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Posts na categoria "ENEM"

Cursinho presencial ou online, o que vale a pena fazer?

25 de fevereiro de 2015 0

Fala meu povo :)

Mutos alunos me perguntam se vale a pena fazer Cursinho presencial ou online? Tudo depende da maneira que você estuda, por exemplo caso tenha facilidade com as ferramentas digitais, internet rápida, disciplina para assistir as aulas, realizar os exercícios  e sempre ler a a apostila, os cursos online se tornam uma boa opção, pois evoluíram muito nos últimos anos, e são interessantes para os alunos que não possuem cursinhos em suas cidades, trabalham em horários fragmentados ou tenham dificuldades de locomoção em virtude da mobilidade urbana.  É importante destacar que nos últimos anos muitos alunos estão sendo aprovados em cursos de alta demanda.

Os Cursinhos presenciais sempre foram uma opção para a preparação para as provas mais difíceis, só que  alguns não se adaptaram as mudanças do ENEM e  continuam somente com preparação pra vestibulares. Outra questão é para os alunos que já fizeram mais de uma vez o curso e terão que repetir  todos os professores, conteúdos e piadas  acabam ficando improdutivos.

Os benefícios do Cursinho presencial se destacam em relação ao acompanhamento mais próximo do alunos, monitorias e claro o estudante pode tirar dúvidas diretamente com os educadores, mais professor Otavio Auler muitos cursinhos online também possuem monitoria e professores que tiram dúvidas! É verdade tudo depende do seu jeito de estudar, se você esta adaptado a esse modelo tranquilo.

Particularmente home eu faria un Cursinho online, pois tenho pouco tempo, horários quebrados durante o dia e já me acostumei em assistir aulas pelo computador.

agora ciber

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Mensalidade de pré-vestibular vai de R$ 0 a R$ 2.340

24 de fevereiro de 2015 0
 

Quem pretende dedicar 2015 aos estudos para o vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve se apressar. Cursinhos populares e particulares estão com inscrições e concursos de bolsas abertas para seus cursos extensivos.

Instituições populares, como o Educafro e a Fundação Cecierj, oferecem aulas gratuitas para estudantes de escola pública e candidatos de baixa renda.

Neles, é preciso fazer a inscrição para participar de uma seleção por critérios sociais. Em geral, as aulas acontecem aos finais de semana ou no período noturno, para atender estudantes que trabalham.

Já os particulares, como o Cursinho do XI, o Etapa e o Poliedro, oferecem aulas nos períodos matutino, vespertino e noturno que começam entre fevereiro e março. As mensalidades vão de R$ 150 a R$ 2,3 mil, com material incluso.

Na maior parte das redes, o estudante pode conseguir bolsas de estudos conforme seu desempenho em uma prova classificatória.

Fonte: IG
meme-1022-volta-as-aulas-naoooooooooooo

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Não passei no ENEM e vestibular, o que eu faço agora?

23 de fevereiro de 2015 0

Fala Galera!

Preparei 5  dicas para recomeçar seus estudos para o ENEM e vestibulares: “NÃO ESQUEÇA que nossa maior fraqueza é desistir!”

1. Monte um plano: Chame a sua família  e seja verdadeiro, falando que você precisa saber se eles apoiam emocionalmente e financeiramente sua decisão de se dedicar 100% aos estudos;

Caso não tenha apoio financeiro organize sua agenda apara conciliar trabalho e dedicação aos estudos;

2. Tenha disciplina:

Tenha horário para tudo;

Estabeleça uma rotina;

Durma e acorde cedo;

Não esqueça que  nosso cérebro precisa de 21 dias para estabelecer um hábito;

3. Avalie seus pontos fortes e fracos:

Analise seu desempenho no ENEM e vestibulares,

Foque nos pontos fracos;

Refaça a prova que você não conseguiu um bom desempenho;

4. Não escolha o caminho fácil:

Lute pelos seus sonhos;

Não desista nunca;

Busque sempre uma faculdade gratuita;

Faculdade de qualidade é sinônimo de emprego fácil;

5. Estude sozinho ou faça um Curso Pré Vestibular presencial ou online:

A sugestão é estudar sozinho com apoio  de livros, apostilas e aulas online;

Caso prefira fazer um cursinho, pesquise bem sobre a qualidade dos professores, material didático e aprovações;

Se você já fez um cursinho a sugestão é mudar de curso;

off line

 

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Prouni divulga a segunda chamada de aprovados

20 de fevereiro de 2015 0

O Ministério da Educação divulgou, nesta quinta-feira (19), a segunda chamada de aprovados da edição do primeiro semestre de 2015 do Programa Universidade para Todos (Prouni).

