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De uma vez por todas, parem com esse papinho sem noção de clássico no interior

29 de março de 2014 83
    Se o tema é CLÁSSICO em SC, os passionais da Capital são os únicos Papas no assunto.

Clássico em SC? Aqui nos Passionais os dois da Capital são os únicos Papas no assunto.

Avaí chutou o traseiro do rebaixamento, enfrenta o Juventus com time misto, está de sangue doce, enfim, temos tempo de sobra para colocar em pratos limpos uma questão aqui sempre levantada pelos leitores: Por que diabos o povo do interior continua confundindo um jogo importante com clássico?

Para ser pedagógico, usarei um exemplo que li uma vez no meu Twitter. Se dois torcedores do interior se encontram e um diz “Amanhã tem clássico”, o outro perguntará: “Contra quem?”. Se dois torcedores da Capital se encontram e um diz “Amanhã tem clássico”, o outro: “Na Ressacada ou no Scarpelli?”. Entenderam?

Pegando o gancho do grande jogo da colonada, Joinville x Criciúma não é clássico por não ter dois atributos fundamentais: rivalidade e proximidade. Rivalidade sadia com gozação 365 dias por ano sem parar saporra. A rivalidade de vocês começa 1h antes, dura mais 90min e 1h depois só se fala no paredão do BBB.

Outro exemplo simples? Se CRI, JEC e CHA jogam contra um da Capital, as três cidades torcerão por aquele do interior. Aqui, não importa com quem jogue, os torcedores de AVA e FIG jamais torcerão um pelo outro. Jamais! Mas é claro que os descontentes já estão com Barcelona x Real Madrid na ponta da língua.

Pois bem, esse maior confronto mundial também não é clássico. A pompa criada ao seu redor é fruto da mídia e dos patrocinadores que faturam milhões botando pilha. Clássicos na Espanha são Barcelona x Spanyol e Real x Atlético. Não precisam fazer nada, nem da forcinha de um fator externo. É rivalidade natural o ano inteiro.

Clássico é um jogo que nunca acaba e por isso os torcedores de Avaí e Figueirense riem, choram e reclamam vários confrontos “inacabados” até hoje. Há uma verdadeira rivalidade com mais de 90 anos de experiências pessoais de ambos os lados. E no interior, alguém se lembra de alguma partida de… um mês atrás?

E mais, se tem uma coisa que vocês nunca verão será eu ou passional alvinegro se visitarem em seus blogs e trocar palavras “assim de conchinha” antes de uma partida como fazem os passionais da cidade do carvão e do balé. Aqui na Capital não tem isso aí não. Somos colegas, mas se é clássico, cada um pro seu canto.

Avaí vence em campo mas luta contra os prejuízos

20 de março de 2014 51
Nilton Macedo abriu a caixa preta do Avaí e expôs a fraca gestão de João Zunino.

Nilton Macedo abre a “caixa preta” e expõe as fragilidades da gestão de João Zunino.

Sem muito drama o Avaí venceu o Ibirama por 2×0 e deixou para trás a zona de rebaixamento do hexagonal da morte. Posição que definitivamente não combina com o Maior de SC, mas que faz justiça a tudo o que a equipe não fez no Estadual.

Entretanto, o maior agito aconteceu ontisdonti quando Nilton Macedo reuniu a imprensa para colocar o papo em dia. Como de tanso o dirigente avaiano não tem nada, tratou de mostrar o “belo” legado recebido em dezembro passado:

  • Dívida total de aproximadamente R$ 52 milhões
  • R$ 12 milhões apenas para o ex-presidente Zunino
  • Novembro, dezembro e o 13º de 2013 ainda não foram quitados
  • O déficit mensal está na ordem de R$ 600 mil
  • O clube possui 5.700 sócios adimplentes
  • Só em 2007, 2008, 2010 e 2011 foram negociados 296 jogadores
  • O clube só não teve prejuízo em 2008 e 2009

Um estrago e tanto que explica muita coisa do momento atual e sinistro vivido pelo Avaí. E como rescaldo do flash de transparência de Nilton, contabilizo pelo menos quatro personagens atingidos de forma direta e contundente:

João Zunino – tido por anos a fio como um grande administrador, o saldo de sua gestão é realmente ruim. Fez o que pensava saber fazer, tentou ajudar o clube, emprestou do bolso para bancar suas convicções, mas os números detonam os seus três únicos anos de sucesso (2008, 2009 e 2010), justamente quando o empresário Luiz Alberto estava em seus melhores dias de tino comercial.

