de linha.

A turma de Adriano fica longe da de Kaká, Pato, Elano, Emerson, Zé Roberto, Juninho Pernambucano e tantos outros que honram o que assinam e que, tenho certeza, quando estiverem afim de ir embora vão numa boa, sem desculpas. arcando com todas as consequências da decisão. Até Romário, que é da noite, baladeiro, essas coisas, cumpre o que combina. Dentro e fora de campo.

E, que fique bem claro, esse comentário não tem nada a ver com o Flamengo, que é para onde Adriano vai. Só acho que a história vai se repetir daqui a um tempinho…

Postado por Cioatto

Quando filas e confusões são desnecessárias

29 de abril de 2009 5

Agora de manhã, houve quebra-quebra na venda de ingressos para a final paulista entra Corinthians e Santos. Na segunda-feira, houve confusão na venda de ingressos para a final fluminense entre Flamengo e Botafogo. Ontem, nas Ressacada, não houve confusão, mas muitos torcedores reclamaram das filas para comprar ingressos para a final catarinense entre Avaí e Chapecoense.

E olhem, impedidos, que tudo isso poderia ser evitado. E de uma forma simples. Basta o torcedor se associar ao clube, pagar em dia, e pronto. Pode sair de casa direto para o estádio. Não precisamos evoluir ao ponto do estágio europeu, onde o sócio (Inglaterra e Espanha, principalmente) pode chegar 5 minutos antes da partida que o lugar dele estará lá, esperando. O Brasil, por questões culturais, pode abrir mão dessa condição. Basta ao sócio ter acesso ao setor referente à mensalidade que ele paga.

Quem ganha com isso? Primeiramente, o torcedor. Ele vai poder se programar para uma temporada inteira de idas ao estádio. Além de ter lugar garantido (nada de os clubes venderem mais títulos de sócios do que a capacidade do estádio, ok?), não precisaria se preocupar em correr atrás de ingressos.

Os clubes também saem ganhando. Podem contar com uma renda fixa mensal, o que em qualquer planejamento é importante. Afora isso, as cotas publicitárias e de TV aumentam. Estádio sempre cheio leva a essas coisas.

Os jogadores também saem ganhando. Pergunte a qualquer um deles se é bom jogar para arquibancadas vazias. A motivação é bem diferente, e o espetáculo acaba sendo melhor. Os únicos que perdem são os cambistas. Mas esses têm mais é que morrer no prejuízo…

Postado por Cioatto

O reconhecimento a Belletti

28 de abril de 2009 0

Belletti, de amarelo, à esquerda sendo cumprimentado pelo ex-colega Xavi. Ares ingleses, reações latinas./Alberto Estévez, EFE
Aos 26 minutos do segundo tempo, o técnico do Chelsea, Guus Hinddick, colocou em campo Belletti. Assim que o lateral pisou no gramado, a torcida do Barcelona o aplaudiu, de pé. É o reconhecimento pelo jogador que em 2006 fez o gol que deu o título da Champions League ao clube espanhol/catalão.

Belletti é daqueles jogadores discretos, que raramente jogam para a torcida, mas que são fundamentais aos times. Hoje, eu e o amigo Upiara Boschi ficamos um tempinho falando sobre o Rivaldo, que era mais decisivo que Belletti, mas que não teve o reconhecimento que deveria.

Mas voltando ao lateral do Chelsea e à manifestação da torcida. Imagino como um atleta assim se sente naquele momento. Vejam que ele estava enfrentando o Barcelona e, consequentemente, era “inimigo” da torcida.

Não sei se Ronaldinho conseguiria o mesmo, apesar de ter sido o comandante catalão no time de Belletti. Acho que se ele voltasse ao Camp Nou seria vaiado. Seria vaiado por parte da torcida do Grêmio e também pela torcida do PSG. Belletti é limitado tecnicamente, mas não faz corpo mole, não é da turma do chinelinho. É a prova maior de que não precisa ser craque para ser ídolo.

Postado por Cioatto

Cheiro de Brasileirão já está no ar

28 de abril de 2009 10

Sem desmerecer Avaí e Chapecoense, que brigam no domingo pelo título catarinense, mas a atmosfera no Brasil já está com cara de mudança. E uma mudança boa. As torcidas, claro que a maior parte formada por times eliminados nos estaduais, voltam-se para o Campeonato Brasileiro das quatro divisões. As outras, a partir de segunda-feira vão pelo mesmo caminho.

E abre-se agora uma discussão. Qual o melhor time do Brasil na atualidade? Quem são os candidatos ao título Brasileiro? Quais os times que irão para a Libertadores 2010? Quem sobe para a Série A e quem desce para a B?

As referências, a partir de 9 de maio, passam a ser outras. Na elite, os times que mostraram força nos campeonatos regionais terão desafios maiores. Não haverá Atléticos/TU, Iguaçus, Noroestes e Mesquitas pelo caminho. As paradas são mais duras e os testes fortes mais frequentes.