VEJA A LISTA DE APROVADOS

O prazo para que os candidatos comprovem as informações declaradas no ato da inscrição termina na próxima segunda-feira (23). O candidato convocado deve se dirigir à  instituição para a qual foi pré-selecionado e levar os documentos necessários para fazer a matrícula. Se perder o prazo ou não comprovar as informações, será eliminado.

VEJA A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA A MATRÍCULA

Nesta edição, foram ofertadas 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais, para 30.549 cursos de graduação de 1.117 instituições de ensino superior privadas.

HU SC 1

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Alunos poderão fazer novos contratos do Fies a partir do dia 23, diz MEC

19 de fevereiro de 2015 0

O Ministério da Educação divulgou, nesta quinta-feira (12), que o Sistema Informatizado do Fies (SisFies) estará aberto para novos contratos a partir do dia 23. As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de abril.

Segundo o MEC, após a validação das informações durante a inscrição, o estudante deverá comparecer ir a um agente financeiro do Fies em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil à data da validação da inscrição.

Nesta quarta-feira (11), o ministro da educação, Cid Gomes, disse que a autorização dos novos contratos vai levar em conta a qualidade e o perfil do curso. Graduações consideradas prioritárias para suprir carências do mercado, como licenciaturas, terão prioridade.

De acordo com o ministro, a medida irá coibir a adesão de faculdades de baixa qualidade no programa. “O governo vai colocar um balizador nisso que é qualidade”, disse o titular do MEC.

Cid, porém, garantiu que os alunos que atenderem aos critérios serão contemplados. “Os estudantes brasileiros que demandarem cursos com qualidade ou cursos que estejam no rol de cursos estratégicos para o Brasil (…) terão a nossa chancela”. Entre as áreas prioritárias, ele citou as licenciaturas em física, química e matemática.

http://sisfiesportal.mec.gov.br/

 

financiamento-estudantil

Fonte: G1

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Erros Gramaticais comuns na Língua Portuguesa

10 de fevereiro de 2015 0

1 – A gente e agente

Esse é um dos erros bobos mais cometidos na história do português, isso porque quando falamos as duas palavras, elas são idênticas, mas não significam a mesma coisa.

A gente com a preposição tem o mesmo significado de nós, não muito usado na nossa língua falada e que, na verdade, é uma locução pronominal que tem o mesmo significado do pronome pessoal nós. Já o Agente é um substantivo que é usado como sujeito da ação que opera ou atua. Por exemplo: “ O agente do FBI está aí”.

2 – Menos ou menas

Esse talvez é o erro mais bobo que você pode cometer ao escrever, isso porque a palavra menas simplesmente não existe, mas por algum motivo muita gente continua usando. Menos é uma palavra que pode ser tanto um advérbio, quanto um substantivo, um pronome indefinido ou até mesmo uma preposição que não possui flexão de gênero. Por isso, menas não existe.

Menos é usado para se referir a algo ou alguém em menor número e também é uma palavra utilizada em diversas expressões da língua portuguesa.

3 – Mas ou mais

Essas duas palavras causam verdadeiro nó na cabeça de muita gente que confunde e troca completamente seus significados. As duas palavras existem na língua portuguesa, porém, elas são usadas de formas e em situações completamente diferentes, fazendo com que sua troca pareça, na verdade, um verdadeiro descuido.

Mas é um substantivo comum, um advérbio e também uma conjunção e é utilizado com o mesmo significado de todavia, porém e contudo. Já a palavra mais indica quantidade ou excesso.

4 – Mau ou mal

Outro erro bobo muito cometido na nossa língua. O mau é, na verdade, o contrário de bom, enquanto o mal é o oposto de bem. Contudo, não é incomum ver a troca dos usos dessas palavras.