Nilton Macedo – passou atestado de omissão ao confessar que, mesmo tendo sido vice de Zunino, não tinha conhecimento da real situação do clube. Já havia assumido não saber dos problemas do Instituto Avaí quando surgiram as primeiras denúncias de irregularidades (ainda em análise do TCE) em sua prestação de contas. Pouco entende de futebol e até agora não se acercou de profissionais que entendam.

O eleitor de Nilton – ninguém imaginaria que três meses depois de eleito, o cartola demonstrasse tão pouca convicção na decisão de dirigir o Leão. Sua declaração “Se pudesse voltar atrás, não teria assumido a presidência do Avaí” é um banho de água fria em seus fiéis votantes, aqueles que o conduziram ao cargo em 20/11/2013.

O Conselho Deliberativo – a divulgação dos números que mostram uma gestão equivocada também realça a omissão do CD, que nesses anos não fiscalizou os atos do executivo de forma adequada. Nesse momento o Conselho deveria exigir uma auditoria que apontasse os responsáveis pela crise agora conhecida por todos.

Ainda dá tempo de salvar o Campeonato?

14 de março de 2014 41
Que não tenhamos o desprazer

Que não tenhamos o desprazer de ver esse título decidido pelos erros dos apitos.

Me preparava para comentar a vitória do Avaí sobre o Juventus e a falta que o Maior de SC faz nessa final do Campeonato. Números inquestionáveis, rivalidade latente dos outros clubes, interesse da mídia, enfim, todo um aparato argumentativo para provar que o Delfinzão era uma competição agora relativamente esvaziada.

Se faria sentido ou não, isso discutiríamos depois, mas a pauta foi engavetada pela hecatombe da arbitragem na cidade do Carvão. Um desastre repetido. Como infelizmente se tornou tradição, mais uma vez o Criciúma foi favorecido por um erro dos homens de preto. O Metropolitano, coitado, foi a vítima da hora.

Já foi assim na primeira fase contra o JEC em Joinville e depois diante do Brusque no Heriberto Riu-se. Quatro pontos que na prática alavancaram Paulo Baier e cia para o quadrangular decisivo. Sobre aquele ridículo impedimento triplo que garantiu a atual vice-liderança do time do seo Angeloni, nada mais a declarar.

Esclareço que sou Catarina, Manezinho da Ilha e avaiano, nessa sequência de prioridades culturais. Não importa se o meu time não está entre os quatro melhores do Estado, mas esse campeonato também é meu. Por isso torço para que os equívocos não sejam decisivos na definição da melhor equipe de 2014.

Sinceramente? Como torcedor azurra passional, quero que qualquer um seja campeão, menos o Figueirense. Entretanto, como torcedor racional que ama o futebol, cruzo meus dedos para que nesse ano o Criciúma passe longe do caneco. Do contrário é certo que será um título lembrado por ter sido decidido “no apito”.

Os trigrelinos vão contra-argumentar, isso é normal, mas até eles sabem que sem as lambanças de arbitragem seu time estaria onde Avaí e Chape estão: disputando com outros quatro para fugir da divisão de acesso de 2015. Apenas lamentável.

Troféu cara de pau para os secadores do Estado

12 de março de 2014 143
Querendo tirar onda com o Avaí? Paguem suas dívidas antes de querer peitar o Leão.

Querendo tirar onda com o Avaí? Paguem o que devem antes de peitar o Leão da Ilha.

O leitor avaiano já deve ter percebido os orgasmos múltiplos dos secadores com o momento vivido pelo Maior Clube de SC. É um comportamento compreensível, haja vista que a escala da evolução faz com que os menores torçam pela “morte” daquele está no topo da cadeia alimentar.

O Avaí corre risco de rebaixamento? Sim, a tabela do hexagonal nos estapeia o fato. O Avaí vai cair? Ora, não seja ridículo! Mas se ocorrer como em 1993, voltaremos campeões e dentro de campo, porque é assim que acontece com os grandes.

Mas essa não é a tradição dos mini-clubes do Estado. Já fizeram das suas, posaram garbosos com o escudo do incaível Fluminense e seus pobres torcedores vem aqui apenas para abafar episódios constrangedores de suas agremiações. À saber:

Chapecoense – Rebaixada no Catarinense de 2010, entrou na vaga do licenciado Atlético-Ib. Antes da decisão do TJD, enviou carta para a Ass. de Clubes propondo uma “virada de mesa”. Deve uma série B estadual até os dias de hoje.

