Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Opinião"

O desfile avaiano e os cachorros de madames

19 de abril de 2014 32
Zagueiro Néris, volante Abuda e o atacante Jean Silva foram apresentados ontem - Foto André Palma Ribeiro

Zagueiro Néris, volante Abuda e atacante Jean Silva – Foto André Palma Ribeiro

Esse final de semana inicia nossa caminhada na série B 2014. Será mais um Brasileirão que disputaremos. Começamos o nosso desfile com uma base forte, jogadores experientes e talentosos, enfim, o Leão tem tudo para figurar entre os principais times em 2015.

Com alguns reforços pontuais que chegaram e outros que ainda chegarão, não tenho dúvidas que formaremos um elenco de respeito. Afirmo que temos um time forte. O Avaí começa sua luta hoje, na Arenas das Dunas em Natal, e finalizaremos a série B em grande estilo, disputando o título contra o Vasco na Ressacada.

Também tem início a série A para os nossos representantes (errei, eles não nos representam) catarinense. Vai ser um grande barato acompanhar esse campeonato este ano. Prevejo muitos motivos de gargalhadas até o final deste ano, não sobrando pedra sobre pedra para aqueles que não têm o mesmo pedigree do Maior de SC.

Os outros três catarinas estão oficialmente batizados como Cachorros de Madame. Tomarão banho nas quartas e passeios nos domingos. E antes que me esqueça dele, o Joinville já é carta pré-fora do baralho. O cavalo paraguaio só engana sua torcida, tanto que na semana passada conseguiu a proeza de perder no Scarpelli Park.

Que se iniciem as competições e que seja perfeito para Santa Catarina, ou seja, que o Avaí conquiste o acesso para a série A, lugar de onde nunca deveria ter saído. E se os outros do Estado caírem, sinceramente, não estou nem aí.

De uma vez por todas, parem com esse papinho sem noção de clássico no interior

29 de março de 2014 83
    Se o tema é CLÁSSICO em SC, os passionais da Capital são os únicos Papas no assunto.

Clássico em SC? Aqui nos Passionais os dois da Capital são os únicos Papas no assunto.

Avaí chutou o traseiro do rebaixamento, enfrenta o Juventus com time misto, está de sangue doce, enfim, temos tempo de sobra para colocar em pratos limpos uma questão aqui sempre levantada pelos leitores: Por que diabos o povo do interior continua confundindo um jogo importante com clássico?

Para ser pedagógico, usarei um exemplo que li uma vez no meu Twitter. Se dois torcedores do interior se encontram e um diz “Amanhã tem clássico”, o outro perguntará: “Contra quem?”. Se dois torcedores da Capital se encontram e um diz “Amanhã tem clássico”, o outro: “Na Ressacada ou no Scarpelli?”. Entenderam?

Pegando o gancho do grande jogo da colonada, Joinville x Criciúma não é clássico por não ter dois atributos fundamentais: rivalidade e proximidade. Rivalidade sadia com gozação 365 dias por ano sem parar saporra. A rivalidade de vocês começa 1h antes, dura mais 90min e 1h depois só se fala no paredão do BBB.

Outro exemplo simples? Se CRI, JEC e CHA jogam contra um da Capital, as três cidades torcerão por aquele do interior. Aqui, não importa com quem jogue, os torcedores de AVA e FIG jamais torcerão um pelo outro. Jamais! Mas é claro que os descontentes já estão com Barcelona x Real Madrid na ponta da língua.

Pois bem, esse maior confronto mundial também não é clássico. A pompa criada ao seu redor é fruto da mídia e dos patrocinadores que faturam milhões botando pilha. Clássicos na Espanha são Barcelona x Spanyol e Real x Atlético. Não precisam fazer nada, nem da forcinha de um fator externo. É rivalidade natural o ano inteiro.

Clássico é um jogo que nunca acaba e por isso os torcedores de Avaí e Figueirense riem, choram e reclamam vários confrontos “inacabados” até hoje. Há uma verdadeira rivalidade com mais de 90 anos de experiências pessoais de ambos os lados. E no interior, alguém se lembra de alguma partida de… um mês atrás?

E mais, se tem uma coisa que vocês nunca verão será eu ou passional alvinegro se visitarem em seus blogs e trocar palavras “assim de conchinha” antes de uma partida como fazem os passionais da cidade do carvão e do balé. Aqui na Capital não tem isso aí não. Somos colegas, mas se é clássico, cada um pro seu canto.