5 – Traz ou trás

Quando conversamos, é impossível distinguir qual a palavra que está sendo usada e, por isso, muita gente se confunde na hora de escrevê-las. Traz é, na verdade, uma conjunção do verbo trazer, enquanto o trás é um advérbio de lugar que significa atrás.

6 – Há anos atrás

Esse é outro erro comum muito cometido na língua portuguesa. O há é um forma conjugada do, já conhecido, verbo haver no presente do indicativo e indica um tempo que já passou quando utilizado com sentido de tem ou faz. Por isso, não é preciso usar o atrás depois dele.

Fonte: Vestibulando Ansioso

7 – Mim antes de verbo

Esse é, sem dúvida, o maior e pior erro que você pode cometer ao escrever ou até mesmo falar. O mim é usado como objeto direto e, por isso, jamais deverá ser usado como o sujeito da oração, ou como dizem as professoras de português “mim não conjuga verbo”.

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1º lugar em medicina na Unifesp estudava 14h por dia

06 de fevereiro de 2015 0

Quem escuta Karina Caciola dizer que passou em primeiro lugar no curso de medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) se espanta com a calma da jovem de 20 anos. Em vez de euforia, a estudante demonstra uma alegria serena.

Sua atitude evidencia duas características importantes para a aprovação em um vestibular que, neste ano, tinha 125 candidatos por vaga: autoconfiança e paciência.

Karina encarou dois anos de cursinho, jornadas intermináveis de estudo e saudades dos pais e dos amigos — ela se mudou da casa dos pais, na zona norte de São Paulo, para a casa da tia, na zona sul, para ficar mais perto do cursinho.

Já a autoconfiança se revelou na insistência em cursar medicina em uma universidade pública na capital paulista.

Nos últimos três anos, a jovem foi aprovada duas vezes na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) em cursos de engenharia, pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), e em medicina na UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) e na Santa Casa, instituição paulistana que é particular.

Etapas de um sonho

Bancar uma faculdade particular seria um fardo para a família Caciola — não eles sejam pobres, mas estão longe de ter dinheiro para arcar com uma mensalidade que girava em torno de R$ 4.000 na época. O pai tem formação técnica e é proprietário de uma pequena empresa de consultoria de informática. Para complementar a renda, é fotógrafo.

A mãe, que também não tem diploma superior, chegou a trabalhar como bancária, mas largou o emprego quando Karina, sua única filha, nasceu. Os três moram em um apartamento no Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo.

Karina estudou até o 9º ano em uma pequena escola particular no seu bairro. No ensino médio, transferiu-se para um colégio que priorizava o vestibular, no bairro vizinho do Tatuapé. Ao final do 3º ano, a jovem fez o Enem e prestou uma série de vestibulares para Medicina.

Apesar da boa pontuação, não passou em nenhuma universidade pública em São Paulo. Foi então que fez um ano de cursinho, com bolsa de estudos, morando ainda com seus pais. De novo, a pontuação não foi suficiente.

Ela decidiu, então, estudar em um cursinho com turmas especializadas no vestibular de medicina, o Poliedro. Com pena da filha que precisava atravessar a cidade todos os dias, Lourdes Caciola incentivou a menina a morar com uma tia, na Chácara Klabin, zona sul da cidade, a poucos metros da escola em que se matriculou, também com bolsa.

“Foi difícil pra mim. Filho nunca cresce pra gente. Fiquei sem controle de nada. Se estava com dor de cabeça, o que estava comendo, se estava agasalhada”, conta Lourdes.

Karina quase não se encontrava com a tia. Chegava segunda de manhã no cursinho, vinda direto de casa, colocava a mala de roupas limpas sob a carteira e começava, às 6h45, sua jornada de estudos que só acabava às 21h30. Tudo isso, no prédio do cursinho.

Dicas

“Eu acho que o meu segredo é a determinação e a persistência. Eu ia para o cursinho e tomava café da manhã por lá. Almoçava em 15, 20 minutos. Voltava a estudar. Estudava de sábado, de domingo. Não tinha trégua”, conta.

“Neste último ano, não tive lazer. Meu lazer era dormir. Deixei meus amigos de lado. Eles até pararam de me chamar. Agora que eu estou revendo todo o pessoal. Mas, valeu muito a pena”, completa.