Criciúma – Acesso para a 1ª divisão de 1993 graças a mudança de regulamento durante a 1ª Fase da 2ª divisão de 1992. Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a 3ª divisão e resgatado para a 2ª divisão da Copa João Havelange em 2000.

Joinville – Foi beneficiado pela mudança de regra durante a 1ª fase do Brasileirão de 1986, o que resultou em sua classificação biônica para a 2ª fase.

Figueirense – Em 1987 disputou a segundona catarinense e conseguiu ser vice do Blumenau. Em 2000 foi vergonhosamente resgatado para a 2ª Divisão da Copa João Havelange. Deve uma série C nacional até os dias de hoje.

Caíram na real? Tiraram o sorrisinho amarelo das bocas desdentadas? E digo mais: preparem-se porque na sexta-feira publicarei um post especial para acrescentar mais tensão nessas faces que papai e mamãe não tiveram dó de imprimir feiura.

Como é que é? Reclamando de efeito suspensivo?

05 de março de 2014 85
Tem que haver coerência entre o pensamento, as palavras e as atitudes.

Óleo de Peroba para a incoerência entre o chororô e a sua própria história.

Após um carnaval com muito trabalho no Sul da Ilha, amanhã tem início o hexagonal para os clubes menos competentes da primeira fase do Campeonato. Com sete pontos ganhos em 27 disputados, com justiça o Avaí será um dos participantes de 10 rodadas que definirão os dois rebaixados para a Divisão Especial de 2015.

O Leão dá a sua arrancada diante da Colonense na Ressacada. Por enquanto o destaque dessa partida está sendo o senhor Sandro Pallaoro, que parece ter esquecido a história recente do clube que preside, para reclamar do efeito suspensivo cedido aos atletas avaianos envolvidos na confusão do clássico.

Não bastasse ser um recurso previsto em lei, o cartola sofre de amnésia temporária por não recordar que o seu clube foi rebaixado no Estadual de 2010, mas escapuliu do castigo por uma ação do mesmo TJD que hoje tanto critica. Mais constrangedor que essa manobra (também legal), foi antes da decisão salvadora ter enviado uma carta para a Associação de Clubes propondo uma virada de mesa.

Mas é claro que dá para entender o desespero do seo Sandro. Além do gosto amargo de estrear o hexagonal fora de casa e justamente contra o Maior de SC, já sabe que um time onde Neílson, Abuda e Leandro Amaro são os reforços para a série A, com certeza testemunhará uma temporada melancólica de ponta a ponta.

Só para aprenderem a ser coerentes, amanhã tomarão três chineladas naquelas bundas cor de cuia, com dois gols de Roberto e um de Marquinhos. Na boa, logo eles reclamarem de regras esportivas é muita cara de pau!

Por favor, parem com esse chororô vergonhoso

18 de fevereiro de 2014 106
Um rio de lágrimas invade o lado continental da Capital e acaba com a seca.

Um rio de lágrimas finalmente acaba com a seca no lado continental da Capital.

É inacreditável a síndrome de mau perdedor que se abateu no rival do Estreito. Só fazem se esparramar em prantos pela merecida chinelada no clássico de domingo, agora colocando a culpa em todo mundo, menos no seu limitado grupo de jogadores. Vamos combinar, um elencozinho bem mixuruca que vai bater na série A e despencar rapidinho para a série C devida até hoje.

Marquinhos – que se destacou por dar um cascudo pelas costas – e vários jogadores de ambas as equipes distribuíram porrada à reviria num espetáculo deprimente para quem aprecia o bom futebol. Mas os invejosos que não têm craque em seu time, perseguem justamente o galego no intento de fazer dele o único culpado. Para, para, para! Naquele gramado não tinha nenhum anjo!

Essa vitória provou aquilo que a gente diz desde o início da temporada. O elenco do Avaí não é fraco e se não fossem as pendências salariais, estaria lutando na parte de cima da tabela e sendo um dos favoritos ao título. Quando quis, calou os iludidos alvinegros remetendo-os ao seu estado perene de freguesia ilhéu.

Aos leitores do interior do Estado, uma reflexão: sabe quando essa partida de AVA 2×1 FIG vai terminar? Jamais, porque clássico é a partida que nunca termina. Será sempre lembrada pelos dois lados da ponte como todos os outros confrontos destes 90 anos de história. CRI x CHA do mesmo domingo já foi esquecido pela imprensa e inclusive em Criciúma e Chapecó a prosa dos torcedores já é outra.