Assim, volta-se à velha máxima de campeonatos longos como esse Brasileirão: não basta ter uma boa equipe titular, é preciso ter bons reservas… E é aí que os clubes ainda pecam.

Quem segue na Libertadores ainda tem o primeiro semestre divido em duas competições. Pode ser que dê tempo de essas equipes se recuperarem depois, mas ninguém tem como prever. “Aquela derrota para um time mais fraco na primeira rodada pode custar o título ou uma vaga na Libertadores de 2010.”

E você, impedido, arrisca um palpite para esse Brasileirão?

Postado por Cioatto

Recomeçou o chororô de Rubinho

27 de abril de 2009 7

Barrichello lamentou o quinto lugar no GP vencido pelo inglês Jenson Button, colega dele na equipe Brawn/Luca Bruno, AP

Durante os anos em que esteve na Ferrari, onde ganhou nove corridas, a maior reclamação de Rubens Barrichello era de que o companheito Michael Schumacher tinha privilégios dentro da equipe. Assim, ele acabava sempre em segundo plano e sem chances de brigar por títulos.

Pois agora, na novata Brawn, outra vez Rubinho começa a reclamar. Nada contra o atual colega, Jenson Button, quatro corridas, três vitórias, lideraça no Mundial de Pilotos, e que começou o ano em igualdades de condições com o brasileiro. O culpado, segundo Rubinho, por ele não ter ido melhor no GP do Bahrein foi Nelsinho Piquet.

Tudo bem que o filho do Nelson tá sendo ridicularizado, inclusive, pelo chefe da equipe Renault, mas na prova do deserto ele não tinha de ter cedido a vez a Barrichello. Por uma simples razão: Nelsinho não era retardatário. Estava à frente do conterrâneo por estratégias diferente das equipes.

E tem mais. Quem tem um carro muito superior (quatro segundos por volta, segundo o próprio Rubinho), tem condições de fazer a ultrapassagem. Pode até se argumentar que a Renault usa o Kers e que em retas consegue mais velocidade, mas isso são das escolhas de cada equipe. Quem quer vencer, arrisca-se, força a passagem, não tem medo, não fica apenas reclamando.

Nessa toada, o segundo piloto de Schumacher vai acabar sendo o segundo piloto de Button. E as piadas sobre Barrichello, que teve o site oficial atacado por hackers, continuam…. Que sina!

ACIDENTE NASCAR
Espetacular a porrada um pouco antes da linha de chegada entre Carl Edwards e Brad Keselowski. O carro do primeiro vooum bateu na cerca de proteção (sete pessoas que assistiam à corrida ficaram feridas) e caiu pegando fogo. O legal foi ver Edwards descer do carro e ir, correndo, cruzar a linha de chegada. Terminou em 24º. Assista ao acidente aqui,

Postado por Cioatto

Série D foi melhor que Série A

26 de abril de 2009 61

O fator local prevaleceu em Chapecó. O time que não perdeu em casa na competição venceu na força. Cazarine não apareceu. Na ausência dele, sobrou para Rômulo. Depois, Fabinho e Badé aproveitaram contra-ataques. Aqui, em Ingleses, estouraram foguetes. Foi o que sobrou para os alvinegros.

Mas o regulamento monstro tem dessas coisas… Se fosse 5, 10 a 1, não faria a menor diferença. Na volta, na Ressacada, o Avaí joga pela vitória por qualquer placar e por um empate na prorrogação.

Os azurras vão reclamar do gol em impedimento de Rômulo, o que abriu o placar. Se não conseguirem o título dentro da Ressacada, vão chiar ainda mais. E pior. Vão consolidar a Chapecoense como “touca”.

A partida mostrou que os treinadores Silas e Ovelha se estudaram. Aplicaram as vacinas contra as armas adversárias. Mas não foram ousados o suficiente para tentar algo mais. Preferiram, cada um a seu jeito, esperar para a volta. O resultado não foi resultado de mudanças táticas. Foram circunstâncias de jogo.

Na partida em que o time da Série A do Brasileirão perdeu para o time da Série D, a leitura que se faz é: o primeiro precisa melhorar para encarar os grandes quando o Nacional começar, e o segundo tem tudo para chegar à Série C.

Postado por Cioatto

Um olhar "distante" sobre Avaí e Chapecoense

25 de abril de 2009 2

Ainda não me decidi para quem torcer nessa final de Catarinense. Só posso dizer que a taça vai ficar em boas mãos. Tivesse sido uma competição por pontos corridos, na primeira fase terminariam como campeão e vice, 35 a 33 para os azurras.

Mas é preciso que os dois finalistas não se iludam. Time para estaduais é um. Time para Brasileiro é outro. Figueirense e Criciúma, campeão e vice em 2008, descobriram isso tarde demais no ano passado. O resultado foi o rebaixamento.