Agora, nesse intervalo até o início das aulas, Karina quer rever a turma, voltar a tocar piano e assistir aos seriados de TV de que tanto gosta. Daqui alguns dias, ela vai iniciar o curso de medicina com a mesma paciência e confiança que teve no cursinho. Claro que ela está muito feliz, mas a jovem deixa a euforia para a mãe.

“Minha ficha não caiu ainda. Estou sem ar. Entro no elevador do prédio e conto para minhas vizinhas que minha filha passou no vestibular, em medicina, numa universidade pública e em primeiro lugar. É um presente para mim”, não se cansa de falar, orgulhosa, dona Lourdes.

foto med

Fonte: UOl

http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2015/01/27/aprovada-em-1-lugar-em-medicina-na-unifesp-estudava-14h-por-dia.htm

 

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Sou mulher, sou negra,sou da favela e hoje sou médica

05 de fevereiro de 2015 0

Ariana Reis, 32 anos, chegou ao fim de 14 anos dedicados à universidade: três de preparação para as provas de acesso, cinco do curso de Pedagogia, seis do de Medicina. No convite para a cerimónia de formatura, terminava com o seguinte: “Sou mulher, sou negra, sou da favela e hoje sou médica.”

Porque “é difícil”. Porque Ariana é a grande excepção num Brasil onde é raro encontrarem-se médicos negros nos hospitais. A “caçula” de 12 irmãos foi a primeira a ir para a universidade. Era a única mulher negra da sua turma na Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia. Em seis anos a estudar Medicina, cruzou-se com apenas duas estudantes negras de outros anos. “Nos hospitais sempre me confundem com a menina que limpa o chão. Se cai qualquer coisa: ‘Você vem aqui, pega o pano, limpa.’ Quantas vezes eu já ouvi isso? Muitas vezes. [Olham para mim]: ‘Ah, é a enfermeira, a técnica.’ Se estou sentada lá na mesa — sabem que é um médico que está ali na mesa — [perguntam]: ‘É você? Ah…’” E Ariana responde: “Vou chamar a pessoa responsável por isso.” Ou então mostra o distintivo na bata: “Está aqui, sou médica.”

Isto acontece com pacientes brancos e negros: “Na verdade, os brancos ficam mais impressionados. Os negros me abordam mais porque não estão acostumados a ver na sua comunidade pessoas em cargos assim de mais prestígio.” Ariana tenta mudar o olhar de quem a ofendeu: um negro não faz só limpezas, é possível que uma médica seja negra.

De facto, ela raramente se cruza com médicas negras — médicos ainda vai vendo, mas poucos. Cresceu a ouvir: “Negro não presta.” E por isso: “Cresci dizendo: ‘Meu Deus, eu sou negra e negro não presta.’ Não tinha orgulho de ser negra. Meu pai era o primeiro a dizer que negro não presta, que negro faz sempre coisa ruim e que não é para ter orgulho de ser negro — ele sendo negro.”

Mas o pai, pedreiro, morreu com orgulho da filha negra. Estava bastante doente, com Alzheimer, quando Ariana soube que tinha conseguido a bolsa para entrar em Medicina — cancelando assim o curso de Pedagogia que estava quase no fim. Chegou a casa, e contou: “Pai, passei em Medicina. Eu acho que ele entendeu. No outro dia faleceu. Isso é uma dor para mim. Ironia do destino, né? Filha passando em Medicina, pai falecendo no outro dia.”

Apesar de tudo, quando pedia dinheiro para livros, para a escola, ele dava. “Era o maior sacrifício.” Mas ele dava. Na época de aulas, tinha o costume de a esperar à noite nas paragens de autocarro, porque o bairro era perigoso e “tem que ficar olhando”. “Sempre me incentivou. Sempre.”

Ela cresceu a ouvir que negro não presta, mas cresceu também a dizer que queria ser médica. Aos 15 anos, estava num hospital com o sobrinho que tinha caído. Virou-se para o médico, até ali brincalhão, “dando risada”, e disse: “Olha, eu estudo muito para ser médica como você.’ Houve um silêncio da parte dele. Aquele que estava brincando, sorrindo, conversando com a gente se fechou. E aí, como eu falo muito baixo, [pensei] que ele não ouviu, falei mais alto: ‘Olha eu estudo muito porque quero ser médica como você, como o senhor.’ Aí ele virou, olhou para mim como se dissesse: ‘Ponha-se no seu lugar, você não vai conseguir.’ [Pausa] Saí dali arrasada. Arrasada.”

