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Posts de novembro 2009

Os coelhos da cartola do JEC

30 de novembro de 2009 40

O resultado do jogo do Metrô contra o Figueirense que forçou uma final na Copa Santa Catarina e que colocou joinvilenses e blumenauenses brigando por uma vaga na Série D do Brasileirão, já foi digerido pelo JEC.

Sim, os fantasminhas saíram do esconderijo, mas ainda são pequenos e podem ser eliminados. No papel, o JEC é mais time que o Metrô e não há razões para não acreditar no sucesso tricolor. Vejam, impedidos:

Dentro de campo
- Com a bola no pé, o JEC fez uma campanha bem superior a do Metrô. Somou 26 pontos, contra 20 do adversário, marcou 29 vezes, contra 16, e sofreu 12 gols contra 14 do time de Blumenau;

- No confronto direto, também levou vantagem. Venceu em Blumenau por 1 a 0 e empatou na Arena. A mesma combinação dá o título e a vaga na Série D ao Tricolor;

Fora de campo
- A história de um clube faz a diferença. Não adianta o adversário dizer que não treme. Quando ele vê do outro lado uma série de estrelas no peito (estando elas lá ou não, aqui vale o sentido figurado, ok?), treme, fica nervoso.

- A torcida do JEC é infinatamente superior a do Metrô. Mais apaixonada pelo clube do coração eu não sei, porque paixão por clube de futebol não dá para medir. Como as duas jogam juntas com o time, vai depender de quem botar mais gente no estádio. E isso, acho eu, o JEC consegue.

- Na Arena, o torcedor fica mais perto do campo e bota mais pressão. É quase um caldeirão. O Sesi, em Blumenau, tem um ar olímpico e, em estádios assim, dá-se a impressão de campo neutro.

E você, impedido, acha que há mais razões para acreditar no JEC?

Postado por Cioatto

JEC - Os fantasmas se divertem

29 de novembro de 2009 15

ps.: o impedido Renato da Conceição fez uma correção no post abaixo. O JEC, realmente, jogou na quinta-feira e não na quarta, conforme escrito. Ele também lembrou do CFZ Imbituba para incomodar no ano que vem.

O torcedor do JEC não sabe mais o que fazer com o clube. Grita na arquibancada, compra a camisa nova, briga com os torcedores de outros clubes em defesa do passado de glórias do tricolor, defende o Joinville com unhas e dentes, mas sempre sofre além da conta.

Depois de um primeiro turno perfeito na Copa SC, essa competição criada para o Joinville ingressar na Série D, a maionese desandou. Assim como no ano passado, o JEC permitiu que o campeonato tenha uma final e deu chances para os fantamas que rondam a Arena reapareceram com tudo, como têm feito a cada ano que passa.

Não vale ficar dizendo que o Figueirense entregou, que a Capital não gosta do JEC e faz tudo contra o Coelho. Isso é balela. A conquista do returno pelo Metrô há pouco era certa desde a quinta-feira, quando o JEC teve a chance de liquidar a fatura e não conseguiu furar a retranca verde – saber se defender também premia. Ali o Joinville pode ter selado o futuro de mais uma vez morrer na praia.

O JEC precisa ter consciência de que ou liquida o Metrô nessas duas partidas e garante um calendário para o ano que vem inteiro, ou no Campeonato Catarinense haverá um outro fantasminha que pode atender por Brusque, Imbituba, Atlético/IB ou Juventus.

Postado por Cioatto

Cinco razões que farão o Flamengo campeão

29 de novembro de 2009 16

Rubro-negro que foi ao Brinco de Ouro, em Campinas, comemorou os dois gols do Flamengo, os quatro do Goiás sobre o São Paulo e ainda o apito final do árbitro. Crédito: Gaspar Nóbrega, Vipcomm

Não dava para garantir a taça nesta rodada, mas os jogos do fim de semana não poderiam ter sido melhores para o Flamengo. Além de vencer o combalido Corinthians, contou com a derrota do São Paulo, na verdade o único que ainda fazia frente aos rubro-negros.