Deem graças pelo Avaí não estar no quadrangular

27 de março de 2014 81
Um pouquinho de organização e shazam! o melhor futebol de SC reaparece.

Um pouquinho de organização e shazam! a qualidade dos três tenores reapareceu.

Sem nenhum exagero, parece que podemos ouvir os suspiros de alívio daqueles times medianos do quadrangular do Campeonato Catarinense. Já é tradição o Avaí começar mal e crescer na reta final de quase todas as competições, o que a essas alturas significaria o terror nos adversários que disputam o título de 2014.

Mas além de não termos tido a “segunda época” do returno, os problemas financeiros, os técnicos mal escolhidos e a crise de liderança sufocaram o Avaí nesta temporada. Bastou chegar um treinador mais esperto e os jogadores resolverem colocar o pé na bola, e eis que o milagre aconteceu ao natural.

Se alguém ainda tinha dúvidas de que o Avaí havia entrado nos trilhos, esta vitória sobre o belo time do Brusque põe uma pá de cal nos argumentos dos secadores do Estado. Brusque que, não fossem os erros de arbitragem, não teria perdido a vaga para o “sortudo” Golfinho do Sul. Por isso rendam louvores aos céus pelo Maior de SC não estar nesse quadrangular medíocre e completamente desinteressante.

E quis o destino que justamente os três tenores – Marquinhos, Cleber e Eduardo – anotassem todos os gols nessa vitória por 3×1. Logo eles tão perseguidos por quem não sabe o que é ter um mísero craque no time. Fora os avaianos, os torcedores mais inteligentes de SC, a maioria dos “outros” não sabe nada de futebol!

Só sabem lamentar em oculto a pequenez de seus clubes. O nosso sempre foi grande, bando de chorão. Não importa em que divisão esteja, a realidade nua e crua é que o Avaí sempre foi e sempre será maior que o clube de vocês.

O Avaí acordou para a vida, pena que tarde demais

24 de março de 2014 86
O Avaí dormiu de toca e não viu o campeonato passar diante de seu nariz.

O Avaí dormiu de toca e não viu o campeonato passar diante do seu nariz.

Problemas financeiros, desencontros da transição administrativa, relacionamento truncado com empresários parceiros, técnicos mal escolhidos, bolas incríveis que não entraram, enfim, tudo isso e mais alguns problemas internos sufocaram o verdadeiro futebol do Avaí nesse Campeonato Catarinense.

Se não é um elenco de série A – coisa que em todo Estado não tem – também não faz sentido o Leão da Ilha estar no hexagonal da morte enquanto times inferiores disputam o quadrangular que decidirá o campeão estadual de 2014. Pingo chegou, deu uma mexidinha de leve, os jogadores resolveram colocar o pé e… shazam!

A vitória de goleada ontem em Ibirama parece por fim à crise existencial de um grupo de atletas que já não sabia se defendia um clube grande, mediano ou pequeno nos limites de SC. O pessoal acordou para a vida, infelizmente quando a única coisa em jogo é disputar com outros cinco os dois que cairão.

Uma vitória importante para dar sequência a retomada da confiança e do bom futebol, o que pode ser o projeto de uma série B vitoriosa. Claro que ainda é cedo para soltar fogos, há muito o que ser arrumado e fortalecido, mas tudo leva a crer que o verdadeiro melhor time catarinense ressurgiu. No quadrangular, sabemos que só há fakes, mas bem feito pra nós que acordamos tarde demais.

Avaí vence em campo mas luta contra os prejuízos

20 de março de 2014 51
Nilton Macedo abriu a caixa preta do Avaí e expôs a fraca gestão de João Zunino.

Nilton Macedo abre a “caixa preta” e expõe as fragilidades da gestão de João Zunino.

Sem muito drama o Avaí venceu o Ibirama por 2×0 e deixou para trás a zona de rebaixamento do hexagonal da morte. Posição que definitivamente não combina com o Maior de SC, mas que faz justiça a tudo o que a equipe não fez no Estadual.

