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Posts com a tag "Derrota"

O legado do Avaí é lutar para não cair

10 de março de 2014 88
Nilton Macedo em entrevista para o Globo Esporte. Foto original de Jamira Furlani - Avaí FC

Nilton Macedo em entrevista no dia de sua posse. Foto original de Jamira Furlani

Com essa frase de impacto, Nilton Macedo agradeceu o seu antecessor por tudo o que deixava no Avaí que assumia. Noventa dias depois e o dirigente percebe que aqueles cinco meses de salários atrasados eram apenas a ponta do iceberg.

Em completo desalinho organizacional, com um planejamento que muda toda semana e um elenco descompromissado com o clube, eis que agora o time-problema assumido por Pingo já perdeu sua primeira partida. A situação é crítica, a lanterna do hexa é mais nossa do que nunca e o Avaí namora firme com a segunda divisão.

Um desastre que não foi edificado apenas nesses últimos três meses, mas cuja solução esperamos já estar no cocuruto do presidente-herdeiro. Sortudo, ele!

Vamos cantar, vamos relaxar, vamos ser felizes

07 de março de 2014 83
Frases de Paulo Turra após a derrota de ontem para os colonos do Oeste.

Frases do professor 100% negativo após a derrota de ontem para os colonos do Oeste.

Se após a sua terceira derrota consecutiva o técnico do time está relaxado, não seremos nós torcedores que arrancaremos os cabelos em crise de desespero!

E se o Avaí já é o lanterna isolado do hexagonal com uma diretoria mais parada que água de poço e confiante que no final vai dar tudo certo, não vamos nos preocupar!

Junte-se aos cartolas e boleiros avaianos nesse estado de nirvana coletivo e cante animadamente porque está tudo sob controle: ♫ Nesse ano quero paz no meu coração ♪ Quem quiser ser meu amigo que me dê a mão ♫ Bis

Avaí é hexa antes da seleção brasileira

24 de fevereiro de 2014 67
Mais uma chinelada de um adversário inferior, mas um pentelhésimo mais organizado.

Decepção do torcedor após outra derrota fatal em casa. Foto Jamira Furlani AFC

A estreia de Paulo Turra não poderia ter sido mais infeliz. Depois de amarelar para o clássico, o novo técnico do Avaí seguiu a cartilha de seus últimos antecessores. Saiu na frente, ficou apavorado, se encolheu diante de um adversário com mais tesão, tomou a virada e acumulou outro fracasso dentro de casa.

Com uma rodada de antecedência o Leão da Ilha carimba seu passaporte para o hexagonal da morte sem poder reclamar de nada. Foram cinco derrotas em oito jogos, sendo três delas em plena Ressacada. O desafio agora é usar essa fase indesejada do campeonato para fazer um grupo desnorteado parecer um time.

Isso depois que se garantir na primeira divisão do Catarinense de 2015.

A vergonha que se aproxima do limite

14 de fevereiro de 2014 116
Um momento que jamais combinará com o tamanho do Maior Clebe de SC.

Um momento que jamais combinará com o tamanho e a história do Maior Clube de SC.

Após uma campanha “antológica” de quatro derrotas em seis partidas, o Avaí atinge o limiar do vexame esportivo. Com o fracasso de ontem diante do Brusque, conquistou o direito de figurar na lanterna isolada do Campeonato Catarinense e já planeja sua participação no hexagonal dos perdedores.

A meta número um é não cair para a segundona estadual, agora com novo técnico, já que Emerson Nunes foi demitido ontem a noite mesmo. Excelente caráter, um homem que tem meu respeito, mas ainda não é um técnico de futebol.

A vergonha toma conta do torcedor avaiano ao assistir seu time tomar olé de um adversário com um orçamento que mal paga o salário mensal de um dos medalhões do Carianos. Foi uma derrota por um Pingo de diferença técnica, mas um oceano de distância do Avaí que sempre orgulhou a maior nação de SC.