Isso porque a tabela reservou uma rodada final dos sonhos para os cariocas. Domingo, no Rio, tem tudo para o Fla chegar ao sexto título nacional (tem gente que diz que são cinco porque não conta o de 1987). Tem o Inter como o principal concorrente ao título, mas enfrenta o Grêmio. E o título está garantido por quê:

a) No Maracanã, 85 mil pessoas vão gritar “Mengo” por 90 minutos, e não há incentivo maior que esse para os jogadores;

b) Apesar de discordar do comportamento de Adriano (não dá para engolir essa história de uma lâmpada que estourou no quintal de casa), ele faz a diferença quando está em campo. Ainda mais depois que Petkovic ingressou na equipe;

c) O adversário não aspira mais nada na competição;

d) O adversário venceu apenas uma vez fora de casa em todo o campeonato, contra o rebaixado Náutico. Não será agora que terá a segunda vitória;

e) O adversário não vai entregar o jogo, porque isso é feio. Mas vai antecipar férias dos principais jogadores (e ninguém tem nada a ver com isso porque do planejamento do clube cuida ele) e colocar uma mistura de reservas e juniores em campo. É o pedido da torcida tricolor que será atendido pela direção.

Postado por Cioatto

Silas precisava mudar de ares

27 de novembro de 2009 7

A vida é assim.

A torcida avaiana não tem de ficar triste ou braba com a saída de Silas. Nem como o jeito que ela se deu. Outro virá, e talvez com a mesma competência do treinador que levou os azurras à Série A, ao título catarinense e a uma campanha surpreendente para um estreante na Primeira Divisão (não dá para considerar aqueles campeonatos de 96 times dos anos 70, né?

Silas vai atrás de desafios maiores. E deve ir para um time considerado grande. O Grêmio está no horizonte. Nada impede que acerte com outro. A passagem avaiana serviu para o treinador comprovar as qualidades de técnico de futebol que até então não tinham sido mostradas. E o Avaí teve o privilégio de ser o time que o projetou ao cenário nacional.

Querer emprego em lugares melhores é um direito do trabalhador. Querer receber salário maior, também. Recusar uma proposta também é direito. Dizer “não” é direito. Não há traição alguma, como alguns podem ter pensado. Será assim com alguns jogadores. Não duvidem que Marquinhos tome a mesma decisão de procurar outro time. Que Muriqui e William tomem outro destino.

O Avaí deu um grande passo nesse primeiro ano na Série A, mas precisa ralar muito mais até ser um time sedutor para “estrangeiros”. O Figueirense ficou sete anos entre os grandes e, ainda assim, não alcançou o status de time de primeira linha. O Juventude, que neste fim de semana decide, com poucas chances, a permanência na Série B, passou 13 anos na elite e não passou de time médio…

E Silas mostrou que pode ser mais que um cara mediano.

Postado por Cioatto

JEC faz do Figueirense a maior torcida de SC

27 de novembro de 2009 14

Não podia ter sido pior para o JEC o resultado de agora à noite contra o Metrô na Arena. Ou melhor: poderia ser pior sim, se o Verdão vencesse o jogo. O 0 a 0 faz a imensa nação tricolor transformar a torcida do Figueirense na maior de Santa Catarina.

Apesar do abismo entre os dois clubes hoje, as torcidas estão irmãs no sofrimento. O time da Capital não conseguiu voltar à Série A e anda chorando pelos cantos. O JEC pena para ingressar na Série D e decepciona os tricolores uma vez por semestre.

Claro que nada impede que o Figueirense bata no Metrô em Blumenau, mas devemos admitir que é o improvável. E se a lógica prevalecer, a Copa SC vai para uma final e o JEC, que tinha a competição na mão e a vaga na Série D encaminhada, vai ter de passar o mesmo perrengue do ano passado contra o Brusque.

Remake total.

