Desde sua criação, em 1994, o Facebook vem ganhando mais adeptos a cada dia. Atualmente, o Brasil é o segundo no ranking, com 46 milhões de usuários. É difícil um dia em que você não dê uma passadinha pelo site de relacionamentos para espiar as fotos ou postagens alheias. Ou, ainda, corre lá para lembrar da data do aniversário dos amigos. Mas será que a rede social, criada com a intenção de socializar, está afastando as pessoas, que acabam “convivendo” apenas com os amigos virtuais?
Você tem mais de 500 amigos virtuais que curtem suas fotos e acompanham sua vida. Mas, na hora em que realmente precisa, será que consegue contar com todos eles? Você acredita que o Facebook está tornando a vida das pessoas mais superficial ou que ainda é possível estar conectado, mas sem perder o encanto do tradicional encontro com os amigos para tomar um chimarrão?
Uma ajuda extra nas tarefas da escola
Para Willitom Santos, 17 anos, estudante do Colégio Protásio Alves, em Porto Alegre, o Facebook ajuda, e muito no seu dia a dia.
– Eu não acho que o Facebook afasta as pessoas. Pelo contrário! Eu costumo marcar encontros com os meus amigos por lá e até converso com eles sobre coisas da escola – diz.
A turma de Willitom chegou até a criar uma página em que conversa sobre as matérias das aulas e as provas. O guri fica conectado direto, em média, uma hora por dia. Mas, na maioria das vezes sai do site, e, dez minutos depois, já está conectando novamente.
“As pessoas acham que sou um E.T.”
É assim que as pessoas normalmente reagem quando Roberta Pires, 20 anos, conta que não tem mais Facebook.
Há cinco meses, a guria fez o que, para muitos, seria um sacrilégio: deletou sua conta. Ela havia acabado recentemente um relacionamento, e o ex-namorado não parava de vasculhar sua vida.
Agora, ela entrou para o time dos “sem Facebook” e parou, também, de ficar de olho na vida alheia.
– Quando eu falo para as pessoas que deletei meu Face, elas ficam chocadas. Acham que sou um E.T. – diverte-se.
Ela diz que estar desconectada tem seu lado ruim, pois deixa de interagir com amigos que moram longe e, às vezes, acaba não participando de festas porque a galera só mandou convite através da rede.
– Mas não me arrependo. Hoje, meu dia rende mais e passo mais tempo com meus amigos reais – brinca Roberta.
Ocupando o papel de manter laços sociais
Segundo Raquel Recuero, professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas, o que pode-se observar é as redes sociais são usadas muito mais para auxiliar no contato entre as pessoas. Elas servem para encontrar amigos que moram longe, ou dar um “oi” de vez em quando, e não tanto para criar novas amizades.
– Não dá para dizer que elas afastam as pessoas, uma vez que são usadas, justamente, para manter os laços sociais.
Quando o virtual vira vida real
Para Renan Melo, 18 anos, do Colégio Dimensão, em Guaíba, a rede o ajudou a fazer novas amigos que levará para a vida toda.
– Conheci muita gente através do Facebook e a amizade saiu da tela do computador. Inclusive minha namorada eu conheci por lá – completa.
DESCONECTE-SE
Tudo bem! A gente até entende que você ama ficar conectado e compartilhando sua vida com seus amigos. Mas, desconectar o computador de vez em quando não é o fim do mundo. Listamos algumas situações em que estar offline pode ser bem mais interessante para você.
Interação – Quando você resolve sair das redes sociais e não costuma mais marcar programas através do Facebook, seus amigos vão precisar encontrar um meio de falar com você. Seu telefone vai tocar muito mais.
Amizades – Se você parar para observar, vai ver que, na sua lista, podem ter mais de 500 contatos, mas, com quais deles você fala todos os dias? São esses que você mais interage frequentemente que vão continuar na sua vida depois de deletar a sua conta.
Privacidade – A exposição nas redes pode ser prejudicial para qualquer um. Basta uma foto mais ousada e BOOM!, desencadeia comentários que podem te dar muita dor de cabeça. Se você estiver fora do Facebook, ninguém tem como saber onde e com quem você tem andado.
Mais tempo livre – Quem não tem acesso a rede de relacionamentos, acaba tendo mais tempo para suas atividades. Seja estar com os amigos, a família ou mesmo para acabar com aquela velha desculpa de que você não teve tempo de fazer o dever da escola.
ETIQUETA ONLINE
A mania de estar sempre online fez com que uma galera de outros países inventasse uma nova moda para se desconectar um pouco (pelo menos enquanto rola uma conversa entre amigos). A brincadeira de empilhar celulares chamada Phone Stacking. A moral é a seguinte: quando você for sair para encontrar com um grupo de amigos e as conversas do mundo real forem sempre interrompidas por alguém que não presta atenção porque está muito ocupado na internet, confisque o celular de todos e os empilhe! O primeiro a não resistir e pegar o smartphone paga a conta de todos.
Um bom alívio para o bolso
Dando essa folguinha para o seu smartphone, você também economiza na conta do final do mês, poupando mensagens de texto e o consumo de dados de internet que, convenhamos, anda pesando no orçamento da galera. Para quem ganha mesada, isso pode ser um gasto e tanto, hein? Vanessa Maurente, doutora em Psicologia que estuda a relação dos jovens com a tecnologia, nos deu a real sobre essa mania de ficarmos sempre conectados.
– Os pais têm de tentar entender que o jovem é acostumado a fazer várias coisas ao mesmo tempo e que ele consegue estar presente durante o encontro em família e, ainda assim, estar conectado – diz.
Mas, lembre-se: se tem muita gente reclamando e pedindo para desconectar, é melhor repensar e praticar mais Phone Stacking!































































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