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Vida que segue

31 de outubro de 2012 1

Foi durante uma caminhada há 14 anos que Vanilda Ales da Mira, de 63 anos, teve o primeiro indício do que mais tarde descobriria ser um câncer de mama.

Ela sentiu uma dor no braço e, ao voltar para casa, notou um caroço na mama.  “Nem passou pela minha cabeça que era câncer, nunca tinha feito mamografia”, lembra.
Uma semana depois, resolveu procurar um mastologista e ouviu a notícia que sequer cogitava receber. “Parece que você vai parar no fundo do poço”.

O tumor já tinha quatro centímetros quando foi descoberto. Ela precisou retirar toda a mama, mas o desespero aumentou mesmo quando os cabelos começaram a cair por causa da quimioterapia.
Ela ficou três meses sem sair de casa porque sentia vergonha e estava muito assustada com aquela situação. “Ficava aquele vazio. Mesmo dentro de casa, ninguém me via sem lenço. Mas depois me acostumei, minha família me deu muito apoio.”

O marido de Vanilda escondia o sofrimento que sentia por ver a mulher doente. Sufocou tanto a preocupação com a saúde da companheira que, depois que o tratamento acabou e ela melhorou, sofreu dois enfartos.

A reconstrução do seio retirado só pode ser feita dois anos depois. “Não tínhamos o dinheiro e na época o SUS não fazia a cirurgia”, conta. Ela conseguiu a operação gratuitamente por meio da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Joinville, lugar que passou a frequentar desde que descobriu a doença.

Agora, ela olha para trás e tem a sensação que tudo não passou de um sonho ruim. “Nem parece que tive essa doença”, acrescenta.
Mesmo assim, mantém-se alerta. Faz os exames regularmente para garantir que a saúde esteja sempre em dia e continua participando dos encontros da Rede Feminina para dar apoio e estímulo às mulheres que enfrentam a mesma situação.

Comentários (1)

  • dejanira ribeiro dos santos diz: 31 de outubro de 2012

    Como é bom ter um espaço como este para fortalecer pessoas que, como eu e minhas duas irmãs, estamos lutando contra um câncer de mama desde 2009. Estamos bem. Elas fazem seu tratamento em SFS e eu fui para o o Hospital das Clínicas em SP. Elas retiraram apenas uma mama e eu retirei as duas. Tenho 35 anos. Elas também descobriram a doença muito jovens, uma com 38 anos e outra com 46. Não é fácil, pois temos que arrumar forças umas para as outras. Imaginem três ao mesmo tempo. Só Deus em nossas vidas mesmo!

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