Postado por Cioatto

Silas merece, mas acho que não leva

24 de novembro de 2009 10

Rapidinho, porque o assunto começou de manhã e a essa hora já está velho. Silas foi incluído na lista dos três melhores treinadores do Campeonato Brasileiro, junto com Andrade (Flamengo) e Celso Roth (Atlético/MG). Tá, tem gente que não vai gostar do que vou dizer agora. Das três coisas que vou dizer:

a) só um treinador que conhece bem os jogadores com quem trabalha consegue fazer um time que acabou de sair da Série B tenha uma campanha surpreendente como a do Avaí em 2009. Silas esteve para cair, mudou conceitos, abriu mão de algumas convicções que já viravam teimosia e deu a volta por cima. Com ele, o Avaí se apresentou ao Brasil e no ano que vem não será só mais um na Série A. E é aí que mora o perigo. Todos terão mais cuidados com os azurras;

b) Silas não deve ficar com o prêmio. Estou longe de compactuar com a teoria conspiratória de que o Brasil só olha para o Rio e São Paulo. Olha para lá porque é nos grandes centros que estão os melhores. Silas deve perder para Andrade porque o flamenguista mostrou que, assim como o treinador avaiano, também entende de futebol quando o observa do lado de fora das quatro linhas. Andrade fez um time que não passaria da metade da tabela chegar às últimas rodadas brigando pelo título;

3) O sucesso de Silas pode empurrá-lo para um novo endereço, azul e branco, mas com uma faixa preta no meio. Era plano “c”. Com Adilson Baptista confirmando que segue no Cruzeiro, o nome do treinador avaiano sobe nas bolsas de aposta de Porto Alegre. Fala com o Olímpico, assim como Dorival Júnior, o plano “b”. E se Silas sair, o Avaí precisará urgentemente achar alguém para montar o time de 2010.

Postado por Cioatto

O campeonato dos pontos parados

24 de novembro de 2009 2

 EFE/Press Service of Fesco Far Eastern Shipping Company

 

O impedido Fábio Abreu é um defensor ferrenho das competições mata-mata. Acha que campeonatos bons são aqueles que têm semi-final, final e emoção o tempo todo. Temos nossas divergências. Acho que os pontos corridos têm essa emoção que ele fala e ainda por cima premiam a equipe que foi melhor durante a competição inteira.

A bem da verdade, há espaço para os dois.

Mas o Fábio Abreu tem razão em uma coisa que ele repete há pelo menos três meses: o Campeonato Brasileiro de 2009 é disputado no sistema de pontos parados.

Sim, a impressão que se tem é de ninguém quer vencê-lo. O São Paulo se esforça para que o Flamengo o ultrapasse. Os cariocas desperdiçam a oportunidade. Antes, o Palmeiras chegou a ter a chance de abrir oito pontos de vantagem. Fez pontuação ridícula nos últimos oito jogos e agora só pensa em conseguir vaga na Libertadores.

O raciocínio do “eu não quero ganhar” vale para Atlético/MG e Inter.

Para não cair, o único que parece com vontade de ficar na Série A é o Fluminense, embora devesse ser rebaixado para jogar aquela Segundona que tá devendo por causa da Copa João Havelange. Botafogo, Atlético/PR e Coritiba estão se esforçando para que o Tricolor não cumpra a punição.

Enfim, impedidos, tudo isso foi para perguntar qual a fórmula de campeonato que vocês preferem. E aí, pontos corridos ou mata-mata?

 

Postado por Cioatto

Defender é o que importa

20 de novembro de 2009 0


Foto: www.tribuneindia.com

Sempre quis achar um jeito de escrever sobre o valor que uma boa defesa deve ter, até mais que um bom ataque. Sobre a importância de um carrinho bem dado, de um tranco para roubar a bola, de uma “falta de jogo” ou um famoso “bola pro mato”…

Mas me faltavam argumentos. Toda vez que tocava no assunto com amigos, vinham os puristas dizer que o que eu pregava não era futebol. Acho que eu e Upiara Boschi, colega aqui da redação, éramos os únicos a entender a teoria basquetiana da melhor defesa.