A diferença entre um e outro confronto se chama rivalidade, um sentimento de competição saudável e que não tem nada a ver com a inimizade vista dentro de campo por aqueles tansos de Avaí e Figueirense. Entenderam agora?

Otimismo no Avaí, decepção no Plácido de Castro

11 de janeiro de 2014 51
    O cara sonha com um adversário grande e pinta essa decepção. Foto João Paulo Maia - Globo Esporte

O cara sonha com um adversário grande e pinta essa decepção. Foto João Paulo Maia – GE

Parece que o bochicho de uma parceria forte e um novo patrocinador internacional para o Avaí está tomando corpo. Nada confirmado ainda, mas as informações rolam soltas nas redes sociais azurras e podem se tornar realidade já nessa segunda-feira. Vamos aguardar esse desfecho para soltarmos os fogos depois.

Enquanto isso surge o primeiro esboço do Maior de SC versão 2014. Ontem o técnico Emerson Nunes saiu jogando nos treinos com Diego; Arlan, Pablo, Bruno Maia e Eduardo Neto; Eduardo Costa, Revson, Marquinhos e Cleber Santana; Felipe Alves e Heber. Como se pode notar sem auxílio de nenhuma lupa, apesar das dificuldades o Leão da Ilha segue firme para entrar nos eixos.

E para terminar, deixamos aqui os nossos mais sinceros pêsames ao Plácido de Castro, que mesmo sendo uma humilde equipe do Acre, não merecia ter pego um adversário tão pouco interessante na primeira fase da Copa do Brasil. Com este sparring sem craques da estatura técnica de Eduardo Costa, Marquinhos e Cleber Santana, o prejuízo nas bilheterias do Plácido é praticamente garantido.

Têm coisas que não combinam com o Avaí

10 de janeiro de 2014 74
Não adianta. Nem que tivesse 10 anos a menos e jogasse o fino da bola caberia no Avaí.

Nem que o “substituto” tivesse 10 anos a menos e jogasse o fino da bola caberia no Avaí.

Ontem muitos mamíferos aquáticos do sul vieram dar aqui no blog. Depois de tomarem um corretivo histórico pelo topete de forçarem uma queda de braço com o Maior de SC por Cleber Santana, tiveram que se contentar com um substituto.

Nada como um dia após o outro para que a idade dos craques avaianos – entre 31 e 32 anos – fossem relativizadas por aqueles que tanto nos tripudiaram. Aliás, Marquinhos, Cleber e Eduardo formam uma bela base desse novo Avaí que vai surgindo sob a batuta do recém-empossado presidente Nilton Macedo.

No mais a imprensa da Capital ventila novidades estruturais para a temporada 2014. Só para não perder o costume, surgiu o boato de uma possível parceria com uma empresa de Curitiba que teria o poder de estancar a crise financeira da Ressacada. Também pode pintar uma multinacional como novo patrocinador cujo aporte se juntaria àqueles que o Avaí já tem renovados para o ano.

Em resumo, temos indicativos que devagarinho as coisas vão entrando nos eixos, o que é uma péssima notícia para os demais “primos ricos” de SC que não estão conseguindo fazer nada com seus futuros R$20 milhões da cota de TV da série A.

Mas é aquela velha história: Quer fortes emoções, torça para o Avaí. O resto não combina com esse clube, por melhor que seja o substituto.

Coisa mais triste esses times sem craques de SC

04 de janeiro de 2014 48
Marquinhos em dois tempos e no mesmo dia: pançudinho e magro feito um pau de vira tripa.

Marquinhos em dois tempos: pançudinho e magro feito um pau-de-vira-tripa.

Ontem o nosso Chefe da Redação de Esportes, Marcos Castiel, postou uma foto de Alvarélio Kurossu do que seria Marquinhos Santos com uma saliente barriga à lá Ronaldo Fenômeno. Sim, aquele mesmo que recebeu cerca de R$ 6 milhões dos patrocinadores para perder 18Kg no quadro Medida Certa do Fantástico.

Ao que tudo indica, uma simples ilusão de ótica, haja vista que em outra foto, essa feita pelo fotógrafo André Palma Ribeiro do Avaí, Marquinhos aparece num ângulo onde se percebe que está mais para anoréxico que para um atleta rechonchudo.

Mas o lado cômico dessa história foi o balançar de purpurina de centenas de torcedores dos clubes sem craques de SC caindo de pau pra cima do Galego. Acho absolutamente normal essa perseguição dos torcedores de times emergentes.