Tinha levado “um balde de água fria”. “Mas não desisti por isso, não.” Afinal, Ariana é conhecida por ser “do contra”: “Se tinha aquilo para fazer e ninguém conseguia, eu ficava, ficava, ficava até conseguir.”

Tentou Medicina, antes de entrar em Pedagogia, por três vezes. Numa delas, em que “não passou”, chegou a casa, à varanda de um apartamento numa favela, e “chorou, chorou, chorou”, lembra a mãe, no mesmo sítio, agora numa noite de Fevereiro, já com a filha formada. E o irmão a dizer-lhe: “Você vai alcançar, vai alcançar.”

O irmão não está em casa da mãe na noite em que lá vamos, mas estão algumas das irmãs, sobrinhas e sobrinhos. Os jovens sentam-se na sala, logo à entrada, agarrados aos telemóveis e a olhar para o ecrã da enorme televisão. Vê-se logo a fotografia da cerimónia de formatura de Ariana, em formato gigante: ela de bata, cabelo arranjado, maquilhada. Morro acima, vivem as irmãs, noutras casas. Foi naquela sala que ela estudou e continua a estudar Medicina, com gente a entrar e a sair. No edifício ao lado, fiéis de uma Igreja Evangélica cantam alto, batem palmas.

Quando entrou em Medicina, pagava três mil reais por mês (cerca de 920 euros) — mas tinha uma bolsa do ProUni, um programa do Ministério da Educação que paga 50% da mensalidade a alunos em instituições privadas. Quando estudou Pedagogia, fê-lo ao abrigo das cotas raciais, uma das políticas de acção afirmativa no Brasil que pretendem aumentar a percentagem de população negra nas universidades.

No segundo país com a maior população negra do mundo a seguir à Nigéria, ser negro é pertencer a uma maioria de 51% da população de 200 milhões. Mas o último Censos, de 2010, mostrava que apenas 26% dos universitários eram negros; e apenas 2,66% dos alunos que terminaram o curso de Medicina eram negros, num estudo feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais para o canal UOL. Estes números explicam-se, em parte, com a despesa da educação no Brasil: quem estuda em escolas privadas até ao fim do secundário tem mais hipóteses de entrar nas universidades públicas, as melhores.

Para conseguir pagar a universidade privada, Ariana fez uns trabalhos avulsos, como limpar a casa da irmã ou ajudar alguns colegas na faculdade. “É muito difícil. Consegui entrar na universidade porque cheguei num tempo em que meus irmãos já estavam trabalhando e puderam me ajudar também. As cotas ajudam e muito. Como é que a gente que vem da escola pública vai concorrer com esse pessoal da escola privada que não passou por greves de professores e de funcionários? É-lhes cobrado desde que nascem: ‘Vocês têm que ter um nível superior.’ Têm espelhos na família: médicos, engenheiros, professores. Nas famílias pobres, a maioria negras, a mãe é dona de casa, o pai é pedreiro, o pai está desempregado, o pai é bandido, o pai é ladrão.”

Ela estava entre os melhores da turma, diz. Em cirurgia, foi considerada a aluna-padrão. A diferença em relação aos outros é que tudo custava muito mais: saía de casa de madrugada para não apanhar engarrafamentos e garantir que estava nas aulas a tempo e horas, fazia “ginástica” ao dinheiro porque tinha de passar um dia inteiro fora de casa, tinha de comprar livros caríssimos, alguns a “mil, dois mil reais”…

Voltamos à história do convite. Queremos saber o significado daquela frase que ela colocou no final: “Mulher já é discriminada por si só, tem salários inferiores aos dos homens, se for negra ainda pior. Da favela, o pessoal acha que é ladrão. Virei médica: isso é possível.”

Para se ter uma ideia do que diz: com o mesmo nível de escolaridade, as mulheres brancas ganham 68,7% do salário dos homens brancos, enquanto os homens negros ganham metade e as mulheres negras menos ainda, 38,5% (dados retirados do estudo Igualdade Racial no Brasil: reflexões no Ano Internacional dos Afrodescendentes, 2013, IPEA).