Finalmente, achei um jeito de argumentar que o importante, primeiro, é defender, como ensinava o velho inventor do WM, Herbert Chapmann, sábio que disse: “Por que é que eu vou colocar em risco o ponto que o regulamento me dá só por entrar em campo?”.

Fiz um levantamento das cinco melhores defesas e dos cinco melhores ataques dos campeonatos de pontos corridos (porque com essa fórmula de disputa é possível trabalhar com estatísticas, ao contrário do mata-mata).

Em números absolutos, os melhores ataques foram campeões em quatro edições: Cruzeiro (2003), Santos (2004), Corinthians (2005) e São Paulo (2006). Mas as melhores defesas venceram em 2006 e 2007 (São Paulo), e lideram em 2009 (São Paulo). Assim, no absoluto, ponto para a turma dos gols.

Mas se os impedidos pegarem as médias das posições que terminaram os times de melhor defesa verá que a patota da retranca tem se dado melhor. Levando em consideração os cinco melhores times de cada quesito e estabelecendo uma posição média entre eles, a conta ficou assim:

Ano         Defesa             Ataque
2003         5,4                 5,0
2004*        8,4                 3,2
2005         7,2                 5,4
2006         3,2                 5,8
2007         4,8                 9,4
2008         3,8                 3,8
2009         3,6                 7,8
Quanto menor o número, melhor.

* Em 2004, o São Caetano, que tinha a quarta melhor defesa da competição, perdeu 24 pontos por escalar o zagueiro Serginho, que morreu em jogo contra o São Paulo, sabendo que ele tinha problemas cardíacos. Assim, o clube acabou terminando em 18º. Se não fosse a punição, a média seria 6,0.

Postado por Cioatto

JEC - O saldo tá feito, faltam os pontos

19 de novembro de 2009 21


Cris (E) e Rafael Tesser comemoram. Foto: Fabrizio Motta

Não é sempre que se pode comemorar uma vitória como a de agora há pouco, contra o Avaí, na Arena. Os 6 a 1 na noite chuvosa aconteceram ao natural. Não adianta forçar a barra dizendo que é uma vingança do Estadual que não cola – são competições distintas de pesos diferentes, muito diferentes. Mas a história registra, segundo o meu amigo Edenilson Leandro, a massacrante vitória pela Copa SC. E isso vale.

E como Os Impedidos fazem sempre, olham para o futuro. Essa diferença de três pontos para o Metropolitano tem de ser tirada de qualquer jeito. Se ela for no fim de semana, melhor. Senão, pode ser no confronto direto contra o próprio Metrô. Aí sim a Arena terá de funcionar a favor.

Só lembrando: o JEC não pode dar sopa para o azar e permitir que o Metrô seja o novo Brusque. Precisa liquidar também o segundo turno da Copa SC e nem dar chance para uma final porque os fantasminhas andam à espreita.

Postado por Cioatto

Flu e LDU, agora pela Série B da América

19 de novembro de 2009 4

A sandice me atingiu e por cerca de duas horas o post informou erradamente que a final entre LDU e Fluminense havia sido em 2007. Foi em 2008. E os placares também estavam errados. No Equador, 4 a 2 para La U e no Rio 3 a 1 Flu. Na final não existe o gol marcado fora de casa como desempate. Obrigado aos que alertaram.

Em 2008, Fluminense e LDU fizeram a final da Libertadores da América. 3 a 1 para os equatorianos lá, 3 a 1 para os brasileiros aqui, decisão nos pênaltis… universitários no Mundial de Clubes da Fifa.

Dois anos depois, Tricolor e La U se encontram outra vez, em outra decisão. Só que agora pela Copa Sul-americana, a Segundona da América do Sul.

E os dois chegam depois de classificações epopeicas. Os cariocas com um gol aos 47 do segundo tempo – o gol dos 49 não seria preciso. Os equatorianos com um 7 a 0 sobre o River Plate, não o famoso argentino, mas sim o cover uruguaio.

Postado por Cioatto