Deve ser muito duro ver que mesmo na série B e com sérios problemas financeiros, o Avaí é o único clube que pode dizer que possui craques em seu elenco. A pachorra é tão grande que tem time de supermercado querendo levar a nossa outra estrela, o mago Cleber Santana, e mesmo assim não conseguindo.

Estou pensando em enviar um e-mail para a diretoria do Avaí sugerindo criar o Departamento Para Olho Gordo, especializado em aniquilar obras de feitiçaria, destruir bonecos vudus, expulsar exus caveiras esportivos, desmanchar despachos nas esquinas do lado de lá da ponte e convocar a nação avaiana para uma vigília de oração contínua. Vai de retro, bando de secador com complexo de inferioridade!

Kombi do Avaí, a mais enxuta de SC

27 de dezembro de 2013 40
Esta cada vez mais difícil acreditar na permanência dos três tenores do Avai.

Esta cada vez mais difícil acreditar na permanência dos três tenores do Avaí.

Não fiz o teste, mas se a gente digitar “Avaí” no Google periga aparecer apenas notícias relacionadas a problemas financeiros. Pelo menos no que diz respeito a contratações, essa tem sido a dificuldade número um de Júlio Rondinelli e Chico Lins na montagem do elenco para a temporada 2014.

Fora o lateral Bocão, nenhuma outra contratação deve ser anunciada antes do reveillon. Já as saídas não param de acontecer na Ressacada. Uma dúzia de jogadores já foi dispensada e agora todas as atenções se voltam para a manutenção de Marquinhos, Cleber Santana e Eduardo Costa.

Sem tempo e paciência para falsos romantismos e esperanças estabanadas, acredito que apenas um milagre empresarial poderá manter os três tenores no Maior de SC. Só espero não perder nenhum deles para outro clube de SC. Aliás, dizem que os Golfinhos do Sul estão voltando à carga com Cleber Santana.

Ué, não foi o presidente deles que no início desse ano afirmou que não queria mais saber desse “leiloeiro”? A língua não tem osso, meus amigos, principalmente a língua de mamíferos marinhos. Estou acompanhando esse boato só de boa no sofá.

Nem sei por onde começar, mas vamos lá

21 de dezembro de 2013 41
Funcionários do Avaí em greve por pagamentos de salários. Foto Renan Koerich - Globo Esporte

Funcionários do Avaí em greve por pagamentos de salários. Foto Renan Koerich – GE

No último dia 12 de dezembro o Avaí teve Nilton Macedo aclamado como novo presidente do Avaí. Desde lá uma macumba feita pelos torcedores de outros clubes de SC foi jogada na Ressacada e nada mais deu certo.

Sidney Morais, o treinador anunciado pelo próprio presidente no dia de sua posse, esse deu meia volta e foi parar na Ponte Preta. Emerson Nunes, o auxiliar técnico efetivo do clube, acabou sendo o abençoado com tal honraria.

De reforços para o elenco, apenas o lateral direito Bocão, vindo do Brasiliense, aquele clube do Distrito Federal que costuma publicar em seu site ensaios de torcedoras nuas e muito interessantes, diga-se de passagem.

E como a situação financeira não está nada boa, o mistério da semana é quem entre Marquinhos, Cleber Santana e Eduardo Costa, com salários bem distantes do mínimo de um trabalhador brasileiro, não permanecerá no Maior de SC.

Fora isso, deixa ver, alguns funcionários resolveram fazer greve por quase dois meses sem remuneração para pedir puramordedeus que seus vencimentos e 13º sejam pagos antes do Natal. A diretoria prometeu quitar até segunda-feira.

Essa é a herança para o presidente Nilton Macedo. Oremos por ele.

Avaí estica o pé conforme o cobertor

18 de dezembro de 2013 40
Sem inventar moda, o negócio é buscar as soluções no quintal de casa. Foto Avaí FC

Sem inventar moda, o negócio é buscar as soluções no quintal de casa. Foto Avaí FC

Após o constrangimento de ter anunciado Sidney Morais no dia de sua posse, tudo leva a crer que Nilton Macedo não não quer unir o inútil ao desagradável. Se os profissionais do mercado estão caros demais e ainda ameaçam sair fora com o bonde andando, nada mais seguro que se optar pelas soluções caseiras. Chega de saias-justas, apostas em treinadores-aposta e cabeças de bagre à peso de ouro.

Se o novo presidente recebe o legado de um clube descapitalizado e agora sendo evitado até por profissionais meia-boca, é normal aumentarem as expectativas de que o auxiliar Emerson Nunes assuma o comando técnico do Maior de SC. Antes a jovem promessa avaiana que Argel Fucks, Vágner Benazzi ou Toninho Cecílio.

