
"O imenso peixe deslocava-se silenciosamente pelo mar noturno, impulsionado por movimentos curtos do rabo em forma de crescente..."
Um casal de namorados sai passear na praia, à noite. Ele acaba pegando no sono na areia, enquanto ela vai nadar um pouco. Quando ele acorda, ela sumiu, e a polícia da tranquila cidade balneária de Amity não dá muita importância ao fato: acreditam que ela apenas foi embora. Mas, logo nas primeiras horas da manhã, seu corpo dilacerado é encontrado, e o chefe de polícia não tem dúvidas: uma ameaça está à espreita no mar. Assim começa Tubarão, o clássico de Peter Benchley publicado em 1974 e que virou também sucesso de bilheteria no cinema, com direção de Steven Spielberg.
A trama vai ficando cada vez mais eletrizante à medida que o leitor acompanha a luta do chefe de polícia Martin Brody para provar que a praia é perigosa e deve ser interditada, em plena alta temporada turística. As autoridades locais discordam, e proíbem que se dê publicidade ao caso, apostando que o tubarão já foi embora. Enquanto isso, mais mortes acontecem.
Acompanhando ora as vítimas, ora Brody, ora personagens secundários e ora o próprio tubarão branco, a narrativa é aterrorizante, ao mesmo tempo em que prende o leitor. Um livro perfeito para quem gosta de histórias de dar calafrios na espinha.
A capa apresentada neste post é de uma antiga edição da Nova Cultural, com 335 páginas.
Postado por Maristela Scheuer Deves, Caxias do Sul