Levanta, ajeita a juba e desce o relho no Golfinho

08 de fevereiro de 2014 53
O time com mais sorte em arbitragem depois do time do Papa Francisco.

O time com mais bênçãos alcançadas com arbitragens depois do time do Papa Francisco.

A derrota para o Cavalo Paraguaio foi mais um capítulo de um roteiro já por demais conhecido do torcedor. Havia uma leve esperança de que por 90min os jogadores esquecessem as pendências salariais e atropelassem a vítima, mas se há uma regra fodástica no futebol é a de que um time com salários atrasados não luta por nada. E assim caímos diante do time de Nardela, o único jogador famoso deles.

Nesse domingo o adversário é o Golfinho do Sul, um clube de supermercado que até hoje agradece aos deuses por ter subido e não caído no ano seguinte. Foi tanto júbilo de alegria que as ruas de Criciúma foram tomadas por torcedores da Geral do Grêmio, que cantavam em castelhano as músicas do Boca Juniors ao som de acordeons gaúchos. Um lindo espetáculo de identidade esportivo-cultural.

Também é um time fraco, que tem Matusalém como seu jogador de destaque e que só está no G4 porque quatro dos sete pontos foram obtidos por meio de erros de arbitragem. No primeiro jogo em que o apitador ficou ligado, tomou um sacode de 3×0 do Metropolitano e caiu na realidade de sua amarelidão contumaz.

O Avaí vence com um pé nas costas? ● Atualizado dom 9h30

Normalmente seria mais um joguinho mamão com açúcar, mas não temos como saber se a alma do Avaí estará presente. Medidas emergenciais foram tomadas para que aquele teatro de 11 jogadores entrando em campo sem a intenção de jogar bola não aconteça no dia de hoje. O mal amado Júlio Rondinelli pediu para sair, o dindim de outubro foi pago, o de novembro sai essa semana e os empresários prometem quitar toda a bagaça. Talvez seja o suficiente para uma pausa na greve branca que envergonha o manto azurra. Aí não tem jeito: vitória do Maior de SC.

Aposta feita, aposta perdida, aposta paga

07 de fevereiro de 2014 100
Mais de uma semana de banho para tirar a catinga de colono.

Mais de uma semana de banho com Pinho Sol para tirar a catinga de time pequeno.

Em agosto de 2013 um torcedor do Joinville propôs uma desafio: se o Avaí terminasse a série B na frente do JEC ele compraria, vestiria, bateria uma foto para o blog e depois me enviaria uma camisa do Avaí. Se a ordem fosse inversa, esse blogueiro é que cumpriria a via Crucis e embarcaria nesse mico antológico.

Todos lembram que os salários dos jogadores atrasaram, as derrotas se sucederam, o caldo avaiano desandou e sobrou pro tanso aqui cumprir o pagamento da maldita aposta. O ganhador original fez bobagem (aqui), houve uma nova edição do “Profeta Istepô da Rodada” e o leitor Rafael, morador do bairro Boehmerwald, de Joinville, ganhou e já recebeu a sua camisa no conforto de sua casa via Sedex.

Quem acompanha o blog sabe que nunca corri de dar a cara à tapa de publicar um texto após as derrotas do Avaí. Se ontem não teve, foi por não querer que esse brinks tomasse um caminho diferente da zoação sadia. Fosse ao ar logo após o vexame azurra, os leitores “mais exaltados” poderiam escangalhar o pay day.

Demorou um pouco, mas sabe como é: avaiano custa a pagar, mas um dia paga. A gente não é caloteiro, apenas um pouco lento em colocar os débitos em dia. Nosso presidente que o diga. Em tempo: camisa até que mais ou menos, essa do Cavalo Paraguaio. Pena que já vem de fábrica com inhaca de time pequeno.

Que coisa medonha, seo Emerson

03 de fevereiro de 2014 39
Chega de analfabetismo esportivo. o Avaí tem que lutar sempre pela vitória. Foto Jamira Furlani-Avaí FC

Chega de analfabetismo esportivo. Lutar pela vitória SEMPRE. Foto Jamira Furlani – AFC

É claro que a derrota do Avaí no último sábado não sairia barato. Num esporte de alto investimento e sem margem para erros, não se aceita a forma infantil como os três pontos nos escapuliram por entre os dedos.