Entretanto, o maior agito aconteceu ontisdonti quando Nilton Macedo reuniu a imprensa para colocar o papo em dia. Como de tanso o dirigente avaiano não tem nada, tratou de mostrar o “belo” legado recebido em dezembro passado:

  • Dívida total de aproximadamente R$ 52 milhões
  • R$ 12 milhões apenas para o ex-presidente Zunino
  • Novembro, dezembro e o 13º de 2013 ainda não foram quitados
  • O déficit mensal está na ordem de R$ 600 mil
  • O clube possui 5.700 sócios adimplentes
  • Só em 2007, 2008, 2010 e 2011 foram negociados 296 jogadores
  • O clube só não teve prejuízo em 2008 e 2009

Um estrago e tanto que explica muita coisa do momento atual e sinistro vivido pelo Avaí. E como rescaldo do flash de transparência de Nilton, contabilizo pelo menos quatro personagens atingidos de forma direta e contundente:

João Zunino – tido por anos a fio como um grande administrador, o saldo de sua gestão é realmente ruim. Fez o que pensava saber fazer, tentou ajudar o clube, emprestou do bolso para bancar suas convicções, mas os números detonam os seus três únicos anos de sucesso (2008, 2009 e 2010), justamente quando o empresário Luiz Alberto estava em seus melhores dias de tino comercial.

Nilton Macedo – passou atestado de omissão ao confessar que, mesmo tendo sido vice de Zunino, não tinha conhecimento da real situação do clube. Já havia assumido não saber dos problemas do Instituto Avaí quando surgiram as primeiras denúncias de irregularidades (ainda em análise do TCE) em sua prestação de contas. Pouco entende de futebol e até agora não se acercou de profissionais que entendam.

O eleitor de Nilton – ninguém imaginaria que três meses depois de eleito, o cartola demonstrasse tão pouca convicção na decisão de dirigir o Leão. Sua declaração “Se pudesse voltar atrás, não teria assumido a presidência do Avaí” é um banho de água fria em seus fiéis votantes, aqueles que o conduziram ao cargo em 20/11/2013.

O Conselho Deliberativo – a divulgação dos números que mostram uma gestão equivocada também realça a omissão do CD, que nesses anos não fiscalizou os atos do executivo de forma adequada. Nesse momento o Conselho deveria exigir uma auditoria que apontasse os responsáveis pela crise agora conhecida por todos.

Respeito e profissionalismo ao Maior de SC

18 de março de 2014 60
A camisa mais pesada de SC precisa ser cuidada por todos os avaianos.

A camisa mais pesada de SC precisa ser tratada com zelo por todos os avaianos.

Ando meio preocupado com o universo do Avaí Futebol Clube. Já com três meses de mandato, o presidente Nilton Macedo ainda dá aquela pinta de estar em compasso de transição, tateando pacientemente a melhor alternativa para colocar as finanças e a administração em sincronia com as necessidades mais urgentes.

A língua do parceiro Luiz Alberto fez com que o Grupo Gestor do Futebol fosse dissolvido antes mesmo de existir na prática. Já o Comitê Gestor do Clube, uma promessa de campanha de Nilton, até hoje não se reuniu, continua no campo dos sonhos e provavelmente se tornará mais uma lenda da Ilha da Magia.

Pingo chegou e tenta imprimir um pouco daquela organização tática que montou no Brusque. Num elenco recheado de medalhões e cobras criadas, o competente técnico está sentindo na pele o que é trabalhar num clube grande, com salários por serem colocados em dia e com alguns vícios pouco produtivos.

Já o torcedor (incrivelmente) comemora a “arrancada” do time. O Avaí já está fora da disputa do título Estadual, briga no hexagonal da morte para não ser rebaixado, não tem seus jogos transmitidos nem pelo pay-per-view, não venceu um adversário modesto no último domingo, terminou a rodada na mesma vice-lanterna da semana passada e ainda assim esse povo crente vê evolução.

Até onde esse perrengue vai, não sei prever, mas o Leão precisa organizar a sua casa, chamar o torcedor de volta e se preparar para a série B. Cumprir cada meta é uma questão de respeito aos 90 anos de história do Maior Clube de SC.

Pode relaxar que a vitória de hoje está garantida

16 de março de 2014 51
Com a camisa-amuleto-da-sorte já sabe: na dúvida, é do Avaí.

Com a nova camisa-amuleto-da-sorte agora não tem erro: é tudo do Avaí.

Vice-lanterna do hexagonal da morte, a missão de hoje do Brusque é segurar o Avaí, líder isolado do quadrangular decisivo do Campeonato Catarinense. Não, errei. Vice-lanterna do hexagonal da morte, a missão de hoje do Avaí é ir até o Vale do Itajaí enfrentar o líder Brusque e afastar de uma vez por todas essa ameaça sem pé nem cabeça de queda para a segundona de SC.