E tem outra. Aproveitando que a grana está curta, acabou aquela palhaça de pré-temporada na Serra Gaúcha, em Orleans ou no quinto dos infernos. Se essa penca de boleiros que ainda nem foi contratada quer moleza, que vão tudo sentar num pudim Royal. Em 2014 os trabalhos começam e terminam nos tapetes verdes do Sul da Ilha. Não tem mais essa de hotelzinho cinco estrelas, babação de ovo de prefeitos e birinights com donzelas de outras cidades. Agora é trabalho, cacalhada!

Adeus para a nova quase-contratação do Avaí

17 de dezembro de 2013 39
Vamos e venhamos, o Sidão não era assim um Guardiola. Foto Marcos Ribolli GE

Vamos e venhamos, Sidão nem era assim um Pep Guardiola. Foto Marcos Ribolli GE

Mas o que diabos vou escrever no dia de hoje? Essa foi a pergunta ao sentar na frente do computador para comentar o “grande” acontecimento da hora pelos lados do Avaí. Após ser soprado que a diretoria conversava com Riquelme, e mais depois afirmar ter fechado a vinda de Tinga, Marquinhos Paraná e Jobson, ontem foi a vez do técnico Sidney Morais dar meia-volta para longe da Ressacada.

Contrato assinado já tinha, mas com uma cláusula de liberdade que permitia clube e treinador darem adeus um ao outro na hora que bem entendessem. O problema é que ao que parece a situação financeira do Avaí é grave, o que afasta os boleiros da ilha e permite o assédio de qualquer Ponte Preta da vida. Se dinheiro na mão é vendaval, meus amigos, lá se foi mais uma nova quase-contratação do Leão.

Que fique claro que Sydney não fez nada de ilegal. Respeitou o contrato e fez uma opção que lhe pareceu mais apetitosa. E de mais a mais, vamos combinar, o moço vindo do Icasa estava longe de ser um técnico reconhecido pelo mercado. Era e é uma aposta, então se for para “jogar dados”, efetive-se logo o auxiliar técnico Emerson Nunes que pelo menos é da casa. Que fase, meus amigos!

Eu sei o que você fizeram no verão passado

10 de dezembro de 2013 93
Manchete pelo não "caimento" para a série B catarinense. Imagem Jorge Jr. Hora SC

Manchete pelo não “caimento” para a série B catarinense. Imagem Jorge Jr – Hora SC

Chapecoense – Rebaixada no Catarinense de 2010, entrou na vaga do Atlético-Ib que se licenciou por um ano. Antes dessa decisão do TJD, o presidente do clube já havia enviado uma carta para a Associação de Clubes propondo uma “virada de mesa”. Resultado: o coitado do vencedor da divisão de acesso não subiu, a Colonense não foi para a segundona estadual, criou asas postiças, conquistou o acesso (aleluia, dentro de campo) para a série A e não vai tirar um tostão do bolso para usar o estádio da prefeitura todo reformado com o dinheiro do Estado.

Criciúma – Acesso para a 1ª divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a 1ª Fase da 2ª divisão de 1992. Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a 3ª divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, 2ª divisão da Copa João Havelange em 2000. Vive de lembranças de uma Copa do Brasil abandonada pelos grandes times, tido como um clube de supermercado e apoiado por torcedores gaúchos que cantam em castelhano para serem confundidos com argentinos. Passou toda a série A lutando apenas para não cair. Não caiu e a torcida foi para as ruas celebrar a maior conquista pós-Copa do Brasil de três décadas atrás.

Figueirense – Foi resgatado para o Módulo Amarelo, 2ª Divisão da Copa João Havelange, em 2000. Juntou um elenco ruim para a série B desse ano, metade foi parar no DM e com o que sobrou montou um Frankenstein que se aproveitou do único clássico de SC para arrancar rumo ao G4. Batizado de time-bagaceira pelos próprios torcedores, ficou esquecido por 37 rodadas e foi surpreendido na cidade da linguiça por meia dúzia de vans lotadas por um bando de oportunistas de ocasião. Tem como ídolo o presidente do clube e vai para a série A devendo uma série C.

