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Posts na categoria "Libertadores"

Série A com público preocupante. E o JEC?

10 de junho de 2012 8


Arquibancadas vazias no Engenhão. Foto: Dhavid Normando , Photocamera


Salvo raras exceções, como os 20 mil torcedores no Olímpico para assistir a Grêmio e Corrinthians, o Brasileirão da Série A de 2012 tem sido uma decepção em público.

Pode-se até dizer que algumas das grandes torcidas, como a do Corinthians, estão guardando dinheiro para o ingresso da partida da Libertadores. Pode-se até dizer que alguns dos principais estádios do País, como Mineirão e Maracanã, estão fechados para as reformas da Copa.

Pode-se até dizer que é começo de campeonato e que as torcidas levam um tempo para se empolgarem com a compatição. Ou até que os horários, como sábado à noite, não são adequados.

Mas não dá para aceitar que a partida entre Fluminense e Inter tenha apenas 3,7 mil pagantes, que o clássico entre São Paulo e Santos tenha só 6,5 mil pessoas ou que o Palmeiras leve apenas 7,2 mil pessoas a um estádio.

Enquanto isso, o JEC, na Série B, levou 7,4 mil pagantes numa chuvosa noite de terça-feira para a Arena numa partida conta o ASA/AL.

Torcida não é só para encher estádio e gerar imagens bonitas. Torcida serve para colocar dinheiro no clube -(diretamente com a venda de ingressos, indiretamente no peso que o nome do clube passa a ter no mercado.


Arquibancadas vazias também no Morumbi. Foto Wander Roberto/VIPCOMM



A graça do futebol

13 de abril de 2012 0

Quem acompanhou a Flamengo 3 x 0 Lanús e  Olympia 2 x 3 Emelec, flamenguista ou secador, entende as razões de o futebol ser tão facinante.

Num minuto, a improvável classificação. No outro, a decepção plena – com o desfecho da noite e com o início da temporada.

A esperança e a decepção rubro-negras na Libertadores, tiveram na noite desta quinta a companhia de torcedores de outros dois times, só que na Copa do Brasil: do Juventude, que tinha boa vantagem sobre a Portuguesa, mas naufragou aos 39 do segundo tempo, ao levar o 3 a 0 (final 4 x 0), e do Criciúma, que fez 1 a 0 no Atlético/PR com um minuto e com 20 já havia tomado 3. Final 5 a 1.

O futebol medroso

05 de abril de 2012 1


Foto: Alexandre Loureiro/Vipcomm


Abrindo meus trabalhos neste blog, quero puxar ainda o assunto Flamengo na Libertadores 2012. Mas não vou falar da falta de vontade do time, que encarnou o lema do Vampeta (“eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo”). Nem da inoperância de Ronaldinho em jogos decisivos ou do catastrófico (pra não dizer cômico) desempenho do setor defensivo. Quero aqui abordar as mudanças de Joel Santana.
O Flamengo vencia o jogo por 2 a 1 e o limitadísismo Emelec até chegava no gol de Felipe, mas a ruindade não permitia lances tão perigosos. Aí o “vanguardista” Joel Santana resolve mexer, colocando três jogadores de marcação: o grosso Gustavo (no lugar do atacante Deivid), o esforçado Muralha (substituindo Luiz Antôno) e o ??? Magal (saindo Botinelli). O Flamengo então chamou o Emelec para o jogo e perdeu de virada.
O que mais me deixa triste nisso tudo é que Joel não é caso único no futebol brasileiro. Longe de mim querer escalar três, quatro atacantes ou lembrar de tempos em que eu nem era nascido. Mas tenho certeza que a maioria dos treinadores atuais também tomaria uma postura parecida, de retrancar o time. Tudo bem, se fosse um Barcelona, até se justificaria. Mas um time do tamanho do Flamengo (ou qualquer outro brasileiro que estivesse em campo ontem) não pode ter medo do tal do Emelec.
Apesar de tudo, da raiva que passei (sim, sou flamenguista), fico feliz que ontem a derrota foi do futebol medroso. Quem sabe este Emelec 3 x 2 Flamengo seja o case que estamos precisando para mudar a filosofia do futebol brasileiro. Time que tem volante demais não sabe qual direção tomar.