Para garantir uma vitória sem sustos ou decepções de última hora, o Maketing azurra vai trocar a homenagem às cidades do Estado na camisa do goleiro Diego por um novo modelito tri-colorido que dizem dar uma sorte desgraçada. Tá valendo tudo para sairmos de Brusque com mais três pontos na bagagem, dar o adeus definitivo a zona de rebaixamento e engrenar bonito para a série B.

Adivinha quem decidiu em Brusque? ● Atualização domingo 20h

Um erro de arbitragem, obviamente. Embora o Avaí não tenha alcançado a desejável organização tática perseguida por Pingo, o fato é que até os 40min do segundo tempo o Maior de SC fazia a sua segunda vitória consecutiva. Tudo dominado, não fosse o senhor Rodrigo D’Alonso Ferreira validar um gol impedido.

No lance, o auxiliar ergueu a bandeira assinalando impedimento, mas quis o homem de preto optar pela validação da jogada. Mas também, quem mandou o Avaí não usar a camisa-amuleto-da-sorte e optar por homenagear o município de Lontras? Deu nisso aí! Com 4 pontos, o Leão continua na vice-lanterna do hexagonal.

Troféu cara de pau para os secadores do Estado

12 de março de 2014 143
Querendo tirar onda com o Avaí? Paguem suas dívidas antes de querer peitar o Leão.

Querendo tirar onda com o Avaí? Paguem o que devem antes de peitar o Leão da Ilha.

O leitor avaiano já deve ter percebido os orgasmos múltiplos dos secadores com o momento vivido pelo Maior Clube de SC. É um comportamento compreensível, haja vista que a escala da evolução faz com que os menores torçam pela “morte” daquele está no topo da cadeia alimentar.

O Avaí corre risco de rebaixamento? Sim, a tabela do hexagonal nos estapeia o fato. O Avaí vai cair? Ora, não seja ridículo! Mas se ocorrer como em 1993, voltaremos campeões e dentro de campo, porque é assim que acontece com os grandes.

Mas essa não é a tradição dos mini-clubes do Estado. Já fizeram das suas, posaram garbosos com o escudo do incaível Fluminense e seus pobres torcedores vem aqui apenas para abafar episódios constrangedores de suas agremiações. À saber:

Chapecoense – Rebaixada no Catarinense de 2010, entrou na vaga do licenciado Atlético-Ib. Antes da decisão do TJD, enviou carta para a Ass. de Clubes propondo uma “virada de mesa”. Deve uma série B estadual até os dias de hoje.

Criciúma – Acesso para a 1ª divisão de 1993 graças a mudança de regulamento durante a 1ª Fase da 2ª divisão de 1992. Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a 3ª divisão e resgatado para a 2ª divisão da Copa João Havelange em 2000.

Joinville – Foi beneficiado pela mudança de regra durante a 1ª fase do Brasileirão de 1986, o que resultou em sua classificação biônica para a 2ª fase.

Figueirense – Em 1987 disputou a segundona catarinense e conseguiu ser vice do Blumenau. Em 2000 foi vergonhosamente resgatado para a 2ª Divisão da Copa João Havelange. Deve uma série C nacional até os dias de hoje.

Caíram na real? Tiraram o sorrisinho amarelo das bocas desdentadas? E digo mais: preparem-se porque na sexta-feira publicarei um post especial para acrescentar mais tensão nessas faces que papai e mamãe não tiveram dó de imprimir feiura.

O legado do Avaí é lutar para não cair

10 de março de 2014 88
Nilton Macedo em entrevista para o Globo Esporte. Foto original de Jamira Furlani - Avaí FC

Nilton Macedo em entrevista no dia de sua posse. Foto original de Jamira Furlani

Com essa frase de impacto, Nilton Macedo agradeceu o seu antecessor por tudo o que deixava no Avaí que assumia. Noventa dias depois e o dirigente percebe que aqueles cinco meses de salários atrasados eram apenas a ponta do iceberg.

Em completo desalinho organizacional, com um planejamento que muda toda semana e um elenco descompromissado com o clube, eis que agora o time-problema assumido por Pingo já perdeu sua primeira partida. A situação é crítica, a lanterna do hexa é mais nossa do que nunca e o Avaí namora firme com a segunda divisão.

Um desastre que não foi edificado apenas nesses últimos três meses, mas cuja solução esperamos já estar no cocuruto do presidente-herdeiro. Sortudo, ele!

