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Posts de março 2010

No sufoco, paz volta ao JEC

15 de março de 2010 25

O que um time que passa por instabilidade precisa é de uma vitória para começar a botar ordem na casa.

E foi isso que aconteceu há pouco na Arena.

Os 3 a 2 sobre o Brusque, sofrido como não se imaginaria que pudesse ser, valeu mais do que a apresentação do JEC, que era tranquila até o pênalti para o Brusque e a expulsão de Lacerda, aos 15 do segundo tempo. Dali em diante foram 28 minutos de sofrimento para o torcedor tricolor, desde aquele que aproveitou a brisa fresquinha das arquibancadas da Arena aos que preferiram o sofá de casa ligados no PPV – os dois dão receita ao clube e não tem essa de que quem vai ao estádio é mais torcedor que o outro.

Na estreia do técnico Mauro Ovelha, o time, enquanto teve 11 jogadores em campo, pareceu um pouco mais organizado do que na era Sérgio Ramírez. Depois virou bagunça e não sofreu o empate por causa do goleiro André.  A partida contra o Atlético/IB é que vai dizer se o JEC terá condições de recuperar o moral para encarar a decisão do Catarinense. Tem mais cinco para isso.

A vitória leva o JEC a 24 pontos. Passa à frente de quase todos os concorrentes na classificação geral. Fica atrás só do Avaí. Teria essas cinco rodadas para descontar seis pontos, no que não acredito. A notícia ruim seria que, numa final bem possível contra o Leão, faria a ida na Arena e a decisão na Ressacada tendo de OBRIGATORIAMENTE vencer uma das partidas.

A vantagem só viria para o Tricolor em uma conquista também do segundo turno. A vitória sobre o Brusque botou o time na briga pela conquista também do returno. E como este blog vinha falando: ainda bem que o JEC conseguiu vaga na final na primeira oportunidade que teve. Se precisasse brigar por ela agora, a luta seria muito mais intensa.

Público e renda do Estadual - atualização

12 de março de 2010 21

As férias fazem dessas coisas…

Levei um tempo para atualizar os dados de público e renda.

Da última publicação para essa o que dá para dizer:

– A torcida do JEC não tem sido tão presente quanto no ano passado. Com novas perspectivas a partir da mudança de comando e da dispensa de jogadores, a tendência é o torcedor se interressar um pouco mais pelo clube;

– A Chapecoense, classificada para a próxima fase da Copa do Brasil, está em situação complicada. Na tabela, três pontos do Brusque na briga contra o rebaixamento, mas na prática terá de fazer de agora em diante quatro pontos a mais que o rival do Vale (se fizer três, fica atrás no número de vitórias). E, para piorar, o confronto direto será em Brusque e o time terá uma partida a menos em casa que o rival;

– A Avaí é o time que levou mais gente aos estádios. A grife da Série A pesa nessa hora.

Públicos Catarinense

Clube         Público       
JEC           52.071 (7)
Figueirense   35.520 (7)
Avaí          34.002 (7)

Chapecoense   24.008 (8)
Criciúma      18.095 (7)
Brusque        9.947 (7)
Metrô          9.925 (5)
Imbituba       7.540 (8)
Atlético/IB    6.446 (5)
Juventus       2.085 (6)
obs: entre parêntesis, o número de partidas

Público (média)
JEC           7.439
Figueirense   5.074

Avaí          4.857
Chapecoense   3.001
Criciúma      2.585
Brusque       1.421
Metrô         1.985
Atlético/IB   1.289
Imbituba        942
Juventus        348

Por arrecadação (R$)
Clube            Bruto            Líquido
JEC            294.676            142.547
Figueirense    280.235            169.789
Avaí           181.180            108.608
Chapecoense    115.745             65.213
Criciúma        94.524             33.336
Metrô           73.414             37.919
Brusque         62.935             21.992
Imbituba        55.361             12.257
Atlético/IB     49.897             17.753

Juventus        16.675           – 13.300
Melhor público

Joinville 1 x 1 Avaí : 13.404
Pior Publico
Juventus x Atlético/IB: 183

Quem foi assistido por mais gente no estádio (casa + visitante):


Clube             Público
Avaí              74.505
Joinville         70.845
Figueirense       49.784
Chapecoense       41.552
Metropolitano     37.340

Criciúma          29.394
Imbituba          29.371

Atlético/IB       28.094

Brusque           21.892
Juventus          17.329

Adriano, olhe para o lado

11 de março de 2010 7

É difícil entender como uma pessoa que ganha fortunas fazendo o que gosta consegue desperdiçar tantas oportunidades e colocar quase que diariamente em risco a carreira. Adriano tem se mostrado um dos piores profissionais do mundo da bola. Acha que o status de estrela dá a ele o direito de fazer o que bem entende. No meu time não tem vez. Nem para vender badulaques.

