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Ajudar o Planeta é lição que se aprende na escola

22 de outubro de 2010 0

Olá pessoal! 

Especialistas falam da importância de se trabalhar projetos ambientais. Se a semente plantada pelos projetos de educação ambiental germinar, o mundo poderá ser um lugar diferente dentro de muito pouco tempo. Acumulando iniciativas em escolas públicas e na rede privada de ensino, o tema mobiliza professores, exigindo criatividade e dedicação na condução dos projetos. Um dos embriões da educação ambiental no Brasil foi o parecer assinado pelo conselheiro do Ministério da Educação, Arnaldo Niskier, em 1987, revelando a necessidade de inclusão do assunto no currículo escolar. Nos anos 90, as iniciativas começaram a ganhar corpo, produzindo um verdadeiro boom de projetos na década seguinte. Fala-se em projetos porque a educação ambiental não é uma disciplina estanque. A ideia é que ela permeie o currículo escolar, como explica o doutor em ciências humanas da UFSC, Fernando Oliveira Noal. “A educação ambiental não é uma área de especialização, pelo contrário, ela atravessa todas as áreas do conhecimento e de atuação por meio de um tipo de preocupação que está contextualizada em todos os horizontes do saber”, afirma.

 

A professora de educação ambiental da Universidade Regional de Joinville (Univille), Nelma Baldin, concorda com essa perspectiva, destacando a importância da interdisciplinaridade. “A educação ambiental é um tema ‘transversal’, ou seja, deve ser trabalhado em todas as disciplinas e entre todas as disciplinas. Se assim de fato for entendido e assim for praticado, o entendimento está correto e é um modelo adequado”, interpreta. Além da interdisciplinaridade, outro fator entendido como fundamental por especialistas na área é a capacidade dos projetos em gerar curiosidade nos estudantes. “A educação ambiental pode suscitar indagações sobre modos de vida, sobre relações que historicamente se estabelecem com um lugar, com o outro, tanto o humano quanto o não-humano”, explica o professor do departamento de metodologia da UFSC, Leandro Belinaso. A mudança de consciência é defendida como um ideal possível de ser alcançado, principalmente quando os projetos são aliados a técnicas de sensibilização do aluno. Apesar disso, a educação não deve ser tratada como o único caminho possível. “O poder público deve efetuar políticas de preservação e conservação, e a mídia também deve trabalhar nesse sentido”, avalia a professora Nelma. A educadora e ambientalista do Instituto Rã-Bugio, Elza Mishimura, aposta que é no plantio das sementes que se pode chegar a um bom resultado junto às crianças. “Eu acredito e confio muito nelas.”

 

Após ouvir especialistas e entidades, “A Notícia” foi em busca de exemplos. Não são os únicos nem necessariamente os melhores. Mas são bem sucedidos e mostram como um projeto ambiental pode mudar conceitos e transformar uma comunidade, servindo de inspiração para outras escolas.

 

Fonte: A Notícia/SC / Sessão Verde / 2010

Você acha que faltam programas de educação ambiental nas escolas brasileiras?

Estou desblogando, até a próxima! 

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