Emerson Nunes é o foco das atenções, já que não parece ciente sobre o tamanho do Leão da Ilha. Com todo respeito, não se concebe um Avaí amedrontado e abarrotado de volantes para enfrentar o Marcílio Dias.

Pior que isso só o tom de passividade das suas palavras após a partida. Estamos sem comando? O desafio é provar que sua escolha não foi apenas uma aposta de emergência. Que coisa medonha, seo Emerson! Coluna de hoje no DC

Faltou coragem, sobrou vexame

02 de fevereiro de 2014 55
O que aconteceu hoje é para deixar qualquer um abismado. Uma vergonha!

O que aconteceu em Itajaí é para deixar qualquer um abismado. Uma vergonha!

Com três volantes em campo, a intenção declarada do técnico Emerson Nunes era não perder para o Marcílio Dias. O plano medroso estava dando certo até que Betinho resolveu balançar a rede por duas vezes ainda no primeiro tempo.

No etapa final o Avaí era absoluto até o pênalti marcado em Marquinhos. Betinho queria pedir música no Fantástico, meteu o bedelho, bateu todo marrentinho, jogou na mão do goleiro e pocademora o placar estava em 3×2 para o… Marcílio Dias.

Uma derrota ridícula que faz o Avaí cravar 33% em três partidas diante times que almejam apenas não cair. Emerson Nunes e seus meninos atabalhoados estão arrumando uma cama de espinhos para o restante dessa fase classificatória.

A partir de agora chegam os adversários diretos pelo título, o que não seria nenhum problema para o Avaí de antigamente. O time atual repete as mesmas mazelas de outros recentes: sem raça e com tendência de autodestruição.

Maldito ano velho

27 de janeiro de 2014 57
Como já é tradição, Avaí larga mal num campeonato. No problem.

Como já é tradição, Avaí larga mal num campeonato. Por enquanto, crise nenhuma.

Nem parece que já tivemos réveillon. Diego bobeando embaixo dos paus e com saída de bola à base de chutões estabanados. Zaga em estado de desespero.

Alas que não acertam cruzamentos. Cleber e Marquinhos criando à reviria para “Ninguém”, o nosso matador por excelência. Brasão meteu duas para dentro, mas “Ninguém” não estava numa tarde, digamos assim, muito feliz.

O Avaí de ontem foi o mesmo da temporada 2013 “cuspido e escarrado”.

Num campeonato de tiro curto com apenas nove jogos para se conhecer os integrantes do quadrangular final, cabe ao Maior de SC ser um time de largada. Largou mal, é verdade, mas tem mais oito oportunidades para abrir o champagne de ano novo. Coluna de hoje no Diário Catarinense.

 

Os mortos-vivos da Ressacada

25 de novembro de 2013 59
E os patos desse thriller somos eu e você.

E os patos nesse thriller de horror somos eu e você, torcedor avaiano.

Sexta derrota consecutiva na reta final de série B. Dessa vez por 1×0 para o ex-ameaçado de rebaixamento ABC. A sugestão para Júlio Rondinelli, comissão técnica e 90% do elenco é abrir uma igreja especializada em Ressurreição. Marquinhos tinha razão: “Pagou em dia, sobe. Não pagou, não sobe”.

O Profeta Istepô da rodada ● 11h

Com os resultados dos quatro times do Estado na 35ª rodada série B, por aproximação o leitor Carlos levou o prêmio da promoção do blog. O e-mail de contato já foi enviado e ficamos no aguardo de sua resposta para que a camiseta possa ser remetida pelos Correios.
… OFICIAL …….………… CARLOS
FIG 2×0 ABC ………..… FIG 2×0 ABC
JEC 1×1 OES …….…… JEC 1×1 OES
PAR 0×1 CHA ….……… PAR 1×2 CHA
CEA 2×1 AVA ……….… CEA 2×1 AVA

Te esconjuro, pé de pato, mangalô três vezes

14 de novembro de 2013 45
Hoje caidaço, fora da série B e abandonado pela torcida. Foto antiga do Paixão Alvinegra.