Palite? Sim, claro, aquele bem em cima do muro: em Chapecó, como tem sido costumeiro, dá Chapoecoense. Na Capital, dá Avaí. Na prorrogação o time que estiver menos cansado.

Postado por Cioatto

Hora de olhar para o Brasileirão

24 de abril de 2009 10

Não é segredo para os impedidos que acompanham este blog a minha defesa pelo fim dos estaduais. Deveriam haver competições regionais que serviriam para apenas para classificar equipes para o Brasileirão – até o ano passado da Série C e agora da Série D.

Times que disputam o Nacional deveriam se dedicar a ele, montar equipes competitivas e tentar representar as cidades de origem da melhor maneira. Se não tiverem estrutura para participar, que fechem as portas. Deixem para quem pode.

Clássico entre Avaí e Figueira? Só pelo nacional quando os dois estiverem na mesma divisão? Avaí, Figueira e Criciúma contra o JEC? Só quando o Coelho voltar a ser grande. É assim que deveria funcionar. Força quem está por cima a se manter lá e quem está fora a se preparar melhor para tentar ser alguma coisa.

Faltam duas semanas para o começo das séries A e B. Um pouco mais para a C. Santa Catarina entra nas três divisões.

O Avaí representa o Estado na elite. O objetivo é não ser um bate-volta. Se conseguir ficar entre os grandes tá de bom tamanho.

Na B, o Figueira chega como uma incógnita. Ou pior, chega com a desconfiança da torcida por causa das campanhas no Estadual e na Copa do Brasil. O Tigre vai pelo mesmo caminho na C.

E quem pensa que Joinville não vai ficar órfã nessa competição engana-se. Com o JEC fora de série, a torcida passa para Corinthians, Flamengo, Grêmio, Inter, Vasco, São Paulo, Palmeiras e etc.. como tem sido nos últimos anos.

E provo que não estou inventando. Há duas semanas, por exemplo, no domingo da primeira partida da semifinal do Paulistão entre Corinthians e Sâo Paulo, jogavam ao mesmo tempo JEC e Avaí. Pasmem! Não escutei na vizinhança manifetações com o gol do Joinville. Em compensação, nos gols do Timão…

O impedido Stupp estava na Arena. Relatou que antes do gol do JEC, houve várias comemorações nas arquibancadas em favor de Corinthians, São Paulo e Criciúma (esse realmente interessava ao JEC). Tá, na hora que o Marcelo Silva marcou, a Arena explodiu. Mas esse tipo de manifestação, agora, só no fim do ano.

Postado por Cioatto

Tigre confirma ano ruim dos catarinenses

23 de abril de 2009 2

Primeiro foi o Figueirense, que não conseguiu passar pela Ponte Preta. Depois, foi a vez de o Criciúma dar adeus à Copa do Brasil. Assim, os dois catarinenses se despedem da competição já na segunda fase. No ano que vem, Avaí e Chapecoense tentarão ser um pouco melhores. Não vão precisar muito.

A desclassificação não abate só moralmente. Time que não vai adiante sente no bolso. Sair agora custou, além da renda de no mínimo uma partida, R$ 200 mil que a CBF paga pela passagem de fase. Pagar salários está cada vez mais difícil.

Na partida contra o Náutico, o Tigre começou com sorte. Kempes achou um gol a seis minutos. Seria o da classificação se a turma do Leando Machado conseguisse segurar o resultado. Durou 10 minutos.

No segundo tempo, mais 15 minutos de classificação. Kempes marcou aos 23 do segundo tempo. O Náutico teve um jogador expulso. Tudo ia bem. Alegria fugaz, efêmera. O sonho do Criciúma chegar ao segundo título da Copa do Brasil evaporou-se, virou pó ao vento. Angonese cometeu pênalti. Carlinhos Bala empatou aos 37. Aos 40, Juliano fez o terceiro do Timbu.

O futuro não parece ser dos melhores para Furacão e Tigre.

No Scarpelli, nem a torcida acredita em uma volta à Série A. Comentáva-mos, o impedido Stupp e eu, que o time começaria a se mexer atrás de reforços logo após o fim do Paulistão – o melhor mercado de jogadores do País. Não observamos esse movimento até agora. Quem chega tarde perde o lugar na janelinha.

No Tigre, a torcida também não anda botando fé. Protesta com frequência. Ainda mais depois da pífia campanha no quadrangular do Catarinense: dois empates e quatro derrotas. O resultado é um mês só do CT para casa e de casa para o CT.

A Série C começa para o Tigre em 24 de maio, contra o Caxias, no RS. Pelo menos, vai ter pela frente um grupo fácil. Dos cinco integrantes, três foram rebaixados nos estaduais que disputaram: Brasil/RS, Marcílio Días e Marília. Passando por eles, fica a dois jogos de voltar para a Série B.

As esperanças seguem no campo imaginário.

Postado por Cioatto