O melhor técnico de SC no maior clube de SC

08 de março de 2014 77
"É uma equipe grande do futebol catarinense e brasileiro. Eu teria de aceitar". Pingo

“É uma equipe grande do futebol catarinense e brasileiro. Eu teria de aceitar”. Pingo

Eis que o Avaí acaba de apagar mais uma de suas fogueiras artificialmente fabricadas. Paulo Turra, um equívoco desde sempre, já não é mais o técnico do Leão da Ilha. Amarelou no clássico, não acrescentou nada ao time, teve 0% de aproveitamento e “queimou” o elenco em todas as coletivas que deu. Fim.

Em meio ao turbilhão estrutural, a boa nova é a chegada do competente Pingo, aquele mesmo do Brusque que proíbe seus jogadores de darem chutões à esmo. É profissional, gosta do futebol bem jogado e prova ser macho para assumir esse Avaí. Sem medo de errar, é o melhor técnico de SC no Maior clube de SC.

Temos que afastar a ameaça do rebaixamento e encarar a série B. Se os cartolas ajudarem acertando os salários e o elenco corresponder em campo, muita coisa boa pode estar a caminho da Ressacada. Equação fechada. Foto Diplomata FM

Todo mundo de olho nos boleiros ● Atualização domingo 10h

Pingo só teve um dia para treinar a equipe que enfrenta o Marcílio Dias. Então nem precisa dizer que o foco de nossas atenções se voltam imediatamente para os jogadores que até agora se negaram a tocar na bola. Se havia uma “greve branca” por conta das pendências salariais – que precisa de uma solução da diretoria – saibam que os torcedores não aceitarão mais essa postura pré-perdedora.

Hoje não é o técnico que estará sendo julgado, mas o time. Não se aceita menos que uma disposição coletiva para a vitória. Se fora do gramado as coisas ainda estão embaçadas, se as promessas não estão sendo cumpridas, não compareçam aos treinos, esculachem na imprensa, mas quando a bola rolar, sejam profissionais com vergonha na cara. Porque de artistas estamos fartos e cheios.

Como é que é? Reclamando de efeito suspensivo?

05 de março de 2014 85
Tem que haver coerência entre o pensamento, as palavras e as atitudes.

Óleo de Peroba para a incoerência entre o chororô e a sua própria história.

Após um carnaval com muito trabalho no Sul da Ilha, amanhã tem início o hexagonal para os clubes menos competentes da primeira fase do Campeonato. Com sete pontos ganhos em 27 disputados, com justiça o Avaí será um dos participantes de 10 rodadas que definirão os dois rebaixados para a Divisão Especial de 2015.

O Leão dá a sua arrancada diante da Colonense na Ressacada. Por enquanto o destaque dessa partida está sendo o senhor Sandro Pallaoro, que parece ter esquecido a história recente do clube que preside, para reclamar do efeito suspensivo cedido aos atletas avaianos envolvidos na confusão do clássico.

Não bastasse ser um recurso previsto em lei, o cartola sofre de amnésia temporária por não recordar que o seu clube foi rebaixado no Estadual de 2010, mas escapuliu do castigo por uma ação do mesmo TJD que hoje tanto critica. Mais constrangedor que essa manobra (também legal), foi antes da decisão salvadora ter enviado uma carta para a Associação de Clubes propondo uma virada de mesa.

Mas é claro que dá para entender o desespero do seo Sandro. Além do gosto amargo de estrear o hexagonal fora de casa e justamente contra o Maior de SC, já sabe que um time onde Neílson, Abuda e Leandro Amaro são os reforços para a série A, com certeza testemunhará uma temporada melancólica de ponta a ponta.

Só para aprenderem a ser coerentes, amanhã tomarão três chineladas naquelas bundas cor de cuia, com dois gols de Roberto e um de Marquinhos. Na boa, logo eles reclamarem de regras esportivas é muita cara de pau!

Pela alma guerreira que está por vir

28 de fevereiro de 2014 50
"Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado" Rui Barbosa

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado” Rui Barbosa

Num campeonato de 10 times onde cinco sonham apenas não cair para a segunda divisão, o Avaí conseguiu ficar na 8ª colocação, empatado em pontos com os dois últimos da tabela. Foram muitos erros primários na “engenharia” montada para a temporada 2014 e dentre eles se destacou o pecado mortal de atrasar salários.

Para os que perguntam “Cadê a torcidinha de vocês?”, saibam que as variáveis de ganhar, perder ou empatar deixaram de fazer parte da nação azurra. Não há como se prestigiar um time que entra em campo com o aviso prévio que vai perder. Não importa o adversário, o pedigree do seu elenco, o seu orçamento, se está com time titular ou reserva, o certo é que esse Avaí vai perder.

