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Entenda como funciona o sistema "anti-chute" do ENEM

08 de setembro de 2014 3

A TRI (Teoria de Resposta ao Item) é o método de avaliação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e ainda confunde muitos estudantes. Para utilizar a TRI, é feito um pré-teste das questões da prova com alunos do 2° ano do Ensino Médio e 1° ano do Ensino Superior para analisar os parâmetros da questão.

As questões do Enem são pré-testadas em alunos de diferentes escolas, a fim de analisar quais são as questões válidas para o exame e quais são os parâmetros que vão dividi-las entre fáceis, médias e difíceis, não é possível aplicar a prova e fazer a TRI depois. As questões devem passar pelo pré-teste por conta do processo chamado de calibragem das questões, processo que determina a curva de dificuldade das perguntas.

Essas questões estão misturadas e não-sinalizadas, portanto o aluno não tem como saber qual pertence a cada grupo de dificuldade. Por meio de estatísticas e teorias matemáticas, a TRI analisa as respostas de cada aluno. Se um determinado candidato acertou questões “difíceis”, mas errou questões “fáceis”, o fato é constatado como improvável e supõe-se que o aluno “chutou”. A média desse aluno, portanto, será mais baixa do que um aluno que erra questões difíceis, mas acerta as fáceis.

A TRI não é passível de falhas no sentido de calcular a nota errada e prejudicar alguém. “A TRI produz um rankeamento preciso que classifica os alunos. A teoria que orienta isso é a Teoria do Score Verdadeiro, que é uma premissa teoria de que um candidato apresenta o score observado por meio de uma prova e o score verdadeiro, e esse score verdadeiro está dentro de cada um e é uma característica não observável visivelmente. A TRI lança mão de métodos probabilísticos e estatísticos para chegar mais próximo desse score verdadeiro.

O objetivo da TRI é evitar que o candidato utilize o fator sorte na hora de responder as questões. É, portanto, um método mais justo de avaliação, já que o preparo para a prova é ainda mais necessário. O Enem utiliza metodologias mais modernas e avançadas para avaliação em larga escala.

Dicas 

A dica é que o aluno deve fazer as questões fáceis para garantir o escore e, se precisar, chutar nas questões difíceis. Caso você não saiba o que responder ou falte tempo para a questão, leia somente a pergunta e as alternativas, mas não deixe em branco, pois as questões são baseadas no Teoria de Resposta ao Item (TRI), sistema que permite que as perguntas sejam identificadas por fáceis (25%), médias (50%) e difíceis (25%). Dessa forma, os candidatos que acertarem o mesmo número de questões, sendo elas diferentes, dificilmente terão o mesmo escore final. O chute pode ser revelado porque estatisticamente quem acerta as questões mais difíceis devem acertar as mais fáceis.

REsidentes

 

 

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Comentários (3)

  • Brendo diz: 1 de outubro de 2014

    Eu acho isso injusto, porque não existe questão fácil e questão difícil, e sim, a capacidade e o conhecimento que a pessoa tem de acordo com a questão. Por exemplo: vamos supor que uma pessoa tem facilidade para fazer uma questão difícil porque viu ou estudou bastante sobre o assunto, mas tem dificuldade para fazer uma questão fácil porque não nunca viu sobre este tipo de questão ou sabe pouco sobre o assunto. Eu tenho certeza que existem pessoas assim que fizeram o teste do Enem e não passaram por causa do TRI. É por esse motivo que essa teoria não é funcional para todos, mas só para alguns. Eu sei que isso evitou que várias pessoas que chutaram passassem mas também ajudou que algumas pessoas não passassem pelo motivo citado acima. Esta é só a minha opinião!!

  • Lucas Silva Ferreira diz: 15 de março de 2015

    Brendo,
    sinto dizer-lhe, mas você está errado. Pois na matemática (não no geral, mas no ENEM), para responder as questões difíceis é necessário saber o responder as questões facéis. Por exemplo:
    Para responder uma questão de “probabilidade” é necessário saber “porcentagem”, assim como para resolver uma questao de “analise combinatória” é necessário saber multiplicação e divisão…
    Então acho que você deve estar dizendo isso porque “chutou” no ENEM…
    O que pode ter acontecido é de você nao assimilar a pergunta corretamente e não compreender o que estava sendo pedido, pois no ENEM todas as questões requerem muita ATENÇÃO.

  • Juliana diz: 25 de outubro de 2015

    Entendo a teoria, Pode até fazer sentido esse tipo de avaliacao para alguns testes, mas nao acho ser o caso do Enem, sim é injusto pelos motivos apontados pelo Brendo. Lucas, seu exemplo de matematica faz sentido, mas lembre-se que para muitas disciplinas isso nao se aplica uma vez que não estao interligadas.. Muito perigoso e non sense esse tipo de avaliação e muito me preocupada a qualidade e sigilo do pre-teste feito… Sabemos que no Brasil nem tudo é feito com seriedade que o assunto exige.

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