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Dicas para o vestibular da UDESC

01 de junho de 2011 0

Olá,

Elaborei estas dicas para o caderno de vestibular do diário.

Para entender a História de SC
As dicas são do professor Otavio Auler, coordenador do curso pré-vestibular da UFSC e blogueiro do DC
1 Os vestibulares de Santa Catarina sempre solicitam questões sobre povos indígenas, como os Carijó, da família dos Tupi-Guarani, que eram sedentários e conheciam a agricultura e a pesca. Receberam os europeus com espanto e cordialidade. Não há registros que indiquem que os indígenas do litoral catarinense tenham, nos primeiros anos de contato com os brancos, manifestado qualquer hostilidade. Entretanto, as populações Carijó que ocupavam o litoral de Santa Catarina não eram as únicas. No interior, outras tribos chamadas Xokleng e Kaingang ocupavam as florestas e campos.
2 Outra questão clássica: em 1504, o navio francês Espoir, comandado por Binot Paulmier de Gonneville, foi a primeira embarcação a atingir a costa do atual Estado de Santa Catarina. Isto no ano de 1504, quando o Espoir chegou em São Francisco do Sul.
3 O interior de Santa Catarina cresce cada vez mais e por isso a Fundação de Lages é superimportante. Em 1766, Corrêa Pinto instalou-se no planalto em um local chamado Taipas, iniciando uma povoação. Mas foi somente depois de mudar sua localização por três vezes que, em 1771, Corrêa Pinto finalmente lavrou o termo de fundação da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages. Abria-se, assim, em definitivo, as possibilidades para o povoamento do planalto de Santa Catarina.
4 Óiii, óiiii, óiii tax tolo tax istepô?! Não conhece estas impressões? Leia e veja da onde saiu tudo isso. O brigadeiro José da Silva Paes foi enviado para o Sul chefiando uma expedição em 1736. Dirigia-se para a Colônia do Sacramento, que estava sendo atacada pelos espanhóis. A impossibilidade de manter posições no Uruguai, levou Silva Paes a se instalar no Rio Grande. Foi essa primeira experiência que o levou a considerar a importância da localização estratégica da Ilha de Santa Catarina. Em 1739, Silva Paes foi designado governador militar da Ilha, permanecendo até 1748. Incumbido de implantar todo o sistema de defesa da Ilha, recebeu ordens para proceder a localização dos primeiros açorianos. No ano de 1748, chegou à Ilha de Santa Catarina a primeira leva de povoadores.
5 Santa Catarina, Santa Paulina e Anita Garibaldi, esses nomes femininos demonstram que o Estado valoriza as mulheres. Anita Garibaldi é um ícone que nasceu em 1821 na localidade denominada Morrinhos, hoje município de Tubarão e, naquele tempo, pertencente ao de Laguna. Seu nome verdadeiro era Ana Maria de Jesus Antunes Ribeiro. Adolescente, transferiu-se com sua família para a vila de Laguna, onde casou, em agosto de 1835, com Manoel Duarte de Aguiar e pouco depois, ao conhecer Giuseppe Garibaldi, abandonou o lar e juntou-se a ele, que emprestava aos farroupilhas a sua bravura, servindo aos seus ideais de liberdade que sempre alimentou.
6 A participação de Santa Catarina na Guerra do Paraguai (1865-1870) foi com o batalhão Voluntários da Pátria e a presença de 1,5 mil homens, na maioria negros. Destacaram-se o coronel Fernando Machado e o Tenente Álvaro Augusto de Carvalho. O principal marco da guerra foi a instalação de uma linha de telégrafo, que ligava Desterro à Laguna e a várias cidades no Rio Grande do Sul.
7 Em Santa Catarina se discutia, no século XIX, a abolição da escravatura e as ideias republicanas. Fundou-se o Clube Camboriú no ano de 1887, sob a presidência de Manoel Antônio Pereira. Neste mesmo ano foram fundados o Clube Republicano Federalista, de Joinville, e o Clube Republicano Esteves Jr., no Desterro, sob a presidência do farmacêutico Raulino Julio Adolfo Oto Horn, tendo como vice-presidente Gustavo Richard.
8 A Guerra do Contestado inicia-se oficialmente em 1912, com o combate do Irani, que resultou nas mortes do monge José Maria e também do coronel João Gualberto, e vai até a prisão de Adeodato, último e mais destacado chefe dos fanáticos, em 1916.
9 Entre 1939 e 1941, início da Segunda Guerra, a crise afetou algumas indústrias pela falta de matérias-primas importadas. Entre elas a de fiação e tecelagem, por falta de agulhas e soda cáustica. Também o setor madeireiro, pela necessidade de serras, sendo as melhores encontradas na Inglaterra e nos Estados Unidos. A distribuição de gasolina também foi afetada. Como resultado positivo estimulou-se a indústria do papel e papelão.
10 Este episódio ocorreu no dia 30 de novembro de 1979, quando Jorge Konder Bornhausen governava Santa Catarina. É bom lembrar que a população vivia o “day after” do milagre econômico e estava sob a égide do arrocho salarial, do aumento de custo de vida, da crise do petróleo, dentre outras. Durante uma visita do General-presidente da República João Batista Figueiredo a Florianópolis, Bornhausen não poupou gastos e elogios na recepção do presidente: “João, o presidente da conciliação”. Uma semana antes da visita o presidente havia dado um “presente” a Florianópolis: uma placa homenageando o patrono da cidade, o Marechal Floriano Peixoto. O Diretório Central dos Estudantes da UFSC resolveu convocar a população para um ato de protesto que também foi aprovado pelos professores da mesma universidade. Na visita, uma revolta popular eclodiu na Praça XV, em frente ao Palácio Cruz e Sousa, e ficou conhecida como Novembrada.

 Estou desblogando!

 

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