Esse Avaí de hoje não nos representa. É um ajuntamento de pessoas que trabalha sem alma, sem orgulho, sem organização, sem dinheiro, sem patrocínios, sem televisionamento, sem alguém que entenda de futebol, sem um presidente que ponha ordem na casa e, principalmente, sem um líder que se permita indignar-se com tudo o que aí está impregnado. Estão todos em banho-maria emocional.

Até aqui o Avaí não lutou. Até aqui se prestou a ser sparring para adversários que em condições normais jamais ousariam lhe fazer frente. Dirigentes, comissão técnica e jogadores estão brincando de fazer futebol com a maior estrutura esportiva de SC, a quinta maior torcida do Sul do Brasil e uma tradição de garra que foi arduamente construída por mais de 90 anos de uma história única no Estado.

Se uma batalha foi perdida, se os feridos ainda são muitos, se os escarnecedores estão à espreita para zombar, oxalá tudo isso seja o alimento da alma guerreira que está por vir. Que conversem entre si nas salas, vestiários e corredores, que se pague o que é devido a todos, mas que cessem imediatamente de emporcalharem o nome Avaí Futebol Clube. Esse é o nosso pedido, essa é a nossa exigência.

Vergonha na cara e profissionalismo, pode ser?

26 de fevereiro de 2014 93
O que vai acontecer com o Avaí a partir de hoje, ninguém é louco de prever.

O Avaí que veremos a seguir, depende de quem até agora não quis nada.

Entender o aneurisma futebolístico que acometeu o Avaí nesse início de temporada não é nenhum bicho de sete cabeças: no money, no game. Triste é saber que temos time para dar de relho em qualquer outro adversário de SC e mesmo assim só ver restar o “hexagonal da morte” com uma rodada de antecedência.

Sidney Moraes foi o técnico escolhido para 2014, mas deitou o cabelo antes que os cartolas avaianos pudessem imprimir seu contrato. Emerson Nunes, um auxiliar técnico que nunca havia comandado sequer uma equipe dente de leite matou o rojão no peito mas não foi além de uma campanha bisonha.

A aposta da vez é Paulo Turra, que uma semana depois de amarelar para o clássico, alardeia a necessidade de reforços. Mas como assim investir em contratações se ainda nem foram pagos nov/dez e 13°? Ademais, não foi apenas pela falta de um ou dois “da posição” que seus meninos perderam para a fraca Colonense.

Enfim, cabeça erguida e nada de mimimi como fazem os vizinhos da Praia do Cagão, que até agora pranteiam a chinelada do Remendão. Se o confronto de hoje com o Metrô não vale nada e se é o hexagonal que temos pela frente, exige-se jogar com vergonha na cara, respeitar o manto azurra e isolar o risco de rebaixamento.

Um julgamento pouco criterioso ● Atualização 11h

Num julgamento que não levou muito em conta as imagens do último clássico, todos os atletas citados foram punidos pelo TJD com pesos aparentemente diferentes para Avaí e os do lado de lá da ponte. Embora acredite que Marquinhos deveria ter recebido pena máxima (12 jogos), me parece que houve falta de critério.

Como entender M10 pegar 10 jogos e o alvinegro Rogisvaldo, que agrediu Roberto também com um soco, apenas um? Pior que isso foi Marcos Assunção – que desferiu um tapa em Eduardo Costa – e não foi nem citado no processo.

Completando o pacote de punições aos avaianos, Eduardo Costa pegou cinco partidas, Eduardo Neto, quatro, Roberto, seis e o clube multado em R$ 5 mil.

Avaí é hexa antes da seleção brasileira

24 de fevereiro de 2014 67
Mais uma chinelada de um adversário inferior, mas um pentelhésimo mais organizado.

Decepção do torcedor após outra derrota fatal em casa. Foto Jamira Furlani AFC

A estreia de Paulo Turra não poderia ter sido mais infeliz. Depois de amarelar para o clássico, o novo técnico do Avaí seguiu a cartilha de seus últimos antecessores. Saiu na frente, ficou apavorado, se encolheu diante de um adversário com mais tesão, tomou a virada e acumulou outro fracasso dentro de casa.

Com uma rodada de antecedência o Leão da Ilha carimba seu passaporte para o hexagonal da morte sem poder reclamar de nada. Foram cinco derrotas em oito jogos, sendo três delas em plena Ressacada. O desafio agora é usar essa fase indesejada do campeonato para fazer um grupo desnorteado parecer um time.

Isso depois que se garantir na primeira divisão do Catarinense de 2015.