Joinville – Beneficiado pela mudança de regra durante a 1ª fase do Brasileirão de 1986, o que resultou em sua classificação para a 2ª fase. Em 2013 arrancou todo bonitão no Estadual e na série B, mas da metade para a frente não passou de sparring para os adversários realmente profissionais. Continua sem estádio, sem centro de treinamento, sem academia própria, sem uniforme de treino, mas está feliz. Cumpriu a missão de não cair, de vencer o Avaí na Ressacada, de terminar na frente do Avaí, de levar o técnico do Avaí e por 50 dias parecer maior que o Avaí.

E o Avaí? Fez um temporada medonha, não ganhou nada, não aprendeu nada, mas continua sendo o Maior de SC no ranking da CBF e não aparece no Google quando se digita “virada de mesa”. Fontes base Papo FC aqui e aqui, e Vitor Birner aqui.

O ano em que o gigante adormeceu

30 de novembro de 2013 50
Parabéns a todos os envolvidos nessa árdua tarefa de esvaziar a Ressacada

Parabéns aos responsáveis pelo esvaziamento da Ressacada. Foto Pedro Jacques

Numa partida que serviu para cumprir a tabela da série B, o Avaí conseguiu dar cabo na sequência vexatória de seis derrotas consecutivas e venceu o Boa por 1×0. Ironia do destino, o gol da vitória foi anotado pela estabanado zagueiro Pablo.

O melancólico evento foi assistido por 586 torcedores, o menor público dos últimos anos na Ressacada. Hemerson Maria também se despediu do clube, que ainda não tem o nome do técnico que formará o novo grupo para a próxima temporada. Esse ano nada deu certo, mas alcançar essa “meta” não foi fruto do acaso.

O Avaí chegou aos 56 pontos, na nona colocação, podendo ainda ser ultrapassado pelo Paraná. Para fechar esse sábado, hoje é dia de linguiça com marmelada, prato pra lá de indigesto para quem gosta de futebol. Do verdadeiro futebol.

As três missões ninjas do Avaí

27 de novembro de 2013 36
Sobrou a tarefa de fazer uma boa faxina na casa. Foto Alceu Atherino

De 2013 sobrou apenas a tarefa de fazer uma boa faxina na casa. Foto Alceu Atherino

Seis derrotas consecutivas na reta final da série B, num acesso que já estava no papo. Fica provado que atrasar pagar salário de jogador é a única regra que realmente não pode ser quebrada no mundo do futebol. No ano passado esse pacto não foi respeitado e o resultado foi o mesmo. Sem dinheiro não há craque e honra que dê jeito na situação, mas isso a gente já sabe desde sempre.

“Fazer alguma coisa pé no chão” foi a expressão usado pelo Gerente de Futebol Júlio Rondinelli para definir o planejamento para a próxima temporada. Espero que signifique obter recursos para pagar todas as dívidas – ações trabalhistas, funcionários, jogadores e os cerca de R$12,5 milhões de Zunino – e sobrar o suficiente para formar um novo elenco minimamente competitivo.

Acende-se a luz amarela para o que pode ser o orçamento mais minguado dos últimos anos na Ressacada. Há que se adaptar desde agora e por isso há quem diga que 90% do grupo atual deverá buscar novas pradarias. Enxugar salários, administrar as dívidas e dar a volta por cima dentro de campo são as três missões ninjas do Avaí para o curto, médio e longo prazo respectivamente.

Que situação é essa?

17 de novembro de 2013 91
Já temos história para contar para os netos. Pena que sem final feliz em 2013.

Já temos história para contar para os netos. Pena que sem final feliz em 2013.

O que vi ontem na Ressacada foge a tudo que já havia presenciado ao vivo no futebol. Na quinta derrota consecutiva, os jogadores do Avaí simplesmente se negaram a jogar bola. Acredito que a treta vá além dos atrasos salariais.

Sem informações suficientes do bastidores do clube, não é possível crucificar quem quer que seja, mas não acredito que seja apenas falta de dinheiro no bolso. A temporada de 2013 acaba e o Avaí não ganhou nada. Nem experiência.

Avaí vence clássico inusitado

19 de abril de 2013 60

Por 5 x 3 o TJD manteve a advertência ao único craque do futebol catarinense.

Ok, meus parabéns, vocês tentaram. Fizeram corrente negativa, despachos nas esquinas, cruzaram os dedos, mas não deu certo. A “operação padrão” para moralização do futebol catarinense usando Marquinhos, esse sim atingiu seu objetivo e a partir de agora todo mundo sabe que não pode chama árbitro de ladrão. Outras declarações aparentemente semelhantes podem ser feitas sem preocupação.

