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Vai um pouquinho de arsênico aí?

13 de julho de 2012 0

A polêmica e sensacional descoberta, divulgada pela Nasa, de uma bactéria comedora de arsênico que contrariava as leis básicas da biologia e abria possibilidade de novas formas de vida fora da Terra se reduziu a mais um caso exemplar de como funciona a ciência. Dois novos estudos refutam a tão comentada pesquisa e batem o martelo: a tal bactéria não tem nada de outro planeta.

A pesquisa original, publicada na revista Science em 2010, foi anunciada com grande pompa e circunstância. Os autores do estudo indicavam que a bactéria GFAJ-1 trocava o fosfato (molécula formada por fósforo e oxigênio) presente em seu DNA por arsênio, um elemento altamente tóxico e abundante em seu hábitat natural, o Lago Mono, na Califórnia, Estados Unidos.

Agora, dois artigos publicados também na Science contrariam os resultados da Nasa e afirmam não só que a bactéria GFAJ-1 é incapaz de viver de arsênio e sem fosfato, como também não incorpora de fato a substância tóxica ao seu DNA.

Os novos estudos afirmam que a GFAJ-1 é uma bactéria muito interessante pela sua notável resistência ao arsênio; a bioquímica por trás dela é extraordinária e definitivamente tem que ser mais estudada. Saber mais sobre essa resistência pode nos dizer muito sobre os limites extremos em que a vida pode acontecer.

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