Adriano deveria olhar para o lado, espelhar-se no companheiro de ataque rubro-negro Wagner Love. Longe de ser um “menino bem comportado”, o autor de dois gols na noite de ontem pelo Flamengo na Libertadores também é chegado numa balada e gosta de bailes funks. Mas tem conseguido separar o lazer do trabalho. E tem valido a grana gasta com ele.

Tá! Tem alguém que vai dizer que Adriano também vale, mas aposto com qualquer flamenguista que o sexto título brasileiro tem mais a ver com o Pet do que com qualquer outro jogador.

Adriano também tem colocado em risco o crédito que tem com Dunga. Se for coerente, o treinador da Seleção não o leva à África do Sul. Grafite, pelo que tem jogado na Alemanha e pelo que mostrou no amistoso contra a Irlanda, pinta como favorito à vaga.

A convicção de outros atacantes na não convocação de Adriano é tão grande que até quem andava quietinho resolveu mostrar que gostaria de ir à Copa, como o próprio Wagner Love e o tricolor Fred. Agora entra um desafio. Se Adriano não for convocado, quem você acha que deveria ser chamado por Dunga?

.Adriano e Wagner Love
Foto: Maurício Val, Vipcomm

O novo rebanho de Mauro Ovelha

08 de março de 2010 39


Mauro Ovelha chega nesta terça-feira ao JEC. Foto: Raquel Heidrich


Mauro Ovelha chega nesta terça-feira ao Joinville com duas missões: recolocar o time nos eixos, deixando a equipe o mais preparada possível para a decisão do Estadual, e levar o JEC para a Série C.

Ao contrário de Sérgio Ramírez, dispensado na manhã de hoje, Ovelha não é tido como um treinador “motivador”, aquele que chega, bota pilha na patota, mas que tem vida curta. Ovelha assume o Tricolor para organizar o time, treinar jogadas, ensaiar à exaustão, deixar o JEC com cara de equipe de futebol.

A confirmação da contratação do treinador, que era a bola da vez desde a sexta-feira antes da final do primeiro turno contra o Avaí, foi dada em primeira mão pelo Blog do JEC.

Tudo que o torcedor tricolor espera é que o novo treinador repita a campanha que teve à frente da Chapecoense no ano passado. Tá, na cabeça do torcedor dá para pedir mais: além da vaga na Série C, a conquista do Estadual.

Postado por Cioatto

Ramírez é o número 7; Gelson o 8.

08 de março de 2010 11

*Atualizado às 16h21.

O uruguaio não resistiu. Assim como o discurso de que o segundo turno seria para experências também foi por água abaixo. Ninguém, nem que tenha por trás a mais absoluta convicção e apoio, resiste a maus resultados.

A sequência de seis partidas sem vitória pesou muito mais que o título do turno e o lugar na final do Catarinense. E a vontade da torcida também foi determinante – a cabeça de Ramirez sempre esteve a prêmio nas arquibancadas da Arena.

Sérgio Ramírez é o número 7, o da camisa que infernizava a vida dele quando ainda era um lateral-esquerdo. Foi a sétima vítima das más campanhas, e o JEC foi o sexto time a mudar de comandante. Gelson da Silva acaba de ser dispensado pelo Atlético/IB. Só trÊs resistem desde o início da competição: Péricles Chamusca (Avaí), Roberval Davino (Metropolitano) e Joceli dos Santos (Imbituba).

Os holofotes se voltam agora para o anúncio do novo treinador. Mauro Ovelha ainda não foi anunciado oficialmente, mas em doses homeopáticas as pistas de que ele será o comandante do JEC até o final da competição vão se confirmando: está perto (já teria recebido convite na sexta-feira antes da final contra o Avaí), pode assumir imediatamente sem precisar se desvincular e conhece como poucos o futebol catarinense.

Só para lembrar, foi Ovelha quem levou a Chapecoense da Série D para a C no ano passado. E é isso que o JEC quer em 2010.

Quem trocou até agora

Chapecoense
Sai Ovelha, entra Suca

Criciúma
Sai Itamar Schulle, entra Vilson Vaterkemper

Brusque
Sai Suca, entra Helio Vieira

Juventus
Sai Nazareno Silva, entra Belmonte. Sai Belmonte, entra José Esdras

Figueirense
Sai Renê Weber, entra Márcio Goiano

Joinville
Sai Sérgio Ramírez, entra…

Atlético/IB
Sai Gelson da Silva, entra…

Postado por Cioatto

Luz amarela ligada no JEC

06 de março de 2010 74

A derrota de há pouco no Scarpelli até era esperada. A goleada, nem tanto. Depois de um primeiro tempo razoável, o JEC sucumbiu no segundo tempo – outra vez.

