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Temas de atualidades para Enem e vestibulares 2014/15

26 de setembro de 2014 0

Extração de gás e petróleo de xisto

A extração de gás e petróleo a partir das rochas de xisto tem crescido a cada ano, ganhando destaque nas discussões sobre matriz energética. Em 2013, o petróleo obtido a partir desse minério representou 29% da produção total do produto nos Estados Unidos. O gás de xisto, por sua vez, representou 40% do total.

As reservas desse minério representam 10% do total de petróleo e 32% do gás disponível no planeta. O país que mais detém reservas é a Rússia, seguida por Estados Unidos, China e Argentina. Já os países com maiores reservas de gás de xisto — encontradas entre as camadas do mineral — são China, Argentina, Argélia e Estados Unidos. O Brasil  também possui grandes quantidades do minério e, em 2013, o governo chegou a realizar leilões de exploração da reserva. A produção a partir desse material, entretanto, está paralisada por falta de regulamentação específica.

Para produzir petróleo e gás a partir do xisto é preciso explodir as rochas do minério por um processo chamado de “fraturamento hidráulico”, que injeta grandes quantidades de água misturada a produtos químicos sob grande pressão. A técnica, porém, é questionada por ambientalista e já foi proibida na França e na Bulgária.

Água e crise no sistema hídrico

As anomalias verificadas nos índices pluviométricos, que tiveram como consequências a falta de água em São Paulo e enchentes em outros Estados da região Sudeste, também estão entre as apostas dos professores de cursinho. “O stress hídrico esteve na pauta dos jornais por meses e o tema abre margens para toda a sorte de perguntas no Enem, que pode cobrar desde conhecimentos sobre mananciais até a fórmula química da água.

No início do verão, houve muitas chuvas em Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No leste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, não chovia tanto desde 1979. Essa umidade, entretanto, não alcançou a cidade de São Paulo. Dezembro de 2013 foi o terceiro mês menos chuvoso dos últimos 71 anos na capital, só perdendo para os anos de 1999 e 1963. Ainda assim, as chuvas na capital só atingiram o volume de 237,9 milímetros, inferior à média histórica de 265,6 milímetros. Com isso, o reservatório da Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, teve sua capacidade reduzida. Na última terça-feira, o volume armazenado de água caiu para 11,9% da capacidade.

Já na região Norte, o excesso de chuvas deixou diversos pontos de Porto Velho (RO) submersos e o Acre ilhado em função da cheia do Rio Madeira, que em março de 2013 bateu recorde histórico com 25,44 metros de profundidade. A cheia afetou pelo menos 66.000 pessoas e deixou famílias desabrigadas em dez cidades da região, além de interromper o tráfego nas principais rodovias de Rondônia, como a BR-364 e a BR-319.

Crise energética

A crise no setor energético. É um tema que mistura questões de física, química e biologia, uma interdisciplinaridade que é típica de questões do exame federal. O Brasil tem atualmente capacidade elétrica instalada de 120.000 megawatts, mas desde 2013 enfrenta dificuldades no abastecimento, com registros de apagões em diversas regiões do país que acarretaram problemas para a economia.

Em janeiro, foram registrados os dez maiores picos de consumo de energia da história do Brasil e, em fevereiro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou apagões em onze Estados das regiões Norte, Sudeste e Sul. Só na região Sudeste, a falha no sistema elétrico pode ter atingido 950.000 pessoas. Pelas normas de segurança, o sistema elétrico brasileiro precisa trabalhar com sobra de energia equivalente a 5% da eletricidade consumida no país. Entretanto, em janeiro, essa marca atingiu 2%.

Uma das justificativas para o problema apresentadas pela ONS foi uma interrupção no fornecimento de 5.000 megawatts/hora para essas regiões. Outra explicação para os apagões é a de que descargas atmosféricas (raios)  provocaram curtos-circuitos no sistema nacional, causando a queda de energia. Entretanto, apesar de o Brasil ser um dos países com maior quantidade de raios do mundo, o sistema elétrico foi montado para ser à prova de descargas elétricas, com a proteção de uma grande rede de para-raios.

O principal gerador de energia no país são as usinas hidrelétricas, que respondem pela geração de 86.923 MW, seguidas das termelétricas a gás (9.816 MW), as usinas a biomassa (8.870 MW) e usinas a óleo e bicombustíveis (5.297 MW). Outras formas de energia respondem por parcelas menores do fornecimento, como as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas, que somaram no ano passado 4.805 MW de capacidade de geração. As usinas a carvão mineral registraram 3.152 MW, as eólicas marcaram 2.181 MW e as nucleares, 2.007 MW. Fonte: veja professor

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