Volto com essa imagem para afirmar que o rival também perecerá.

Chegamos naquela fase de campeonato conhecida dos avaianos. Com as estatísticas e  resultados em campo nos estapeando com o fato de que a vaca vai pro brejo, acontece o apego desenfreado à fantasia da calculadora. Ficamos entre os “idiotas que ainda acreditam” e os “cagões que já jogaram a toalha.

Como não sou de ficar em cima do muro, vejo na tristeza do semblante de Hemerson Maria e no desapego de garra do seus meninos nas últimas quatro derrotas, que só nos resta torcer para que o rival também morra na praia junto com “esse Avaí”. A temporada de 2013 foi perdida. Não ganhamos nada, nem experiência.

Que ano pomboca, meus amigos

09 de novembro de 2013 65
"Tem que ser sofrido" = "Não sabemos fazer o simples".

Não dá pra entender essa preguiça. O que deu nessa rapaziada do Avaí?

“Tem que ser sofrido” significa que “Não sabemos fazer o simples”? Se não tem um homem que faça gol, então que tenha um roupeiro que faça uma boa macumba. Avaí com posse de bola de Barcelona e eficiência menor que a do ASA.

Faltou luz nas pombocas do estádio de Arapiraca, mas o verdadeiro apagão começou na semana passada, lá no Serra Dourada. Três rodadas atrás o Avaí estava no G4 com até gordurinhas extras. Era colesterol ruim? Puramordedeus!

Parabéns pela resposta dos jogadores do Avaí ao sacode do clássico: “SOMOS ISSO AÍ MESMO”. Uma vergonha de futebol contra o lanterna da série B. O título Estadual não veio e se o Avaí subir esse ano será por descuido dos deuses!

"Desistam, não vou responder ninguém"

07 de novembro de 2013 81
O tempo é o senhor da razão. Dacumpoco haverá choro e ranger de dentes do secadores.

O tempo é o senhor da razão. Dacumpoco haverá choro e ranger de dentes dos secadores.

A noite do último domingo foi complicada. Com a cabeça inchada pela chinelada tomada, o jeito foi correr para o “divã” do Twitter e expelir a frustração.

Se você, leitor, tem conta no microblog, faço o convite para seguir esse que vos escreve clicando aqui. Logo abaixo o resgate da tormenta verbal pós-clássico, piorada pelo assédio dos secadores que zoavam e ainda queriam papo:

Incrível o esforço que “esse Avaí” faz para não subir. Dois jogos consecutivos em que a equipe não entrou em campo. Pior que perder por quatro é perder de quatro. Desistam. Não vou responder ninguém.

Faltando para o Avaí Asa (F), Ceará (F), América/RN (C), ABC (F), Boa (C). Dá, mas não com essa preguiça das últimas duas rodadas. Complicadíssimo. Em duas rodadas o time conseguiu arrombar com uma situação até então tranquila.

A derrota dentro de casa, com 16 mil no estádio, por um placar tão vergonhoso e de uma forma tão passiva precisa de uma REAÇÃO forte. Devolvam a garra ao nosso Avaí! E repito: desistam, não vou responder ninguém.

Devolvam a garra ao nosso Avaí

04 de novembro de 2013 116
Desastre como esse a gente não vê todo dia. Hora de levantar a cabeça e criar vergonha na cara.

Depois do desastre de ontem, é hora de levantar a cabeça e criar vergonha na cara.

Não é todo dia que o Avaí toma uma sapatada de 4×0 ainda no primeiro tempo. Também não é todo dia que aparece um descabeçado como Alex Lima para agredir o jogador do rival e deixar o time na mão com apenas 10 em campo.