Por favor, parem com esse chororô vergonhoso

18 de fevereiro de 2014 106
Um rio de lágrimas invade o lado continental da Capital e acaba com a seca.

Um rio de lágrimas finalmente acaba com a seca no lado continental da Capital.

É inacreditável a síndrome de mau perdedor que se abateu no rival do Estreito. Só fazem se esparramar em prantos pela merecida chinelada no clássico de domingo, agora colocando a culpa em todo mundo, menos no seu limitado grupo de jogadores. Vamos combinar, um elencozinho bem mixuruca que vai bater na série A e despencar rapidinho para a série C devida até hoje.

Marquinhos – que se destacou por dar um cascudo pelas costas – e vários jogadores de ambas as equipes distribuíram porrada à reviria num espetáculo deprimente para quem aprecia o bom futebol. Mas os invejosos que não têm craque em seu time, perseguem justamente o galego no intento de fazer dele o único culpado. Para, para, para! Naquele gramado não tinha nenhum anjo!

Essa vitória provou aquilo que a gente diz desde o início da temporada. O elenco do Avaí não é fraco e se não fossem as pendências salariais, estaria lutando na parte de cima da tabela e sendo um dos favoritos ao título. Quando quis, calou os iludidos alvinegros remetendo-os ao seu estado perene de freguesia ilhéu.

Aos leitores do interior do Estado, uma reflexão: sabe quando essa partida de AVA 2×1 FIG vai terminar? Jamais, porque clássico é a partida que nunca termina. Será sempre lembrada pelos dois lados da ponte como todos os outros confrontos destes 90 anos de história. CRI x CHA do mesmo domingo já foi esquecido pela imprensa e inclusive em Criciúma e Chapecó a prosa dos torcedores já é outra.

A diferença entre um e outro confronto se chama rivalidade, um sentimento de competição saudável e que não tem nada a ver com a inimizade vista dentro de campo por aqueles tansos de Avaí e Figueirense. Entenderam agora?

Essa cidade tem um dono

16 de fevereiro de 2014 155
Quando a garra avaiana encarna, não tem adversário fake de série A que dê conta.

Quando a garra avaiana encarna, não tem adversário fake de série A que dê conta.

E o Avaí real entrou em campo. Pouco mais de 90min de pausa na “greve branca” dos jogadores foi o suficiente para que o Maior de SC dançasse mais um créu no salão de festas do Estreito. Duas chineladas pedagógicas que restabeleceram a verdade de quem manda na Capital é o Leão da Ilha.

Homens de vergonha na cara acordaram para a vida e presentearam o torcedor com essa vitória de 2×1 – placar previsto no post anterior – no estádio mais torto do mundo. Um salve especial para Kid Bengala, aquele senhor que pagou de amarelão no único clássico de Santa Catarina. E por falar em pagar, paguem a série C.

Aleluia, o primeiro clássico do ano em SC

15 de fevereiro de 2014 94
Tem um monte de jogos importantes em SC. Clássico, apenas um.

Tem uma montoeira de jogos importantes em Santa Catarina. Clássico, apenas um.

Não é um jogo importante, é o clássico de SC. São mais de 90 anos de rivalidade entre os dois clubes que dividem a preferência da mais importante cidade do Estado. Simplesmente a sua Capital. Nas bastassem os seus torcedores ficarem 365 dias do ano se engalfinhando de todas as formas possíveis e imagináveis, neste domingo estarão cara a cara decidindo a “Copa do mundo” da Ilha da magia.

Ontem Paulo Turra foi apresentado como o novo técnico do Avaí, mas não estará na beira do gramado do estádio mais torto da Via Láctea. Baita mancada, já que essa é a única oportunidade do professor dirigir o Avaí num clássico em 2014. Nesse não teremos mais o Newcastle da Praia do Cagão pela frente. Perdendo,Turra  não seria responsabilizado de nada, e ganhando adquiriria status de semideus.

O que esperar de quem se espera pouco ● Atualização dom 8h

Essa é a dúvida do torcedor: que Avaí entrará em campo? Se for esse dos últimos jogos, abatido pelos atrasos salariais, que esconde sua alma, já podemos perder as esperanças de um bom futebol e mais uma vitória no nosso salão de festas.

Mas como é um clássico, existe a expectativa de que a rivalidade salte das arquibancadas para o brio dos jogadores avaianos. À rigor considero esse time um moribundo no campeonato, e se teremos um Avaí com tesão ou não, isso ninguém sabe, mas há uma expectativa de redenção no ar.