Podem dizer que o Tricolor está de sangue doce por já ter conquistado o turno e estar na final do Estadual. Tudo bem que isso é verdade, mas o JEC não pode cometer o mesmo erro do Criciúma no ano passado.

Jamanta é assim. Depois que embala é difícil parar, mas quando anda em marcha lenta leva um bom tempo para ganhar velocidade.

Então a luz amarela está acesa na Arena. O JEC chega ao sexto jogo sem vitória: cinco empates e essa derrota para o Figueira. O período de experiências acabou. É hora de somar pontos.

O temor que já anda na cidade, e há vários tricolores comentando por aí, é que o Avaí (com mais chances que os outros) acabe campeão do returno e com o número maior de pontos. Levaria, além da segunda partida da final da a Ressacada, a vantagem do empate no saldo de gols. E o jequeano não quer ficar mais um ano na fila, apesar de a competição mais importante do Joinville na temporada ser a Série D.

Postado por Cioatto

Invencibilidades em casa. JEC lidera, Avaí na cola

04 de março de 2010 38

O impedido Micael, de Florianópolis, fez uma provocação. Achou estranho eu ter citado no texto abaixo a invencibilidade do JEC na Arena. Em 6 de fevereiro, quando este blog publicou um post sobre os times que mandavam em casa, o líder era o Imbituba, mas aí o Zimba acabou perdendo para o Tigre e deixou a ponta para o JEC.

Assim, o time de Joinville é hoje, dos que disputam o Campeonato Catarinense, o time que está mais tempo sem perder diante da torcida. Com o sofrido empate contra o Zimba, o Tricolor chegou a 17 partidas sem derrotas na Arena. Na cola vem o Avaí, que está há 13 jogos invicto na Ressacada – daqui a pouco, contra o Juventus, deve chegar a 14. O resto da turma está bem atrás.

Se não perder para Brusque e Atlético/IB, o JEC chegará a marca de um ano sem saber o que é perder em casa. Última derrota foi para a Chapecoense no fechamento do segundo turno do Catarinense do ano passado, 1 a 0, em 25 de março.

Clube        Jogos   Competições
Joinville          17      Copa SC/Estadual
Avaí               13      Série A/Estadual
Figueirense         5      Estadual
Metropolitano       5      Estadual
Chapecoense         2      Estadual
Imbituba            2      Estadual
Criciúma            1      Estadual
Atlético/IB         1      Estadual
Brusque             0     
Juventus            0     

 
Veja a campanha do JEC:

Data           Placar         Adversário
28/03/2009      1 x 1           Criciúma
09/04/2009      3 x 0           Chapecoense
12/04/2009      1 x 0           Avaí
18/10/2009      2 x 0           Figueirense
25/10/2009      2 x 0           Criciúma
31/10/2009      5 x 1           Brusque
12/11/2009      1 x 0           Atlético/IB
19/11/2009      6 x 1           Avaí
26/11/2009      0 x 0           Metropolitano
05/12/2009      1 x 0           Metropolitano
17/01/2010      3 x 0           Criciúma
24/01/2010      2 x 1           Figueirense
04/02/2010      3 x 1           Metropolitano
10/02/2010      3 x 0           Juventus
17/02/2010      2 x 2           Metropolitano
21/02/2010      1 x 1           Avaí
03/03/2010      2 x 2           Imbituba

Postado por Cioatto

Reação para não passar vergonha

03 de março de 2010 41

O dia conspirava contra o JEC. Chuva torrencial no fim da tarde, o que tirou um pouco do desejo de o torcedor tricolor ir à Arena. Um começo de jogo desastroso, com o Imbituba fazendo 2 a 0 no primeiro tempo.

A expulsão de Charles quando o time jogava com um atleta a mais e pressionava em busca do gol de empate. Tudo realmente conspirava. Era uma noite para o torcedor jequeano esquecer.

Mas quem encarou a chuva no lombo e o cimento frio da Arena não se decepcionou por completo. Viu o Joinville, apesar de todas as adversidades, apesar de a arbitragem estar longe de ser perfeita (para os dois lados), chegar ao empate contra o Zimba.

Só não viu a virada espetacular por causa do goleiro Adilson, que no fim da partida resolveu mostrar serviço, e da trave.

A reação serviu para evitar a vergonha e manter uma invencibilidade que chega a 17 jogos na Arena, a maior de um time catatinense jogando em casa. 

 

Postado por Cioatto