Para fechar o cenário surrealista do clássico deste domingo, até os secadores sabem que não é todo dia que um craque do nível de Cleber Santana perde um pênalti que encorparia uma tentativa de reação. Que quizumba dos infernos!

Derrota de uma equipe que pela segunda vez consecutiva na semana entrou de maneira submissa, preguiçosa, desfocada, desarticulada e desconhecendo peso da camisa que envergam. Esse Avaí se nega a jogar como o Avaí que conhecemos.

O mundo ainda não acabou, mas já esteve menos nublado no Sul da Ilha de SC.

Avaí perde e o rival vai ter que pagar o pato

30 de outubro de 2013 68
Faixa especialmente confeccionada para o clássico. Arte sobre foto de @deividyavai

Faixa especialmente confeccionada para o clássico. Arte sobre foto de @deividyavai

Perder é chato, perder para um adversário mais fraco é muito chato, mas chato mesmo é conseguir esse “feito” por jogar de forma preguiçosa. O Avaí tomou o gol, conseguiu o empate e numa bobeira permitiu o segundo tento atleticano.

Continuamos no G4, só que agora sem aquela rica gordurinha extra no campeonato. Mas não tem nada não, estamos vivos! O coveiro Marquinhos não tomou amarelo e vai para o clássico de domingo para liderar mais um ato fúnebre na ilha.

Um Avaí estranho, mas que a gente não abandona

15 de outubro de 2013 59
Garra, determinação e eficiência tática. E não foi do Avaí. Imagem de alguém por aí.

Garra, determinação e eficiência tática. E não foi do Avaí – Imagem Google

Embora a derrota tenha sido, sim, mixuruca em termos de impacto para a nossa autoestima, é preciso registrar que foi a Chape que venceu o jogo, e não o Avaí que perdeu. Os colonos mostraram o porquê de estarem no G4 desde a primeira rodada, com uma equipe organizada e esganada pela série A de 2014.

Entretanto, foi uma pena que os meninos de Dal Pozzo não tenham encontrado um Avaí com sua melhor formação e ainda num dia tão distante de suas tradições de garra e superação. A ausência de Eduardo Costa criou uma cratera no time, que acabou presenteando o meio de campo para o adversário.

Mas à rigor ninguém do Leão da Ilha escapou da mediocridade nesse justo insucesso. Como bem resumiu o avaiano Rodrigo Silveira em seu Twitter, “a Chapecoense foi Chapecoense e o Avaí não foi o Avaí”. Ok, passou, e de positivo ficaram as mensagens incisivas dadas pelas bilheterias da Ressacada:

  • Uma boa campanha e ingressos razoáveis levam renda e público ao estádio;
  • A nação azurra está com a equipe no objetivo da conquista do acesso;
  • Se lutarem até o limite, jogadores e comissão técnica terão o apoio incondicional das arquibancadas (no sábado, apesar da derrota, aplausos).

Uma derrota e algumas certezas

24 de outubro de 2012 15

Foto Julio Cavalheiro

Em ritmo de pelada de fim de ano o Avaí conseguiu perder para o Bragantino, time de aluguel do interior paulista, sem torcida, desfalcado de cinco atletas e que luta com o auxílio do imortal Wagner Benazzi para não cair para a série C. Há dois ou três anos ninguém acreditaria nisso.

Foram mais 90min de futebol pedagógico, desta vez confirmando que todas as contratações efetuadas por Marcelinho Paulista realmente foram equivocadas, que Argel Fucks ainda não é um técnico para ser levado à sério e que hoje o Avaí não tem um presidente. Se demitiu Hemerson Maria sob o pretexto de preservar o profissional (?), esqueceu-se de preservar o clube de vexames como esse para o restante da competição.

Com mais essa derrota, a terceira consecutiva, o Avaí caiu para a 9ª posição e, felizmente, não corre o risco do descenso. Faltando mais seis rodadas para o fim da temporada, a expectativa é que mesmo sem o pagamento de seus salários, jogadores e comissão técnica evitem a melancolia que vai se firmando no horizonte do Leão da Ilha.

