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Vale a pena "chutar" no ENEM

30 de setembro de 2014 0

Cuidado! Isso pode ser um mau negócio

Olá pessoal no artigo de hoje você vai descobrir porque não vale apena chutar no Enem deste ano devido a vários fatores, e o principal deles é o sistema anti-chute do ENEM criado pelo INEP para evitar os famosos chutes nas questões do ENEM. A TRI não contabiliza apenas o número total de acertos no teste, leva em conta a dificuldade de cada questão. Um item com baixo índice de acertos tem mais peso na pontuação final, aqueles com alto índice de acertos contam menos pontos na nota final do candidato. Além disso, o sistema ‘antichute’ consegue perceber quando a resposta não é compatível com o nível de conhecimento demonstrado pelo aluno e reduz a pontuação da questão.

Vale apena chutar no ENEM?

Para explicar a TRI de maneira mais simples e podemos comparar ao sistema a uma consulta oftalmológica: “O médico coloca uma lente atrás da outra e pede para você ler as letras. Ele conhece o grau de cada lente. Ele não quer saber quantas letras você acertou, ele quer descobrir o seu grau, algo interno a você. Como ele não tem acesso direto a isso, ele usa algo externo e dependendo do padrão ele vai te posicionar em uma escala. É isso que a TRI faz”, explica. “Eu apresento uma série de questões como se fossem lentes, dependendo daquelas que ele acertar eu vou saber o grau do aluno, dependendo do acerto eu sei se ele melhorou ou piorou em leitura, em matemática e em outras competências.

Na prática, funciona assim: uma questão que teve baixo índice de acertos é considerada “difícil” e, portanto, tem mais peso na pontuação final. Aquelas que têm alto índice de acertos são classificadas como “fáceis” e contam menos pontos na nota final do candidato. Dessa forma, dois participantes que acertaram o mesmo número de itens poderão ter médias finais diferentes, dependendo do nível de dificuldade de cada uma dessas questões. Também não é possível comparar o número de acertos nas provas de diferentes áreas do conhecimento. Se um aluno acerta a mesma quantidade de itens nas provas de matemática e ciências humanas, por exemplo, não significa que a pontuação obtida será igual. Isso porque o nível de dificuldade de cada prova e dos diferentes itens que a compõem afetam esse cálculo final. Sistema ‘antichute’ A TRI consegue até mesmo identificar o famoso “chute”.

Vamos dar um exemplo se um candidato só acerta questões até o nível 300, depois erra tudo e acerta uma única questão de um nível maior, o modelo encara essa questão com um peso menor, pois considera que ela não mostra muito bem o nível do aluno, já que no restante da prova ele está abaixo. “O chute não vai piorar a nota, em última instância você pode até acertar algumas questões. Existe o acerto casual. Minha recomendação é que o aluno faça tudo, mesmo que não tenha certeza. Vá primeiro nas questões que tem mais segurança, mas tente fazer toda a prova, é o melhor.

Notas máximas e mínimas Após a divulgação do resultado individual de cada candidato no Enem, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) também publica as notas máximas e mínimas de cada área da prova. Essas notas servem como parâmetro para o inscrito saber se foi bem ou mal no exame, já que não existe 0 ou 1.000 nas provas de múltipla escolha. A única parte da prova que não usa a TRI para a correção é a redação. Nela é possível o candidato tanto zerar como conseguir nota 1.000.

Vamos esclarecer alguns pontos sobre a TRI.

A TRI é um sistema matemático capaz de analisar as questões que cada participante respondeu corretamente e dar um peso específico para cada acerto, baseando-se na dificuldade e no conhecimento necessário para solucionar cada uma delas. Em outras palavras, tal sistema tem por objetivo identificar possíveis “chutes” dos candidatos e minimizar o valor dessas questões.
De acordo com o próprio INEP, o modelo de TRI adotado no exame é do matemático Birbaum, que avalia três parâmetros para então chegar à nota final. São eles: poder de discriminação, referente às habilidades dos participantes. o grau de dificuldade de cada questão. a probabilidade de acerto ao acaso, popularmente conhecido como “chute”.

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