Ariana está num hospital militar como voluntária (mas tem um salário). Quer fazer bancos em hospitais do interior para ganhar algum dinheiro e estudar para fazer a prova de cirurgia geral. “Vou cursar dois anos de cirurgia geral em hospitais e terminando os dois anos vou prestar novamente prova para fazer residência em cirurgia pediátrica durante três anos.” Cirurgia porquê? “Gosto de resolver. E cirurgião resolve muito.”

Leia a matéria completa em: Sou mulher, sou negra,sou da favela e hoje sou médica – Geledés

Fonte:  http://www.geledes.org.br

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Prazo para matrícula de aprovados no Sisu 2015 termina nesta terça-feira

04 de fevereiro de 2015 0

Termina nesta terça-feira (3) o prazo para os candidatos que foram aprovados nos cursos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) fazerem a matrícula na instituição correspondente. O candidato aprovado que não fizer a matrícula ou não apresentar a documentação corretamente, perde a vaga, a qual servirá para a classificação de outros candidatos por meio da lista de espera. Quem não passou tem até sexta-feira (6) para se inscrever na lista de espera no site do Sisu.

Fonte: G1

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Ministro anuncia consulta pública para a criação do 'Enem online'

03 de fevereiro de 2015 0

O ministro da Educação, Cid Gomes, anunciou nesta sexta-feira (30) que vai abrir uma consulta pública nos próximos dias para debater a construção de um formato de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) online. No último dia 13, ele já havia anunciado que pretende reformatar o exame do MEC para que a prova não seja mais realizada em um único fim de semana por ano, mas “toda hora, todo dia”.

De acordo com o ministro, a ideia é que o banco de dados que contém as questões usadas nas provas do Enem seja expandido ao ponto de ter um número de itens suficiente para que várias provas sejam criadas seguindo a mesma metodologia de avaliação do exame.

“Imagina se o Ministério da Educação tiver, e isso sem nenhum cuidado com sigilo, oito mil quesitos de cada um dos temas, listados, colocados a julgamento público para que todos possam contestar. Se eu tiver esse banco de dados, ele pode ficar aberto ao público. Isso é fonte de estudo”, explicou Gomes, destacando que será necessário abranger todos os temas e suas subdivisões, graduados em perguntas fáceis, médias e mais complexas. Além disso, o conjunto de itens de cada prova terá que aferir o mesmo conhecimento dos alunos.

Segundo o ministro, o pré-requisito para que o MEC concretize o ‘Enem online’ é continuar expandindo o banco de questões. Ele não afirmou quantas questões atualmente já existem no banco, mas diz que o objetivo é que ele chegue a 32 mil questões, incluindo oito mil questões de cada uma das quatros provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática).

“Se a pessoa for capaz de decorar sem aprender oito mil questões de cada área, 32 mil quesitos no total, a pessoa é um gênio”, exemplificou Gomes, ressaltando que esse formato ajudaria inclusive a minimizar a possibilidade de fraudes no exame, já que não existiria mais a necessidade de vazamento de questões de uma prova específica.

Logo após a definição do banco de dados com as perguntas, o ministro diz que será necessário definir os locais de aplicação do exame, para que não haja o risco de terceiros realizarem a prova para o candidato. “O terminal do computador vai recolher uma pergunta do banco de dados de cada um dos temas, mas sempre uma pergunta diferente. Um estudante está aqui fazendo uma prova e o que está do lado estará fazendo uma prova totalmente diferente. Claro que a gente tem que ter estruturas seguras, pois a pessoa pode levar um outro”, afirmou o ministro.

Infraestrutura
Após a consulta pública para a criação do banco, será preciso orçar uma infraestrutura que seja capaz de disponibilizar a provas para os estudantes que estão concluindo o ensino médio dentro de um período específico do ano. Os demais candidatos que quiserem testar conhecimento, poderão realizar a prova em qualquer período.

O modelo de aplicação das provas objetivas sugerido pelo ministro se assemelha ao SAT, o exame de admissão para as universidades dos Estados Unidos.

Para a aplicação da prova de redação, o ministro destacou que será preciso criar mecanismos diferentes, já que a mesma precisa ser corrigida.

Fonte: G1

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