Uma chinelada pedagógica

20 de outubro de 2012 16

Foto Flávio Neves / Agencia RBS

Os 4×1 aplicados pelo Goiás serviram para comprovar o papel de coadjuvante do Avaí na série B. Pedra cantada uma semana antes de seu início quando do levante do elenco invadindo a sala de imprensa para cobrar a promessa não cumprida do presidente. Arini se foi por razões até hoje não explicadas de forma convincente ou inteligente.

Hoje sabemos que ali estava decretado o comprometimento que o grupo não teria ao longo da competição, fruto da falta de confiança generalizada entre todos os envolvidos na “causa Avaí”. Depois chegaram jogadores meia-boca trazidos por Marcelinho Arroz, o gerente paraquedista. As reservas financeiras minguaram, jogadores importantes foram sendo negociados, salários atrasaram e o caldo desandou.

A goleada de ontem é apenas mais um “detalhe” nessa gestão que conseguiu – sabe-se lá Deus como – ser reconhecida como de excelência pela ISO. Outros “motivos” para certificação virão, até porque ainda faltam sete rodadas até o fim desse pesadelo. Com o mesmo formato de mentalidade, não se pode ter melhores expectativas para 2013.

Mas para alguns isso não é tão importante, poque o realmente conta é que a Ressacada, mesmo vazia, continuará linda.

Aqui não se faz, aqui se paga

17 de outubro de 2012 8

Com um espasmo de qualidade aqui e outro ali, o fato é que o Avaí fez jus a todos os investimentos que não foram realizados para a série B. Elenco limitado, jogadores encostados de outros clubes, dirigentes despreparados, presidente ausente, planejamento fantasma, salários atrasados, enfim, uma série de razões que explicam os pobres 51% de aproveitamento até aqui.

A atual 7ª colocação na tabela é a melhor posição do Avaí em todo o campeonato. Embora o torcedor não esteja nem aí para que se faça justiça (deseja mais é um sprint final e o acesso à série A), não se espera que tantos erros possam ser premiados com algo diferente do fracasso. Não podemos reclamar. A bola pune, dentro e fora do gramado, essa é a regra e não a exceção.

Graças a derrota de ontem para o Atlético/PR, o discurso de jogadores e comissão técnica é lutar até o fim, até que a calculadora diga que não dá mais. Estão certos, até porque é preciso manter acesa a chama do… pagamento de salários. Sejamos francos, o Avaí joga agora só para cumprir tabela, e se é possível fazer isso de uma forma minimamente digna, que seja assim até a 38ª rodada.

Adeus série A, adeus tia-chica

16 de outubro de 2012 27

Após três vitórias e uma derrota, o estilo Argel Fucks começa a emergir das cinzas. Digo cinzas porque é isso que sobrou depois deste segundo insucesso, agora para o Atlético/PR por 3×1.

O treinador foi a Curitiba sabendo que apenas uma vitória interessaria ao Leão e por isso levou cinco atacantes. Legal, isso, não fosse pelo detalhe que quaisquer cinco atacantes do atual elenco avaiano significam cinco opções a menos para a intenção de gol. Mas, coerente que é, o “professor” escalou três volantes para… não tomar gol.

O Atlético abriu o placar e Arlan, com passe de Jesus, igualou a bagaça. Percebendo o erro inicial, Argel sacou um volante – Thiesen – para a entrada do meia Maranhão. Mas foi Maranhão, justamente ele, que “fez o favor” de meter a sola da chuteira no rosto do adversário, tomando o cartão vermelho. Aí eles desempataram e quase ampliaram.

Para a etapa final Argel quis mudar esse cenário trocando um atacante por outro: Nunes substituiu Jesus e, obviamente, nada aconteceu. Aliás, a partida teve uma queda de qualidade vertiginosa. Novo movimento tático “magestral” na troca de Acosta por… Capixaba. Aí, sim, aconteceu um gol: do Atlético.

Sem mais delongas, adeus série A, adeus Argel, adeus tia-chica que eu já vou embora.