Se Marquinhos, Cleber e cia acordarem para a vida por pelo menos 90min, poderemos assistir mais uma vitória no estádio mais torto do mundo. Até porque do outro lado estará um adversário previsível e com uma única jogada de bola parada, bem coisa de time pequeno. O passionalismo me sopra 2×1 para o Leão.

A vergonha que se aproxima do limite

14 de fevereiro de 2014 116
Um momento que jamais combinará com o tamanho do Maior Clebe de SC.

Um momento que jamais combinará com o tamanho e a história do Maior Clube de SC.

Após uma campanha “antológica” de quatro derrotas em seis partidas, o Avaí atinge o limiar do vexame esportivo. Com o fracasso de ontem diante do Brusque, conquistou o direito de figurar na lanterna isolada do Campeonato Catarinense e já planeja sua participação no hexagonal dos perdedores.

A meta número um é não cair para a segundona estadual, agora com novo técnico, já que Emerson Nunes foi demitido ontem a noite mesmo. Excelente caráter, um homem que tem meu respeito, mas ainda não é um técnico de futebol.

A vergonha toma conta do torcedor avaiano ao assistir seu time tomar olé de um adversário com um orçamento que mal paga o salário mensal de um dos medalhões do Carianos. Foi uma derrota por um Pingo de diferença técnica, mas um oceano de distância do Avaí que sempre orgulhou a maior nação de SC.

Que o mago Nunes esteja certo

13 de fevereiro de 2014 71
Se os feitiços de Emerson Nunes não derem certo hoje, prepara que Dumbledore assume a vaga.

Se a magia de Emerson Nunes não der certo, prepara que Gandalf assume a bagaça.

Depois de comandar treinos fechados e esconder a escalação da equipe, o técnico Emerson Nunes dá toda pinta de que lançará mão de três volantes para enfrentar o não muito poderoso Brusque. Também há pistas de que mais uma vez Marquinhos, craque e capitão da equipe, será mantido no banco de reservas. Fechando o pacote de novidades, o novo sistema tático passa a funcionar com dois atacantes (Roberto e Betinho). Seja o que Deus quiser. Ao longo do dia atualizaremos esse post.

Moribundo não é morto ● Atualização 11h

Há quem acredite que a situação do Avaí teve uma sensível piora após os resultados que abriram a sexta rodada do Campeonato Catarinense. Considero Emerson Nunes e cia moribundos desde a derrota para o JEC em plena Ressacada.

Perder em casa para um adversário direto e daquela maneira teatral, foi o prenúncio do adeus. Mas moribundo não é morto, o que precisa se confirmar hoje a noite contra o lanterna Brusque, numa vitória que manterá acesa a tímida luz da esperança para o 17° caneco estadual.

Cuidado, o cascalho está chegando na Ressacada

12 de fevereiro de 2014 31
Não quero ser boca maldita, mas acho que engabelamos o Curíntia de novo.

Não quero ser boca maldita, mas acho que engabelamos o Curíntia de novo.

Depois de conseguir um cascalhinho com a venda do contestado goleiro Renan para o Corinthians em 2011, o clube do Parque São resolveu fazer uma nova aposta, desta vez no também contestado atacante Luciano, aquele que botou Marquinhos no banco. O garoto teve seus direitos econômicos negociados com a parceira Plus Sport, que deve encaminhá-lo ao nosso melhor freguês em São Paulo. Louvado seja por esse dindim que chega para a alegria da rapaziada.

Outro que saiu foi o Coordenador de Futebol Júlio Rondinelli, já antecipando o poder que perderia com a entrada de Luiz Alberto, CEO da LA Sports, que costuma chegar chegando nos clubes onde faz parceria. Mesmo sem bons resultados, Nilton Macedo tentou demover Júlio de sua decisão, o que não é nenhuma novidade, já que no Avaí é tradição prestigiar os cartolas pouco produtivos. Foi assim com Fábio Araújo, Alexandre Parreira, Gustavo Mendes, Marcelinho Paulista etc e tal.

Noves fora, o Leão da Ilha vai conseguindo equilibrar os seus problemas financeiros e colocando os adversários em estado de alerta. Vamos combinar que o Avaí é hoje um moribundo no campeonato, mas nada que impeça o Newcastle da Praia do Cagão, por exemplo, cogitar poupar jogadores no jogo do meio de semana já de olho no primeiro clássico de SC em 2014 no domingo. Respeito é bom e eles sabem que aquele estádio torto é nosso salão de festas preferido.