Maylson afirmar que “Esse timinho precisa de ajuda do juiz para classificar” e Douglas ameaçar Eduardo Costa com “(…) Floripa é pequena para ele também, para ele não se esquecer”, isso está liberado. Presidente de clube sugerir armação do campeonato, tá beleza. Tudo isso não quer dizer o que aparenta dizer. Na próxima vez Marquinhos já sabe como falar: “O Celinho veio aqui para ajudar o adversário”. Pronto, resolvido.

Canhotos, prazo prolongado
Depois de muita chiadeira, a diretoria do Avaí resolveu estender o prazo para troca dos canhotos dos ingressos do clássico para assistir a partida contra o Camboriú “na faixa”. Agora o torcedor tem até às 17h de sábado para efetuar a permuta. Via Twitter, um internauta sugeriu montar uma barraca na área externa da Ressacada no dia do jogo, mas não houve resposta. Deve ter um jeito menos complicado de fazer algo tão simples.

O Avaí é o meu país

10 de abril de 2013 101

Nova pesquisa aponta Avaí como a 4ª maior torcida do Sul do Brasil. Eu quero é novidade.

Prometo que essa é a última pesquisa que publico. É sempre a mesma coisa, não tem grandes novidades, já está ficando chato, enfim, chega de provar o que todo mundo já sabe. O detalhe desta vez é que aqui no Sul só Grêmio, Inter e Atlético/PR estão na nossa frente. Em breve invadiremos o PR e o RS para colonizar as últimas resistências ao nosso país Avaí FC. Sai o chimarrão, entra a cardosa frita com farinha e café.

Dae, colonada!
Após uma semana de hibernação por conta do único clássico de SC, eis que retorno e a tabela não apresenta surpresas. O “cavalo paraguaio” foi eliminado ao ressuscitar o “time golfinho” do sul do Estado (mas será o Benedito que essa praga não morre?). Mas amarelão que é, não passa do primeiro confronto do quadrangular final. E a Colonense, que voltou a vencer na grama de jardim de Xanxerê, essa está fadada a morrer na praia como sempre. Pelo visto o Maior de SC decidirá o título com o freguês do Estreito.

Marquinhos é o cara
Como já era esperado, Marquinhos recebeu apenas uma advertência por ter chamado o árbitro Célio Amorim de “bobinho” naquele pênalti escandaloso não marcado contra o Cri-ciúme. No julgamento de ontem no TJD-SC, o craque deu autógrafos, tirou fotos com os desembargadores, assinou fotografias de juízes, advogados e depois saiu todo faceiro. É o que eu tô dizendo: a gente só não manda ainda no PR e RS, porque aqui é tudo nosso!

Copa do Brasil
Hoje o Avaí inicia sua participação nesse torneio secundário do calendário brasileiro. Quem perde não é pequeno e quem ganha está longe do status de “grande” do futebol. Pra vocês verem, até o “time golfinho”  já ganhou quando ninguém aqui era nascido, o que prova que é mesmo uma baba. Na partida contra o Volta redonda, Ricardinho poupará Maranhão, Marquinhos, Paulinho e Eduardo Costa. Vencendo por dois gols de diferença, o Maior de SC já elimina o jogo da volta. Noves fora, periga voltar já classificado para a próxima fase.

Um time de patos

09 de abril de 2013 55

"Floripa também é pequena pra você" Zagueiro jurando Eduardo Costa. Cristiano EstrelaRBS

Meus Pai do céu, que xororô dos infernos! Os caras vêm para a Ressacada com o rabinho entre as pernas, propõem não jogar bola diante de 11.200 espectadores, se armam feito virgens para não fazer nem tomar gols, praticam o anti-jogo por todos os 90min, catimbam tudo o que podem, perdem a partida e a culpa é dos outros?

O senhor Adilson garante que Marquinhos apitou o jogo. Maylson (who?) disse que só com a ajuda do árbitro para “esse timinho ganhar da gente”. E tem o zagueiro Douglas, aquele que quase arrancou a cabeça do atacante Reis para dar o passe para o gol da virada do Avaí (foto), reclamando que foi intimidado por Eduardo Costa durante o jogo. Queria flores, ele? Zagueirinho, vai vender cookies que futebol não é pra ti!

Engraçado que depois do apito final todo mundo ficou macho e chorão. Por que não peitaram os jogadores do Avaí quando estavam cara a cara? Por que não chutaram uma única bola durante toda a partida para só depois reclamarem de nossos gols? É muito mimimi para desviar a atenção da imprensa e engambelar a torcida. Olha, vô ti dizêti, parece um time de patos: nadam, correm, voam e não fazem nada disso bem feito.